Como gelo e fogo.
12 Capitulo 12
Notas iniciais
– Ray tem boas noticias? – Perguntou Oliver ao telefone.
– Sim, consegui fechar negócio com os chineses, daqui a dois dias estou em Starling. – Falou Ray.
– Mais já? Você não ia passar 3 semanas ai? – Oliver ficou um pouco nervoso, teria pouco tempo com Felicity, logo agora que os dois tinham se acertado.
– Pensei que ia ter mais trabalho com eles, mais eles gostaram do desempenho das Indústrias Queen, falaram que era um ótimo negócio. – Respondeu, Ray não via a hora de voltar para Felicity.
– Mais não tem mais nada para fazer ai? – Oliver estava bastante incomodado com a noticia.
– Não creio, só se houver algum imprevisto. – Falou Ray.
– Ok, me ligue caso acontecer alguma coisa. – Oliver desligou o telefone, sua feição ficou um pouco dura e descontente, teria apenas dois dias, com Felicity, queria aproveitar o Maximo. Pegou o celular e digitou o numero dela.
– Alô, felicity? – Perguntou com um sorriso largo no rosto.
– Oliver, adorei a flor, é minha preferida. – Falou andando de um lado para outro com a flor nas mãos.
– Que bom, fico feliz. – Deu uma pausa. – Liguei para confirmar o jantar hoje a noite, você vai? – Perguntou impaciente andando de um lado para o outro em sua sala.
– Sim, eu falei que eu ia. — Oliver deu um pulo em sua sala, más logo se recompôs. – Eu não... – Felicity parou de falar e Oliver escutou uma pancada.
– Felcity você está ai? – Falou, não obteve resposta. – Fe...li..ci..ty aconteceu algo? Que barulho foi esse? – O telefone continuava mudo. Ele saiu rapidamente da sala e desceu até o TI, um aglomerado formou-se, todos se olhavam preocupados, Oliver sentiu suas pernas estremecerem, quando viu Felicity caída no chão.
– O que aconteceu? – Perguntou já ao lado dela.
– Alguém entrou e deu voz de assalto, tentou pegar o tablet dela, mais ela lutou, ai ele bateu com uma arma na cabeça dela. – Respondeu um rapaz que estava próximo.
– Você viu a pessoa? – Perguntou.
– Não ele estava com a cabeça coberta. – Oliver olhou confuso para o rapaz, voltou os olhos para ela, quando sentiu ela se mover em seus braços.
– Oi, você está bem? – Perguntou baixinho, com um tom carinhoso.
– Ei o que aconteceu? – Ele a ajudou se levantar, ela estava um pouco confusa.
– Você se lembra de algo? – Perguntou, colocando os cabelos dela para trás, e roçando os dedos no rosto dela.
– Não. – Rapidamente ela retirou a mão dele, De seu rosto e olhou para os lados.
– Vou levar você até o hospital. – Pegou o celular e avisou a secretária. – Vamos.
– Não precisa, estou bem. – Ela falou olhando para todos que estavam proximos a ela.
– Não seja teimosa, eu vou levar você ao hospital sim. – Oliver a pegou pelo braço, ela ficou calada. Entraram no carro dele, Felicity permaneceu calada, ele estava incomodado com o silencio que habitava seu carro, estava enlouquecendo com o silencio dela, durante todo o caminho ela não tinha abrindo a boca e nem olhado para ele, estava confuso, depois do que aconteceu entre eles, por que ela estava reagindo dessa forma, Oliver parou o caro e olhou para ela, que continuava imóvel.
– O que está acontecendo? Por que esta assim? – Oliver alterou um pouco a voz.
– O que foi aquilo? – Perguntou, ainda sem olhar para ele.
– Aquilo o que? Isso não é uma resposta. – Falou, ainda mais confuso e preocupado, pensou que ela estava agitada e confusa devido a pancada na cabeça.
– Todo aquele carinho, na frente de todos os funcionários? – Perguntou um pouco indignada.
– Qual o problema? E não vejo problema algum.
– O problema é que isso vai gerar muito assunto entre os funcionários, e também não estou acostumada e ser tratada dessa maneira por um cafajeste. – Felicity olhou para Oliver depois que viu a besteira que tinha acabado de dizer, Oliver estava com o olhar baixo.
– É isso que você acha? Sinceramente eu não sei mais o que fazer para provar o que eu sinto por você. – Oliver a olhava, um pouco decepcionado, não tinha mais aquele brilho nos olhos, que ela sempre via quando ele a olhava.
– Oliver me desculpa, eu não quis falar isso. – Ele a ignorou e voltou a dirigir, permaneceram o resto do caminho até o hospital em silencio. Ele entrou com ela no hospital, ela fez alguns exames de rotina para ver se não tinha nenhuma seqüela da pancada que levou, a medica disse que só a perda da memória, por algumas horas.
– Eu levo você para casa, seu carro ficou na empresa. – Oliver ainda não tinha falado nenhuma palavra, ela notou o quanto mexido ele ficou com as palavras o que ela o falou.
– Eu pego um taxi. – Felicity bateu o pé, se ele podia fazer aquele joguinho, ela também podia.
– Nada disso, eu te levo. – Ela não quis mais discutir e concordou com ele, sentou-se no banco do passageiro olhando para fora. Oliver estacionou o carro na frente do prédio dela. – Está entregue. – Ela olhou carrancuda para ele, que por dentro se divertiu com a situação, abriu a porta para sair do carro, sem falar nada, estava do lado de fora, se virou para fechar a porta do carro.
– Ei. – Oliver a fez prestar atenção nele, os olhos dela brilharam. – Não vai agradecer, pela carona? – Debochou, estava se deliciando com a situação.
– Obrigada Oliver Queen. – Felicity bateu a porta com tudo e virou as costas, rapidamente ele saiu do carro atrás dela, não queria ficar sem senti-la, não agora, pegou ela pelo braço e firmou o corpo dela no carro, ela sorriu vitoriosa, passou as mãos no pescoço dela e com força juntou seus lábios, um beijo intenso e cheio de provocações, ele separou seus lábios do dela, suas testas ainda estavam juntas.
– Confessa que é esse meu lado cafajeste que você gosta? – Provocou ela, colocando as mãos nas coxas dela.
– Oliver estamos na frente do meu prédio, todos sabem que eu tenho um relacionamento com Ray. – Ela o empurrou.
– Você deveria dar dicas, em como acabar com o clima em poucos minutos. – Disse ele. – E o nosso jantar? – Perguntou lembrando que a tinha convidado para um jantar.
– Será que tem como marcar outro dia? – A feição de alegre dele sumiu quando ela falou essas palavras.
– Claro, você tem que descansar mesmo. – Falou com as mãos na cintura, queria aproveitar o tempo que tinha com ela.
– Janta comigo aqui em casa? – Ela se sensibilizou com ele. – Não tem como resistir a sua cara de cachorro abandonado. – Ela o fitou. – Ok eu falei isso, mais como é de praxe eu acabar soltando palavras sem sentido e. – Oliver a beijou.
– Eu entendi e sei como calar essa boquinha. – Ele roçou o polegar nos lábios dela. – Até a noite. – Ele entrou no carro, ela ficou olhando para o carro até ele sumir.
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