Notas iniciais
Oláaaaaa Crazy Kids!!! Somos KaulitzT e NatháliaLima, e essa é a 3ª vez que postamos essa fic ¬¬ Graças a regra idiota do site, de não poder escrever sobre pessoas reais, nossa fic foi excluída, but now WE ARE BACK! Mantivemos a ideia original da fic, mas agora estamos indo para um caminho mais ousado e louco (as meninas são bitches do bem, okay?) Essa fic é escrita descrevendo o ponto de vista de Teddy e Joaane, as personagens principais, conforme for desenrolando vocês se acostumam :D Esperamos do fundo dos nossos coraçõezinhos que vocês gostem da nossa fic e que principalmente, divirtam-se a lendo, tanto quanto nós nos divertimos escrevendo pra vocês! Beijos, e boa leitura!

POV TEDDY:

– Eu já disse, Jô. Não vou ficar com o Tyler. Minha presa essa noite vai ser o Tom. — Respondi enquanto terminava de fazer um delineado perfeito nos olhos, sem tremer dessa vez.

– Você é impossível. — Pude ouvir minha melhor amiga rindo do outro lado da linha em viva voz. — Sabe que a Taylor tá de olho nele né?

– Enquanto ela está só de olho eu já estarei com o corpo todo nele. — Ri alto depois de dizer isso, e Joanne também.

– Você é uma vadia má, Theodora.

– E você é bem pior que eu, Joanne. Ou você pensa que eu não sei dos seus planos com o Logan?

– Cala essa boca, sua vaca. Esqueceu que você tá no viva voz? Se meu pai descobrir que eu simplesmente falo com o Logan, ele vai pirar.

O pai de Joanne era um cara bem sucedido e um tanto paranoico. Ele acha que o Logan é meio "barra pesada" pelo simples fato de que ele bebe sem ter idade para fazer isso legalmente. Seria uma pena se ele soubesse que toda a escola faz isso, inclusive eu e a própria Joanne.

– Ops, foi mal. Mas me diz, quer que eu passe na sua casa pra te buscar?

– Não, obrigada. Meu querido paizinho resolveu infernizar a minha vida e se tornar um pai presente. — Ela sussurrava pelo celular. — Ele disse que quer me levar na festa, pra se certificar que é mesmo no Magic Hall.

Eu precisei me segurar pra não rir alto.

O Magic Hall era um espaço de festas meio conservador, onde aconteciam aqueles eventos chatos de gente chata, muito tranquilos e sem bebida. A festa que nós realmente iríamos era na casa do John Levigne, e ficava a alguns quarteirões do Magic Hall.

– Te espero uns metros a frente pra te dar uma carona até a casa do John. Fechado?

– Fechado. Beijos bitch, vou sair de casa agora.

Fim da ligação.

Essa sou eu. Theodora Miller, mais conhecida como Teddy. Estou prestes a viver a experiência mais incrível da minha vida ao lado da minha melhor amiga, Joanne. Fomos aceitas para a mesma faculdade, na Califórnia e isso significa morar bem longe de Londres, bem longe dos olhares super protetores barra rigorosos dos nossos pais.
Espero me ver longe da minha mãe o mais rápido possível. Meus pais se divorciaram quando eu tinha 8 anos, desde então moro com minha mãe, Megan Miller, a melhor advogada do país. Ela nunca está em casa e quando está, faz da minha vida um verdadeiro inferno. Meu pai continuou a morar na Alemanha, que foi onde eu nasci. Ele e minha mãe se divorciaram depois que ele descobriu alguma merda que a minha mãe fez. Eu nunca quis saber o que foi, por que nunca me interessei nos problemas deles. Hoje, era o dia em que minha mãe estava em casa, então assim como Joanne, eu precisei mentir quanto ao endereço da festa.

Coloquei um vestido longo, de mangas compridas e cor de amenia, prendi meus cabelos num coque bem comportado, sofisticado e suuuuuper sem graça. Desci as escadas e encontrei com minha mãe na sala, segurando uma xícara de café na mão e o celular na outra.

– Tchau, mãe! — Tentei me despedir sem ter que dar maiores explicações.

– Te ligo mais tarde, Jerry. — Ela jogou o celular em cima do sofá e se aproximou de mim para me avaliar. — Bonita, elegante. Você deveria se vestir assim todos os dias, e não com essas roupas curtas que você insiste em usar.

– O que é bonito é pra ser mostrado e admirado, mãe. — Respondi revirando os olhos.

– Vejamos se quando você for estuprada continuará achando isso.

– Mamãezita, se usar roupas curtas for o mesmo que fazer sexo, acho que tenho um shortinho lindo que deve servir em você, por que você anda precisando ter algum contato com um homem fora desse maldito escritório.

– Olhe como fala! — Pronto, o circo tava armado.

– Tchau, mãe.

– Quero que você chegue cedo em casa, Theodora.

– Tchau, mãe!!!! — Ignorei-a completamente. Se a gente parar pra pensar, 6 da manhã é bem cedo!

Entrei no carro e meu motorista me esperava.

– Magic Hall, Peter! — Pedi dando-lhe um beijinho no rosto.

– Magic Hall, senhorita Miller?

– Por hora sim, te darei mais informações quando chegarmos. — Sorri maliciosamente pra ele.
Peter era meu motorista desde quando eu me conheço como gente. Ele parecia ter parado no tempo, sempre com sua pele enrugada e seu cabelinho branco. Ele era um amorzinho e já me livrou de muitas furadas com minha mãe. Pra mim ele era como um avô moderninho. Eu era louca por ele!

– Não quero ter problemas com sua mãe, senhorita. — Disse ele com um tom preocupado.

– E quando foi que eu marquei bobeira com ela, Peter?
Ele sorriu para mim e deu de ombros. De fato eu já havia escapado de muitas encrencas graças ao Peter.

– A bolsa que a senhorita pediu que eu trouxesse está no porta malas.

– Ótimo Pett! — Joanne e eu haviamos separados nossas roupas para a festa, as roupas que de fato usaríamos e não esses trapos de gente velha.
Seguimos até o Magic Hall, Joanne entrou correndo no carro, talvez para despistar o pai dela.
Sorrimos uma pra outra. Era o típico sorriso que dizia: Hoje vai dar merda!

POV JOANNE:

– Pai, pela milésima vez, eu vou ficar bem. – Eu já estava ficando impaciente. Meu pai nunca me deu muita atenção, e agora ele resolveu tentar concorrer ao titulo de melhor pai do ano.

– Joanne, não tem ninguém aqui. Você disse que teria várias pessoas e que seria uma festinha casual. – O Sr. Franklin Shaw me olhou sério. Meu pai até que era um cara muito legal, mas tinha hora que dava nos nervos.
Nós estávamos em frente ao Magic Hall já tinha 15 minutos. Infelizmente, dessa vez não deu pra enganá-lo. O lugar estava fechado e deserto.

– As pessoas ainda não chegaram pai... Olha lá, é a Teddy! Te amo pai, até amanhã! – Dei um beijo em sua bochecha e sai correndo com aqueles malditos saltos.

– Como assim até amanhã?! Onde vocês vão? – Ele gritou alarmado.

– Vamos dar uma volta para pegar umas meninas! Fica tranquilo, eu te ligo quando chegar na casa da Teddy!

– Gritei de volta para ele enquanto entrava no carro. Dei um sorriso para Teddy assim que sentei.

– ACELERA PETT!!!! – Gritei pra ele depois de ter fechado a porta. Pett sorriu para mim e acelerou o carro. Eu estava arfando no banco.

– Mas que merda de roupa é essa Joanne? – Teddy começou a rir descontroladamente.

– Qual foi, meu pai que me deu e insistiu para que eu usasse hoje. – Eu respondi rindo. Eu estava usando um vestido preto de botões, que ia até a canela. Era de manga comprida e era fechado até o pescoço. Para completar, tinha uma gola branca. Eu parecia minha avó.

– Você. Parece. A. Wandinha. Addams. – Teddy disse entre gargalhadas. Ah, eu também estava com o cabelo repartido no meio. Meu cabelo costumava ser curto, mas agora descia até na cintura.

– Só faltaram as duas trancinhas! – Ela continuava rindo da minha cara. Até Pett ria. Eu já estava rindo também, afinal, eu realmente estava a cara da Wandinha.

– Sua palhaça, você também não está muito bem não! – Minha loira delicia estava usando um vestido bege, que era realmente muito esquisito.

– Relaxa, o que importa é que Pett conseguiu malocar a bolsa e nossas roupas e sapatos estão ali dentro.

– Pett, eu já disse que te amo hoje? – Joguei um beijo pra ele. Ele riu.

– Querem que eu pare aonde, senhoritas?

– Pett, se puder parar atrás de alguma moita e ficar do lado de fora do carro de vigia, nós agradeceríamos. – Teddy falou sem olhar para ele, se esgueirando para tentar pegar alguma coisa atrás do banco.

Pett estacionou atrás de umas arvores e saiu para nos dar privacidade, e rapidamente nós tiramos aquelas roupas antiquadas para o momento. Teddy me passou as roupas que eu usaria, junto com meu coturno preto de tachinhas.

– Valeu piranha albina... – Eu a agradeci enquanto a ajudava a desenrolar a blusa que tinha agarrado nas costas.

Teddy havia colocado um shortinho rasgado, uma blusa preta com um top por baixo (claro que ele estaria a mostra) e um coturno preto. O delineado dos seus olhos estava ótimo.

Ela havia separado pra mim um short preto, uma camiseta rosa salmão de uma banda que eu gostava muito e meus velhos coturnos. Eu não gostava de sair de casa sem os meus, e desde que eu dei um par pra ela, ela também não costumava sair sem os dela. Joguei meu cabelo para o lado e dei uma retocada na maquiagem.

– Blusa rosa? Sério Teddy? – Dei uma empurrão nela.

– Sabia que ia adorar. Sei que gosta muito dos Ice Dragons, mas não achei sua blusa preta lá em casa. Ai eu vi o quanto essa ficaria linda em você e trouxe.

Dei um abraço nela.

– Espero que essa seja a melhor festa de todas.

– Eu espero que você esteja certa Jo.

Nós chamamos o Pett de volta e seguimos para a casa do John. Já conseguíamos ouvir a música quando entramos na rua. Pett parou em frente a uma enorme casa, onde luzes de todas as cores piscavam em exatamente todos os lugares. Eu me despedi de Pett e saí do carro. Teddy estava combinando alguma coisa com ele, mas eu não consegui entender. A música alta estava atrapalhando.

Teddy saiu e veio pro meu lado, demos tchau para Pett e entramos na casa.
Corpos se esbarravam freneticamente. A sala de estar estava completamente lotada. Parecia que todos os formandos da escola estavam ali.

– Você está vendo o Tom? – Teddy praticamente berrava para mim. Eu fiz que não com a cabeça, até que eu o vi. Mostrei para ela onde ele estava, e a loiralícia piscou pra mim. Ela caminhou até ele e logo os dois estavam passando pela porta que daria na varanda.

Nós já tínhamos ido a algumas festas na casa do John, então conhecíamos bem a casa. Com um sorriso no rosto, fui para cozinha. Eu estava pegando uma garrafinha de vodca quando percebi um par de olhos azuis claros me encarando.

Obviamente eu não resisti e fui até ele. Logan tinha a maior fama de mulherengo da escola. Todas pagavam pau pra ele, inclusive eu.

Ele me deu um abraço apertado e gesticulou para que fôssemos para fora da casa. Ele pegou uma garrafinha de vodca também e nós saímos andando noite a fora. Atrás da casa tinha um bosque. Grandes árvores circundavam a estradinha estreita que levava até uma pequena clareira, onde havia um parquinho. Logan e eu nos sentamos em um banco ali. Estava praticamente deserto, se não fosse por um casal ou outro.

– Como você está Joanne?

– Estou praticamente bem. E você? – Eu estava ficando vermelha, podia sentir isso.

– Olha, eu sinto muito por seu irmão. Sei que uma festa não é lugar para falar disso, mas eu não podia deixar de te dar apoio. Quero que saiba que pode contar comigo.

Wow. Eu não esperava isso dele, e parte de mim acreditava que aquilo era somente conversa fiada.

– Muito obrigada Logan, de verdade. – Dei um sorriso para ele e cheguei mais perto.

– Sabe de uma coisa? Você ainda me deve um encontro. – Ele riu e puxou meu rosto quando tentei desviar o olhar. No primeiro ano Logan havia me convidado para sair, e até hoje isso ainda não tinha rolado.

– Seu fã clube me mata. – Dei uma risada amarga.

– Você sabe que eu não deixaria nada acontecer a você, não sabe? – Ele disse isso enquanto se aproximava. Eu já podia sentir seu hálito quente junto ao meu. Confesso que eu ansiava por sentir o sabor de seu beijo desde quando eu conversei com ele a primeira vez.

Logan Dembogurski era realmente um cara muito bonito. Ele era alto, forte, andava sempre cheiroso e muito bem arrumado. Além de bonito, Logan era simpático e muito atencioso.

– JO!!! JOANNE SHAAAAW!!!! – Teddy chegou gritando feito louca. Tom Richter, o cara alemão que nem ela, estava com um braço em volta de seu pescoço.

Logan se afastou de mim rindo. Como eu queria que ele chegasse mais perto de novo... Mas agora, minha maior vontade era socar a cara daquela viada.

POV TEDDY:

Fechei meus olhos no meio dos corpos que balançavam no ritmo da música. Aquela sensação me causava arrepios. Me deixei envolver pelo ritmo da música, e ainda de olhos fechados joguei minhas mãos pra cima e senti que o mundo era meu naquele momento.

Quando abri meus olhos, o primeiro rosto que vi foi o de Tom. Ele estava num canto da sala, me olhando e mordendo o lábio inferior.

Abri um sorriso convidativo para ele, mas me limitei a isso. Ele teria que vir até mim e não o contrário. Virei-me de costas para ele e continuei a dançar, torcendo para que ele viesse logo. Isso me fazia parecer um animal no cio fazendo a dança do acasalamento, mas se funcionasse tava tudo certo!

Senti um arrepio na espinha quando alguém passou o braço envolta da minha cintura.

– Sabia que você é a garota mais gata da festa? — Tom falava ao pé do meu ouvido. Eu não fiz nada além de gargalhar.

Olhei pra ele por uns segundos e nós dois sorrimos.

– Quer ir pra outro lugar? — Ele me perguntou olhando fixamente pra minha boca.

– Preciso de um pouco mais disso. — Levantei meu copo, que estava vazio para ele.

Fomos em direção a cozinha.

Tom Ricther era simplesmente o cara pelo qual eu era apaixonada desde o começo do ensino médio. Ele foi para a mesma escola que eu pouco depois do começo do ano letivo, por que antes disso ele morava na Alemanha. Nós nos aproximamos nas aulas de alemão, pois tirávamos onda com nosso alemão fluente, enquanto o resto da turma se matava para conjugar os verbos básicos. Ele era simplesmente um ga-to! Alto, cabelos pretos, olhos castanhos, pele branca, corpo definido e o que mais me chamava atenção era do fato de que ele tinha um piercing no lábio inferior.

Nós nunca chegamos a ficar de fato, não por falta de interesse de ambas as partes, mas por causa de outros lances. Quando eu estava sozinha ele estava ficando com uma garota e vise versa, mas excepcionalmente hoje, nós estávamos disponíveis um para o outro.
Ele pegou meu copo e encheu.

– Não quero que você fique louca, hein Teddy. — Ele me entregou o copo sorrindo.

– Uma pena, por que louca é o meu melhor estado!

– Sabe — ele começou a se aproximar de mim — Eu sempre fui muito afim de você.

– Ah é? — Perguntei dando um gole em minha bebida logo em seguida. — Acho que você vai gostar de saber que é recíproco. — respondi sorrindo e chegando mais perto.

Olhei por cima dos ombros de Tom e vi que Taylor Garner estava vindo em direção a cozinha com cara de poucos amigos, acompanhada pelo dono da festa, John Levigne.

– Vem cá, Tom! — Puxei ele pra debaixo da mesa.

– Viu só, Taylor? Eles não estão aqui. — Jonh argumentava.

– Eu tenho certeza que vi o Tom vir pra cá com aquela baranga da Teddy.

Que vaca!

– Você tá bebendo demais, Taylor. Por falar nisso — A voz de John mudou, agora ele parecia tentar fazer uma voz sedutora. — O quarto dos meus pais está vazio.
Tom e eu seguramos o riso debaixo da mesa.

Depois de um longo silêncio, Taylor se prontificou.

– Você tem camisinha?

– Claro que tenho.

Depois disso eles saíram da cozinha.

Tom e eu literalmente rolamos no chão de tanto rir.
Ainda estávamos debaixo da mesa quando ele passou a perna por cima de mim, deixando-me por baixo dele e imóvel.

– Chega de conversa. — Ele me beijou!!!!! Ainda estávamos debaixo da mesa, e acharia a situação hilária se não estivesse totalmente concentrada em aproveitar o MELHOR BEIJO DA MINHA VIDA! Meu Deus, se eu soubesse que ele beijava tão bem eu não teria esperado tanto.

Saímos rindo de debaixo da mesa, depois de permanecermos alguns minutinhos lá embaixo.
Voltamos pra pista de dança e ele não se importava em me beijar na frente das outras pessoas. Meu coração batia forte e não só pela influência da música alta, mas sim por que eu estava tendo a melhor noite de todas!
De repente a música parou e todos olharam para a mesa de som, buscando alguma explicação.

– Galera, um minuto de atenção por favor! — Kyle, o capitão do time de futebol falava ao microfone.- Nós do time de futebol, estaremos premiando com um cooler carregado de cerveja pra quem tiver coragem de pular na piscina. Mas calma galera — Ele alertou, já que todo mundo estava correndo para a piscina. — Ganha quem pular na piscina, mas tem que pular do telhado!

Joanne e eu sempre prometemos para nós mesmas que faríamos algo memorável no nosso último dia de escola, e isso me parecia uma boa, já que o telhado ficava consideravelmente longe da piscina.
Procurei por ela, até encontrá-la no meio do nada com o Logan.

Puxei Tom e saímos correndo em direção a eles.

– JO!!! JOANNE SHAAAAW!!!! — Eu gritava como uma louca, por não conseguir conter o entusiamo.

– Você tá louca mulher? — Ela me perguntou com os olhos estatelados.

– Vem comigo! — Puxei ela e saímos correndo, deixando os meninos para trás.
Estávamos subindo as escadas e pelo caminho contei o meu plano para ela. E cara, nós estamos bêbadas, por que se estivéssemos sóbrias jamais faríamos isso.

Chegamos no telhado e já sabíamos que não ganharíamos o cooler, por que umas meninas lideres de torcidas já haviam pulado e elas estavam nuas. Somando isso ao fato de que o jure era composto apenas por homens, não precisamos nem dizer nada.

Olhamos para baixo e o frio na barriga já tinha se tornado um iceberg na barriga.

– Jo, eu tô com medo!

– Eu também, mas não vamos arregar. — Ela olhava pra baixo e parecia super animada e confiante.
Segurei a sua mão, e pensei: Cara, o que seria de mim se ela não fosse a minha melhor amiga?
Respiramos fundo, contamos até três e pulamos!
E essa foi sem sombra de dúvidas, uma noite memorável!

Pov Joanne:

Ainda não consigo acreditar que pulamos. O ar passou rápido demais, meu estômago parecia estar colado nas costas. Teddy ria feito louca, e eu também. Aposto que se eu não tivesse tomado aquela vodca, não faria isso. Eu estava lutando para manter a cabeça fora da água, já que não sabia nadar muito bem. Minha sorte que Teddy era uma excelente nadadora e me ajudou a sair da piscina.

– Nós já pulamos, queridas. – Taylor Garner, a vaca esquisita falou com um tom arrogante enquanto se aproximava de nós, se enrolando em uma toalha.

– Não somos suas queridas. – Teddy foi realmente muito áspera. Taylor sorriu, e eu fechei a cara para ela. Kyle chegou se colocando entre as duas, já que a tensão era quase apalpável. Ele pegou o microfone e começou a gesticular para nós e para o grupinho da Taylor.

– Então meninas, eu lamento informar que uma das regras seria pular sem ser empurrado. E todos nós vimos claramente você empurrando as meninas, Taylor. E ai depois, vimos o John te jogar.

Taylor ficou extremamente vermelha. Ela começou a gritar que era mentira, mas os outros “jurados” concordaram com Kyle.

– Então, temos o prazer de anunciar que Teddy e Jo ganharam! – Ele falou no microfone e piscou pra nós. Outro integrante do time de futebol chegou carregando um cooler azul, colocando na nossa frente. Teddy pulava e me abraçava. Eu também estava muito feliz, embora ainda achasse que meu estômago estava colado nas costas. Taylor estava revoltada, tanto que chutou o cooler a nossa frente.

– Tá ficando retardada? É só um cooler de cerveja. – Falei com ela. Aquela vadia estava me dando nos nervos.

Então aconteceu o inesperado. Taylor avançou pra cima de mim, e antes que ela chegasse, Teddy a jogou dentro da piscina.

– FICA LONGE DELA, SUA ESQUISITA! – Teddy gritou e começou a rir. Eu estava sem ação, então comecei a rir também. Todos olhavam atônitos para a minha amiga, afinal, ela sempre foi a boazinha da história. Nós pegamos o cooler, uma de cada lado, e seguimos para a clareira onde eu estava sentada com o Logan. Nossa, eu até tinha me esquecido dele.

– Teddy, aquilo foi incrível. Sério. – Dei um sorriso para ela.

– Você acha mesmo que eu ia deixar aquela vaca anoréxica encostar um dedo em você? Qual foi, você nem fez nada pra ela.

– Eu sei, também não entendi o que aconteceu. Enfim, obrigada por me defender, leoa Teddy. – Comecei a rir, e ela também.

Nós chegamos a clareira e vimos Logan sentado com Tom, os dois conversavam baixo e parecia ser muito sério. Assim que fomos vistas, eles se levantaram e pegaram o cooler de nossas mãos.

– Onde arrumaram isso? – Tom perguntou enquanto arrumava o cabelo.

– E por que estão molhadas? – Logan o queixo, a barba por fazer o deixava extremamente atraente. Ele olhava pra mim de um jeito muito, mas muito estranho...

– Então, o time de futebol iria dar isso ai para quem pulasse, sem ser empurrado, do telhado. E nós pulamos! Bom, depois a Teddy jogou a Taylor Garner na piscina porque ela veio para cima de mim sem motivo. – Eu estava um pouco... Encabulada. Logan me encarava sério e não parecia acreditar. Tom começou a rir, tipo, rir muito.

– O que importa é que nós temos cerveja! – Teddy chapou um beijo na boca de Tom. Logan e eu ficamos completamente surpresos.

Eu comecei a rir e abri o cooler. Lá dentro tinha muita cerveja. Joguei uma latinha para cada um ali, pegando uma pra mim no final. Nós todos sentamos no chão, como se estivéssemos em uma fogueira.

Teddy e Tom estavam em um clima de romance que era uma fofura só. Acho que nem frio ela estava sentindo, afinal, estavam se beijando feito loucos.

– Acho se não fôssemos embora, eles poderiam namorar. – Eu disse para o Logan. Ele escutava tudo o que eu dizia, sempre com a maior atenção.

– Eles formam um casal bem legal mesmo. Você não costuma sair muito, né?

– Eu costumava sair, mas depois de tudo o que houve... – A resposta doeu meu coração. Fazia apenas dois meses que meu irmão havia falecido. Gabriel tinha acabado de completar seis anos quando nós sofremos um acidente de carro. Por mais que todos falassem que a culpa não era minha, eu não conseguia parar de me culpar. Afinal, eu estava dirigindo o carro naquele dia.

– Olha, você não precisa assumir tudo sozinha Jo. Sei que nós não conversamos muito, mas eu realmente acho você uma pessoa incrível. Tenho que confessar que sou doido por você desde aquele dia em que nos falamos pela primeira vez.

– Mas você está sempre rodeado de tantas garotas Logan, fica difícil de acreditar. – Eu não conseguia encará-lo, mas pude sentir que ele ficou tenso.

Teddy se levantou do nada e disse que ia dar umas voltas com Tom. Eu mentalmente a xinguei. Eu não queria ficar sozinha com Logan, aquela vontade toda havia passado.

– Eu sei que é difícil, mas, por favor, tenta acreditar. Fiquei com todas aquelas garotas para ver se eu esquecia você. – Eu olhei desconfiada para ele, não acreditando naquelas palavras.

– Aposto que você fala isso para todas, não é? Gianna me falou sobre o “encontro” de vocês. – Gianna era conhecida minha e da Teddy. Ela sempre fazia alguns trabalhos conosco, e sempre saíamos para almoçar juntas.

– Ah. Acredite, nós não fizemos nada demais. Ela inclusive foi embora cedo, porque estava realmente muito brava comigo.

– Não foi isso que ela contou. Ela falou muitas coisas, inclusive o que você disse a ela enquanto faziam... aquilo. – Eu desviei o olhar. Logan estava tão tranquilo, nem parecia que estava mentindo descaradamente para mim. Ele deu uma gargalhada.

– Sabe o motivo dela ter ido embora? Eu perguntei de você o tempo todo. Faz um tempo que venho tentando saber da sua vida, e descobrir o número do seu telefone. Então, por que não ela? Ela era sua amiga, estava sempre com você. Nem se quer um beijo eu dei nela.

Eu olhei incrédula para ele.

– Só te peço para sair comigo uma vez. Se você não quiser continuar saindo comigo depois, eu vou entender.

– Tudo bem Logan, eu saio com você. Só que tem uma condição.

– O que quiser, milady. – Ele beijou minha mão. Sua barba fez cócegas em minha pele.

– Se você está saindo comigo, é comigo. Enquanto estivermos saindo, nada de outras garotas. Ok? – Falei sério com ele, e logo ele concordou.

Mesmo não falando muito com o Logan no decorrer do ensino médio, eu devia admitir que ele é um cara muito legal. Mulherengo, mas legal.

Depois de eu ter aceitado seu convite, Logan não parou de planejar nosso encontro. Por ele, nós iriamos a um restaurante caro e jantaríamos a luz de velas.

– Só um cinema está bom, sério. – Ele não queria aceitar a idéia de ir somente no cinema. Depois de muita conversa ele finalmente aceitou.

A madrugada começou a ficar fria. Minhas roupas não tinham secado, e meu cabelo já estava começando a ficar possuído pelo ritmo ragatanga. Eu tentei controla-lo, mas não deu certo. Por fim, fiz uma trança nele.

– Nunca te vi de trança. – Logan pegou uma mecha que se soltou.

– Não gosto muito de usar em público. Só uso em casa mesmo. – Tentei parecer indiferente. Não sei se eu consegui.

– Deveria usar mais vezes Jo. Você fica realmente muito bonita... – Ele veio para o meu lado e eu cheguei para trás. Logan ficou vermelho e tornou a se virar para frente.

Depois de quinze minutos, quando o constrangimento tinha parcialmente se esvaído, nós começamos a conversar sobre assuntos aleatórios. Falamos sobre escola, faculdade, sobre nossos futuros. Logan estava esperando a carta de admissão de uma faculdade, mas ele não me disse qual.

Eu comecei a tremer de frio. Minhas roupas não estavam completamente secas. Logan prontamente tirou o casaco que usava e me deu. Eu não queria aceitar, mas estava tão quentinho quando ele me entregou! Obviamente ficou enorme em mim, e eu não me importei. Disfarçadamente eu cheirei o casaco, e tinha um maravilhoso cheiro de avelã.

– Tem certeza que não se importa Logan? Você não vai ficar com frio?

– Frio é uma coisa que estou acostumado a sentir.

– Como assim?

– Eu sempre perco um casaco. Cada vez que eu saio com uma garota, elas insistem em levar meu casaco ou minha blusa. Só que elas nunca devolvem. – Ele tirou mais uma cerveja do cooler. Até ali, cada um já tinha bebido três latas.

– Se você as convidasse para sair novamente, aposto que iriam devolver. – Logan riu e disse que duvidava muito. Nós continuamos a conversar.

Teddy chegou cerca de uma hora depois. Ela estava com o rosto muito corado e as mãos ligeiramente trêmulas.

– O que houve amiga? Você está bem? – Me levantei e peguei suas mãozinhas quentes.

– Tudo ótimo amiga! Você não vai acreditar no que nós fizemos! – Ela estava nitidamente empolgada.

– Espero que não seja um bebê, sua louca!

– Claro que não Jo. Tom e eu fizemos um trote com a Taylor... – Ela e Tom começaram a rir.

Logan se levantou e parou ao meu lado.

– O que foi que vocês fizeram?

Notas finais
Que tal nos dizer o que achou? Ficaremos muito felizes! Sem contar que é uma delicia conhecer nossos leitores! Deixe um review e faça duas meninas carentes, muito felizes
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.