Como eu era antes de você!
3 Capítulo 3
Sí, mi fuerza está en la soledad. Estoy lluvias o tormentas de gran suelta no tiene miedo ni a tiempo, porque también soy la oscuridad de la noche.
— Nossa Filha se chamará Diana Santos Luna — sorriu
— O quê? mas...
— Ela terá muito orgulho de ter o mesmo nome da mãe.
A essas alturas Diana já chorava, chorava muito mais de felicidade, por ter a honra de Victoriano lhe amar tanto ao ponto de colocar o nome da filha o mesmo que o dela.
— Obrigada, obrigada meu amor por tamanha felicidade – falou ela lhe depositando vários selinhos.
— Eu sabia que você ia gostar.
— Eu te amo tanto Victoriano.
— Também te amo meu amor.
Eles selaram os lábios em um beijo calmo, cheio de amor ambos necessitavam disso mais quando tudo foi se intensificando ele finalizou o beijo e disse.
— Ei mocinha, hora de dormi amanhã você tem consulta.
— Ah mais tava tão bom – Disse ela
— Eu não duvido — Sorriu safado — mais você precisa descansar.
— Tá você venceu, eu vou apenas me trocar e fazer minha higiene e já volto – lhe deu um selinho e saiu.
Victoriano fez o mesmo, mas optou por ficar de cueca esparramado na cama, logo Diana voltou e dormiram agarrado um ao outro.
Com Inés :
Ela sabia que no fundo tinha feito a pior atitude da vida dela, tomar aqueles remédios não seria a solução, no mesmo instante ela se sentou no chão se debruçando sobre o vaso e colocando o dedo na garganta, colocando os comprimidos pra fora, a cada toque em sua garganta vomitava mais e mais, porém se sentia aliviada pela ida dos comprimidos que havia acabado de tomar, ela se sentia fraca não comeu nada durante o dia, depois desse esforço seu corpo só pedia cama.
Dia seguinte: Inés ainda dormia parecia um anjo dormindo, seus lindos cabelos pretos estavam espalhados no travesseiro, sua pele era branca parecia uma linda boneca de porcelana. Logo ela foi despertando com a claridade do sol sobre o seu rosto, ela se despreguiçou e sentiu o quanto cansada e dolorida estava, seus braços com hematomas bem amostra.
POV ´ON
Obrigada por mais um dia meu Deus, mesmo com tudo que ando passando eu não te culpo por nada, só tenho a agradecer por todos os dias o senhor me dá força para continuar mais um dia e sei eu cair, pode ter certeza que eu vou levantar cada vez mais forte.
POV´OFF
~ Casa de Victoriano
Victoriano acabava de acordar, Diana Maria ainda dormia, ele levantou lentamente para não acorda–la, ele tomou um banho se arrumou e desceu para tomar café.
Sala de Jantar
— Senhor vai pra clinica hoje?
— Não Jacinta, hoje é o meu plantão no hospital, afinal não sei se volto para almoçar.
— E a senhora Diana não vai descer para tomar café?
— Não Jacinta, eu não quis acorda- la, ela não passou bem a noite, ainda não entendo ela já vai fazer 5 meses e as tontura ainda não passou.
— Não se preocupe senhor 1° gravidez é assim mesmo.
— Preciso ir Jacinta, daqui a pouco leve o café dela, e as 10 hrs ela tem consulta lembre a ela.
— Pode deixar Senhor.
Victoriano saiu no seu carro em direção ao hospital, ligou o rádio e dirigia tranquilamente, ele sabia que nos dias do seu plantão era corrido e na maioria das vezes não dava tempo de almoçar em casa e tinha que comer aquela comida horrível de hospital [...]
não demorou muito e ele chegou, ele estacionou o carro e entrou no Hospital com o seu jaleco nas mãos, e foi abordado por uma enfermeira
— Graças a Deus que chegou Dr. Temos uma emergência.
— Vou me preparar — saiu rumo ao vestiários do centro cirúrgico.
POV' ON
Mal cheguei e já tenho uma emergência, mais eu já sabia que minha vida seria cheia delas, a parti do momento que escolhi essa profissão, e afinal eu estudei pra isso.
POV´OFF
~Fazenda Santos
Diana despertava aos poucos ela passou a mão sobre a cama e não sentiu Victoriano, então ela sentou na cama se encostando na cabeceira e logo bateram na porta.
— Pode entrar
— Bom dia senhora.
— Bom dia Jacinta, o Victoriano já foi trabalhar?
— Sim senhora, ele pediu para trazer o seu café – Colocou a bandeja na cama
— Obrigada, realmente estava morrendo de fome — Disse ela pegando uma torrada e comendo.
— Ele também pediu para lhe lembrar da consulta.
— Claro, como sempre atencioso – Sorriu
– O que faço para o almoço Senhora?
— Ai Jacinta não sei, Victoriano vai vim almoçar aqui?
— Ele falou que não tinha certeza. – Faça algo diferente, confio em você – Tomou um pouco do suco.
— Obrigada senhora. — Jacinta você poderia ir preparando meu banho por favor!?
— Sim senhora
Casa Huerta : Inés deu graças a Deus que ao se levantar Loreto não estava em casa ela fez o seu café da manhã, depois de alimentada ela se pós a fazer as tarefas de casa como sempre fazia.
Loreto era um homem rude, muito agressivo ele era 13 anos mais velhos do que Inés, ele era de estatura forte, alto e grosso e ainda por cima pedófilo e abusador de Mulheres.
~Hospital
— O que aconteceu com a paciente?
— Ela deu entrada aqui em trabalho de parto, com pouca dilatação e não tem força suficiente para empurra o bebê.
—Gravidez de risco?
— Sim.
— E o acompanhante?
— O rapaz que a veio com ela está na sala de espera.
— Vamos olhar a paciente.
Victoriano entrou na sala da paciente ela estava desacordada e respirando com ajuda de aparelho.
— A barriga dela está muito baixa, não podemos fazer uma cesariana agora.
— Talvez um parto a ferro Dr.
— Levem ela para sala de parto e apliquem uma injeção de força nela.
Depois que ele deu as ordens ele foi a Sala de espera falar com o acompanhante da paciente.
— Parentes da paciente Patricia de Ibáñez?
— Sou eu, como ela está?
—Qual o grau de parentesco?
— Sou noivo dela, agora responde ela está bem? e meu filho?
O jovem estava apreensivo, seu cabelo assanhado e os seus olhos verdes estavam avermelhados devido a noite mal dormida.
— O estado da sua noiva é complicado, ela não tem dilatação suficiente, iremos forçar o parto porque a bolsa já estourou e não podemos esperar muito depois que a bolsa rompe.
— Mais ela vai ficar bem? E porque não faz uma cesariana? eu pago, eu pago o que for mas..
— Senhor, a gravidez dela é de alto risco a criança já está na posição correta, uma cesariana agora pra ela e para o bebê é perigoso.
— Você precisa fazer alguma coisa, ela não pode morrer não pode.
— Farei o possível, com licença.
—Dr?
Victoriano se virou encarando novamente o jovem, aparentava ter uns 18 anos.
—Me deixe acompanhar o parto do meu filho, por favor?
— Tudo bem, vá na recepção dê seus dados e se troque mais não demore muito.
— Obrigado — Sorriu ele e saiu quase correndo.
Victoriano entrou na sala de parto, pronto para mais uma tarefa difícil. — Como ela está?
— Falou colocando as luvas
—Acho que está começando a fazer efeito – Disse a enfermeira vendo a paciente acordando ofegante.
– Como se sente?
—Com dor, muita dor –Disse a jovem
— Não temos muito tempo, ela não está com a dilatação completa mas já posso ver a cabecinha.
Dito isso a porta foi aberta e entrou o jovem já vestido como devia e agarrou a mão da noiva lhe passando confiança.
— Arthur eu não vou conseguir
— Claro que vai, você é forte.
— Senhora, precisamos que você faça força, seu filho precisa nascer –Disse Victoriano
A jovem fazia força, o máximo que podia.
— Dr eu não tô conseguindo
— Chorou ela.
—Você precisa conseguir, vamos faça força.
Por mas que a jovem fizesse força mais o bebê não saia, e nessa tentativa se passou 1 hora e a jovem já estava esgotada, ofegante, suada e pálida.
— Dr. Ela está perdendo muito sangue.
– Patricia vamos faça força, você precisa trazer nosso filho ao mundo, e me dá a alegria de ser pai. — Disse o Jovem
— Temos que recorrer a o parto fórceps Dr.
— Faça pressão na barriga dela enquanto ela empurra.
— Vamos força Senhora – Disse a enfermeira.
A jovem juntou todas as forças de sua alma, e logo se ouve um choro agudo inundar o quarto.
— É uma Menina, parabéns.
— Menina? — Perguntou não acreditando.
— Sim é uma linda menina.
— Minha Filha – Sorriu
Logo todos se ficaram apreensivos com o aparelho que apitava sem parar.
— Estamos perdendo a paciente – Falou a enfermeira.
— O Que!? ela não pode morrer.
— Peço que saia senhor, eu preciso tentar reanima-la.
— Não, não posso.
— Por Favor! – Pediu Victoriano
Com muita insistência o jovem saiu, e estava nervoso, agora sim já era pai, pai de uma princesa, mais para a felicidade ficar completa precisa ter sua Noiva ao seu lado.
Victoriano em poucosanos de profissão nunca havia perdido um paciente, sempre foi capacitado no que fazia, aquela não podia ser a primeira [...] ele fez todos os procedimentos necessários na paciente, não podia acreditar os batimentos dela não voltaram, infelizmente ele perdeu a paciente, o noivo perdeu a mulher da vida dele e a bebê perdeu sua mãe.
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.
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