Notas iniciais
É mais uma fic finalizada, rsrs estou muito feliz, agradeço a todos pelos comentarios, a quem favoritou, obrigada vocês são de mais, esse cap é narrado por Inês, diferente né, então espero que gostem.

Era meados da década de 50, na verdade o ultimo ano da década 1959 como esquecer esse ano, que levou meu verdadeiro e único amor, a guerra do Vietnã eclodiu, levando jovens rapazes, e adultos, para combaterem os soldados opositores, e foi assim que meu amado Antonio partiu, eu era uma jovem apaixonada por poemas e livros de romances, sempre sonhava em viver um, até conhecer Antonio e viver o mais lindo e curto amor por ele, quando a guerra começou ele foi levado, para combater, lutar com armas em mãos, coisas que ele nunca gostou, a guerra durou alguns anos, Antonio vinha e voltava, em umas de suas vindas para os EUA, ele pediu minha mão em casamento, dois anos depois eu recebi a pior noticia da minha vida, ele meu amado e único amor tinha morrido em combate.

Quando eu pensei que meu mundo tinha acabado, eu recebo uma carta do líder do exercito que ele lutava, Antonio fez questão de escrever a carta, dando adeus a mim, em seus últimos minutos de vida.

– Minha querida Inês, minha amada e única mulher, saiba que eu te amei com toda a minha força, eu te honrei e respeitei, mais agora minha vida esta acabando, então eu te peço. Não desista do amor, ele é a maior arma, a única capaz de combater a guerra. Para sempre seu Antonio.

[...]

Dias atuais.

Estava na cafeteria, algo me dizia que Felicity precisava da minha ajuda, dos meus conselhos, tratei logo de pedir meu café e esperar por ela, sentia que algo grave tinha acontecido, meus olhos não desgrudavam da porta, quando a vi entrar rapidamente com os olhos cheios de lágrimas, ela olhou para mim e sorriu um sorriso fraco e sem vida.

Antes que ela chegasse em mim, levantei e abri os braços, lhe dando um forte e carinhoso abraço, acariciei suas costas deixando que ela derramasse suas lágrimas a vontade, depois de um tempo resolvi perguntar, o motivo de tanto sofrimento.

– Ei querida, o que aconteceu? – Ela se desvencilhou dos meus braços e olhou nos meus olhos.

– Oliver eu me enganei, eu me deixei levar. – Ela falou, a olhei confusa. – Peguei ele na cama com a ex, que ele jurou que era passado. – Abri a boca indignada, mais no meu ramo de trabalho sei que isso pode ser sim uma traição, ou uma armação.

– Querida senta aqui e me explica tudo isso. – Ela se sentou respirando fundo e se acalmando.

– Foi tudo não rápido e nojento, eu cheguei na mansão e subi até o quarto dele, nós tínhamos tido uma briga boba de manhã, mais isso não era suficiente para ele sair se agarrando com outra. – O que ela falou me deixou ainda mais confusa.

– Você pegou eles no flagra ou apenas dormindo? – Perguntei procurando o eixo do assunto, e buscando a verdade.

– Ele estava dormindo, ela estava toda sorrisinhos mexendo nos cabelos de Oliver. – Ok armação, eu sabia de longe que aquilo tudo era armação da ex possessiva que não se tocou que acabou.

– Linda vai lavar esse seu rosto, depois conversamos direito. – Ela assentiu e saiu rumo ao banheiro da cafeteria, fiz algo que não devia fazer mais era necessário, abri a bolsa de Felicity e peguei seu celular, anotei o numero de Oliver e sai da cafeteria tinha que resolver isso o mais rápido possível, não conseguia ver duas pessoas que se amam tanto separadas.

[...]

– Alo. – Uma voz falou do outro lado da linha.

– Oliver Queen? – Perguntei.

– Sim. – Notei a tristeza em suas únicas duas palavras.

– Oliver aqui é Inês amiga da Felicity, se você quer ter ela de volta por favor me encontre na cafeteria, amanha de manhã. – Não esperei respostas e desliguei o celular, o caso é que se ele a amava de verdade lutaria com todas as armas possíveis, e eu era uma de suas armas nesse momento.

[...]

– Dona Inês? – Escutei a voz pesada e triste de Oliver.

– Oliver sente-se. – Apontei a cadeira para ele. Ele sentou e ficou me encarando esperando algo. – Eu sei que você não traiu Felicity. – Ele me olhou com surpresa e seus olhos brilharam.

– Não é o que ela pensa. – Falou com os olhos murchos.

– Definitivamente não, ela viu você na cama com outra, agora me explique por que bebeu com sua ex? – Ele me olhou de novo com surpresa e um pouco de medo.

– Eu não sei, estava em casa e Laurel chegou com uma garrafa de vinho nas mãos, disse que queria se despedir de mim, que estava indo para Londres. Foi só uma taça de vinho e eu vi tudo girar. – E ai estava a verdade, Laurel era uma ex namorada vingativa e possessiva.

– Você ama Felicity? – Ele assentiu e tirou uma caixinha do bolso.

– Eu ia pedir ela em casamento. – Sua voz era ainda mais triste.

– Eu posso te ajudar. – Oliver olhou para mim com um sorriso de canto e perspectivas.

– Como? – Perguntou.

– Leve Laurel para esse endereço, ela vai provar do próprio veneno. – Levantei e sai do café.

[...]

– Felicity que bom que veio, desculpa ter saído da cafeteria aquele dia e daquela forma, eu tive problemas pessoais. – Felicity olhava para os lados encantada com a minha casa.

– Que isso Inês, esta tudo bem, mais por que pediu para eu vir aqui? – Parou na minha frente com os olhos fixos nos meus.

– Oliver não traiu você, eu posso provar. – Ela me fitou confusa. – Ó querida não me olhe assim, sente-se. – Peguei meu notebook e entreguei para ela. Ela ficou um tempo olhando incrédula para o vídeo que estava passando.

– Eu não acredito que aquela. – Parou quando percebeu que ia dizer algum palavrão. – Preciso encontrar Oliver, fui injusta com ele. –Andava de um lado para o outro, em estado de choque ainda.

– Felicity. – Oliver a chamou, a fazendo se virar para ele, ela correu até ele e se jogou nos braços dele.

– Prometo nunca mais fugir sem esperar suas explicações, mais agora vamos eu tenho uma galinha para depenar. – Oliver a segurou com um enorme sorriso nos lábios.

– Laurel? – Ela assentiu. – Infelizmente por mais que eu queira ver você fazer isso, Laurel foi embora para Londres. – Felicity bufou, tive dó de Laurel caso Felicity chegasse até ela.

– Então Oliver esta esperando o que? – Olhei para ele.

Oliver se ajoelhou na frente dela, e tirou a caixinha que tinha me mostrado na cafeteria do bolso.

– Felicity Smoak aceita se casar comigo? – Por um momento achei que ela fosse sair correndo, mais ela foi firme.

– Sim, é claro que eu aceito. – Oliver colocou o anel no dedo dela e a beijou, meu trabalho estava feito.

– Inês. – Felicity chamou. – Você vai me explicar como é que sempre esteve no lugar certo nas horas certas? – Assenti.

– Minha querida eu tenho uma empresa chamada a flecha do cupido, eu junto casais que eu sei que se amam assim como vocês, eu já amei, um homem bom e generoso, mais ele morreu, mais me deixou uma frase que eu jamais me esquecerei “Não desista do amor, ele é a maior arma, a única capaz de combater a guerra” com essa frase eu montei minha firma, juntando casais completamente imperfeitos como vocês, mais que se amam verdadeiramente, agora eu estar no lugar certo, na hora certa, a cafeteria é minha também, eu sempre estava lá, e meu trabalhos com vocês, tinha que ir até o fim. Vocês são como gelo e fogo, uma mistura que todos pensam que não dá certo, mais é perfeita uma para a outra. É como o mar que reflete o sol, e forma lindos arco-iris coloridos. Eu soube disso desde a primeira vez que vi você Felicity, você amava, mais estava deslocada.

– E quanto a seu casamento?

– Foi questão de não seguir meus próprios conselhos. Antonio, esse é o nome do meu verdadeiro amor, e ele jamais será esquecido, assim como o amor que vocês sentem um pelo outro, ele sempre vai estar no coração de vocês, não adianta querer arrancar o sentimento daí, vocês estão fadados a viver esse amor eternamente.

Notas finais
Não esqueçam de comentar, bjoos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!