Como não amar Lucy Heartfilia?
24 Happy, um gato fingido.
Notas iniciais

Capítulo Vinte Quatro — Happy, um gato fingido.
(Lucy)
Assim que toquei a campainha esperei alguém abri-la, alguns segundos depois a porta é aberta por uma menina de cabelos azuis, presos em uma maria-chiquina. Ela me olhou confusa, enquanto eu percebia que a mesma segurava um gatinha branco nos braços.
– O-Oi, eu sou a Lucy, vim fazer o trabalho de português com o Natsu. – disse, meio tímida.
– Ah sim, meu irmão ainda está dormindo, entre que eu vou acordar ele. – ela disse, dando espaço para que eu passasse.
A casa do Pinkie Pie é bem grande, mas bonita. Me sentei no sofá enquanto a garotinha se sentou na poltrona na minha frente. Ué, ela não ia chamar o Natsu?
– NATSU, SEU PREGUIÇOSO. ACORDA, TEM VISITA! – gritou. Nossa, pra uma garotinha pequenininha que nem ela, ela tem um fôlego... Arregalei os olhos e ela me olhou, abrindo um sorriso – Prazer, meu nome é Wendy. – estendeu uma mão para mim, retribui o sorriso e apertei sua mão.
Poucos minutos depois escutar o barulho de alguém descendo as escadas correndo e logo em seguida lá estava Natsu, apenas de cueca... uma cueca vermelha e muito sensual... não que eu estivesse reparando nisso... mas, bem, o “bagulho” dele parecia bem grande...
Corei, colocando as mãos nos olhos pra não ver.
– N-Natsu, vá colocar uma cueca seu pervertido. – exclamei, com as mãos nos olhos e abrindo apenas uma brechinha para vê-lo.
Ele riu.
– Primeiro, você está na minha casa, eu posso andar do jeito que eu quiser e segundo, eu estava no meu sétimo sono, a culpa não é minha se gosto de dormir de cueca. – respondeu, parando de rir.
– Vamos logo idiota, coloque uma calça e uma blusa, temos trabalho pra fazer. – resmunguei.
Ele bufou, subindo as escadas correndo, provavelmente para colocar uma roupa. Tirei as mãos dos olhos e percebi que Wendy ria do meu rosto corado. Não demorou muito para que ele descesse as escadas novamente, devidamente vestido junto com algumas coisas para o trabalho.
– Eu vou assistir Ever After High, tentem não fazer barulho e por favor, não façam aquilo na sala. – Wendy disse, em seguida subiu as escadas e sumiu.
Olhei para Natsu incrédulo e o mesmo apenas sorria para mim.
– E então, o que vamos fazer? – ele me perguntou, mantendo o sorriso idiota na cara.
– Bem, o professor disse que teríamos que falar sobre algum romance dos tempos atuais. Eu estava pensando em falarmos sobre algum livro do Nicolas Sparks. – dei os ombros.
– É, pode ser. Mas eu queria algo polêmico, tipo aquele livro Lolita! – comentou.
– Tá doidão? O professor vai nos matar caso a gente faça o trabalho sobre esse livro. – comentei, revirando os olhos.
Começamos a fazer o trabalho, não foi tão difícil e quando percebi já havíamos acabado o trabalho e estávamos apenas sentados no sofá comendo os sanduiches que Wendy havia feito para nós, enquanto assistíamos Ever After High. Odeio admitir, mas esse desenho é bom pra caralho.
– Cara... – comecei a falar, Wendy e Natsu olharam para mim – A Cersie e a Meddie são fodas. – comentei, dando a última mordida em meu sanduiche.
Wendy apenas confirmo com a cabeça, enquanto Natsu bufava.
– É claro que não. A Raven é a melhor personagem. Olha só, ela é uma bruxa SUPER GOSTOSA. Você não encontra uma bruxa dessa hoje em dia. – Natsu respondeu, me fazendo revirar os olhos.
Quando abri minha boca para responde-lo alguma coisa pulou em cima de mim e minha única reação foi pular e gritar como uma louca. Só parei de gritar (e pular) quando percebi que se tratava de um gatinho, de coloração azul (estranho). No sofá Natsu ria como um louco e Wendy tentava segurar o riso.
– Okay... QUE MERDA É ESSA? – gritei, apontando para o gato que havia prendido as garras na minha blusa e tentava me morder.
Natsu veio até mim e tirou o gato da minha blusa.
– Esse é o Happy, Happy essa é a Luce. – nos apresentou e Happy mostrou os dentes pra mim, rosnando, mostrei os dentes para ele também e rosnei. Esse gatinho tá pensando que é quem? – Ei Happy, não rosne para a Luce.
– E Luce não rosne pra ele. – Wendy completou, rindo.
Revirei os olhos.
– Natsu, mantenha essa criaturinha longe de mim. – disse, não foi preciso muitos minutos para que Happy se soltasse dos braços do Natsu e pulasse em cima de mim novamente.
Ótimo. Eu estava brigando com um gato e ainda estava perdendo. Peguei o gato, afastando ele de mim enquanto encarava aquela cara feia dele. Céus, como alguém tem um gato feio desses.
– Escuta aqui, Happy. – comecei a falar, enquanto ele ainda rosnava pra mim – Parece que começamos com o pé errado. Sei que você não gosta de mim e eu não gosto de você, mas que tal fazermos um acordo? – ele parou de rosnar – Se parar de atacar minha blusa eu te dou um peixe. – os olhos dele brilharam e automaticamente ele se tornou o gato mais dócil do mundo.
Gato fingido.
Fui até a cozinha de Natsu (porque já cheguei abusada) e dei para o gatinho que lambeu meu rosto e foi para um canto, comer seu peixe em paz.
– Por que todos perto de você são idiotas? Sem ofensas Wendy. – eu disse ao Natsu.
Meu celular começou a apitar e AI MEU DEUS! SÃO 5 HORAS! MEUS DESENHOS VÃO COMEÇAR.
– NATSU, TENHO QUE IR. ATÉ AMANHÃ. FOI MUITO DIVERTIDO HOJE. – gritei, enquanto pegava minhas coisas e corria até a porta.
– EI LUCE! – ele me chamou, eu já estava na calçada e o vi na porta de casa, me olhando e sorrindo pra mim – ACEITA SAIR COMIGO? – perguntou.
Okay, eu com certeza corei. Corei muito. Balancei a cabeça, positivamente diversas vezes (ficou parecendo que eu tinha tido um ataque epilético).
– ACEITO. – gritei de volta.
Nada melhor como ser convidada para um encontro, aos gritos enquanto as pessoas nas ruas nos achavam retardados. Comecei a seguir rumo a minha casa, eu podia ter pedido carona pro Pinkie Pie, se eu não tivesse lembrado que Laxus me obrigou a não usar mais carros. Tudo ia bem até um skate, sim, um skate cair na minha cara.
– Jesus cristo! – exclamei, quando senti minha face doer e vi sangue escorrer do meu nariz. Coloquei a mão no nariz, tentando impedir o sangue.
– Me desculpa, foi sem querer. – escutei alguém dizer... espera.. eu conheço essa voz.
Levantei os olhos...
– VOCÊ? – gritei incrédula, olhando o loiro na minha frente. Meu dia melhora a cada segundo (irônia).
Fale com o autor