Notas iniciais
Boa madrugada *são 3:30 da manhã* :v . Bom , vim trazer mais uma historia original minha , pra mostrar a vocês meu avanço como escritor :3

O que é mais um pecado para quem está destinado ao inferno? A vingança. Algo sedento, que clama por mais e mais, dando a ilusão que será saciada, sem garantia. O único sentimento que sente fome, sede, que anda de mãos dadas com a raiva e ódio. Te empresta força, multiplica sua determinação, porém, seu preço alto. – Sorria o homem enquanto escrevia essas palavras na contracapa de seu diário.

Os grilos traziam a melodia necessária para a inspiração das palavras escritas no pequeno caderninho de anotações, apoiado sobre a perna. As folhas amareladas reluziam ao brilho da fogueira fundido a luz branca do luar. Se preparando para dormir fecha seu diário e apoia a cabeça em uma pedra.

O mundo não dava chance a desertores de guerra, mas, foi o exército que o trouxera a ruína, ou será a vida? Pesadelos sempre o perseguiam, permitindo ele a dormir no máximo por três horas. A pergunta ressoava em sua mente como um sino: Se eu estivesse lá, seria assim? A pequena vila em cinzas, corpos e corpos, amigos e conhecidos mutilados sobre a terra, mas sem uma única gota de sangue. Uma visão péssima ao ser contemplada por um herói de guerra que retornava ao lar. Seus joelhos tocam ao chão, e suas lagrimas pingam molhando as cinzas. Naquele dia ficou ali, de joelhos por horas, levantou limpou suas lagrimas e caminhou até sua casa – ou o que sobrou dela. – Natália ... Disse enquanto tocava o rosto da sua amada, deitada na cama sem cor alguma, com a tradicional marcas de dente no pescoço como nos contos e lendas. A partir desse momento seu coração se esfriou, seus olhos ficaram sérios, deixou seu antigo quarto, e com ele, sua bondade e compaixão. Apressou o passo, tinha trabalho a fazer.

A pá perfurava no chão com força, como se a terra fosse a culpada pelo incidente, ele abriu quarenta e dois túmulos mais rápido que cem coveiros! E enterrou cada um, os inteiros e os partidos em pedaços, seus amigos e conhecidos com quem cresceu, acompanhado apenas pela chuva morna que caia. Por último sua amada, e assim, a cada cova que fechava, fechava mais seu coração. Amarrou a bainha na cintura e não olhou para trás, não podia, não tinha mais nada para o que voltar. Caminhando sem rumo, com dez moedas de ouro na bolsa, tendo como amigo seu diário e o céu. A sede de vingança o tomou tudo instantaneamente, poupando apenas sua sanidade, para que ele soubesse como a obtê-la. Ele sabia que precisaria de poder. E em meio aos passos cansados, parou sob uma árvore e escreveu em seu diário: passos de como se tornar um demônio.

Em apenas um dia de caminhada, chegou a vila mais próxima de onde estava. A população olhava o forasteiro com olhos atentos, e os cochichos tomavam conta da rua principal. Ele foi direto a estrebaria onde um senhor calvo e alto o atendeu: — O que procura forasteiro?

-Cavalo, um ágil e forte, de preferência, barato.

- Barato e bom não combinam garoto – Disse o velho mostrando um sorriso faltando alguns dentes. -Mas, tenho esse garanhão marrom, por cinco moedas de ouro, ou esse branco por três, e esse aqui por quatro... – Até que foi interrompido pelo jovem

- E aquele preto? – Apontou para o cavalo da última porteira.

- Aquele é bem problemático, não foi completamente domado ainda, se quiser o vendo por, hum...Três moedas.

E assim, o jovem aceitou a oferta e conseguiu seu cavalo por suadas três moedas, um garanhão, forte, porem com uma personalidade mais ainda. Comprou também comida, e passou a noite em uma pensão da vila, com quatro moedas restantes seguiu viagem. Para onde? Caçar um mito ouvido na sua infância, “O caçador de almas”. De acordo com sua memória, o caçador vivia na floresta amaldiçoada, onde retirava as almas das pessoas e as guardava, almejando reviver alguma entidade maligna. Seu cavalo não demorou muito a o obedecer, e em quatro dias o domou quase por completo ao longo do caminho, assim, agora a galopes, não demorou a avistar os pinheiros escuros da floresta. Medo não existia mais, e assim, entrou na floresta sem pensar duas vezes.

-Preciso pensar em um nome para você- Disse enquanto passava a mão na cabeça do cavalo. – Terror, sim, esse será seu nome, combinando sua cor com minha habilidade com espada traremos a todos uma morte rápida a galope, seremos parceiros e – VUUUUSH. Foi interrompido por uma flecha que passou perto de seu rosto. -O caçador existe. Sorriu e desceu do cavalo sacando a espada, se preparando para aparição detrás das arvores. Um homem encapuzado com um arco curvo nas costas e um machado de batalha em mãos.

-Mais uma alma para mim? Aproxime-se você fara parte da coleção. Venha, venha, você é o número trezentos e doze. – O homem encapuzado avançou correndo, brandindo seu machado de batalha. Sua investida foi desperdiçada apenas por uma simples esquiva. O jovem após desviar brandiu a espada em diagonal, de baixo para cima, o caçador esquivou por pouco com um pulo para trás. Em meio a golpes furiosos, uma abertura finalmente define a luta, em um golpe rápido, o caçador perde um braço, do cotovelo para baixo.

Desesperado e contendo os berros, corre sangrando, deixando uma enorme trilha de sangue pela floresta. Enquanto o jovem apenas volta friamente, pega a rédeas do cavalo, e começa seguir a trilha ensanguentada pela floresta, com um simples caminhar como se estivesse passeando a beira de um rio, sem demonstrar nenhuma reação no rosto.” Ele só deve ter obtido as almas através de trapaças e armadilhas, patético”. – Pensou. O rastro escarlate levava a uma cabana. Amarrou o cavalo em um tronco cortado, e seguiu o rastro até a porta. – Caçador, agora você é a caça. Estou entrando. – Com um chute arrebentou a porta de madeira, e lá estava o homem, com a manga da manta ensopada de sangue, com a pele pálida, prestes a morrer esgotado. Ele se ajoelhou perto do homem agonizado e perguntou: — Onde estão as almas caçador? O homem apontou para a sua cama, com a mão que lhe restara, tremula. Mesmo assim não foi poupado, e teve seu último suspiro pela espada de quem antes seria sua presa.

Sob a cama, um livro de necromancia e bruxaria, e ao lado dele a garrafa com as almas aprisionadas. De acordo com o caçador morto atrás dele, deveria haver trezentas e onze almas aprisionadas ali. As almas em seu estado aprisionado eram liquidas, um liquido azul-esverdeado que brilhava dentro da garrafa. Examinou o livro, e lá estava páginas sobre como obter força consumindo almas e de como extrai-las de vítimas semimortas. O livro também contava sobre o poder que tinham, e claro, seus riscos.

“Sem pensar duas vezes, bebi o liquido azul esverdeado de dentro da garrafa...

Como se tornar um demônio: passo um beba almas. Completo. “

- Mattias, Jhon 13/02/1242