Notas iniciais
Explicações sobre o capítulo anterior: - Gray teve seus motivos, saberemos mais sobre isso nos próximos capítulos. - Eu realmente estava indecisa sobre ele, mas devido a tantas pessoas que gostaram eu me senti mais segura em ousar mais algumas vezes ao decorrer da fanfic. - Sim, foi necessário fazer o Gray mal. (me julguem) - Inicialmente, não seria o Natsu que iria salvar ela e sim o Rogue, só que eu achei que iria ficar meio estranho o Rogue surgir do nada e ajudar ela '-' (muito estranho) ps: Coloquem a música pra dar um clima. ps²: Não pirem com esse cap XD

Capítulo Vinte e Sete — Honesta.

Song~

(Natsu)

Cheguei em casa correndo, abri a porta com brutalidade enquanto meus olhos procuravam resquícios da loira. No sofá da minha sala estava Jellal, ele tinhas as mãos na cabeça batendo freneticamente o pé no chão demostrando seu nervosismo. Olhei para ele, meus olhos provavelmente demonstravam nervosismo.

– A onde ela está? Ela se machucou? Chorou? – perguntei, minha preocupação era eminente. Parei onde estava, usando esse tempo para tentar recuperar o meu fôlego. – A onde ela está? – perguntei mais alto, antes que ele me respondesse.

Jellal me olhou, levantando-se do sofá e vindo em minha direção.

– Ela está no banheiro, veio o caminho todo em silêncio e não sei dizer se ela está machucada ou não. – respondeu, colocando as mãos no bolso e olhando o chão. Antes que eu pudesse sair correndo em direção ao banheiro, Jellal segurou meu braço. – Olha Natsu, eu terei que ir agora. Preciso ter uma conversa séria com a Erza. Por favor, cuide da Lucy.

Abri um sorriso de canto.

– Não é preciso pedir que eu cuide dela, não importa o que aconteça eu irei cuidar e protege-la do que eu puder impedir. – exclamei, sentindo Jellal soltar meu braço.

Ele abriu um sorriso, me encarando.

– Sabe Natsu, você é realmente um adversário digno. – resmungou baixo, porém pude ouvir claramente. O olhei confuso enquanto o mesmo balançava a cabeça negativamente e se retirava da minha casa.

Assim que Jellal saiu fiquei olhando para o chão, o que ele queria dizer com isso afinal? Balancei a cabeça tentando afastar aqueles pensamentos, subindo as escadas e me dirigindo para a porta do banheiro. Antes de abrir olhei para a porta, eu não saberia como consola-la assim que essa porta se abrisse, nunca fui muito bom em consolar pessoas. Com um pouco de receio bati na porta três vezes.

– Lucy..? Você está ai? – perguntei, encostando minha testa na porta.

Ouço paços, andando e andando pelo banheiro mas nada de abrir a porta para mim.

– Lucy. Abra a porta. Por favor. – pedi, quase implorando.

Eu precisava saber, eu precisava ver com meus próprios olhos que ela estava bem. Precisava abraçar o pequeno corpo da mesma e sentir seu calor corporal contra o meu, eu simplesmente precisava dela naquele momento. Ela precisa sair, resmungava para mim mesmo, ou eu arrombarei a porta, completei em minha mente.

Levei minha mão até a maçanete, mexendo nela para que Lucy notasse o quanto eu queria entrar. Eu não escutava mas nada, deixando-me preocupado com ela até eu ouvir passos até a porta. Suspirei aliviado.

– E-Eu não quero que você me veja assim. – comentou, do outro lado da porta. Escutei o barulho de um choro sendo engolido. Apenas de saber que ela estava sofrendo meu coração começou a doer.

– Lucy… eu preciso saber se você está bem… Por favor, abra esse droga de porta. – pedi mais uma vez. Todo essa demora estava me matando.

Tudo ficou em silêncio novamente. Até finalmente eu escutar a porta se abrindo e ver Lucy, seus cabelos estavam completamente sujos de ovo e molhados de água. Sua roupa estava suja assim como o cabelo, seus olhos vermelhos mostravam que estava chorando a pouco tempo atrás, seu nariz também estava vermelho devido ao choro.

Sem pensar duas vezes corri até ela, não me importava se ela estava completamente suja, tudo que eu precisava era ter ela em meus braços. Envolvi seu corpo, que no momento parecia tão frágil e fácil de quebrar, não demorou muito para que ela caísse no choro em meus braços, retribuindo o abraço fortemente e agarrando as mãos em minha camisa.

– Vai ficar tudo bem. – resmunguei, afagando seus cabelos loiros enquanto ela continuava a chorar e soluçar em meus braços. – Tudo isso vai passar. – completei, apertando-a ainda mais.

Era horrível vê-la assim, sofrendo e chorando por culpa de pessoas que não mereciam viver. Lucy ainda chorava em meus braços e pela primeira vez eu vi a garota mais forte que conheço chorar como uma criança. A apertava ainda mais forte em meus braços. Eu me sentia tão inútil não podendo fazer nada contra isso.

Lucy chorava em meus braços e tudo que eu podia fazer era olha-la sem poder fazer nada.

*.*

Depois de tanto chorar Lucy foi tomar banho, peguei uma de minhas camisas antigas e uma de minhas cuecas e lhe entreguei.

– Obrigada. – ela resmungou, baixinho.

Nós estavamos na sala, desde o que aconteceu a alguns minutos atrás Lucy não disse uma única palavra sequer. Lucy sentava-se no sofá em minha frente, encarando as coxas e balançando as pernas. Eu queria perguntar a ela, queria perguntar sobre como ela se sentiu com tudo isso acontecendo. Só queria que ela fosse… sincera comigo.

– Você ficaria chateada se eu te perguntasse uma coisa? – perguntei, antes que eu falasse algo que não devia e a magoasse ainda mais.

Lucy me olhou, assentindo com a cabeça um tanto incerta.

– Você está com raiva… de tudo isso? – perguntei, encarando os belos olhos castanhos que ela tinha.

Ela ficou em silêncio. Talvez estivesse pensando no que dizer sobre essa pergunta, ou talvez estivesse decidindo se me contaria ou não. Era impossível saber o que se passava em sua mente.

– Eu não sei se sinto raiva daquilo. – deu os ombros. – Eu realmente não esperava por aquilo.. Mas não sinto raiva delas, afinal elas tiveram os seus motivos não é? – abraçou os ombros, dando um meio sorriso. – A vida é assim. Ela te derruba algumas vezes e você sempre levanta para combate-la novamente. Acho que essa experiência vai servir pra algo futuramente. – riu baixinho.

Eu olhei ela mais uma vez.

Eu realmente nunca havia visto uma garota tão forte como ela. E estava surpreso e ver que mesmo depois de tudo ela não tinha nenhum ódio no coração. Eu vi que mesmo em um momento tão frágil como este ela ainda conseguia ser tão bela e fofa.

Funguei o nariz, tentando engolir o choro, enquanto Lucy me olhava com as sobrancelhas arqueadas.

Ela era tão sincera. Eu tenho certeza que se isso acontecesse comigo eu já teria socado a cara de todos porém ela foi forte em um momento desses. Como ela conseguia? Era isso que eu me perguntava trilhões de vezes em minha mente.

Agora eu realmente entendo. Gosto de Lucy Heartfilia. Não sei se a amo, mas sei que ela tem um espaço especial em meu coração e sei que esse é um sentimento que eu nunca havia sentido antes. Forte, estranho e adorável. Sentir isso me fazia a pessoa mais estranha do mundo e saber que quem me causava esse sentimento a fazia ainda mais estranha que isso.

– Você é tão estranha. – resmunguei, colocando o braço em frente aos meus olhos.

É, ela é estranha. Mas eu gosto dela assim.

Tirei o braço da frente dos meus olhos, mostrando meus olhos completamente vermelhos e cheios de lágrimas. Lucy olhou-me surpresa, levantando-se meia sem jeito e me abraçando sem saber como me consolar, afagando meus cabelos rosas levemente. Eu parecia uma criança idiota.

Lucy era honesta. Honesta a ponto de me fazer chorar. Honesta a ponto de me fazer gostar dela.

Notas finais
Gostaram? Sim, uma declaração bem bombástica da parte do Natsu, não é? :3 Eu realmente não sei quando postarei o próximo capítulo, eu estou sem tempo pra nada e tenho uma prova muito importante pra estudar, então pode ser que demore. Bastante. Ps; Logo responderei os comentários *3*