Como o Fogo

2 Capítulo 1 - Lucy


Notas iniciais
Oi oi Xentem, como vão? Espero que bem c: Então, tipo assim, eu atrasei completamente com a postagem da fic, era pra mim ter postado ela dia 18, só que só fui conseguir terminar o capítulo hoje. Razão? Provas e mais provas. Quem eu estou indo de mal a pior, já peguei três recuperações, e advinha qual foi a primeira matéria, isso mesmo trigonometria. Afinal de contas, por que cargas d'agua a gente precisa disso? Posso tar sendo hipócrita, mas sei la, não se vejo indo na padaria e comprando tangente de 60º em pão. Enfim, voltando a fic, só consegui terminar o capítulo hoje, e como da pra ver ele não atingiu a minha mate de 3000 mil palavras. Tipo, no word, deu certo, que só em determinado momento a estória começou a ficar cansativa e reveladora demais. Não estava conseguindo terminar o capítulo deixando aquele ar de quero mais. Então decidi, que vou se esforçar o máximo possível para posta-la de 15 em 15 dias, com no minimo 1500 palavras, porém os primeiros capítulos realmente vão ser os maiores, já que eles vão ter a histótia dos "personagens principais". Enfim Enfim Enfim Boa leitura e espero que gostem mi amores

19 de junho de 2005, Frankfurt, Alemanha

O dia estava atípico, com grandes nuvens negras mostrando a grande tempestade que estava por vir. Mas mesmo com a previsão de chuva, crianças continuavam a brincar com seus pais no parque central do pequeno vilarejo em Frankfurt.

E foi na manhã deste dia atípico que uma Mercedes preta parou em frente de, antes considerada a casa mais luxuosa, uma cerca branca lascada, com algumas partes faltando, que circulava uma grande casa em situação semelhante com a da cerca. Precária.

A porta do motorista se abrira, mostrando o chofer gordo, especialmente na região do tórax, o que o fazia manter os braços separados do corpo, pendurados. A cabeça lustrosa, pela falta de cabelo, as grossas sobrancelhas negras, naturalmente arqueadas, lhe davam um ar de superioridade e deboche, ao mesmo tempo. O terno impecavelmente liso e os sapatos sociais engraxados terminavam a imagem de Bob, que, a passos lentos e suaves, se dirigiu para a porta traseira do passageiro, abrindo-a em seguida.

– Tem certeza que é aqui? – perguntou seu empregador, Makarov Dreyer.

– Heartphilia. – soletrou Bob apontando para a caixa do correio.

– Me aguarde no carro, isso não ira demorar.

Makarov empurrou o portão que, por causa dos parafusos enferrujados, rangeu com o simples movimento. Ao dar o primeiro passo para adentrar no terreno dos Heartphilia, Makarov teve vislumbre do jardim morto que moldurava a casa. Com os olhos atentos e cautelosos, o Dreyer observava os detalhes do melancólico jardim. A grama seca já passava do tempo de ser cortada, o que dificultava sua caminhada, devido a sua baixa estatura. As flores mortas e as ervas daninhas davam um aspecto assombroso junto com o enorme carvalho completamente desnudo. Dejetos de animais também eram avistados.

– Finalmente algum sinal de vida. – murmurou ironicamente ao perceber que acabara de pisar em um – Mas que maravilha.

Irritado e impaciente, Makarov se dirigiu para a varanda da casa, onde limpou a sola do sapato no primeiro degrau, e subiu os outros três de uma só vez, com certo grau de dificuldade.

Parando de frente para a porta, Makarov percebeu, antes de dar as três sonoras batidas, o emblema dourado dos Heartphilia. Um H envolto de louros, talvez pintados de dourado ou banhado em ouro. Ou pudessem, até mesmo, serem de ouro maciço.

“Já tiveram seus dias de glória”, pensou ele suspirando e abaixando a cabeça. Sabia o quão difícil era aquela situação, tanto para os pais como para os filhos. Mas principalmente para os pais, que raramente aceitavam tal acontecimento.

Deixando tais pensamentos de lado, Makarov se apressou em bater na porta, as três sonoras batidas, que se estenderam pelo interior da casa provocando ecos, dando a entender que ela estava vazia ou até mesmo abando nada.

Esperou alguns segundos e, não obtivendo resposta, recomeçou as ritmadas batidas na porta. E novamente. E novamente. E novamente.

Fizera isso cinco vezes e na sexta, quando estava prestes a desistir e voltar para o carro, ouviu passos atrás de si, seguidos por uma voz rouca e cansada.

– O que deseja?

– Sou Makarov Dreyer, queria falar com Jude Heartphilia, com relação a sua filha. – respondeu se virando e encontrando o dono da voz. Um homem de aparentes sessenta anos, com rugas e pés de galinha emoldurando sua face acabada, em seus cabelos grisalhos ainda existiam resquícios de sua dourada juventude. E em seus olhos castanhos opacos, que o miravam com certo temor, ganharam brilho quando o homem ouviu seu nome.

Makarov conhecia bem aquele brilho.

Esperança.

Uma esperança ilusória de que ele faria a magica para que seus problemas se solucionassem.

– Fico enormemente agradecido por ter vindo Sr. Makarov. – agradeceu o homem – Sou Jude, pai de Lucy, desculpe tê-lo feito esperar. Estava resolvendo alguns assuntos.

– Não tem o porquê de se desculpar Sr. Heartphilia, admito que cheguei antes do horário combinado. Mas, então, podemos entrar e conversar?

Makarov já estava cansado, tanto pela viagem quanto pela espera, e só conseguia se imaginar sentado em uma grande e confortável poltrona com os pés repousados em cima de algumas almofadas e tomando uma boa taça de vinho.

Mas viu seu desejo se esvair quando pousou os olhos em Jude, que observava com nervosismo para a casa. Mais especificamente para a primeira janela do segundo andar, onde podia se ver um pequeno vulto correndo e rodopiando de um lado para o outro.

– Ou em outro lugar. – completou Makarov tentando tirar a tensão do ar.

– Tem uma cafeteria aqui por perto, podemos tomar um café enquanto conversamos. O que acha? – a gratidão estava estampada no rosto de Jude, enquanto o mesmo sugeria um lanche da tarde.

– Acho uma ótima ideia.

Assentindo, Jude deu uma última olhada para a janela, se certificando de que não teria nenhum problema, e dando as costas para a casa, rumou na direção que acabara de vir.

A caminhada até a cafeteria era curta, mas a sensação fora que ela durara horas. Makarov se sentia desconfortável com os olhares que as pessoas lhes lançavam, principalmente para Jude – a falta de pudor das pessoas de apontarem para o pobre homem e falarem dele, deixava Makarov indignado -, que parecia não se importar.

Como se já estivesse acostumado com isso diariamente. Como parte de sua rotina.

E, bem. Ele estava.

Não havia um dia na vida do Heartphilia em que, quando ele saísse na rua, olhares raivosos, dedos acusadores e palavras rudes, não o acompanhassem em sua longa caminhada.

Chegando a cafeteria, a situação piorou por completo. Os olhares raivosos e assustados se intensificaram, os cochichos começaram novamente, desta vez com mais alarde, e pessoas se encolhiam em suas cadeiras, procurando uma forma de se protegerem. Mas a pior parte estava por vir, quando estavam prestes a sentar em uma das mesas mais ao fundo do estabelecimento, uma das garçonetes, uma mulher de meia idade com os cabelos grisalhos presos em um coque perfeito no alto da cabeça, veio ao encontro dos dois e pediu gentilmente que se retirassem.

– E por que nós faríamos assim? – Makarov tomou partido com a voz rouca de irritação, que se elevara alguns graus, chamando a atenção de algumas pessoas. Entre elas, o dono da cafeteria.

– Porque aqui é um lugar familiar, não queremos criaturas imundas como ele, ou monstros como a pequena filha de Satã, nos rondan... – o gordo proprietário fora interrompido por uma dos clientes. O que deu certas esperanças para o velho Makarov.

– Ivan, pare. Você sabe que ele pode mandar o pequeno demônio acabar com você, como fez com a mulher.

Raivoso, Jude se levantou abruptamente, fazendo com que a cadeira se chocasse com o chão, batendo os punhos na mesa, deixou claro que o quanto aquela conversa o tirava do sério.

A passos largos e rápidos, Jude deixou a cafeteria e Makarov o observando com as sobrancelhas arqueadas e intercalando seus olhos, ora em Ivan e no cliente e depois para onde o Heartphilia havia ido.

O clima tenso prevaleceu, Ivan parecia orgulhoso de si mesmo pelo ocorrido, já a garçonete, mantinha os olhos baixos e apertava o avental com força. Não era sua culpa, eram ordens de seu patrão. A última vez em que Jude estivera na cafeteira e fora mandado em bora na base de pontapés, Ivan a pegou lhe entregando um pequeno saco de papel. Ameaças de que perderia o emprego se continuasse sendo boa para o Heartphilia eram constantes, todos os dias, horas e minutos. E não podia simplesmente de se dar ao luxo de perder o emprego. Tinha contas a pagar e um neto doente para cuidar.

– Bem. – começou Makarov se levantando e se retirando do estabelecimento – Já da pra ver que tipos de pessoas frequentam esse local.

Começou a pensar para onde Jude poderia ter ido. Isso seria um problema. Não conhecia nada naquele vilarejo, a não ser pelo endereço da casa de Jude. Mas duvidava que alguém lhe desse informação para chegar até a moradia dele. Pensou que ele tivesse voltado para casa, mas se surpreendeu ao encontra-lo em frente à cafeteria, sentado no meio fio com as costas sacolejando.

– Desculpe. – pediu Jude com ambas as mãos sobre a face – É tudo minha culpa.

– Jude...

– Se eu ao menos tivesse sido um pai presente. – sua língua se embolou com o soluço que fez seu corpo estremecer – Isso não estaria acontecendo. Lucy não estaria sozinha. Layla não teria nos abandonado.

Os soluços e a fala rápida se embolavam de um jeito que deixava Makarov confuso.

– Se Layla não nos tivesse abandonado.

– Se acalme Jude. – pediu o Dreyar se sentando ao seu lado – Respire e se acalme. Engula o choro. Esqueça o passado e foque no futuro. Sei como é ver a morte da pessoa amada, mas...

– Layla não morreu. – falou Jude o encarando nos olhos. Makarov jurava ter visto um resquício de raiva ao mencionar o nome da mulher – Ela foi embora, conheceu outro homem. E Adivinha? Ele não tinha uma filha problemática que fala com seus amigos imaginários. Sabe quantos anos eu tenho? – perguntou apontando para seu rosto – Tenho trinta anos, difícil de acreditar, não? Mas é isso que o estresse e o medo causam.

– Medo... de que? – perguntou hesitante Makarov.

– Do amanhã. – respondeu Jude olhando para as nuvens que cada vez iam escurecendo mais e mais – Medo do que eles podem fazer para a Lucy. Perdi meu emprego, minha mulher e agora, estou quase sendo despejado. Não posso perder meu bem mais precioso. Não posso perder Lucy. – levantando-se rapidamente, o homem se colocou em frente ao Dreyar, segurando suas mãos — É por isso que eu te chamei aqui. Por favor, Makarov, por favor, leve Lucy com você. Leve-a para sua escola.

Arqueando as sobrancelhas e se afastando de Jude, Makarov se levantou lançando um olhar cético para o homem ajoelhado a sua frente.

– Desculpe Sr. Heartphilia, mas minha escola é para jovens dotados e não para crianças que tem problemas familiares. Não somos um abrigo.

– Por favor, me escute. Leve Lucy com você. – Jude continuava ajoelhado com as mãos juntas em forma de prece – Por favor.

– Já disse que não. – irritado Makarov gritou – Quando achou meu contado provavelmente deve ter lido as descrições da escola. Mas creio não, pois bem, eu irei lhe explicar. Minha escola foi feita par...

– Papi? – a suave e doce voz infantil interrompeu Makarov.

– Lucy? – perguntou Jude se alevantado e correndo em direção da menina a abraçando – O que esta fazendo aqui? Não pedi para que ficasse em casa?

– Sim, mas o senhor estava demorando. Estava ficando preocupada e Zeref não parava de falar coisas ruins. – a vozes de Lucy começara a ficar chorosa.

– Ei, pequena, não acredite em nada do que ele lhe fala. Ok? – se abaixando para ficar na altura da filha, Jude dera um pequeno beijo na ponta do nariz da mesma. Tal ato possibilitou Makarov de ter uma visão da menina.

Pequena e magra demais, com os membros finos a ponto de se racharem. Os cabelos dourados estavam soltos e desgrenhados com uma pequena presilha de flor os adornando.

Essa fora a única imagem que pudera ver, a que Jude o permitira ver enquanto se mantinha abaixado na frente da criança.

– Papai, quem é ele? – sua atenção fora direcionada para Lucy que apontava para ele e tentava esconder o pequeno e delicado rosto atrás de um estranho gato azul de pelúcia.

– Esse é o Mkarov, querida. – respondeu Jude.

– O moço que vai ajudar você, papai?

– Creio que não. – levantando, Jude se virou para Makarov e estendeu sua mão em sinal de despedida – Foi um prazer te conhecer Sr. Makarov, e sinto muito por tê-lo feito desperdiçar seu tempo. Vamos Lucy.

Pegando na mão de Lucy, seu pai saiu praticamente a arrastando pela calçada. Curiosa, Lucy virou sua cabeça observando atentamente Makarov, logo dando uma pequena risadinha.

– Pare Mavis, isso não tem graça. – falou Lucy tentando abafar suas risadas no gato de pelúcia – Você também é baixinha como ele. – a menina vez uma pausa como se esperasse uma resposta – Mas eu ainda sou uma criança, você é crescida.

– Lucy, com quem esta falando? – seu pai perguntou parando repentinamente, fazendo com que Lucy batesse em suas costas – Zeref ainda esta te incomodando?

– Não fale assim dele papai, ele fica bravo. – resmungou Lucy emburrada – Mas ele não gosta da Mavis, por isso foi embora.

– E quem seria Mavis?

– Minha nova amiga papai. Ela é tão fofinha. – respondeu a menina animada.

– Onde você a conheceu? – Jude já começava a dar sinais de seu nervosismo.

– Ela é a moça loira que ficou atrás do Sr. Makarov. – respondeu se virando completamente para trás – Tchau Mavis, até outro dia.

O gritou chamou a atenção de várias pessoas na rua, inclusive de Makarov, que começara a andar na direção contraria a de Jude, na tentativa de achar um caminho alternativo para a casa do mesmo.

O grito da criança o surpreendeu, e virando-se, ficou surpreso mais ainda. Não só pelo fato de Lucy estar gritando e acenando para o nada, como pelo seu olho direito estar completamente preto com uma fina linha avermelhada contornando sua íris e linhas pretas saiam do canto de seu olho, como se fossem veias saltadas, até serem escondidos pelos cabelos, provavelmente terminariam em sua têmpora.

Porém o nome citado pela loira também chamou a atenção de Makarov, fazia anos que não o ouvia. Talvez alguma coincidência. Lucy poderia estar falando com qualquer outra mulher chamada Mavis.

Mesmo este não sendo um nome muito comum, mas o seu próprio também não era.

Tentou procurar a tal mulher que possivelmente estaria acenando para Lucy. Olho ao seu redor e constatou que as poucas mulheres que estavam na rua, começaram a andar apressadamente, fugindo da estranha garotinha.

Olhou novamente para Lucy, percebendo que a mesma largara a mão de seu pai e vinha correndo em sua direção. Com um grande sorriso estampado no rosto e com as bochechas com um tom avermelhado.

– Sr. Makrov, o senhor vai mesmo me levar para Magnólia como Mavis esta falando? – perguntou Lucy abraçando o gato.

– Como?

– Eu perguntei se o senhor vai me levar para Magnólia.

– Como... Como?

– Pare Mavis. – falou a loira repentinamente, assumindo uma feição irritada que mais aprecia fofa em sua face – Isso não tem graça. Devia respeitar mais o Sr. Makarov, afinal, ele não é seu irmão mais velho?

Notas finais
Então xentem por hoje é só, espero que tenham gostado de coração. Não esqueçam de comentar e favoritar porque isso é muito importante para mim. Ainda não terminando (?) queria agradecer a todos aqueles que comentaram e favoritaram. Vocês tem um espaço no meu coração para sempre. E você, que ainda não comentou e não favoritou, ta esperando o que? Um tapete vermelho pra entrar nele? Mas nem pensar, porque você ja esta no meu coração, mesmo eu nçao sabendo quem você é