Como ser um lorde das trevas bem sucedido
1 Lorde Voldemort enlouqueceu, definitivamente
Notas iniciais
A sala estava completamente silenciosa.
Não que uma sala silenciosa fosse estranha, mas aquela sala em especifico continha Lorde Voldemort, o maior mago das trevas vivo no século XX, e seu arqui inimigo declarado, um bruxo adolescente chamado Harry Potter.
E eles estavam trancafiados dentro da mesma sala por três horas, e ela ainda estava silenciosa. Isto era muito estranho, considerando que Voldemort praguejava o garoto Potter dia e noite, era de se esperar que os dois estivessem em uma furiosa batalha pelo destino do mundo bruxo, e batalhas entre magos não costumam ser muito silenciosas.
— Já fazem quatro horas! Quatro horas! O que diabos está acontecendo lá dentro? – Exclamou Lucius Malfoy, membro dos Comensais da Morte, o grupo de capangas mal pagos de Lorde Voldemort, que foram ordenados a ficar de fora da batalha e fazerem algo de útil, mas foram impossibilitados de seguir esta ordem devido a nunca terem feito nada de útil em suas vidas.
— É possível que haja feitiços silenciadores ao redor da sala. – Murmurou Severus Snape.
— Não tem, eu mesmo verifiquei. Garanti que não houvesse nenhum para poder ouvir os gritos de dor do Potter.
— Ainda está com raiva por causa do Dobby?
— Potter roubou Dobby de mim, não há nada de errado em buscar vingança!
— Você é rico, por que simplesmente não compra outro elfo doméstico?
— Você não entenderia. – E Lucius virou a cabeça de novo para a porta, aparentemente, a memória de ter sido enganado por uma criança de 12 anos a libertar seu servo, e depois ter sido derrotado por este mesmo servo em um piscar de olhos e ser humilhado na frente de Albus Dumbledore, não era uma das favoritas de Lucius.
`` Será que o Lorde das trevas foi derrotado? – Pensou Snape. – Talvez ele tenha finalmente caído, com esse silêncio, talvez os dois tenham se destruído mutuamente?
— Eu vou entrar, preciso saber o que esta acontecendo. – Declarou Snape.
— O que? Você não pode! – Exclamou Nott. – Finalmente capturei o pirralho-que-não-deve-ser-nomeado-na-frente-daquele-que-não-deve-ser-nomeado, e o Lorde das trevas pode finalmente me perdoar por ter incendiado sua mansão enquanto tentava assar bolinhos, você não pode entrar lá e estragar tudo!
— Sinto muito Senhor que não sabe assar bolinhos, mas eu preciso descobrir o que está acontecendo lá dentro. Droga! Está trancada!
—Me deixe tentar isso. – declarou Travers, que falhou miseravelmente em abrir a porta. – Droga, alguém aqui tem a chave?
—Qual o problema de vocês? Vocês são magos ou o que? – Perguntou indignada Bellatrix Lestrange, a serva mais fiel do Lorde das trevas, que voltara do banheiro a tempo de presenciar dois magos habilidosos com problemas de abrir uma simples porta de madeira.
— Não vai adiantar nada. – Respondeu Travers. – Com certeza esta porta tem encantamentos para repelir o feitiço de desbloqueio, o Lorde das Trevas não seria tão desleixado a ponto de esquecer algo tão básico como...
— Alohomora! – E a porta se abriu.
Mas o que? – Foi tudo que saiu da boca de Snape quando ele entrou na sala onde acontecia a grande batalha final entre o lorde das trevas e o menino que sobreviveu, ao ver os dois arqui inimigos sentados em sofás opostos jogando uma partida de cara-a-cara.
—O que está acontecendo? – Perguntou Snape.
— Severus! Eu disse que não queria interrupções. – Exclamou Lorde Voldemort.
— Vocês não deveriam estar batalhando violentamente pelo destino do mundo bruxo?
— E nós estamos. Começamos com o jogo da vida, depois detetive, e agora cara-a-cara. 2 partidas de cada, e estamos igualados, devo dizer que subestimei Potter, ele é um adversário digno.
— Só por que você não entende como funciona jogos de tabuleiros trouxa, isso sim. – Respondeu Harry.
— Vocês estão decidindo o destino do mundo mágico com jogos de tabuleiros? E como isso determina qual de vocês é o mais poderoso?
— Veja bem Severus – começou Voldemort. – Estes jogos demandam estratégia, paciência, mente analítica, criatividade e uma forte aptidão para trapaças, todas características notáveis de Lordes das trevas
— Eu não estou trapaceando, você que é um péssimo jogador. – Interrompeu Harry.
— Estes jogos servem para avaliar nossas características, Harry se saiu muito bem, o que significa que ele tem a criatividade, estratégia, mente analítica, paciência e destreza de um genuíno mago das trevas, que com o com o treinamento adequado e alguns seguidores, pode facilmente dominar o mundo!
— Pela última vez eu não quero dominar o mundo!
— Você quer, se não quer vai aprender a querer, e se ganhar vai dominar o mundo e vai gostar disso! Se você não sabe governar, tenho muitos livros sobre o assunto.
— Mas...
— Depois disso – Voldemort voltou-se para Snape ignorando completamente o apelo de Harry – Nós vamos jogar War, acredito que um jogo sobre dominar o mundo seja ideal para definir qual de nós ostentara o título de lorde das trevas.
— Oh sim – murmurou Snape sem nem tentar esconder seu óbvio desconforto – Você disse que Harry estava ganhando.
— Como eu disse, ele é um oponente digno, eu sinto que, mesmo se eu perder, a subjugação do mundo mágico estará em boas mãos.
— Por favor
— Chega de implorar, você tem olhos verdes? – Perguntou Voldemort.
— Sim. – respondeu um frustrado e derrotado Harry.
— Com olhos verdes eu digo o seu personagem no jogo, não você mesmo.
— Sim, meu personagem tem olhos verdes.
— Há! – E Voldemort abaixou três cartas, sobrando apenas duas, e contraiu seus lábios no que parecia ser uma imitação grotesca de um sorriso zombeteiro.
— Você tem covinhas?
— Seu eu tenho o que?
— Covinhas, sabe, aquelas marcas de pele que algumas pessoas tem quando sorriem.
— Eu sei o que são covinhas, e isso nem é uma pergunta válida!
— Por que não? Certos personagens tem covinhas nas cartas, então eu posso perguntar se eles tem covinhas, não tem nada que diga que isso é contra as regras.
— Ele está certo – Comentou Snape.
— Calado – e Voldemort aproximou seus olhos das cartas e analisou-as por alguns segundos, antes de responder. – Sim
— É o Bryan?
— Exatamente. Viu? Harry usou as brechas do jogo contra mim, regras que eu nem sabia que tinham, e ele me explicou as regras, o que significa que ele excluiu essas regras especificas e as guardou para quando poderia usar contra mim, como um verdadeiro lorde das trevas.
— Por favor me mate – Implorou Harry a Snape – Não precisa nem ser você, pode chamar a Bellatrix que está bom. -
— Chega de chororô! Harry, sua manipulação para com as regras do jogo cara-a-cara apenas me convencerem mais ainda que não precisamos jogar War para decidir o vencedor, parabéns, você será o novo Lorde das Trevas, e com a minha ajuda, irá conquistar todo o mundo. – e gargalhou malignamente como qualquer super vilão genérico.
— Que deus tenha piedade de nossas almas – exclamaram Snape e Harry juntos.
Snape então saiu da sala e encarou os outros comensais da morte que não ousaram incomodar seu mestre em sua (pelo menos eles pensaram que era uma) batalha.
`` Ele finalmente perdeu a cabeça ´´
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