Quando a ambulância chegou Dimitri já estava desmaiado, minha mãe já estava aos prantos e eu e Linda já nos acabavamos de chorar.

"O que aconteceu? " -Perguntou o enfermeiro enquanto arrumava Dimitri na maca o mais rápido possivel.

"Ele experimentou uma garfada de meu macarrão e perguntou se eu tinha colocado pimenta,logo já se debatia no chão. " — Diz minha mãe.

"Isso está com cara de uma baita reação alérgica senhora, tem certeza que não colocou nada apimentado?" — Perguntou o enfermeiro

"Tenha certeza que-

"Fui eu. " — Eu digo

A cabeça de minha irmã Linda,do enfermeiro e de minha mãe se viram para mim no mesmo tempo.

"Era molho de pimenta, eu não fazia ideia que ele tinha alergia, tudo o que eu queria causar era apenas uma queimação, só isso. " — Eu digo

Meus olhos derramam mais algumas lágrimas.

"Só? bem, você terá sorte se ele não quiser te processar quando ele acordar, se ele acordar. " — Diz o enfermeiro

A maca é carregada para a ambulancia.

"Se? " — Eu pergunto

Minha mãe me olha com desgosto, Linda me mira com ódio.

"Como pode fazer isso com ele?" — Ela grita

Eu me dirijo para fora da casa seguindo os homens.

"Eu quero ir com ele. " — Eu digo

"Não acha que já causou estrago de mais por agora? " — Diz o homem.

"Eu vou, fique e cuide de sua irmã. " — Diz minha mãe

Um pequeno tumulto de pessoas já se forma na rua, alguns cuchicham e olham diretamente pra mim, outros apenas ficam lá paradões, mais lagrimas escorrem de meus olhos enquanto a ambulância de afasta. Eu corro para dentro de casa e fecho a porta.

"Me desculpa. " — Eu digo

Na sala de jantar pratos de comida quase intactos trazendo a lembrança do que acabou de acontecer.

"Deus, por favor, não deixe que nada de mal aconteça com ele. " — Eu digo

Mais lágrimas escorrem.

"Não posso acreditar. " — Diz Linda aos sussuros

Seu rostinho está todo molhado por lágrimas e suas bochechas estão vermelhas.

"Linda... " — Eu digo tentando me aproximar

"Eu odeio você! fica longe de mim. ! " — Grita Linda

Ela corre pelo corredor em direção ao seu quarto e bate a porta, "Eu odeio você! fica longe de mim. " suas palavras ecoam em minha mente, a cena se passa em câmera lenta enquanto me tortura aos poucos, eu escorrego em direção ao chão com minhas costas encostadas a porta, o relógio marca 19:03, meu celular toca no bolso de trás do meu jeans, o número não identificado não desiste até que eu atenda.

"Alô? " — Eu digo

"Como pode fazer isso com ele? " — Grita do outro lado do telefone

É a voz de Lissa, aflita e desesperada do outro lado do telefone.

"Como você soube? " — Eu pergunto

"Está em todos os canais. " — Ele me diz

Eu caminho até o controle ligando a tv.

"Como pode Rose? pensei que fossemos amigas, que você e Dimitri... " — Lissa fala

"Me desculpe, eu não queria machuca-lo. " — Eu digo

Em um canal da televisão minha foto está estampada com o seguinte letreiro embaixo "Garota de 17 anos tenta envenenar o popstar Dimitri Belikov" envenenar?

"Sua cretina, Tasha tinha razão sobre o que pensava sobre você, você não passa de uma exploradora barada, uma cretina, vagabunda. " — Dizia Lissa

Eu solucei, meu peito indo para baixo e para cima rapidamente.

"Você tem que acreditar em mim, eu não queria isso. " — Eu digo

Lissa desliga o telefone na minha cara e eu choro ainda mais, desligo a TV tentando por um minuto amenizar a culpa e a desolação que eu sentia. Eu tranco a porta da frente e me dirijo ao meu quarto, queria tanto poder estar com Dimitri, lhe pedir desculpas e dizer o quanto me arrenpedia por ser tão idiota, dizer que viviamos em mundos diferentes e que eu me afastaria dele, eu abri uma pasta no computador onde comecei a escrever E-mails para minha mãe,Dimitri,Lissa,Linda para minhas amigas, o por que fazer isso? eu não sabia, talvez me ajudasse a pensar melhor a raciocinar os meus erros e os meu acertos, pareceu tarde quando eu tinha acabado tudo aquilo pelas 23:00 da noite, mais eu não me importei, em um hospital um pouco longe daqui o cara por quem eu estava apaixonada estava internado. Deitei-me na cama pensando, até que meus olhos pesaram mais que minha conciência e eu dormi.

Notas finais
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