Como não amar Lucy Heartfilia?
13 Sequestrados e amarrados.
Notas iniciais

Capítulo Treze — Sequestrados e amarrados.
(Lucy)
– E então, o que vamos fazer? – perguntei olhando para os dois patetas na minha frente.
Ambos estavam vestidos como verdadeiros cavalheiros, Natsu vestia um terno com uma gravata vermelha e Gray um terno com uma gravata azul. Enquanto eu fui obrigada a vestir um vestido (eu odeio vestido), além disso, nunca entendi porque em Las Vegas todos usam roupas chiques e caras.
– Bem, Gray precisa ir para conversar com os organizadores da luta e infelizmente nem eu e nem você podemos ir. Então vamos ir em alguns cassinos e jogar até cansar enquanto ele resolve a parada dele. – Pinkie Pie disse, dando os ombros.
– E quem disse que eu quero ir com você? – perguntei, arqueando uma das sobrancelhas e olhando para ele com desprezo.
– Tenho certeza de que você não vai querer ir com o Gray, ele vai falar com pessoas “perigosas” e não queremos que você se machuque. – piscou um olho para mim, se levantando da cama e passando o braço envolta da minha cintura.
– É verdade Lucy, não sei se vou conseguir dormir se algo acontecer com você. – Gray disse, olhando-me sério – Agora se me derem licença eu preciso ir, nos encontramos daqui a pouco. – abriu a porta e em seguida sumiu.
Assim que Gray saiu o silêncio tomou conta do local, eu não sabia o que dizer e pelo jeito Natsu também não. Acho que era a primeira vez que ficávamos sozinhos. Suspirei, olhando para ele.
– Então.. o que vamos fazer? – perguntei, um tanto receosa.
Ele abriu um belo sorriso.
– Como assim o que vamos fazer? Isso é Las Vegas, baby. Temos milhões de coisas para fazer. – respondeu, pegando a minha mão e andando até a porta.
– A onde estamos indo? – perguntei, enquanto ele me arrastava para fora do hotel.
– Pro Grand Canyon.
– O que?
*.*
Depois de horas dirigindo, estávamos parados no pico de uma das montanhas do Grand Canyon de Las Vegas. A vista era realmente bonita, peguei meu celular e tirei algumas fotos.
– Vamos tirar um Selfie? – ele pediu, fazendo biquinho. Nossa cara, que biquinho lindo, dá até vontade de morde (se controle, mulher!). Tentei dizer um não mas ele estava tão.. bonito? Suspirei e resolvi tirar um selfie com ele – Nossa cara, você tá muito feia. – ele riu.
– Pelo menos não sou eu que tenho cabelo rosa. – mostrei a língua rindo.
Ficamos por alguns segundos olhando a as montanhas e pedras, e aos poucos foi começando a ficar chato olhar toda aquela pedra toda.
– Quanto tempo temos que olhar pra isso? – murmurei pra ele, vendo outras pessoas rindo e se divertindo com a paisagem.
– Não sei, acho que é falta de respeito ficar menos de 20 minutos. – murmurou de volta, dando os ombros.
Olhei para os lados, vendo que as pessoas não reparavam na gente.
– Ninguém está olhando.. então... que tal nós irmos? – perguntei, apontando para o carro e sorrindo.
Ele me olhou por alguns segundos, olhou para as pessoas e riu, pegando a minha mão e puxando-me para o carro. Assim que entramos coloquei o sinto de segurança, enquanto Natsu acelerava o carro e seguíamos para algum lugar. O vento batia em seu rosto, enquanto tocava AC/DC no rádio.
– A onde vamos agora? – perguntei, estava começando a me divertir.
– Cassino. – abriu um sorriso animado e eu retribui.
*.*
– Tô nervosa. – disse, olhando para a moeda que Natsu havia me dado e encarando a maquinazinha de dinheiro. Pinkie Pie havia me dado apenas uma única moeda, uma única chance de ganhar algum dinheiro, mesmo eu sendo a pessoa mais azarada do mundo.
– Pelo amor de deus, é só colocar a moeda aí e se ganharmos estaremos ricos. – ele exclamou, revirando os olhos pela minha demora.
Revirei os olhos, dando um soco na cabeça dele.
– Não me apresse idiota. – suspirei fundo, colocando a moeda na maldita maquina e esperando o que viria pela frente.
A tela começou a girar e apareceu um 7, depois outro 7 e por fim, outro 7. E quando percebi a maquina começou a fazer barulhos estranhos e a brilhar, enquanto as pessoas se aproximavam da gente e olhavam para nós.
– Parabéns. – uma mulher disse, a mesma vestia a roupa das pessoas que trabalhavam no cassino – Vocês ganharam 100 milhões.
Meus olhos se arregalaram, assim como os de Natsu.
– O QUE? – perguntamos. Nos entreolhamos enquanto um sorriso surgia em nossos lábios e quando percebi Natsu havia me pegado no colo e me jogado pro alto, enquanto gritava “estamos ricos”.
– Ai meu deus! Isso só pode ser um sonho. – disse a mim mesma, enquanto Natsu me colocava no chão e eu passava a mão no cabelo.
– Mas essa é a mais pura realidade. Estamos ricos, pobres de ricos. – Natsu gritou, feliz da vida.
Acho que aquele ditado realmente é verdade, porque não demorou muito para que Gray chegasse correndo, totalmente desesperado até nós dois. Assim que chegou perto, parou de corres, ofegando e com as mãos nos joelhos. Recuperou o fôlego e disse.
– Estamos com um problema. – foi a última coisa que ele disse antes de um barulho de tiro ser escutado e tanto eu, quanto as outras pessoas do cassino começaram a gritar desesperada.
Natsu agarrou a minha mão e me puxou numa tentativa de que pudéssemos fugir, porém assim que tentamos pegar a saída mais próxima um homem, grande e enorme, com os músculos quase pra fora, de braços cruzados e encarando mortalmente nós dois. Pinkie Pie abriu a boca pra dizer algo, porém logo o carinha havia colocado eu e Natsu nos ombros e nos levava embora, enquanto atrás estava um outro homem e Gray.
*.*
– O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO? – perguntei, ou melhor, gritei.
Os carinhas haviam nos sequestrados e agora nós três estávamos sentados em uma cadeira, totalmente amarrados, em um quarto escuro e podre, completamente sozinhos enquanto escutava os carinhas falarem com um homem cheio de ouro que parecia ser o chefe deles.
Olhei mortalmente para Gray, que tinha um sorrisinho sem graça e de quem tinha aprontado alguma coisa. Com toda a certeza do mundo esse idiota deve ter feito alguma merda e colocado todos em uma encrenca, se minhas mãos não estivessem amarradas eu socaria o saco dele.
– Bem... eu meio que dei em cima da namorada de um mafioso, mas eu juro que eu não sabia que era namorada dele.. – resmungou – E agora ele me quer morto, assim como vocês.
– Mas o que diabos eu tenho haver com isso? Eu sou inocente! – gritei para que eles escutasse e me soltasse.
– Não adianta, eles me viram com vocês. Logicamente sabem que estão comigo. – revirou os olhos, bufando em seguida.
– A sua sorte e que eu estou completamente amarrada aqui, porque senão eu te daria uma porrada bonita. – ameacei ele.
Ele riu, como se fosse a piada mais engraçada que já ouviu na vida.
– Você? Me bater? Não me faça rir, garotinha. Você não machucaria nem uma mosca. – disse, gargalhando em seguida.
Foi a minha vez de rir.
– Quer fazer uma aposta? – perguntei, olhando para ele – Se conseguirmos sair vivo disso, você vai me enfrentar e assim que eu acabar com você, terá que lutar comigo e então veremos quem é a garotinha. – ri, debochadamente.
– Ei vocês dois! Calem a boca, eu quero dormir. – Natsu disse, o mesmo tinha apagado após um dos capangas terem lhe dado um golpe na cabeça.
– Ora, ora, vejo que já acordaram. – ouvimos outra voz.
Lá estava o homem que nos queria mortos, e que provavelmente não nos deixará vivo por muito tempo. Realmente estamos ferrados.
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