Como se livrar de um Pop Star
24 Capítulo 24
– 1 Dia
Está escuro onde estou, é o que consigo enxergar pela fresta do pano que cobre meus olhos, meus pulsos estão doendo pelas amarras fortes que os prendem a uma cadeira, estou cansada de ficar sentada, minha bunda dói, minha cabeça lateja e eu estou com fome e morrendo de medo.
Uma porta se abre, uma luz é acessa, mesmo assim não consigo enxergar nada. Ouço passos próximos demais de onde estou.
"Quem está ai? quem é você? "- Eu digo
O desespero emana pelo minha voz rouca, uma risada, duas risadas, duas pessoas na sala.
"É horrivel que não esteja me reconhecendo. " — Diz voz
Sussuros de minha mente me recordam de lembranças que eu já deveria ter apagado, a voz do mesmo homem da boate ecoa pelos cantos da sala em que estou, estou confusa e acima de tudo com medo. Ele me tem como refén, não só ele, mais mesmo assim eu a mercê de suas vontades, meus olhos ardem e estou chorando e fungando antes mesmo que eu perceba.
"Oh, bonequinha de luxo está chorando. " — Diz a outra voz
A segundo voz não é reconhecida por mim, é uma voz grossa apelando para o rude.
"O que querem de mim?!" — Eu grito
Mais risadas, um soco é desferido em meu rosto, sinto-o virar com o impacto da mão forte sobe minha face lisa e molhada pelas lagrimas, em gemo em dor, algo molhado escorre no canto de minha boca e imediatamente sei que aquilo não são lagrimas, é sangue. "Eles vão me matar? " é a pergunta que me faço nesse momento tão oportuno.
"Primeiramente não grite pequena princesa, e em segundo, isso foi para descontar nosso último encontro. " — Diz a primeira voz
O reconheço como o homem que tentou me agarrar no banheiro feminino, minhas suspeitas se tornam concretas com seus dizeres, minha bochecha esquerda dói e lateja enquanto sangue continua escorrendo da mesma, por um segundo agradeço por estar com os olhos vendados, agradeço por não poder olhar para seus rostos cheios de ira e rancor, tal como suas vozes os expressam.
"Eu não tenho dinheiro, minha familia não tem dinheiro. " — Eu digo baixinho
Alguém se aproxima, sinto a respiração a um palmo de minha frente, e consequentemente eu tremo.
"Tenho certeza que aquele popstar mimado tem dinheiro para um resgate. " — Diz o homem da boate
Eu respiro fundo, não é hora de ser rebelde Rose, é hora de ser inteligente.
"Não vejo como pode, eu não significo nada para ele e além do más ele já voltou para Nova york. " — Eu digo
Agora uma mão pesada desfere um tapa em meu rosto, fortemente, mais sangue é jorrado em minha boca.
"Eu não teria tanta certeza, já que você fez o enorme favor de mante-lo aqui pra gente. " — Ele diz
O hospital, ha não.
"Por favor, Dimitri não tem nada a ver com isso. " — Eu digo suplicante
"Dimitri tem tudo a ver com isso. " — Ele diz
Alguém entra.
"Pode dopa-la. " — Diz o homem a minha frente
"O que? " — Eu pergunto
Tento me mexer, mais é impossivel, logo algo espeta meu braço e mordo minha lingua para não gritar enquanto a agulha despeja sua droga dentro de mim. Meus olhos pesam e eu apago.
–2 Dia
"Acorda pequena princesa" — Diz uma voz no meu ouvido
Eu dou um pulo instintivamente, ainda estou amarrada, meu rosto ainda dói e ainda tenho uma venda sobre meus olhos. Alguém colocar um canudinho em minha boca.
"Beba, é água. " — Diz uma terceira voz masculina que até agora eu não havia ouvido.
Mesmo cabreira de aquilo talvez não fosse água, eu estava morrendo de sede e de fome, me sentia fraca e incapaz, minha garganta estava seca a ponto deu não conseguir proferir pelo menos nenhuma pequena palavra. Eu sugo o canudinho com toda a força que me resta, e mesmo assim me custa alguma dor por isso.
"Já chega. " — A voz diz
Não matei nem metade de minha sede e ele tira o canudinho rápido demais de minha boca.
"Tudo pronto? liguem as câmeras. " — Diz o homem da boate
Um forte clarão está a minha frente, eu estou vendada, não posso ver de onde vem essa luz, e câmeras? para que cãmeras.
"Dimitri Belikov. " — Diz o homem da boate.
"Estamos com a sua garota, e se você não cooperar as coisas ficarão dificeis para ela. " — Diz a segunda voz
Eles param por um momento o que me leva a pensar que eles estavam gravando um video de chantagem, eu queria dizer algo, mais nada saia por minha boca. Algo quente encosta em meu ante braço, parece ferro muito bem aquecido, eu grito em agonia quando sinto o ferro quente queimando minha pele. O ferro é retirado e logo os bandidos começam a falar.
"Você tem duas horas para nos arranjar um milhão de dólares, se não, sua linda bonequinha aqui, sofrerá as consequencias. " — Ele diz
O clarão cessa, entendo que as filmagens foram concluidas, lagrimas desesperadas caem de meus olhos, eu soluço, tudo o que quero é ir pra casa, de onde Dimitri poderia tirar um milhão de dólares? Meu corpo está doendo tanto que nem sinto quando outra agulha é enfiada em meu braço e me coloca para dormir.
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BÔNUS : A LIGAÇÃO DE LINDA
POV autor
Escondida de baixo da cama pequena lágrimas manchavam o rosto da pequena garota que chorava, ela havia escutado os gritos de sua irmã mais se deteve ao ir ajuda-la já que havia prometido a mesma que ficaria em segurança, continua persistente ligando para sua mãe, a ligação chamava e chamava até cair o que tornava tudo mais desesperador. Depois de quase duas horas tentando ligações para sua mãe, o celular descarregou e Linda entrou em desespero, ninguém a atendia, lutando contra sua natureza covarde ela sai de baixo de cama e anda pelo corredor de sua casa, mal sabe ela que a poucos quarteirões dali sua mãe está no hospital aflita esperando o laudo médico de Dimitri, ela viu as ligações do celular de Rose mais preferiu ignora-las , jogando o celular no fundo de sua enorme bolsa, ela não estava pronta para falar com sua filha depois de sua última brincadeira maldosa.
"Rose? " — Linda chama no corredor
Ela está com medo, e quer sua irmã mais velha já se arrependendo das palavras que proferiu horas atrás por Dimitri, ela chora, por que sabe que não encontra a irmã dormindo em seu quarto. A porta está aberta, Linda está descalça, mais esse é um detalhe que não a causa preocupação, andando pela calçada na madrugada escura, Linda vai até o hospital onde sua mãe está, que felizmente é só há uns quarteirões de sua casa. Sua mãe no hospital está aliviada por saber que Dimitri está bem, e culpada por saber que a Pimenta não foi a causa de seu ataque alérgico, e sim a cebola roxa que estava no molho da macarronada que Dimitri comeu, sentindo culpa ela pega o telefone celular em sua bolsa e seus olhos saltam aos constatar que há 352 ligações perdidas de Rose, ela se sente preocupada tenta ligar para seu celular mais dá fora de área ou desligado. A mãe de Rose encaminhada para o quarto onde Dimitri está, o mesmo está completamente sorridente em cima da cama enquanto conversa com sua irmã Lissa pelo celular, a mesma está a caminho de Port Angeles, a mãe de Rose bate a porta e entra.
"Queria me desculpar. " — Diz ela
Dimitri sorri compreensivo e finaliza a conversa com sua irmã pelo telefone.
Linda anda pelos corredores do hospital até que um enfermeira que anda por ali , vê a pequena garota descabelada , chorando e descalça de decidi ajuda-la.
"O que está fazendo por aqui a essa hora mocinha? " — Pergunta a enfermeira
Linda funga.
"Preciso falar com minha mãe urgente, ela está aqui com o Dimitri Belikov. ! "Ela diz
A enfermeira assente preocupada, e a leva até o quarto de Dimitri, sua mãe está lá junto a ele conversando algo que os faz sorrir, mais Linda está acabada, chorando e chora ainda mais quando vê os dois, ela nem imagina que a culpa do Dimitri estar no hospital é da mãe dela e não de sua irmã.
"Linda o que está fazendo aqui? " — Sua mãe a pergunta
Ela caminha até a cama voltando a chorar.
"Levaram a Rose embora Mamãe. " — Ela diz
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