Notas iniciais
Muito obrigada pelos comentario, leitoras lindas! Este capitulo foi rapido, acho que estava me sentindo inspirada. Espero que vocês gostem!

O final de semana tinha sido incrível. Tendo meus filhos e Anastásia em casa eu me senti em família, me senti completo. Eu queria isso pro resto da minha vida, queria acordar com Ana do meu lado, tomar café da manhã com meus filhos, leva-los ao colégio e brincar com eles antes do jantar. Queria botar ele pra dormir e voltar ao meu quarto e encontrar Ana deitada na cama esperando por mim. Eu não queria, apenas, uma família, eu queria essa família. Ana, Noah, Emma, Sofia e eu; juntos.

Mas como tudo que é bom na vida não dura muito, aqui estava eu sentado na minha sala lendo e assinando papeis. Tinha deixado Emma e Noah na creche, sabendo que voltariam para casa com Ana e não comigo. Sofia ficou aos cuidados de Gail, ainda estava procurando por uma babá. Talvez no próximo ano consiga coloca-la na creche com os irmãos. Estava quase desistindo quando Andrei toca na porta.

_Senhor Grey, a senhorita Benson está esperando pelo senhor. – Disse de pé na porta.

_Diga à ela que pode entrar. – Respondi. Mia Benson, era mais uma praga que tinha que suportar.

Mia era é minha prima de segundo grau. Durante a nossa infância só nos encontrávamos durante os feriados e eu sempre fugia dela, era uma criança insuportável e sempre queria que eu brincasse de alguma coisa ridícula. Com o passar dos anos nossos encontros ficaram cada vez mais raros, até que nos encontramos em Londres. Ela tinha se mudado para lá com os pais pouco antes que eu me casei com Jessica e devo admitir que na época ela foi de grande ajuda. A pesar de ser chata e quase insuportável, tenho que admitir que eu gostava da baixinha e não posso dizer isso de muitas pessoas. Há pouco tempo ela se formou em marketing e eu não duvidei em contrata-la, não por ser parte da família, mas porque se formou em primeiro lugar na sua turma e é uma pessoa muito determinada e persistente, preciso de pessoas assim na minha empresa.

_Bom dia, chefinho! – Disse sorrindo.

_Já falei para não me chamar assim! – Reclamei.

_Tudo bem, não precisa ficar rabugento, priminho.

_Você não pode me chamar apenas de Christian. Eu agradeceria. – Pedi sem muita esperança.

_Mas qual é a graça nisso?

_Esquece Mia. – Respondi desistindo. _Está gostando do novo emprego? – Perguntei.

_Bom, as pessoas nesta empresa são muito serias e cheias de frescuras, mas eu consigo resolver isso em algumas semanas. – Disse sentando na minha frente. _Fora isso, está tudo perfeito.

_Fico feliz de que esteja gostando, só não bagunce muito minha empresa.

_Pode deixar, chefinho. – Ficamos em silencia por um tempo apenas olhando um pro outro.

_Então... Você veio falar comigo ou só ficar me olhando? Eu tenho coisas pra fazer.

_Ah! Sim, desculpa eu tinha esquecido. – Disse rindo. Essa menina me tirava do sério as vezes. _ Vim falar sobre o novo projeto, estava pensando em fazer algumas mudanças.

_Sinta-se livre de fazer as mudanças que achar necessárias, mas elas precisam ser autorizadas, antes.

_Tudo bem! Assim que tiver um projeto pronto eu apresento ao diretor de marketing e a você.

_Estarei esperando ansiosamente. Não me decepcione.

_Pode deixar! Agora vamos falar de coisas mais interessantes! – Disse batendo as palmas na minha mesa.

_Pode ir parando, Mia.

_Nem pense nisso. Quero saber o que aconteceu. Deu certo? Ela caiu aos seus pés? Estão juntos? Quando é o casamento?! – Sim, Mia sabia sobre a Ana e sim, ela tinha me ajudado com o plano. Foi ideia dela, na verdade.

_Mia, menos. – Disse respirando fundo. _As coisas foram bem, mas acho que ainda estou muito longe de, se quer, alcançar o perdão dela. – Disse com pesar.

_Mas você não explicou pra ela o que realmente aconteceu?

_Não ainda não contei. Da última vez que tentei falar com ela sobre isso, ela quase me expulsou da cada dela, acho melhor dar mais um tempo. – Respondi me sentindo inútil.

_Mais um tempo? Você enlouqueceu? Está esperando o quê? Que ela case com o outro cara? Que ele cuide de seus filhos como se fosse o pai? – Me perguntou indignada.

_Não Mia! Mas não quero estragar tudo, não agora que as coisas estão começando a dar certo. Não quero que ela se afaste de mim por minha insistência! – Disse quase gritando e me levantando da cadeira. Andei ate a enorme janela da minha sala. _Não quero perde-la de novo.

_Eu sei. – Disse Mia se aproximando de mim e botando a mão dela no meu ombro. _Mas você não pode esperar pra sempre, tem que contar o que realmente aconteceu, ela precisa saber.

_E se ela não acreditar em mim, Mia?

_Por que não acreditaria?

_Ela não confia em mim. Se eu contar ela pode não acreditar, achar que estou brincando com ela. Isso só iria piorar as coisas.

_Sabe de uma coisa? – Perguntou. _Quando você me contou o que tinha acontecido eu acreditei em cada palavra que você disse. Sabe porquê?

_Porque sou seu primo e é isso o que a família faz?

_Não idiota! Você é da minha família, mas sempre achei que você fosse um cafajeste, egocêntrico, manipulador e narcisista. Nunca teria dado um centavo por você. – Destilou seus elogios. _Mas eu sabia que você estava dizendo a verdade apenas olhando em seus olhos. Conte do mesmo jeito que contou pra mim e ela vai saber que está falando a verdade. Abra seu coração pra ela. _ Eu me virei em sua direção. _Além do mais o Christian Grey que eu conheço não é nenhum covarde! – Disse batendo no meu ombro.

_Obrigado baixinha. – Disse dando pequenas palmadinhas em sua cabeça.

_Não me chama de baixinha, seu idiota! E vê se resolve sua vida, estou cansada de te ver chorando pelos cantos.

_Chorando? Quando foi que você me viu chorando? – Perguntei indignado. Ela apenas riu. _Vai trabalhar, Mia.

Mia me deu um beijo e saiu da minha sala saltitante. Mia podia ser irritante, mas eu gostava dela. Eu era filho único, então nunca soube o que é ter um irmão, Elliot e Mia são o mais próximo que tenho disso. Lembrei de meus filhos e fiquei feliz sabendo que eles cresceriam juntos, teriam em quem se apoiar. Sofia foi filha única por algum tempo, mas agora ela tinha dois irmãos mais velhos para cuidar dela.

Passei o dia inteiro em reuniões, apenas parando para almoçar e ligar para casa, de vez em quando, para saber como Sofia estava. Já era quase seis horas da tarde, minha cabeça estava explodindo, só queria chegar em casa e passar um tempo com a Sofia, isso sempre me relaxava. Estava terminando de assinar alguns papeis quando Elliot entra na minha sala feito um tornado.

_Por que demônios não atende a merda do celular!? – Pergunta gritando. _Estou te ligando há uma hora!

_Já falei pra não entrar na minha sala desse jeito! – Gritei de volta. _Eu desliguei o celular durante uma reunião, devo ter esquecido de ligar de volta. O que aconteceu? – Perguntei quando reparei que Elliot parecia nervoso.

_Ana e as crianças foram levadas ao hospital. Acho que foi um acidente de carro. – Disse falando rápido.

_O quê? – Gritei me levantando da cadeira. _O que aconteceu?

_Eu não tenho certeza. Kate me ligou e disse que estava indo ao hospital. Aparentemente um carro furou o sinal vermelho.

_Merda! Eles estão bem? Em que hospital eles estão?

_Eu não sei. Estão no hospital do centro, o Memorial.

Não disse nada, apenas peguei meu celular e saí da sala. Liguei para Taylor e pedi para que estivesse pronto imediatamente. Elliot andava atrás de mim. Chegamos na garagem e pedi à Taylor que dirigisse o mais rápido possível ao hospital Memorial, e foi isso que ele fez. Entrei no hospital sem me importar com nada.

_Onde estão meus filhos? – Perguntei à uma recepcionista que pareceu um pouco assutada.

_Senhor, preciso que se acalme. – Disse um pouco nervosa.

_Não vou me acalmar coisa nenhuma até saber onde estão meus filhos e a Anastásia.

_Pode me dizer os nomes, por favor.

_Emma e Noah Grey, e Anastacia Steele.

_O senhor é algum parente? – Perguntou, o que me deixou mais nervoso.

_Sim! Sou a porra do pai.

_Só um minuto, senhor. – Disso com uma calma que estava me incomodando.

_Estão na área de emergência. Mas ainda não tenho nenhuma informação sobre seu estado, vai ter que falar com os doutores.

A enfermeira me apontou a direção e eu fui correndo até a emergência. Lá já estavam Kate e o insuportável do Leo, mas eu nem deu atenção para eles. Fui direto na recepção.

_Quero ver meus filhos. Emma e Naoh Grey. – Disse sem me importar com as outras pessoas ali.

_Só um minuto. – Disse a atendente e começou a digitar coisas no computador.

_Eles estão sendo atendidos na enfermaria. Dentro de alguns minutos um médico deve sair para dar informações. Peço que espere um pouco. – Pediu calmamente. Qual era o problema das secretarias daqui, que pareciam tão calmas?

_E Anastásia Steele? – Perguntei inseguro

_Ainda não temos informação da senhorita Steele. O senhor ali já perguntou por ela. Tem que esperar o médico, senhor. – Sem ter muito o que fazer fui em direção as cadeiras. Elliot já estava sentando ao lado de Kate, que parecia preocupada e tinha os olhos vermelhos, causados pelo choro. Leo estava sentado ao lado dela igualmente preocupado, mas parecia manter a calma.

_Kate. – Disse me aproximando.

_Oi Christian. – Disse limpando uma lagrima que corria por seu rosto. _Eu queria ter te ligado, mas não tenho seu telefone, por isso liguei para o Elliot.

_Tudo bem. O que aconteceu. – Perguntei.

_Eu não sei direito. Me chamaram do hospital, porque meu número está na lista de emergências da Ana. Eles falaram que tinha sido um acidente de carro. Um carro furou o sinal vermelho quando Ana passava com as crianças, ela empurrou os meninos para a calçada, eles têm alguns arranhões, mas o médico disso que não é nada sério. – Suas palavras me deixaram mais tranquilo. Meus filhos estavam bem, eram apenas alguns arranhões. Consegui respirar mais aliviado, mas então lembrei da Ana. Ela conseguiu tirar nossos filhos do caminho, mas e ela?

_E a Ana? – Perguntei com medo. Não sei se queria ouvir a resposta. Os soluços de Kate confirmaram meu medo.

_Ainda não sabemos nada sobre o estado dela. Apenas nos falaram que seria levada para cirurgia. – Disse entre soluços e lagrimas. Senti meu chão desabando nesse momento. Eu não podia perder a Ana, os meninos não podem ficar sem a mãe e eu não vou sobreviver sem ela.

Sentei ao lado do Elliot deixando minha cabeça cair entre minhas mãos. Não queria pensar no que estava acontecendo lá dentro, mas não conseguia parar de imaginar todas as coisas que poderiam acontecer, todas as possibilidades.

_Tudo vai dar certo. Ela vai ficar bem. – Disse Elliot colocando sua mão em minhas costas. _Você mesmo disse que Anastácia é uma mulher forte, ela vai sair dessa. – Eu nada respondi, apenas balancei a cabeça.

A situação me lembrada do incidente que aconteceu com a Emma. O aperto no coração era o mesmo, a ansiedade, o medo... era tudo igual, só que desta vez eram três pessoas que eu amava lá dentro. Tentava me tranquilizar pensado que meus filhos estavam bem, mas não era o bastante para me deixar tranquilo. Passamos alguns minutos sentados em silencio quando um homem de branco apareceu na nossa frente.

_Familiares de Emma e Noah Grey? – Perguntou e todos ficamos de pé, mas eu tomei a dianteira.

_Sou o pai.

_Muito bem senhor Grey. Os meninos estão bem, tiveram apenas alguns arranhões. – Disse tranquilo.

_Mas porque demorou tanto? – perguntou Kate do meu lado.

_Precisávamos fazer alguns exames para ter certeza de que estava tudo bem. Os resultados ficaram prontos e descartamos qualquer lesão interna. – Graças a Deus, pensei.

_Posso vê-los? – Perguntei.

_Sim, eles já foram liberados. Estão esperando na enfermaria.

–Doutor, sabe alguma coisa sobre Anastásia? – Pergunta Leo, que tinha permanecido em silencio.

_A senhorita Steele está em cirurgia no momento. O médico responsável vira falar com vocês quando terminar. Agora pode me seguir senhor Grey. – Disse andando em direção à uma porta.

Passamos pela porta e me deparei com um monte de camas brancas e aparelhos, no fundo da sala estavam meus filhos, sentados em uma das camas balançando os pezinhos. Assim que me viram os dois gritaram e saíram correndo.

_Papai! – Os dois pularam em meus braços e eu senti parti da minha vida voltar ao meu corpo. Eles estavam assustados, podia sentir seus corpinhos tremendo.

_Meu Deus! Vocês estão bem! Deixa eu olhar pra vocês. – Disse, me afastando um pouco deles e olhando cada canto do corpinho deles. Os dois tinham arranhões em braços e pernas, mas fora isso pareciam estar bem. _Vocês estão bem? Está doendo alguma coisa? – Perguntei só pra ter certeza. Os dois balançaram a cabeça em afirmação.

_O médico de lemédio pla gente. – Disse Naoh.

_ E fizelam culativos. – Completou Emma.

_Quem bom, estava tão preocupado. – Disse abraçando-os mais uma vez.

_Papai, cadê a mamãe? – Perguntou Emma e eu não sabia o que responder. Não queria deixa-los preocupados, eles eram apenas crianças, não tinham por que passar por isso.

_A mãe de vocês ainda esta sendo atendida pelos médicos, ela se machucou um pouco, mas vai ficar, OK? – Disse tentando manter a calma. Eu não estava mentindo, mesmo porque eu sabia que ela ia ficar bem. Ana vai ficar bem.

_A gente pode ver a mamãe? – Perguntou Noah.

_Agora não pode, filho. A mamãe precisa ser atendida pelos médicos e só depois a gente vai poder ficar com ela. – Tentei explicar. Ambos pareceram muito tristes com a notícia, mas não disseram nada. _Agora vamos, a ti Kate e o Leo estão lá fora. – Disse o nome do Leo, meio que sem vontade, mas eu sei que os meninos gostam dele.

Peguei os dois no colo e os levei até a sala de espera. Assim que nos viram Kate e Leo se levantaram das cadeiras e vieram na nossa direção.

_Oh, meu Deus, vocês estão bem! – Disse Kate abraçando os dois ainda em meu colo.

_Eles já estão liberados? – Perguntou Leo abraçando os dois e pegando Noah no colo. Fiquei um pouco chateado, mas não disse nada, não queria brigar na frente dos meus filhos.

_Sim, como o médico disse, foram apenas alguns arranhões. – Respondi, tentando ficar tranquilo.

_Fico feliz que estejam bem. – Disse beijando a cabeça do Noah. _Mas vocês não podem ficar aqui, hospital não é lugar para crianças. – Com isso eu tive que concordar. _Eles podem ficar comigo, mas acho que deveriam ir com você, Kate, pelo menos até eu ter alguma notícia da Ana. – O quê? Ele só podia estar brincando. Eles são meus filhos, eles ficariam comigo até a Ana sair do hospital, não iria aceitar outra coisa.

_Acho que você está esquecendo que EU sou o pai. – Disse dando ênfases no “eu”. _Eles vão ficar comigo até a Ana sair daqui. – Leo olhou pra mim com raiva nos olhos, mas se desfez assim que olhou pra meu filho que ainda estava no colo dele. Acho que ele pensou o mesmo que eu, não podíamos brigar na frente dele.

_Tudo bem. – Disse, parecendo se segurar para não me bater. Acho que estávamos na mesma situação.

_A gente vai fica com você, papai? – Perguntou minha filha.

_Sim, meu amor. Vocês vão ficar comigo até que a mãe de vocês saia do hospital.

_E isso vai demolar muito? — Perguntou Emma.

_Não sei, filha. – Respondi com sinceridade. _Mas não fica triste, eu já disse que a mamãe vai ficar bem, ela só precisa descansar um pouco. – Disse tentando parecer animado, era difícil, mas eu precisava ser forte por eles.

Eu sabia que precisava levar os meninos pra casa, eles não podiam ficar aqui esperando com a gente, mas ao mesmo tempo eu não queria sair dali. Queria saber como a Ana estava, queria estar lá quando ela saísse da cirurgia. Mas eu era um pai, e por mas que eu quisesse ficar lá, eu precisava pensar em meus filhos, eu sabia que Ana pensava da mesma forma e que ela faria o mesmo.

_Acho melhor levar os meninos para casa, eles precisam comer e descansar. – Disse juntando força. _Elliot você vai ficar aqui? – Perguntei. Se ele ficasse eu teria alguém para me informar o que estava acontecendo. Sabia que Leo não faria isso e eu não tinha certeza de como Kate se sentia sobre mim.

_Vou ficar com a Kate.

_Tudo bem, me mantenha informado, por favor.

_Pode deixar, vai cuidar de seus filhos. – Dei um abraço nele e me despedi de Kate. Leo apenas se despediu dos meninos e acenou a cabeça pra mim.

_Taylor estamos saindo. – Disse chamando a atenção de Taylor, que estava de pé, não muito longe da gente.

Peguei os meninos e me dirigi ao carro, sendo acompanhado por Taylor. Os meninos permaneceram em silencia durante o caminho todo. Isso me deixava preocupado, eles costumavam falar o tempo todo, sobre tudo. Mas acho que eles ainda estão assustados. Chegamos em casa e os dois ainda estavam em silêncios. Fomos recebidos por Gail, eu tinha ligado, ainda no carro, para que ela preparasse alguma coisa para os meninos.

_Vocês estão com fome? – Perguntei e os dois balançaram a cabeça negando. _Vocês precisam comer. – Os reprendi de forma carinhosa. _Vamos tomar um banho e depois a gente come. A Sofia está morrendo de saudades de você. – Disse tentando animá-los.

_Selio? – Perguntou Emma.

_Sim, o que vocês acham de acorda-la e tomar banho juntos? – Perguntei.

_Sim! – Gritaram os dois. Peguei os dois no colo e subimos até o quarto da Sofia.

Sofia já estava acordada de pé em seu berço, ela começou a pular e gritar quando nos viu entrando. Botei as crianças no chão e peguei Sofia, me sentei no chão com os três para que pudessem interagir. Ficamos sentados alguns minutos, mas tive que interromper a brincadeira para leva-los pro banho. O banho foi rápido, Emma e Noah ainda estavam deprimidos. Assim que terminamos o banho e coloquei roupas neles, descemos para comer. Gail preparou sanduiches e suco de laranja. As crianças comeram e pareciam mais animadas falaram sobre o que fizeram na creche e sobre os desenhos que iriam fazer para Anastásia.

Emma, Noah e Sofia ficaram desenhando por algum tempo, mas logo ficaram cansados. Resistiram um pouco para dormir, mas acabaram cedendo. Assim que os três estavam dormindo desci as escadas e pedi para que Gail ficasse com eles, eu provavelmente não dormiria em casa.

Peguei meu carro e dirigia de volta para o hospital. Estava irritado por não ter recebido nenhuma ligação ou mensagem do Elliot, ele deveria me manter informado. Entrei no hospital e fui direto para a sala de espera. Quando cheguei percebi um tumulto.

_O que está acontecendo? – Perguntei chegando perto.

_Senhor Grey? – Perguntou um homem de terno.

_Sim. – Respondi.

_Sou o tenente Cliff, gostaria de falar com o senhor.

_Posso saber sobre o quê?

_O senhor é pai de Emma e Noah Grey, certo? – Perguntou e eu balancei a cabeça em afirmação. _Bom, queríamos falar sobre o acidente, algumas testemunhas afirmam que não foi um acidente. Um homem afirma que o carro estava estacionado minutos antes do acidente e que só acelerou quando a senhorita Stelee e as crianças estavam passando.

_Como?

_Achamos que o “acidente” foi uma tentativa de assassinato contra a senhorita Steele e seus filhos, senhor Grey. – Disse sério.

Eu não podia acreditar no que tinha acabado de ouvir. Alguém tentou matar meus filhos e Anastásia. Minha cabeça estava girando, eu não estava preparado para receber uma notícia dessas. Eu só tinha certeza de uma coisa: a pessoas que fez isso e qualquer uma que estiver relacionada vai pagar muito caro pelo que fez.

Notas finais
Mia apareceu! Eu sei que a familia Grey ficou meio bagunçada, mas tinha que ser assim! Mas Mia está aqui sendo incrível!!!