Como ser uma deusa
1 Capítulo 1: Acidente
Minha história é estranha, mas acho que todas as histórias sobre a vida de deuses e semideuses são estranhas. Imagine só, você acordar e dar de cara com a paisagem de cima do Monte Olimpo ou de repente ser seguido por várias benevolentes e outras criaturas horrorosas vindas direto do Mundo Inferior, realmente é apavorante e eu posso afirmar com certeza que é apavorante. Eu sou Katty e eu faço parte de uma profecia que pode prejudicar os deuses e até mesmo aquele senhor '' adorável '' que vive na parte mais profunda e escura do Tártaro, pois é, apesar de ser uma simples mortal eu ainda posso causa um grande problema aos poderosos seres divinos, e quando eu digo que sou uma simples mortal, eu realmente quero dizer que sou apenas uma simples mortal, que nem consegue enxergar através da Névoa. Mas infelizmente tudo pode mudar e digamos que eu vou passar de mortal problemática para uma imortal problemática.
Tudo começou em uma tarde fria, eu estava viajando com meu pais e meus irmãos, não lembro os nomes deles e nem para a onde estávamos indo. Talvez íamos fazer uma viagem em família ou só um passeio mesmo. O que me fez e o que me faz triste é que nem ao menos consigo me lembrar de seus nomes. Eu conseguia me lembrar de vagas memorias daquele acidente, e não conseguia lembrar do nome das pessoas da minha família. Lembro que eu estava sentada no banco de trás do carro com meus irmãos e... meu pai estava dirigindo?! É eu também não me lembro disso. Estávamos passando por uma estrada onde só se via pinheiros e algumas árvores frutíferas. Eu estava escutando música, Otherside do Red Hot Chili Peppers. Eu estava observando as árvores com uma grande sonolência, quase dormindo quando de repente vi três meninas correndo, meninas incrivelmente lindas e incrivelmente estranhas, duas delas tinham a cor da pele do tom mais claro de um pinheiro e a outra tinha a pele da cor das folhas. Os olhos delas trocavam de cor constantemente, tinha todos os tons de verdes. Elas estavam correndo e todas olhavam diretamente para mim e seus olhos carregavam uma grande preocupação. Eu estava sonhando? Estava tendo alucinações? E a resposta é não. Eu não estava dormindo, não estava sonhando e nem tendo alucinações, eu estava muito acordada mas para o meu azar não ficaria acordada por muito mais tempo. Senti um enorme impacto, bati a cabeça com força no vidro, eu não sentia na além de dor. Eu não conseguia me mexer, não conseguia ver direito, a única coisa que eu vi foi meus irmãos pendurados pelos seus cintos de segurança, e vi também aquelas três meninas tentando me tirar do carro. Então tudo ficou escuro. Eu morri? Não. Graças aos deuses. Eu acordei e estava em uma cama de hospital sentia dor por todo meu corpo. A onde estava minha família? Eu fazia perguntas a mim mesmo sem parar. Então um homem entrou entrou em meu quarto, ele era alto e bonito, tinha cabelos grisalhos, estava segurando em uma mão um celular e na outra uma maleta. Ele estava acompanhado por uma enfermeira, que logo se retirou do quarto. O homem sentou ao lado da minha cama e deu um sorriso simpático.
— Olá Katty, lembra de mim? — Disse ele.
Eu estava muito confusa e não consegui responder.
— Bom, eu sou Hermes e cuidarei para que nenhuma criatura do Mundo Inferior a incomode. Principalmente as Benevolentes, elas estão atras de você. Mas pode ficar calma sou o deus mensageiro se eu ver alguma movimentação estranha eu irei comunicar aos outros deuses.
Demorei um tempo mas conseguir reunir forças e consegui fazer várias perguntas.
— Hermes? Benevolentes? Cadê minha família? E aquelas meninas? Você as conhece? — perguntei.
— Sim, elas são minhas assistentes . São as dríades.
Achei que aquele cara estava louco, dríades? Benevolentes? Hermes? Será que ele estava falando mesmo sobre os contos da mitologia grega?
— Dríades? Você quer dizer... ninfas das árvores? — perguntei.
— Exatamente. Você parece confusa, assim que estive melhor te levarei ao acampamento e Quíron te explicara melhor o que está acontecendo. Agora descanse.
Ele não precisou pedir duas vezes eu acabei adormecendo.
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