Como odiar o amor II

1 The land without rain


Notas iniciais
Oi de novo
Mais uma vez, o primeiro capítulo não tem assim tanta história acontecendo, mas espero que gostem :3

Jill bateu à porta do chalé de Hades para falar com o amigo, mas não houve resposta.

- Não está lá também?! – o queixo de Scott caiu quando ela voltou para o ponto de encontro – mas a gente revirou esse acampamento de cabeça para baixo!

- Não é possível, aqui é grande demais, com certeza a gente esqueceu algum lugar.

- Não esquecemos, não – teimou o menino, fazendo um biquinho. Era fofo quando ele fazia aquilo, mas Jill nunca se atreveu a comentar – a gente foi até no Bunker 9 com o Leo!

- Ele não pode ter saído do acampamento. Não faria isso tão perto da missão.

- Como é que você sabe que está perto da missão? – ele chacoalhou a menina pelos ombros – e se a tal da Cori dormir por três anos?

- Que exagero, foram só três dias.

- Mas e se? E se for só uma pegadinha do malandro, mesmo, o que a gente faz com o Nico que sumiu? Ah, se a gente achar esse moleque eu mato ele, só pela preocupação.

- Que isso, papai urso, calma lá – Jill riu.

- Vamos checar a Bela Adormecida, para eu me distrair um pouco – ele começou a andar, e a menina deu uns pulinhos para alcançá-lo.

- Bela Adormecida – ela puxou assunto – eu lembro quando vi o filme dela quando era pequenininha. Era minha princesa favorita.

- A minha também – brincou Scott, mas com cara séria – sempre sonhei que, um dia, um belo príncipe me acordaria com um beijo de amor verdadeiro.

.

Quando chegaram à enfermaria, eles estavam discutindo porque o nome da bebida era Boa Noite Cinderela se a princesa que dormia por cem anos era a Bela Adormecida, e estavam totalmente distraídos no assunto quando abriram a porta. Tomaram um belo susto quando viram Nico sentado em uma cadeira, observando Cori dormir como aquela cena esquisita daquela história esquisita sobre vampiros esquisitos que Jill nunca se interessou.

- Eu não acredito que a gente se esqueceu da enfermaria – Scott apertou os olhos.

- O que está fazendo aqui? – ela se direcionou para Nico.

- Esperando – ele respondeu com calma.

Os amigos se entreolhara, confusos.

- Esperando pelo que?

- Para ela acordar.

Cori deu um suspiro um pouco mais alto e Nico quase pulou em cima dela, mas logo voltou a se sentar, notando que não era nada.

- E porque está esperando ela acordar?

Ele gritou de repente, como se fosse óbvio.

- Por que eu quero ir nessa missão! – o som de seu berro foi um contraste tão grande com o silêncio que o coração de Jill quase pulou pela boca.

- Isso a gente entendeu – Scott estava com os dedos tampando os ouvidos.

- A terra ressecada, nosso destino será / Buscar algo que já foi meu / E algo dele que também se perdeu – ele recitou.

- Como vocês gravam esse tipo de coisa tão rápido? – Jill não compreendia – eu demoro um século!

- Isso ele decora, mas você tinha que ver como ele ia na escola – Scott comentou, virando o polegar para baixo.

- Vocês não entendem – o garoto finalmente tirou os olhos da “Bela Adormecida”, encarando os amigos — a terra ressecada, Percy me falou de uma profecia que envolvia ela. Dizia algo como “um se perderá na terá ressecada”.

Ele deu uma pausa, como se fosse difícil continuar falando. Scott não percebeu:

- E...?

- E que essa profecia era para uma missão que minha irmã participava – o menino fuzilou o outro com o olhar – a missão em que ela morreu. Na terra ressecada.

Um silêncio começou a invadir o quarto, mas Nico o interrompeu, obviamente evitando “lamento” e essas besteiras que ele claramente detestava.

- Mas a profecia disse que vamos buscar algo “dele” que se perdeu – ele suspirou voltando os olhos para Cori – estava na esperança de que eu fosse esse tal “ele”.

- Bom, eu não perdi nada na terra ressecada.

- Nem eu.

Nico sorriu, coçando a nuca.

- Acho que sou eu então, né?

Os amigos sorriram também.

- É – disseram em uníssono.

Nico levantou-se a abraçou-os.

- Vamos sair daqui antes que eu enlouqueça.

- DEIXEM EU ENTRAR ANTES QUE EU ENLOUQUEÇA! – eles escutaram alguém gritar. E, nossa, bota gritar nisso.

- Se você já não estiver louco – sussurrou Jill, logo antes de alguém escancarar a porta com um chute. Ela sabia quem era, qual era mesmo o nome dele? Theo? Alguma coisa parecida.

- Leo! – exclamou Nico – o que está fazendo?!

- Salvando minha sanidade! – respondeu o mais velho (só de idade).

- Leo, você não é são já faz muito tempo.

Ele revirou os olhos e dirigiu-se à garota.

- Como será a viagem?

Os três amigos encravam o garoto que acabara de chagar, que parecia totalmente sério com a pergunta.

- Você tá ligado que ela está inconsciente, né? – disse Scott, finalmente.

- Eu sei, seu inútil – ele retrucou, rápido – obrigado pela informação. É que ela é filha de Apolo, provavelmente, essa coisa toda de profecias está no sangue dela.

- Qual é o motivo da pergunta – Jill perguntou, com um pouco de medo do tal Leo.

- Eu não suporto mais esse tempo de paz. Não se pode construir nada útil! Essa missão me deixou animado, mas aí a garota desmaia sem falar como vocês vão? Sacanagem! Eu preciso construir o meio de transporte de vocês!

- Barco – Jill ouviu Cori sussurrar.

Os meninos continuavam a discutir e não pareciam ter notado o que a menina havia dito.

E como são competitivos, os meninos no geral!

- Gente, é um barco – ela disse, mas só Nico notou. Scott e Leo continuavam a brigar como animais:

- Você acha que chegar gritando vai resolver?

- Pelo menos eu fiz algo, o que foi que você fez?

- Tive paciência. Ela não vai acordar se u maluco chegar berrando.

- Eu. Preciso. Construir. Algo.

- Você vai ter que construir a sua cara de novo se berrar com ela mais uma vez.

Nico parecia se divertir. Jill abriu a boca para repetir que era um barco, mas o amigo fez sinal para que ela ficasse quieta.

- Olha isso! – Leo mostrou as mãos, trêmulas – isso é porque eu não estou construindo!

- Não é culpa dela, seu viciado.

- Viciado, sim, em construir.

- Imagino as coisas incríveis que você já construiu...

- Licença, eu fiz um barco que voa, com uma cabeça de um dragão de bronze vivo na frente, que é parcialmente controlado por controle de video game.

- Quer saber, pega esse seu caiaque besta e...

- Barco! – Cori gritou e levantou, interrompendo os dois – é um barco! Agora calem a boca!

- Você não estava em coma? – Leo perguntou, mas a menina revirou os olhos e tombou para trás. Ele se virou para os outros – o que tem de errado com ela?

- A gente ainda não sabe – respondeu Jill.

Leo deu de ombros e foi até a porta.

- Com licença, ou construir um barco maneiro para a sobrevivência de vocês – ele fingiu que cumprimentava os amigos com um vestido e saiu.

- A real pergunta – disse Scott – é qual é o problema dele?

- Muitos – Nico sorriu – mas não importa. Nós vamos de barco para a terra ressecada. Que sentido isso faz?

- Nenhum – Jill admitiu – mas considerando tudo que já aconteceu na sua vida, você sinceramente ainda liga para as coisas que fazem sentido? Vamos dar o fora daqui.

Eles estavam saindo da enfermaria quando escutaram um sussurro:

- A água gelada queima.

Era uma frase totalmente sem sentido e fora de contexto, mas fez um calafrio subir pela espinha da garota de qualquer jeito.

Notas finais
Comentem, foi muito legal quando muito de vocês comentaram no último capítulo da última :3