Notas iniciais
Eu sei, eu sei... Querem me matar, cortar minhas cabeça e etc... Mas não façam isso! Rsrsrs Essa semana foi bem corrida... Amanhã postarei 2 se tiver muitos comentários! ;) Então... Prepara o lencinho que vamos emocionar um cadin! Rsrs

Kaleb me olha com uma expressão assustado e leva o a mão ao lugar onde minha mão golpeou. Sinto a palma da minha mão formigar e a raiva explode em mim. “POR QUÊ? VOCÊ ACABOU COM O NOSSO CASAMENTO, COM A NOSSA VIDA!” E minhas lágrimas rolam sem controle. Ele me olha ainda assustado mas não diz nada. “Sabe do que eu estou falando não é?” Ele respira fundo, da um passo encurtando nossa distância e me segura pelo braço. Agora em sua testa se formam linhas duras e seu maxilar está contraído. “COMO VOU SABER SE VOCÊ NÃO DIZ? FALA, O QUE EU FIZ?” Me desvencilho do aperto de seus punhos e atiro o exame em cima dele. Sento-me no chão chorando levando meus joelhos até meu rosto e me encolhendo no sofá para aliviar a dor em meu coração e a náusea que se torna mais forte em mim. Ele abre os papéis Le atentamente e de repente sua carranca se esvai. Seus ombros descem e sua coluna se curva. “Eu não sei o que isso significa...” Ele diz com sua voz triste e perdida. Levanto-me e subo as escadas. Meu coração pulsa em minha cabeça como um bumbo, e minha mente gira, saindo de órbita. Entro em meu quarto e me dirijo até o closet. Abro minha mala, apoio em minha cama King Size, que acabei de repara que havia um lado desforrado. Ele estava me esperando. Olho seus ternos caros e sapatos bem alinhados e meu peito se aperta. Por quê? Pego meus pertences, roupas e alguns produtos de higiene. Ainda faltam muitas coisas mas decido pegá-las depois. A única coisa que quero é sair dali, daquele lugar, de tudo, dele. Kaleb Desço com minhas malas. Estão pesadas, mas não ligo. Kaleb está com as mãos no rosto e a cabeça baixa, sentado no sofá. Ao me ouvir chegar ele se levanta e vira na direção onde estou. Ele olha minhas malas e seus olhos se enchem de lágrimas. Ele corre até onde estou, me segura entre suas mãos e então as lágrimas correm sob seu lindo rosto. “Loren, p-por favor, não faça isso comigo! E-eu não vivo sem você, e-eu n-não respiro sem você ao meu lado. Você é meu anjo, minha salvação, meus pulmões e meu coração. Eu estava preso em um abismo escuro até você aparecer... Se você passar por aquela porta eu cairei lá novamente. Por favor não me deixe!” Suas palavras são como uma espada afiada e sinto cortar meu coração. Levo minhas mãos ao meu peito numa tentativa frustrada de tentar de acalmar as fortes batidas que reverberam por todo o meu corpo. “Não posso Kaleb, não posso. Você terá uma dupla vida agora e eu não posso me encaixar nela. Você mostrou pra mim sua franqueza nesse erro... Mas agora é indiferente, já foi feito. Dê-me licença por favor!” Tento ser o mais fria possível mas às lágrimas que se formam em meus olhos me deixam vacilar. Kaleb me olha com seus olhos azuis-oceano penetrantes e meu peito se aperta mais e mais. “Por favor...” Ele diz num fio de voz. Respiro fundo e ele me puxa pra ele, ficando de joelhos. “Por favor, eu n-não sei o q-que aconteceu naquele dia... E-eu não sei...” Ao me lembrar das palavras da cadela e a raiva se apossa de mim novamente. “Não tem o que fazer Kaleb. Adeus!” Saio de seus braços e pego minhas malas. Pesadas! Caminho até o interfone ligado a casa de Alef, que fica em nosso jardim, e o peço ajuda. Alef aparece dez minutos mais tarde e me ajuda a colocar alguns dos meus pertences no meu carro. “Senhora Parker, sei que não devo me intrometer, até por que não sei o que aconteceu, mas ouça sempre seu coração e pense antes de tomar qualquer atitude.” Tento sorrir para Alef. Inclino a cabeça lentamente e aceno um tchauzinho. Entro em meu carro e aperto o volante até os nós dos meus dedos ficarem brancos. Ainda não acredito em tudo que aconteceu em poucas horas... Minha felicidade, meu chão, meu ar... Agradeci tanto aos céus por estar feliz sem saber o que o destino reservava para mim... Giro a chave na ignição e vejo Kaleb saindo do jardim da mansão correndo. Acelero e ele corre em direção ao carro. Ele para na calçada e eu o olho pelo retrovisor. Ele cai de joelhos e põe as mãos em seu rosto. Meus olhos se turvam pelo acúmulo de lágrimas. Ainda não sei o que fazer, não sei para onde ir... Estou desolada. Parece que uma parte importante de mim foi arrancada. Uma parte de mim foi arrancada... Kaleb... O ar foge dos meus pulmões pelas lágrimas e os soluços. Resolvo parar o carro em frente à lagoa da Barra para acalmar meus nervos até que eu possa dirigir de novo. Sento-me de frente a imensa lagoa e seco minhas lágrimas. São que horas? Não faço ideia, não quero fazer ideia. Aperto meus braços em minha volta, como se estivesse abraçando a mim mesma. Um filme passa pela minha mente e as lágrimas continuam insistentes a rolar e minha garganta se fecha. Olho o céu e vejo inúmeras estrelas e uma linda lua. Baixo o olhar e vejo que se refletem na lagoa formando um mar de estrelas à minha frente. O cheiro de mar invade minhas narinas e a brisa balança levemente meus cabelos como um abraço frio da natureza. Vai passar... Vai passar... Tento acreditar em minhas próprias palavras. Pessoas passeiam com seus cães, famílias correm, andam de bicicleta... Aqui no rio faz muito calor, a noite é o horário mais fresco para se sair de casa. Tento conter minhas lágrimas fechando meus olhos... Fecho os olhos não sei por quanto tempo... Ao abrir vejo uma criança que deve ter aparentemente quatro anos. Uma menina com cachos dourados soltos ao redor de seus ombros. Está vestindo um vestido rosa e tênis que piscam um neon azul. Ele bate um pé depois o outro, mas me olha fixamente. Passo meus punhos em meus olhos e sorrio para a linda garotinha. “Tá doendo?” Ele inclina sua cabeça me examinando, como quem procura um machucado em mim. “Sim, mas você não pode ver onde tem dodói!” Digo com um fraco sorriso e ela se aproxima, me olha de perto e diz baixinho: “Quando eu tenho dodói, minha mãe me dá uma dose de amor e passa... Você não tem mamãe pra te dar dose de amor?” Eu balanço a cabeça em afirmativa. Ela pega a minha mão com sua mãozinha, beija, sorri e corre em direção com um casal que segura um labrador em uma coleira. Ele cochicha algo e eles acenam para mim. Aceno de volta e sorrio. Mamãe... Desço do elevador e caminho até sua porta. Toco a campainha e minutos mais tarde ela abre a porta. Mamãe está com um hobby rosa e pantufas da mesma cor. Seus cabelos estão soltos formando um cortina negra sobre seu hobby. Ela me olha e seu rosto se contrai como se estivesse sentindo dor. Ela abre os braços e eu corro para eles com urgência. Começo a soluçar repetidamente e ela me direciona até o sofá. Senta-se e eu deito em seu colo. Ela passa suas mãos leves pelos meus cabelos e eu só choro. sem dizer uma palavra me sinto consolada por ela. Ela beija minha cabeça e continua me acariciando e eu sinto minhas lágrimas cessarem aos poucos... Quando eu tenho dodói, minha mãe me dá uma dose de amor e passa... Um cheiro de bolo maravilhoso invade minhas narinas. Abro os olhos e vejo que estou no sofá. Há um lençol por cima de mim e travesseiros à minha volta. Levanto-me e minha cabeça pulsa dolorosamente como se eu estivesse de ressaca. Merda! Dói... Ouço minha mãe cantarolar da cozinha e sei que já está acordada. Passo as mãos por meus cabelos que estão totalmente desordenados e me espreguiço. Levanto-me e vou até a cozinha e encontro-a preparando um suco. “Bom dia molequinha!” Dou-lhe um beijo em sua testa e ela me puxa em um abraço. “Fiz seu bolo preferido de coco e um suco de laranja. Vamos tomar café?” Sorrio “Mãe, desculpa mas não estou com fome... Irei acompanhá-la no suco” Sentamos à mesa e eu conto à mamãe o que aconteceu. Ela ouve atentamente. Ao lembrar-me meu estômago revira novamente e meus olhos ardem querendo liberar as lágrimas novamente. Mamãe pega na minha mão, me olha com carinho e diz: “Minha filha, nem tudo na vida deve ser tratado da forma que nossas emoções nos direcionam... Se fomos movidos por ela sempre, nunca olharemos os dois lados da moeda e agiremos sempre por impulso. O impulso só serve para te fazer enxergar o pior das coisas. Pense bem, analise as coisas e veja se não está sendo muito dura consigo mesma... E mais... Ouça seu coração!” As palavras da mamãe faz todas as emoções contidas voltarem com força total. Vejo em minha mente o rosto triste de Kaleb e suas palavras antes de eu sair de nossa casa... Nossa casa... Passo o dia com a mamãe... Conversamos, assistimos TV, fizemos comidas e passeamos pela praia. A noite Helena vai me visitar e eu conto a ela também tudo o que aconteceu. “Amiga, não sei, mas há algo muito estranho nessa história... Muito estranho... Ainda vou averiguar isso!” Sorrio, minha amiga e esse instinto militar que sempre vem à tona. Helena resolve ficar comigo no meu quarto e eu aceito. O que mais preciso é de pessoas como ela ao meu lado. Aliás estou com as duas pessoas mais importantes da minha vida ao meu lado... Assistimos filmes do Nicholas Sparks, comemos sorvete e choramos ao fim dos filmes... “Essa gravidez está me matando! Ando tão emotiva e enjoada...” Jogo um lencinho em Helena e ela sorri. Estou vivendo uma verdadeira fossa! Não comi o dia inteiro, além do suco pela manhã e uma taça de sorvete à noite. Segundo Helena meus olhos estão tão inchados e fechados que pareço uma chinesa com conjuntivite. Deito-me na cama com Helena. Em dez minutos ela já está dormindo. Grávida... Ligo meu IPod e seleciono uma música bem triste... Nós mulheres somos assim, estamos tristes, escolhemos uma música mais triste ainda para terminar de estimular todas as lágrimas do corpo. Ouço Damien Rice — The Blower's Daughter
The Blower's Daughter — A Filha do Vento
And so it is — E então é isso
Just like you said it would be — Como você disse que seria
Life goes easy on me — A vida corre fácil pra mim
Most of the time — A maioria das vezes
And so it's — E então é isso
The shorter story — A história mais curta
No love, no glory — Sem amor, sem glória
No hero in her sky — Sem herói no céu dela
I can't take my eyes off you — Não consigo tirar meus olhos de você
I can't take my eyes off you — Não consigo tirar meus olhos de você
I can't take my eyes off you — Não consigo tirar meus olhos de você
I can't take my eyes off you — Não consigo tirar meus olhos de você
I can't take my eyes off you — Não consigo tirar meus olhos de você
I can't take my eyes... — Não consigo tirar meus olhos...
And so it is — E então é isso
Just like you said it should be — Como você falou que deveria ser
We'll both forget the breeze — Nós dois esqueceremos a brisa
Most of the time — A maioria das vezes
And so it's — E então é isso
The colder water — A água gelada
The blower's daughter — A filha do vento
The pupil in denial — A aluna rejeitada
I can't take my eyes off you — Não consigo tirar meus olhos de você
I can't take my eyes off you — Não consigo tirar meus olhos de você
I can't take my eyes off you — Não consigo tirar meus olhos de você
I can't take my eyes off you — Não consigo tirar meus olhos de você
I can't take my eyes off you — Não consigo tirar meus olhos de você
I can't take my eyes... — Não consigo tirar meus olhos...
Did I say that I loathe you? — Eu disse que te detesto?
Did I say that I want to — Eu disse que quero deixar
Leave it all behind? — Tudo para trás?
I can't take my mind off you — Não consigo parar de pensar em você
I can't take my mind off you — Não consigo parar de pensar em você
I can't take my mind off you — Não consigo parar de pensar em você
I can't take my mind off you — Não consigo parar de pensar em você
I can't take my mind off you — Não consigo parar de pensar em você
I can't take my mind... — Não consigo parar de pensar
My mind... my mind... — Meus pensamentos...Meus pensamentos...
'til I find somebody new — Até conhecer uma nova pessoa.

Penso em Kaleb e sinto um aperto no peito inexplicável. Como se ele estivesse por perto ou eu sentisse sua dor. Meus olhos marejam e eu começo mais uma vez liberar a represa. O celular de Helena toca, mas ela não se mexe. Toca mais uma vez e eu tento acordá-la. “Lena, Jacob esta te ligando.” Digo colocando o celular com o lindo rosto de Jacob na sua frente. Ela resmunga e se vira na cama. Deslizo a tela e atendo: “Oi Jacob, quem fala é a Loren. A Helena está em um coma, dormindo, quer deixar algum recado?” Ele está ofegante e meu corpo congela pela sua reação...

“L-Loren...” Ouço o que tem a me dizer e meu coração cai em queda livre.
NÃO! NÃO PODE SER!
Santinha mãe de Jesus, me ajude!

Notas finais
Ai ain... Ainda virá muita emoção n próximo, e ah: Versão Kaleb! COMENTEM COMENTEM E RECOMENDEM!