Como foi?

6 A primeira vez* (Parte 2)


Notas iniciais
Aí está o fim! Espero que esteja decente. Se não estiver. Sabem onde reclamar. Desculpem sumir. Em parte foi por não saber como escrever isso. Em parte porque tive algumas coisas meio importantes para fazer. Sem delongas, o capítulo:

— Ok. Vamos ver o filme! — Que os dinossauros cantantes me salvem dessa conversa embaraçosa! Por favor!

— Tão desesperado assim? Você nem gosta desse filme! — Ele riu. — Tudo bem.

Ele colocou o filme para continuar e se aproximou de mim, me abraçando. Depois dessa conversa estranha o clima até que melhorou.

Se bem que melhorou demais. Alguns minutos depois ele tentou me beijar de novo, dessa vez eu desviei.

— Que foi? Não posso mais beijar meu namorado? — Ele riu. — Ainda nervoso por causa daquilo? Relaxa! Vamos ficar nos beijos, eu juro!

Claro que eu topei porque... Bem, ninguém resiste a uma troca de beijos numa casa sem os pais e com o namorado.

O problema é que nós dois somos idiotas que se deixam levar fácil pelo momento. Quando reparei eu estava com as duas mãos debaixo da camiseta dele e ele brincando com o elástico da minha cueca e me lambendo.

Como isso chegou tão longe?!

Que isso fique de lição: Não beije pessoas quando está a sós numa casa, beijos hipnotizam e deixam as pessoas mais idiotas.

Eu parei de beijá-lo e me afastei. O Bruno fez o mesmo e me olhou de um jeito... Diferente.

O problema? Eu fiquei excitado.

Isso aí. Fiquei com uma ereção nesse momento... Constrangedor.

Acho que a janela está aberta. Será que dá para pular agora?

— Você quer... Uh, você sabe, continuar? — Bruno perguntou meio desajeitado.

Acho que a janela não é mais uma opção.

— Vou ao banheiro. — Eu gritei já na metade do caminho para lá. Fui, literalmente, correndo.

Por que diabos eu vim dormir na casa do Bruno?!

Bem, agora eu tenho um problema para resolver. E eu não tenho certeza de como.

Vejamos:

1: A janela do banheiro é muito pequena para eu me jogar.

2: Eu não quero me masturbar no banheiro do Bruno! Seria esquisito.

3: A não ser que eu queira morar no banheiro, tenho que voltar para a sala.

Será que eu posso morar no banheiro até o fim de semana acabar?

Acho que não.

Peguei água fria para ajudar a “acalmar os ânimos”. Um problema a menos. Faltam dois.

Não tem jeito de eu não voltar para a sala? Tipo, nunca?

Eu podia tentar me esquivar até o quarto e dormir. Amanhã me faço de desentendido e torço para o Bruno engolir essa!

Parece bom!

...Droga. Esqueci um detalhe.

Os quartos ficam lá em cima, e a escada fica na sala.

— Melhor? — Bruno perguntou me encarando. Acho que não dá para voltar para o banheiro.

— Estou. — Sorri... Ou tentei. — Vamos ver o filme? Agora?

— Podia pelo menos tentar outra desculpa para fugir da conversa. — Ele comentou. — Tudo bem não querer falar que você tem medo de sexo, mas ao menos seja criativo! — Ele exclamou. Isso foi uma provocação?

—Ei! Eu não tenho medo! — Se for, eu caí nessa.

— Claro que não. — Ele ironizou. — Só tenta fugir quando eu menciono a palavra.

— Como você brinca com isso? —O Bruno não leva nada a sério! Nada!

— Como você não brinca? — Ele retrucou. — Não tem que levar a vida tão a sério. Não é como se fosse sair vivo dela. — Deu de ombros.

— Eu não sei se você é muito infantil ou muito maduro. — Palpites? Já desisti de entender o Bruno. Vou ficar com o “infantil” para irritá-lo nas briguinhas.

— Então, vai querer falar sobre isso ou vamos ignorar o problema e ver TV? — Ele fez sinal para que eu sentasse no sofá.

— Podemos ficar com a TV?

— Não. — Por que será que eu já esperava por isso? — O filme pode esperar. Agora eu quero mesmo saber qual é o problema. — Ele explicou como se fosse uma pergunta muito razoável.

— Não vai me deixar em paz até falarmos disso, vai? — Suspirei. Já até sei a resposta.

— Não! — Ele sorriu. Eu bufei.

— Tudo bem. É só que... Nós dois somos caras — Ele assentiu. — e, se fôssemos fazer isso, um de nós teria que ficar por baixo. E isso deve doer, e eu realmente quero adiar isso até conseguir aceitar melhor essa ideia. — Eu devo ter ficado mais vermelho que um pimentão nessa conversa, já que o Bruno caiu na gargalhada.

Eu bati nele.

— Ai. — Ele reclamou... De novo. — Quanta agressividade hoje. Está estressado ou o quê?

— Você fica rindo de mim! Queria o quê? — Retruquei.

— Ok, eu me rendo. — ele colocou as mãos para cima. — Só achei engraçado você assumir automaticamente que ficaria por baixo. —Ele sorriu. — Agora vamos ver o filme.

Espera! Agora que eu quero conversar essa criatura põe o filme de novo?

Lembrete: Ficar com o controle na próxima vez.

— Você faz isso só para me irritar, não faz? — Eu disse com a mão na testa. Estar com o Bruno é uma dor de cabeça constante.

Mas não posso dizer que não gosto.

— Isso o quê? — Ele se fez de idiota.

— Agora que eu quero conversar, você põe o maldito filme de dinossauro!

— Ah, isso! — Ele fez um gesto exagerado de surpresa. — É, eu faço para te irritar. Você fica fofo quando está com raiva. — Eu dei outro tapa nem tão leve nele. — Menos essa parte. — Completou enquanto massageava a bochecha.

— Então... O que quis dizer com aquilo?

— Exatamente o que eu disse. Eu não me importaria de ficar por baixo se você estiver com medo. — Ele deu de ombros.

Como um ser humano pode ser tão tranquilo? Isso dá até raiva!

— Então... Você quer tentar? — Perguntei. Acho que ninguém sabe o que fazer aqui!

— Sério? Era só dizer isso para você parar de ficar todo nervoso? — Ele zombou. — Bom saber. Você quer?

Ou eu estou doido ou o vi ficar meio corado quando disse isso.

— Ah... Podíamos tentar. — Eu não posso nem rir, estou bem mais vermelho que ele, garanto.

Eu devo ser um dos poucos caras da escola que ainda é virgem com 17 anos! Isso é vergonhoso!

E tentar não faz mal, né? Não é como se alguém fosse descobrir. A casa está vazia e tudo o mais.

— Vamos para o meu quarto então?

Eu estou indo para o quarto do meu namorado e vamos fazer sexo...

Por mais que eu repita, isso é surreal! Como diabos chegamos nisso?

Quando chegamos, ele me disse para esperar e saiu. Voltou pouco depois com camisinha e um vidrinho de lubrificante.

— Impressão minha ou você planejou isso? — Se ele fez isso eu juro que o mato!

— Eu? Não! — Disse surpreso. Acho que é verdade. — Mas, se vamos fazer, vamos fazer direito.

— Onde arrumou essas coisas? — Não sei se eu quero saber, a pergunta só saiu.

— No quarto dos meus pais. — Ele disse simplesmente.

Eu estava certo, não quero saber! Nem um pouco! Esquece! Esquece! Esquece!

— Relaxa. — Ele me beijou e me deitou um pouco na cama. — Você pensa demais.

— Fácil para você falar, você não pensa! — Revidei.

— Talvez. — Ele cedeu. — Mas eu me divirto bem mais assim. —Ponderou enquanto tirava minha camiseta e lambia meu tórax. Meus pelos se arrepiaram. — Viu?

Eu só comecei a tirar a camiseta do Batman que ele usava. Também toquei o peito dele, só que um pouco mais... Tímido. Nos beijamos mais um pouco e eu desci minhas mãos para abrir o zíper dele quando reparei que ele estava começando a se excitar. Ele já estava puxando meu jeans e me deixando só de cueca.

— Vai só ficar calado? Não combina com você. — Ele comentou.

— Quer que eu diga o quê?! — Exclamei.

— Sei lá. Só é estranho te ver quieto, mesmo com os gemidos.

— Cala a boca! — Sério que ele disse isso? E desse jeito?

— Agora parece mais com você. — Ele riu.

Eu bufei e terminei de tirar a calça dele. Ele estava com uma cueca estampada com peixes coloridos.

— Não vou nem perguntar onde arruma essas coisas. — Comentei. Sério, onde essa criatura faz compras?

— São roupas divertidas! — Ele retrucou. — E não faz diferença. Vamos tirar mesmo, certo? — Ele puxou minha cueca para provar a teoria.

Eu devo ter alcançado todos os tons de vermelho existentes hoje! Mas não tem importância, ele também está bem corado agora.

Puxei a cueca colorida estranha dele também e ficamos os dois nus na cama.

E agora? O que eu faço?

— Sabe, pode me tocar também. — Ele constatou enquanto tocava meus mamilos com uma mão e meu pênis com a outra. Eu gemi meio alto e botei a mão na boca. Ele riu.

Repito: Como diabos nós acabamos aqui?

Quer saber? Eu penso demais mesmo! Decidi acatar o conselho e o toquei lentamente. Fui ganhando confiança naquilo até que decidi masturbá-lo. Quero ver se ele vai zombar dos meus gemidos agora! Passamos um tempo nessa de toques, carícias e beijos até que chegou a hora de tentar algo mais... Mais! Eu sei, frase horrível.

Enfim, ele jogou o lubrificante para mim e eu lambuzei meus dedos com ele.

Aquilo era estranho.

— Tem certeza? — Olhei para ele receoso.

— Eu estou por baixo e você está nervoso? Sério? Depois reclama por eu rir! — Tentou descontrair. — Vai devagar e relaxa, está tudo bem.

Eu penetrei devagar com um dedo e ouvi um grunhido do Bruno. Por enquanto tudo bem. Dei um beijo rápido nele e, algum tempo depois, decidi tentar o segundo.

— Tudo bem mesmo? — Decidi checar.

—Dói um pouco, mas tudo bem. Você está vermelho. — Ele comentou. Aposto que foi para me irritar!

— Eu sei. — Disse a contragosto. — Você também! — Acusei.

— Eu sei. — Ele sorriu.

Coloquei o terceiro dedo e senti mais resistência. Bruno grunhiu um pouco mais alto.

— Dói muito?

— Suportável. — Ele tentou sorrir.

— Uma dor boa?

— Você sabe o significado de “dor”? — Ele perguntou me olhando como se eu tivesse dito algo muito idiota.

Pensando bem, acho que eu disse algo muito idiota.

Movi os dedos devagar até que ele se acostumou mais. Além disso, comecei a masturbá-lo de novo enquanto isso porque, bem, isso não parece legal!

— Já está melhor? — Perguntei

— Já. Acho que podemos avançar. — Ele estava meio ofegante, mas não muito.

Bruno jogou a camisinha para mim.

Beleza... Como eu ponho isso?

Tive algumas tentativas bem frustrantes, nenhum jeito parecia certo!

— Você sabe por uma camisinha, não sabe? — Bruno perguntou depois da minha quarta tentativa. Claro que eu sei! Não tá na cara por eu ter tentado quatro vezes?!

—... Talvez? — Admiti, mais ou menos.

— Seus pais nunca te mostraram como se põe uma camisinha em 17 anos? — Ele parecia incrédulo.

— Não. — Duas tentativas depois eu consegui por aquilo! Pelo menos eu acho que consegui, parecia mais ou menos certo. — Acho que foi!

Ele apenas riu um pouco e se encostou à cabeceira da cama abrindo um pouco as pernas.

Isso é muito esquisito. Mas não um esquisito ruim.

—Então... Já posso ir?

— Sério que você está perguntando isso? — Ele zombou e jogou as pernas por cima dos meus ombros.

Isso pesa!

A camisinha era lubrificada, mas decidi por um pouco mais só para garantir. Me posicionei e comecei a penetrá-lo lentamente. Ele gemeu baixo e puxou meus cabelos, ainda não sei se foi instinto ou vingança pela dor. Mas aquilo doeu!

Lentamente, consegui entrar completamente e fiquei parado. Era uma sensação muito boa!

— Quando eu puder me mexer avisa. — Eu já estava ofegante.

— Ok. — Bruno concordou e se inclinou para frente, selando nossos lábios. Depois de alguns minutos parado ele disse que eu já podia começar a me mexer.

Eu me mexi um pouco e de modo lento. Em parte porque eu estava com medo de ir rápido e em parte porque aquela posição era muito ruim para eu me mexer!

— Quer tentar de outro jeito? — Bruno perguntou quando viu que eu fiquei parado.

— Acho que seria melhor.

Eu saí lentamente dele e fui me inclinando para trás para que ele pudesse se mexer sem problemas.

E fui mais para trás.

E mais.

E então caí da cama.

Nem pergunte! Uma hora eu estava em cima da cama, na outra tinha batido a cabeça no chão!

— Ai. — Reclamei enquanto levantava. Bruno, é claro, se acabava de rir da cena!

— Você realmente caiu da cama? Agora? — Ele exclamou.

Que fique de lição: Nunca tente a primeira vez numa cama de solteiro.

— A cama que é muito pequena!

— Claro! Culpe a cama! Vem, volta para cá. — Ele sorriu e me agarrou, me deitando com as costas apoiadas no colchão. — Pelo menos não vai cair.

— Cala a boca. — Murmurei. Ainda estou morrendo de vergonha por isso.

— Tranquilo. Acontece. — Ele deu o assunto por encerrado. — Agora, onde estávamos? — Ele acariciou meu pênis para me excitar mais.

Cair da cama desanima qualquer um!

Após alguns minutos eu já estava completamente ereto de novo e ele começou a sentar em mim. Nessa posição o controle era praticamente todo dele.

Ok, minha suspeita dele ter armado isso está voltando...

Apoiei uma mão no quadril dele para ajudar no movimento e, com a outra, voltei a tocá-lo. Alguns minutos depois ele gemeu um pouco mais alto e sujou meu abdômen com sêmen. Pouco depois eu também atingi o orgasmo.

Uau. Isso realmente cansa!

Ele saiu de cima de mim e ficamos os dois abraçados, corados e ofegantes naquela cama.

Ainda me pergunto como conseguimos ficar abraçados um do lado do outro numa cama de solteiro... Devíamos estar bem colados!

Após alguns minutos nossa respiração se normalizou.

— Então... Foi bom para você? — Perguntei.

— Não tinha uma frase mais clichê que essa? — Ele zombou. — É, foi bom. E para você?

— Foi ótimo! — Exclamei. — O que fazemos agora?

— Dá um nó na camisinha, joga fora, tomamos um banho e vamos ver o quinto filme de “Em busca do vale encantado”!

Ah não! Vamos voltar para o desenho animado idiota?

— Então, vamos? — Ele sorriu.

Não sei dizer “não” para o Bruno.

— Vamos. — Confirmei.

Tomamos banho, colocamos pijamas; eu um simples e ele um amarelo com patos estampados; e voltamos para o sofá. Ele gemeu baixinho quando sentou.

— Você está bem?

— Vou sobreviver. — ele sorriu.

— Desculpe por isso.

— Tudo bem. Depois você me paga. — Ele sorriu de lado e eu senti um arrepio na espinha. Não quero nem pensar nisso! — Relaxa. Só quando estiver pronto. Vem, deita aqui. — Ele deitou minha cabeça no colo dele e começou a fazer cafuné na minha cabeça.

Então começou o quinto filme dos dinossauros idiotas que cantam. Ele ainda vai me fazer ver oito amanhã!

Mas, quer saber, tudo bem. Impossível algo me incomodar agora!

Acabei nem vendo o filme. Dormi no colo do Bruno logo no início.

Não devo ter perdido grande coisa.

Notas finais
Feliz véspera de Natal! Agora eu vou dormir porque é quase 3 da manhã. Ei, Dony, cumpri a promessa! Desculpem se eu demorar a postar de novo. Descobri uma coisa meio chata na minha vida, mas não importa. Vou postar! Se eu sumir por muito tempo podem me dar um puxão de orelha! Até mais!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.