Notas iniciais
Mais um capitulo! Espero que gostem! Espero seus comentários!

Tinha voltado ao meu apartamento há uma semana, eu e os meninos estávamos de volta ao nosso lar, assim como deveria ser. Foi difícil convencer o Christian, mas no final quem tinha que tomar essa decisão era eu e não eles. Claro que ele “impôs” algumas condições e para evitar brigas acabei aceitando.

_Senhorita o carro já está pronto. – Informou Sawyer, o meu novo segurança. Sim, ele era uma das condições.

FLASH BACK ON

__Agora, Christian, temos um assunto para discutir. – Comecei sabendo que não seria uma discussão fácil.

_Acho melhor a gente ir dormir está ficando tarde. – Disse Christian tentou fugir.

_Nada disse, você sabe que precisamos conversando. Eu já estou bem, não vejo necessidade de ficar aqui.

_Ana, não é por necessidade. Eu quero que você fique por que goste de ter você aqui. Goste de ter meus filhos morando comigo.

_Eu sei, mas é algo que eu preciso fazer, pelo menos por enquanto. Preciso organizar minha vida e não consigo fazer isso aqui. Você bagunça meus pensamentos, me distrai e aturde... – Tentei explicar meus motivos.

_Eu te distraio, senhorita Steele. – Disse se aproximando de forma sedutora.

_Você não está ajudando, Christian. – Minhas palavras saíram como um gemido, eu não conseguia resistir a esse homem.

_Eu penso diferente. – Christian me puxou pro seu colo e começou a me beijar. Eu me deixei levar por alguns segundos, mas me forcei a tomar o controle.

_Christian, para. – Pedi me separando.

_Porque? Está tão bom. – Respondeu beijando meu pescoço.

_Por que ainda precisamos conversar.

_Awn! Ana, por que você insiste com isso. Só fica aqui comigo, vou sentir sua falta e a dos meninos. Sofia também vai. – Disse fazendo biquinho.

_Isso foi golpe baixo. Usar a Sofia é injusto, não como se eu fosse abandona-la. – Disse um pouco ofendida. _Ela pode ir pra casa sempre que quiser, não me importo de ficar com ela enquanto você trabalha, na verdade até gostaria.

_Você não vai mudar de opinião, não é?

_Não, não vou. É algo que eu preciso fazer. – Respondi dando um selinho nele.

_Tudo bem. – Disse respirando profundo. _Mas tenho algumas condições.

_Condições?

_Sim. O mais importante pra mim é a segurança de vocês, então tem algumas coisas que precisamos acertar.

_Estou ouvindo.

_Vocês vão ter um segurança. Sawyer já trabalho como segurança dos meninos, mas era apenas quando eles iam para a creche. Já que vocês estão indo , ele vai com vocês. E Amanda vai ficar com vocês também, você vai precisar de ajuda com os meninos.

_Posso viver com isso.

_Tem mais. — Disse sorrindo. Eu suspirei e olhou pra ele. _Nos finais de semana, vocês são meus. O final de semana inteiro! – Parecia muito firme com essa condição, o que me fez rir.

_Tudo bem, senhor controlador. Mais alguma coisa?

_Por enquanto não mas se eu pensar em algo, te aviso. – Disse me beijando. _Agora vamos dormir.

_Sim, já estou cansada. Boa noite amor.

_Boa noite, minha Ana.

FLASH BACK OFF

_Obrigada Sawyer, já estamos descendo. Pode me ajudar com as coisas?

_Claro senhorita. – Swayer pegou a bolsa e saiu pela porta.

_Mamãe, vamu! – Gritou Noah correndo na minha direção.

_Já estamos saindo. – Respondi. _Cadê a Amanda.

_Estou aqui, senhora. – Disse Amanda andando com a Sofia no colo. Assim que ela me viu esticou os bracinhos para que eu a carregasse. Sofia, agora, passava o dia comigo. Christian a deixava aqui antes do trabalho e de noite a pegava, aproveitando para ficar um pouco com a gente.

FLASH BACK ON

Se passaram dois dias desde minha conversa com o Christian. Já tinha arrumado as coisas dos meninos e estávamos prontos para voltar pra casa. Christian iria conosco para nos ajudar e aproveitar cada segundo restante. Palavras dele.

Chegamos ao apartamento e ele estava igualzinho. Christian tinha mandado alguém limpar o dia anterior. Emma e Noah estranharam ter que voltar ao apartamento, mas depois de falar com eles acabaram entendendo, acho que voltar ao quarto deles os ajudou um pouco, no final das contas o pai dele tinha arrumado aqueles quartos especialmente para eles.

Christian nos ajudou a arrumar as coisas e depois passamos a tarde brincando e assistindo filmes com os meninos. Quando chegou a hora de se despedir as coisas ficaram difíceis. Emma e Noah choraram um pouco, mas no final atenderam ao pedido do pai. O grande problema foi Sofia, ela se recusou a me soltar e quando Christina a pegou no colo começou a chorar, não querendo ir embora. Foi muito difícil assistir essa cena, vê-la chorando daquela forma partiu meu coração, tinha me apegado muito a essa menininha e sua dor tinha se transformado na minha.

Christian enrolou um pouco, até que Sofia ficou dormida e ele pode ir. Christian não chorou como as crianças, mas chegou bem perto. Eu estava começando a me arrepender da minha decisão, mas precisava ser firme.

No dia seguinte Sofia estava irritada e não queria comer, Christian e eu sabíamos o motivo. Foi ai que decidimos que Sofia passaria o dia comigo enquanto Christian trabalhasse.

FLASH BACK OFF

_Vem cá, princesinha. – Disse pegando Sofia no colo. _Amanda você podia pegar a cestinha com comida na cozinha, por favor? -

_Claro, já volto.

_Vamos logo, mamãe. – Disse Emma puxando meu vestido. Estava levando os meninos ao parque, estávamos precisando de um pouco de ar fresco. Mas agora tudo era mais complexo, antes eu só precisava pegar meus filhos e ir ao parque. Hoje preciso falar com o Christian, informar ao Sawyer e levar ele junto com a Amanda. Uma simples saída ao parque se transformava em uma excursão.

_Pronto, podemos ir. – Disse vendo que Amanda saia da cozinha carregando nossa cesta. Peguei a mão de Emma e Amanda pegou a mão de Noah.

Saímos do apartamento e Swayer nos esperava com a porta do carro aberta. Eu falei que não seria necessário ir de carro, mas aparentemente, Christian pensava diferente. A viajem até o parque foi curta, assim que chegamos encontramos uma arvore, linda e cheia de flores, esticamos o lençol e nos sentamos. Emma e Noah correram rapidamente para o parquinho, Sofia preferiu ficar comigo e brincar com seus brinquedos. Amanda e eu intercalávamos para que eu pudesse ficar com os três. Depois de brincar muito sentamos para comer. Tinha preparado sanduiches, frutas cortadas, bolo e suco.

_Mamãe polque o papai não veio com a gente? – Perguntou Noah.

_Por que o pai de vocês tem que trabalhar.

_A gente não vai volta a molá com ele? – Desta vez foi Emma a perguntar. Eles já tinham me perguntado isso antes e estava começando a pensar, que talvez tenha sido uma má ideia sair de lá, os meninos gostavam de lá e, principalmente, tinham se acostumado a morar com o pai.

_Por enquanto não, meus amores, mas eu prometo que um dia a gente volta. – Eu esperava que fosse assim, era o que eu mais queria, mas tudo em seu tempo.

_Plomete?

_Prometo, mas por enquanto vamos ficar por aqui, OK? – Perguntei esperando que eles entendessem. Os dois balançaram a cabeça afirmando e Sofia balançou junto, mesmo não entendendo o que estava acontecendo.

Terminamos de comer e as crianças foram brincar mais um pouco, antes de voltar paramos em uma lanchonete para comer um sorvete. Noah comeu um de chocolate, Emma um de morango assim como eu e Sofia comeu um de baunilha; comprei uma para Amanda, que se sentou conosco e um para Swayer, mas ele insistia em manter uma distância profissional... coisa de segurança. Assim que terminamos de tomar sorvete voltamos para casa, os meninos estavam cansados e eu também, queria dar banho neles antes que Christian chegasse.

Saímos do carro e pegamos todas as coisas, entramos no elevador e chegamos até o apartamento. Assim que as portas se abriram pude perceber que tinha alguma coisa errada. Tudo dentro da sala estava revirado, os sofás e as estantes estavam viradas e jogadas no chão, a televisão estava quebrada assim com as decorações da sala.

_Meu Deus. – Disse Amanda cobrindo a boca.

_Senhorita fique aqui. – Disse Swayer entrando no apartamento. Eu fiquei congelada dentro do elevador, não sabia o que fazer. Alguém tinha entrado na nossa casa e tinha feito isso. Mas, porque? Porque alguém faria isso? Será que a pessoa ainda estava aqui? Foi esse pensamento que me fez tremer. Tremer de medo pelos meus filhos, eles já tinham passado por muito.

_Amanda, quero que você desça com as crianças até a portaria e fique lá, não se separe deles nem por um segundo. – Ordenei lhe entregando a Sofia. Eu sabia que era perigoso, mas meu instinto protetor era mais forte, precisava ter certeza de que não tinha ninguém lá dentro.

Fui entrando no apartamento e enquanto andava ia reparando os danos no departamento. Estava tudo quebrado e jogado no chão, não tinham deixado nada em seu lugar, era assustado. Até o quarto dos meninos tinham sido destruídos. Entrei em meu quarto e a situação era ainda pior. Cobri a minha boca sem acreditar no que estava vendo. Além de estar destruído por completo, havia uma mensagem escrita com tinta vermelha na parede: “Você não vai fugir da próxima vez, vadia!”. Meu corpo todo começou a tremer, o medo começou a invadir meu corpo e eu não conseguia pensar direito.

_Senhorita, não deveria estar aqui. – Disse Sawyer se aproximando de mim.

_Tem alguém aqui? – Perguntei ainda tremendo.

_Não, senhorita. Já olhei em todos os quartos, mas é melhor sair daqui. – Disse segurando meu braço ao perceber que eu não conseguia me mexer. Sawyer me ajudou a andar e me levou até o elevado. Assim que entramos meu celular começou a tocar, mesmo com as mãos tremendo consegui tira-lo do meu bolso e atendi assim que vi o nome de Christian na tela.

_Ana! – Parecia nervoso. _Você e os meninos estão bem? – Perguntou.

_Eu... sim, estamos bem. – Consegui responder.

_Amor, estou indo pra ai agora mesmo, OK. – Podia escutar o barulho da rua. _Preciso que você fique calma pelos meninos, eles precisam de você, eu já estou chegando.

_OK. – Consegui dizer.

_Te amo, já estou chegando. – Disse desligando o telefone.

_A senhorita está bem? – Perguntou Sawyer.

_Sim, eu estou. Só preciso de um segundo. – Escorreguei pela parede até ficar sentada do chão. Tentei controlar minha respiração e pensar com claridade. Christian tinha razão, eu precisava estar bem pelos menos, eles precisavam de mim. A porta do elevador se abriu e eu continuava no chão.

_Senhorita Steele. – Swayer parecia preocupado. Eu não respondi apenas me levante e sorri pra ele. Saí do elevado e fui ao encontro dos meus filhos.

_Os três correram na minha direção e me abraçaram.

_Mamãe, polque a casa tava bagunçada? – Perguntou Noah.

_Alguém muito malcriado bagunçou filho.

_E ele vai sé castigado?

_Vai sim filho, mas vocês não precisam se preocupar com isso, OK. O pai de vocês já está chegando e vamos esperar ele aqui.

Peguei os três e nos sentamos no sofá da recepção, a única coisa que conseguia me deixar tranquila era ter meus filhos por perto.

CHRISTIAN POV

Já tinha passado uma semana desde que Ana e os meninos se mudaram e parecia que tinha passado uma eternidade. Sentia falta deles, de chegar em casa e encontra-los, de bota-los na cama e vê-los acordar. Mas não tinha nada que eu pudesse fazer, era uma decisão da Ana, mas eu fazia de tudo pra ficar o máximo possível de tempo com eles.

Como se não fosse ruim o bastante ficar sem minha Ana por perto ainda tinha aquele maldito acidente. A pesar de ter os melhores professionais trabalhando para mim, ainda não tínhamos descoberto a identidade do homem que atropelou Ana, e isso estava me deixando irritado. As imagens obtidas pelas câmeras da rua não eram muito boas e os vidros do carro eram escuros, o que dificultava tudo. Taylor estava fazendo tudo o que podia, eu sabia disso, mas mesmo assim se sentia culpado por não ter nenhuma informação ainda.

O carro era roubado e sua placa tinha sido adulterada, impedindo que encontrássemos o dono. Conseguimos alguns depoimentos de pessoas que estavam na rua naquele dia, mas não foi de muita ajuda, alguns afirmavam que tinha sido um homem, enquanto outros juravam ter visto uma mulher. A polícia fazia o que podia, mas com menos recursos que os meus, não tinha como eles encontrarem alguma coisa antes de mim.

Estava sentado na minha sala terminando de ler alguns papeis quando Taylor entrou como um tornado na minha sala, ele sempre batia antes de entrar, por isso fiquei preocupado.

_Senhor, tivemos um problema. – Disse sério.

_Que problema? Fale logo, o que aconteceu? – Disse me levantando.

_Sawyer me ligou. – Meu coração parou por um instante. Sawyer era o segurança responsável por Ana e os meninos. _O apartamento da senhorita Steele foi invadido.

_Como demônios isso aconteceu? Eles estão bem? Estavam dentro do apartamento? – Comecei a perguntar enquanto andava para fora da sala.

_Estão bem, estavam no parque quando acontece. – Respirei aliviado quando ouvi isso.

_Andrea, cancele tudo! – Disse entrando no elevador.

_Pegaram o responsável? – Perguntei desejando que a resposta fosse sim, quando botasse minhas mãos naquele infeliz ele iria desejar não ter nascido.

_Não senhor, ele não estava mais no apartamento quando chegaram. – A pesar de desejar pega-lo, me senti aliviado, não o queria perto da mina família.

Saímos do prédio e entramos no carro. Dentro do carro peguei meu celular e liguei para Ana, queria ouvir sua vez e saber por ela que tudo estava bem. O telefone tocou umas 3 vezes e a cada toque meu nervosismo aumentava. A ligação foi atendida, mas Ana não disse nada.

_Ana! – Chamei nervoso, mas mesmo assim ela não respondeu. _Você e os meninos estão bem? – Perguntei.

_Eu... sim, estamos bem. – Disse, claramente assustada.

_Amor, estou indo pra ai agora mesmo, OK. – Tentei acalma-la. _Preciso que você fique calma, pelos meninos, eles precisam de você, eu já estou chegando.

_OK. – Respondeu baixinho.

_Te amo, já estou chegando. – Disse desligando o telefone. Ela estava com medo. Aquele maldito tinha assustado a minha mulher! _Vai mais rápido, Taylor! – Gritei e ele pisou no acelerador.

O transito era terrível nesse horário, fazendo com que meu nervosismo aumentasse. Taylor dirigiu evitando as ruas mais movimentadas e conseguimos chegar em 15 minutos ao prédio da Ana. Mal esperei o carro parar e corri até a porta, entrei no prédio sem me importar com as pessoas e parei para procurar pela minha família. Ana e as crianças estavam sentadas em um canto da recepção. As crianças não pareciam afetadas, mas Ana estava claramente perturbada pelo acontecido, ela sorria para os meninos, mas podia ver em seus olhos o medo.

Andei em direção a ele e os meninos foram os primeiros a me ver. Emma e Noah correram na minha direção gritando. Eu me agachei e abracei os dois.

_Papai alguém queblou nossa casa. – Disse Noah fazendo biquinho.

_Eu sei, filho. Mas vocês não precisam se preocupar, papai vai cuidar de tudo. – Os dois balançaram a cabeça e saíram do meu colo. Eu me levante e encarei a Ana, ela sorriu pra mim, mas não foi um sorriso de verdade, era apenas uma máscara. Andei até ela e a abracei, mesmo com Sofia em seu colo. _Vai ficar tudo bem, eu prometo. – Disse em seu ouvido. Me separe dela e lhe dei um beijo na testa e em seguida na Sofia. _ Fiquem aqui.

_Não, Christian. Fique aqui. – Pediu Ana, mas eu precisava ver com meus próprios olhos.

_Eu já volto, prometo. – Disse segurando seu rosto. _Sawyer, fique com eles, Taylor você vem comigo.

Taylor e eu pegamos o elevador e subimos até o apartamento. Ao chegar lá pude ver toda a destruição. Quem fez aquilo, queria deixar uma mensagem e conseguiu. Andamos pelo apartamento analisando cada quarto, o mais perturbador era a mensagem no quarto de Ana. Alguém queria machucar a minha Ana, uma pessoa que foi capaz de entrar no apartamento sem ser notado. Meu Deus, ele podia ter entrado com a minha família aqui dentro.

_Como foi que ele entrou?

_Não sei, senhor, mas vou descobrir.

_Quero todas as imagens do prédio e da rua. Quero saber como esse infeliz entrou aqui!

_Sim, senhor.

_Vamos voltar ao meu apartamento, preciso providenciar roupas para Ana, ela não vai voltar a este apartamento.

_Vou providenciar tudo, senhor.

_Eu confio em você, Taylor e estou confiando o mais importante da minha vida a você, minha família. Não me falhe. – Disse olhando pra ele.

_Eu vou encontrar o responsável, senhor. Prometo.

_Vamos.

Descemos até a recepção, Ana e os meninos se encontravam no mesmo lugar. Ela se levantou e veio na minha direção, agora Sofia estava no colo de Amanda.

_Você viu? – Perguntou claramente assustada. Eu sabia que ela não estava falando da destruição.

_Eu vi. – Pude vê-la tremer um pouco. _Não vou deixar nada acontecer com você ou com as crianças. Ninguém vai chegar perto de vocês. – Ana encostou sua cabeça em meu peito e eu beijei sua cabeça. _Você e os meninos vão voltar comigo e dessa vez sou eu quem decido, não vou tirar o olho de vocês nem por um segundo.

_Tudo bem, eu também não quero ficar aqui.

_Ótimo, então vamos indo, vocês devem estar cansados. – Peguei sua mão e andamos até os meninos.

_Vamos pra casa. – Disse a eles.

_A gente vai pla sua casa, papai? – Perguntou Emma.

_Sim! – Respondi sorrindo.

_Oba! – Gritaram os dois.

Pegamos as crianças e fomos até meu apartamento, não deixaria que eles saíssem de perto nem por um segundo. Amanhã falaria com Ross, iria tirar umas “férias” até encontrar o infeliz, ela teria que ser responsável pela empresa por enquanto. Minha família era o mais importante no momento, o trabalho poderia esperar.

Chegamos em casa e os meninos corram para seus quartos, a pesar das circunstâncias, eu estava feliz de ter meus filhos de volta, correndo e gritando pelos corredores, não tinha nada melhor.

_Gail, você pode ajudar a Amanda a dar banho nos meninos? – Pedi.

_Claro, senhor. – Respondeu sorrindo, mas pude ver preocupação em seu olhar quando ela viu a Ana. _O jantar está pronto, podem se sentar assim que desejarem.

_Obrigado, Gail. Pode deixar que eu aviso.

Peguei a mão de Ana e a levei até seu quarto, ela precisava de um banho e um pouco de calma, tinha passado por muitas coisas. Entramos no quarto e fechei a porta atrás de nos.

_As suas coisas continuam no mesmo lugar, não mexi em nada. Já pedi para Taylor providenciar roupa pra você, mas acho que ainda tem um pouco da sua. – Comecei a falar, mas Ana não respondeu, nem olhou pra mim, ficou de costas olhando para o chão. _Ana? – A chamei virando-a na minha direção. Quando olhei pra ela, meu coração se partiu. Estava com os olhos vermelhos e cheios de lagrimas.

_Porque isso está acontecendo o que a gente? O que eu fiz para essa pessoa? – Disse soluçando. Eu a peguei nos meus braços e nos sentamos na cama.

_Não sei amor, não sei. Me desculpa, eu prometi protege-los e estão nesta situação por minha culpa. – Ana levantou a cabeça e me olhou confusa. _Eu sou uma pessoa conhecida, Ana. Assim como tenho aliados, tenho inimigos. Pessoas que gostariam de me fazer dano para se apoderar da minha empresa. Tudo isso é minha culpa.

_Não fala assim, amor. Não é culpa de ninguém, apenas daquele maluco. Não queria que você se sentisse assim.

_Eu sei, mas não consigo parar de pensar que se eu não tivesse voltado pra sua vida vocês não estariam passando por isto.

_Para de dizer besteiras. Você ter voltado foi a melhor coisa que aconteceu. Os meninos têm um pai e eles te amam, não percebe como o rostinho deles se ilumino quando te vem? Admito que fiquei com um pouco de ciúmes no começo... e não são só os meninos que precisam de você, eu também preciso. Não tinha percebido isso antes, mas agora eu sei o quanto eu preciso de você.

_Te amo, Ana. E prometo que não vou deixar nada acontecer com vocês. Vou encontrar esse infeliz, eu prometo!

_Confio em você. – Logo em seguida ela me beijou.

_Promete que vai ficar aqui comigo, pra sempre. Promete que não vai querer ir embora outra vez.

_Eu prometo. Não quero ir a lugar algum. – Disse e nos beijamos novamente.

_Agora vai tomar seu banho, espero você lá fora. Vocês precisam comer.

_Ok. – Dei um beijo em sua testa e saí do quarto.

Fui até meu escritório e peguei um copo de whisky. Tentava me manter calma, mas por dentro estava fervendo de raiva, queria matar o infeliz que fez isso tudo. Meu único objetivo a partir de amanhã seria achar aquele desgraçado e acabar com ele com as minhas próprias mãos.

Notas finais
Vou terntar terminar mais um capitulo ainda esta semana, mas não prometo nada! Beijos!