Como criar um garoto perfeito
2 Como manter a mentira perfeita?
Notas iniciais
...
— NADA DISTO, NÓS COMPRAMOS E PAGAMOS E NÃO VAMOS DAR PARA VOCÊS FAZEREM ESTE DESAFIO IDIOTA! — Esbravejou a garota dos cabelos índigos.
— Deixa de ser mala Ichijouji não estraga a curtição! — Daiki fala com a boca toda suja escorrendo sobremesa para sua roupa e todos apoiam.
— Curtição Motomiya isso aqui é uma escola e não um parque! — Izuni Mari interfere colocando as mãos na cintura e franzindo o cenho.
— Fica na sua tampinha, ratinha de laboratório! — Daiki ofende Mari valendo-se de sua pouca altura.
— Não fala assim com ela... — Defende Toushin a ruivinha.
— Ou o que eim?Vai chamar o papai para me prender? — O ruivo debocha do mais novo e todos começam a rir.
— Vai fazer o que ou QI de ostra, chulé no crânio, vai bater em um garoto menor que você?Não já sei, vai nos contaminar com a sua burrice. Você é tão burro que quem faz sua lição de casa é seu Digimon! — Ishida Atori provoca o mais velho e a escola toda zoa.
— Isso é mentira retira já seu loiro aguado! — Esbraveja Motomiya. sem palavras para se defender.
— Parem com isso já! — O garoto de cabelos azuis e óculos de aro grosso interferem cuja franja longa cobre um dos olhis. — Como monitor de segurança do colégio eu exijo que parem com essa baderna e voltem para suas mesas. — Ajeita seus óculos de forma autoritária e os alunos resmungam , mas Daiki e Atori permanecem se encarando.
O garoto que interferiu era Kido Shouichi filho de Joe Kido, sabia muito bem que se não separasse a briga dos colegas a situação poderia ficar pior .Kido normalmente é calado e apático não tem grupinhos ou turminhas esta sempre com seu fone de ouvido,mas quando vê uma situação extrema tem forte espirito de liderança e não pensa duas vezes antes de intervir e colocar moral na situação.
— Obrigada Kido Shouichi, pode deixar que eu assumo daqui! — A professora Satou Hikari, (anteriormente conhecida como Yagami Hikari)se aproxima com uma expressão severa em seu rosto sempre sereno. — Motomiya e Ishida novamente vocês perturbando a ordem do local. Podem me explicar exatamente o que aconteceu aqui? — “Eu deveria ter escolhido ser bailarina ou fotografa”Hikari suspira esperando a explicação, mas todos começam a falar ao mesmo tempo.
Mas antes que continuassem a confusão foi interrompida por outra confusão, quebradeira e gritaria vindas de dentro da cantina e de repente a faxineira e as cantineiras saem correndo atrás de vários Digimons em treinamento, com vassouras nas mãos e aos chingos, os monstrinhos pulam cada um nos braços de seu parceiros e todos dizem em coro.
— Essa não! — As crianças resmungam em coro.
Frutas e legumas ficaram pelo chão como uma trilha enquanto as senhoras rechonchudas esbravejavam chingando os monstrinhos levados.Hikari cruza os braços, incrédula e seu olhar corre para onde seu filho estava apenas acompanhando a confusão e ao ver Nyaromon em seus braços ela suspira.
— Mas até você Hikaru trouxe a Nyaromon?
— Ah mãe err...— O garoto responde coçando a nuca.
Hikaru não era um problema,muito pelo contrario era tranquilo e se interessava por botanica, mas sua parceira Digimon era levada e aventureira sempre o colocando em apuros,mas era a coisa que ele mais amava em sua vida.
(...)
— Nossa escapamos por pouco! — Tomoyo suspira aliviada.
— Mas a Hikari-sensei foi bem clara quanto a regras sobre Digimons na escola! — Mari suspira.
— Quando formos governantes deste país vamos criar uma lei que obriguem todos a levarem seu Digimons pra escola assim eles aprendem sobre tudo e não ficam fazendo perguntas constrangedoras. Outro dia Poromon me perguntou por que os humanos se beijam. — Revela Mai fazendo as garotas gargalharem.
— Aqui está diretor Fujiama! — Mari sorri entregando o notebook consertado. — Não vai ter problemas quando baixar videos e vai rodar dez vezes mais rápido! — Sorri orgulhosa.
— Obrigada Izumi, não poderia esperar menos de você... — O diretor se aproxima fazendo uma cara engraçada e sussurrando. —Agora posso assistir aulas de tango online! — Em seguida sai fazendo uma dancinha tosca. fazendo as garotas rirem.
Enquanto organizam seus armários o celular de Mai vibra com um torpedo e ao ler a garota solta um gritinho histérico.
— AIII KAMI!
—O que foi?
— Deixa eu ver. —Pede Mari pegando o aparelho.
— Ai Kami isso é mesmo uma mensagem do Takaishi.
Enquanto isso Neiver, que já não ia com a cara das garotas e vinha paquerando o loiro, ouviu a conversa e decidiu se esconder para ouvir melhor.
—“Me encontre depois do trenó... escreveu sem o i...” — Debocha Mari e continua lendo. —“Tenho que fazer uma pergunta.Te vejo" despois”. — A ruiva olha com cara de reprovação para a amiga. —Com um S a mais. Uau nem auto correção ajuda ele! — As três riram.
— Ele vai me convidar para o baile! — Mai exclamou empolgada.
— Mai...Takaishi Tenchi não vai te convidar para o baile. — A ruivinha i tenta acordar a amiga.
— “Te vejo lah... L, A e H! —Mai falou debochando do modo giras de celular e internet, enquanto digitava. —E enviar!
— Você não vai fazer isto? —Tomoyo pergunta chocada.
—Já fiz! — A garota de cabelos índigos sorri orgulhosa. — Eu vou com ele...Citando Julio Cesar, os covardes morrem mil mortes!
— Sabia que Cesar foi esfaqueado até a morte ? — Mari pontua debochada.
(...)
E lá estavam as três nerds indo assistir o treino do time de basquete e quando Takaishi avista Mai entre as garotas ele se distrai acenando pra ela e acaba levando uma bolada na cabeça , que o faz cair.
— Isso não me cheira nada bem! — Mari resmunga apreensiva.
—Não fui eu!— Tomoyo brinca fazendo piadinha.
—Ok garotas, não é difícil. Quando Tenchi-kun chegar aqui sejam normais, ou seja não digam nada inteligente! — Sugere a garota de cabelos índigos.
— O-Ou! Acho que seu problema não somos nos! — Tomoyo aponta as encrenqueiras da escola andando em direção a elas.
— O que? Por que a Neiver esta vindo pra cá? — Mai sentiu um certo desespero sem saber como agir.
— Bonjour! —A encrenqueira falou chamando a atenção de todos. — O que as trazem aqui? — Perguntou auto e debochada chamando a atenção de todos no local.
— Tenchi-kun me convidou! — Mai é incisiva.
— Am... Que gracinha err... Mai-chan? — Ironizou. —Deixa eu te explicar uma coisinha querida... O Tenchi-kun e você não estão no mesmo radar social. —Todos riem. —Aqui estar o radar... — Ela gira a mão de forma desengonçada. — E é aqui que eu te vejo, bem...Bem...Longe mesmo! — As gargalhadas aumentaram.
— Como alguém te suporta? —Izumi Mari pergunta cruzando os braços frente ao peito ..Tomoyo segura firme o braço de Mai para que as coisas não fiquem pior.
— Não sou eu que estou tentando roubar o par de alguém para o baile! — Neiver debocha e todos vaiam. — A Ichijouji acha que o Tenchi-kun vai convidá-la para o baile, mas o Tenchi e eu estamos namorando a dezessete ÓTIMOS dias!ai fica completamente vermelha, as garotas sem saber como agir. — E todo mundo sabe disto, menos as três gênias aqui! — Todo gargalham de forma forçada.
— Eu... Eu nunca disse...— Ichijouji tenta sem sucesso se justificar..
— Eu sei o que você disse e fez bobinha... E conheço uma paixão quando vejo ENTÃO CAI FORA! —Neiver corta grosseira e incisiva e a turma vibra, mas neste momento Takaishi chega para saber o que está acontecendo, Mai o olha na esperança de que ele a salva da situação humilhante.
— Hey o que ta rolando? — Pergunta o loiro e Neiver se aproxima colocando a mão em seu peito.
— Nada! Só papo furado... Ah Tenchi você vai me levar ao baile não é? —Fazendo beicinho e passando os dedos pelo peito do garoto.
— É... — Assim que ele esclarece as pessoas riem ainda mais. — Por que?
— Nada... É que tinham alguns boatos pairando no ar! — Faz um gesto com a mão e todos gargalham. — Era só isso estou indo aaaaa me desculpa furar sua bolha querida, emoticons de carinha triste... Au revoir! — Saí gargalhando vitoriosa.
Tenchi se aproxima de Mai que já está sem cor de tanto constrangimento e fala.
— Mai-san o que eu queria te perguntar é... Será que podemos estudar, é que eu não tenho noção nenhuma!
Mai nem tem forças para responder, mas Mari debocha.
. —Deu pra notar!
Muitos risinhos e cochichos e apostas nada silenciosas de que a garota ia chorar. Takaishi se afastou covardemente..
—Vamos embora Mai! —As amigas puxaram a garota de cabelos índigos.
—Hey Neiver... — Mai chama e assusta as amigas, a garota ajeita os cabelos enquanto Neiver para no mesmo local. — Minha bolha está totalmente intacta. Isso porque eu já tenho um namorado!
—Mai-chan o que esta fazendo? — As amigas perguntam em uníssono.
— Sabe... O meu namorado é um gato, também é um fofo e o nome dele é... — Olhou para Mari como se pedisse socorro.
— Albert!
— É Albert, sabe ele é craque em cinco esportes, é genial em tudo e... Também cuida de animais em extinção, hum!
— Então, quando vamos conhecer este tal namorado?
— Ou na... O problema é que, ele mora no Alasca! — Todos gargalham
— Alí bem pertinho no Alasca? — Gargalha debochada. — Por um segundo achei que ia escolher um lugar super distante pra cobrir o fato DE QUE ELE NÃO EXISTE!
"que você nos meteu" Tomoyo sussurrou apenas para as duas escutarem.
(...)
Não tinha um lugar da escola onde Mai estivesse livre das chacotas e perguntas sobre seu namorado perfeito, aquilo já estava virando um inferno.
— Mai-nee o que você fez, toda rede social da escola só fala no que rolou no treino de basquete? — Toushin entra no meio das garotas enlaçando seu braço ao da irmã mais velha e mostrando as piadinhas na tela de seu celular.
— Ah Toushin-chan não quero falar sobre isto agora!
—Mas nossos pais vão saber uma hora ou outra.
— Se você contar pra eles eu espalho pra todo mundo que você chorou quando seu avatar do WizardCraft morreu!
— Não desrespeita um herói morto. Creftar salvou milhares com a sua mágica!
— Vamos embora logo!
(...)
Mais tarde as garotas conversavam por conferencia enquanto Mai tentava pensar no que fazer sobre o assunto e Mari acabou convidando as amigas para passar o fim de semana em sua casa uma vez que Koushiro ia estar trabalhando e ela ficaria sozinha.Mai decide descer e interromper a reunião de amigas de sua mãe, Sora, Hikari e Mimi, ao descer as escadas já escuta as risadas escandalosas, os Digimons foram dispaxados para brincar com Toushin no terraço,, Takuji estava dormindo e Ken tinha viajado em missão.
— E aí quando Ken chegou de viagem olhou para Toushin e disse “você já está muito grande pra dormir com a sua mãe” e ele respondeu com vozinha de sono”e você também”! — Miyako termina seu relato e todas caem na gargalhada.
— É por estes bons momentos que penso muito sobre o divorcio, mas meu casamento já não é mais o mesmo. — Hikari desabafa e Mai fica sem graça de chegar neste momento, então se senta na escada esperando a brecha certa.
— Se já não rola um tchan amiga você tem mais é que se separar mesmo! — Incentiva Mimi. — Meu casamento com Michael também não tem sido lá estas coisas, mas se ele come por fora eu também conheço o número do delivery meu amor!
—MIMI! — Todas repreendem.
— A gente fala sério Miyako-chan e Sora-chan estão na atividade, Hikari-chan quer cair fora porque não tem mais clima, mas eu... Enquanto pagar meu cartão de credito ilimitado. Quem gosta de homem é gay eu gosto é de dinheiro! — Todas riram, tentaram repreender mais os risos não deixaram.
— Vamos ficar velhas em um asilo e a Mimi-chan ainda não vai tomar jeito. Vai ser do tipo que deixa a dentadura cair enquanto baba nos enfermeiros saradões e tenta apertar a bunda deles! — A ruiva pentelha e todas riem.
— Falando em velhas. Vai mesmo fazer Lipo Miyako-chan? — Questiona Mimi sempre linguaruda.
— Ah eu estou decidida. Ken não gostou muito da idéia, ele tem medo dos riscos da cirurgia diz que não precisa e que estou vendo coisas onde não existe, mas a verdade é que... Meninas é minha terceira gravidez, eu estava até satisfeita com meu corpo freqüentando a academia três vezes por semana e fazendo boa alimentação, mas Takuji não veio planejado sabem? Bem... Eu pretendo voltar para academia, mas eu sinto que preciso mesmo dessa lipo, não tem nada a ver com “prender marido” é mesmo pela minha auto-estima! — Declara Miyako olhando para suas formas mais arredondadas de recém maternidade,
— Faz mesmo amiga, não dá para ficar desleixada tendo um marido saradão e gostosão como o seu! — Pentelha Mimi
— MIMI! — Todas gargalham jogando as almofadas do sofá na castanha guardiã da sinceridade fazendo algazarra como adolescentes , mas são paradas pelo choro de Takuji que acordou faminto.
Mai subiu as escadas correndo e pegou o irmãozinho nos braços, mas não adiantava acalentar o choro não parava.
— Ele está com fome! — Miyako chega com a mamadeira já preparada e pega o pequeno nos braços.
Mai senta-se na cama ao lado de sua mãe e fica achando bonitinho o barulhinho de sucção que o irmãozinho faz.
— Mãeeeeeeeee... — Cantarola já preparando o território para fazer o pedido.
— Hmm? — Miyako pergunta , mas com atenção fixa no bebê.
— Posso passar o fim de semana na casa da Mari-chan? — Pergunta enrolando os cabelos entre os dedos e brincando com os pés no tapete.
— Ah meu Kami! Mai-chan eu esqueci de te avisar, Koushiro-kun já me ligou depois do jantar e ele disse que Mari-chan vai ficar sozinha este final de semana e que vai em casa somente para dormir, me pediu para deixar você ir para casa dele para ficar com ela!
— Ah o Izumi-san te pediu? E o que a senhora falou?
— Disse que sim, sem problemas, mas que venha Domingo pela manhã porque Mantarou onee-sam vai chegar e com certeza vem nos visitar.
— Ah mãe obrigada! — Abraça a mãe e dá um beijinho no bebê. — Vou arrumar minhas coisas e pedir um táxi.
— Não precisa Koushiro-kun vai passar aqui para te buscar depois que sair do trabalho!
— Eeeeee eu sou tão VIP!
— Você é! Comporte-se eim!
— Claro mãe, o que poderia acontecer? — Mai sorri sapeca.
E quando Mai arrumou sua mochila despediu-se de Toushin e Laifmon, Hawkomon e os demais Digimons e pegou seu Poromon e passa pela sala encontrando as amigas de sua mãe, Hikari que é professora em sua escola, Mimi mãe de Keven com quem a garota não se da muito bem, Sora que é mãe de Atori e Yoshiya.
— Mai-chan, como você está enorme! —Exclama Sora.
— E é um orgulho para nossa escola! — Hikari elogia sorrindo bagunçando os cabelos da menina que cora com o elogio.
— Obrigada Hikari sensei! — Agradece corada fitando o chão.
— Então Mai-chan e os gatinhos? Já gosta de alguém ou alguém gosta de você? Se for o meu Keven saiba que tem todo apoio da sogra aqui! — Mimi brinca deixando a garota mais corada ainda, quase a beira de um desmaio.
— N-não... — Mai sabia que Hikari tinha conhecimento sobre sua atual situação na escola, lançou um olhar de suplica em direção a professora guardiã da luz. — Eu...
— Pare com isto Mimi-chan está constrangido a Mai-chan. — Pede pacientemente a professora.
— Ah para olha só acho que a Mai-chan ainda nem virou mocinha, não teve sua primeira menstruação... — Sora solta a pérola sem querer, cobrindo a boca logo em seguida. — Não é que a Miyako-chan tenha comentado. Quer dizer isso não tem nenhum, problema, cada menina tem sei tempo...
Para sorte de Mai a buzina tocou e ela foi salva daquele assunto tão incomoda, já tinha que passar por isto com suas tias Momoe e Chizuru, despediu-se apressada e saiu porta a fora.
— Comporte-se! — Miyako grita descendo as escadas com o bebê mo colo.
Todas soltam gritinhos histéricos disputando quem vai pegar o pequeno no colo.
Enquanto isso Mai senta-se ao lado de Koushuro suspirando aliviada, mas antes mesmo de fechar a porta e cumprimentar seu Poromon pergunta com voz manhosa.
— Mai-chan o que é menstruação!— A menina mais que depressa cobriu o bico do parceiro
.—Cala boca Poromon.— Sussurrou entre os dentes.
Koushiro fingiu não ter ouvido, ele mesmo se lembrava muito bem de como já fora muitas vezes constrangido por Tentomon e suas duvidas sobre o desenvolvimento humano.
— Boa noite Izumi-san! — Suspira cumprimentado tentando ser o mais natural possível.
— Boa noite Mai-chan... Poromon...— Sorri o ruivo entregando-a uma barra de chocolates.
—Ah... Obrigada! — Estende a mão pegando o doce e sorri. Poromon comemora ao ver o chocolate.
— Me deixe adivinhar... Ken-san viajou em missão, sua mãe fez uma reunião com as amigas e elas estavam pentelhando você com perguntas constrangedoras? — Pergunta em tom brincalhão dando partida no veiculo.
— Bingo! — Ergue o indicador, retira a mochila colocando-a sobre o colo e coloca o cinto de segurança. aconchega Poromon em seus braços abrindo o chocolate e deixando que o monstrinho coma o primeiro pedaço. — As Alféoas me encurralaram contra um abismo de penumbra e o senhor nobre cavaleiro veio em meu resgate em sua carruagem de aço, como posso demonstrar minha gratidão?
— Pode colocar na conta my lady! — Brinca o veterano da sabedoria parando no sinal.
Minha divida com o senhor está aumentado a cada dia! — Responde brincalhona enquanto olha na tela de seu celular as piadinhas horríveis que não paravam de surgir com se “namorado super gato”, nem se deu conta de que sua expressão ficou nublada.
— Hey, tudo bem sei que ficar em divida não é bom, mas não precisa fazer essa carinha! —Brinca recebendo um sorriso triste por parte da menina. — Problemas na escola? Desculpa se não quiser responder não precisa neh? Você deve estar pensando em desabafar com a Mari-chan... Eu só vou passar em casa mesmo para deixar você, tomar um banho e comer algo e vou sair novamente a casa é toda de vocês, vão poder dançar no sofá e cantar no karaokê, passar trotes para os amigos e todas essas coisas de garotas...
— Todas essas coisas de garotas... — Suspira tristonha fechando o celular, tentando conter as lágrimas. — Como é ser adulto? Ser uma pessoa de sucesso respeitada pelo seu talento? Quero dizer... Você faz acontecer e realmente ganha reconhecimento e não é como se toda sua capacidade servisse de piada para as pessoas, não é como se o mundo fosse cruel com quem se esforça e quem só faz coisas idiotas é que são felizes, que brilham!
— Eu entendo...
— O que?
— Eu entendo o que quer dizer, já passei por coisas assim e eu tentava me convencer de que era superior, eu sabia que eu era, aguentava tudo por não querer preocupar meus pais, não contava para meus amigos por vergonha e por saber que não iriam me entender.
— É... — As lágrimas rolam sem permissão. — Então as coisas sempre foram assim com quem tem capacidade de raciocínio e sabe usar?
— Mai-chan não fica triste.— Poromon consola a parceira.
— Sim... As coisas sempre foram assim e sempre vão ser, no primário, no ginásio , no ensino médio, na faculdade, na vida Mai-chan, mas com o tempo elas se tornam menos injustas, os inteligentes sobem os degraus da vida, enquanto a turma da curtição e deboche ou regride ou fica estagnado, quando você começa a colher os frutos do seu esforço aquela época sofrida passa a ser enxergada como uma etapa de treinamento para você chegar ao próximo nível e ganhar o jogo. — Ambos riram. — E um dia você encontra os populares da sua escola ralando como um de seus empregados, os rapazes que nutriam sonhos de esportistas se lascam e arrumam qualquer trabalho, as salientes patricinhas casam-se com velhos ricos e gordos em busca de bem estar financeiro e você vai estar atrás de uma mesa melhorando o mundo, fazendo história, ditando as regras... Eles vão te ver e te admirar, vão encher a boca para falar que estudaram juntos com você, mas você nem vai lembrar da existência insignificante deles... — Alarga o sorriso e coloca a mão no ombro da garota. — Não vou te responder como é ser alguém de sucesso, você vai chegar lá e vai saber por si!
— Eu espero que sim. — Sorri envergonhada pelo rosto molhado. — Não tem obrigação de estar me dizendo isso Izumi-san.
— Não me senti obrigado, só perguntei porque de certa forma sua felicidade é importante para mim — Rebate.
— Aw! Que fofo Izumi-san...— Ambos sorriem.— Pensei que minha mãe fosse perceber e perguntaria, mas...
— Perguntaria sim.— O guardião da sabedoria a corta de imediato.— Miyako é a pessoa mais proativa que eu conheço, cuida da casa, marido, de três filhos, cinco Digimons trabalha com as irmãs, ela até poderia não perguntar de imediato afinal são muitas coisas, mas é claro que você compreenderia não é? Acho que a Mari-chan daria tudo para ter uma mãe mesmo tão disputada, ela não fala, mas eu sei que sim. —Completa com um desabafo lamentoso.
— Ela está feliz com o senhor. — Mai sabia que a amiga realmente estava feliz com o pai nunca a viu chorar a falta de sua mãe.
— Eu sei, mas não é a mesma coisa e ela também sabe. — O sinal finalmente abriu. — Mai-chan... Só quando estiver triste, lembre-se que existem muitas pessoas com motivos muito maiores que os seus, não se deixe abater levante a cabeça e faça valer à pena. E não tente ser importante para quem não sabe enxergar seu valor. Agora vamos anime-se deixo você colocar aquelas porcarias que vocês chamam de musica!
— Ah credo Izumi-san parece aqueles velhos caquéticos falando...— Ela faz uma voz de idoso.— Antigamente é que era bom , hoje em dia não tem musica que preste!
— Mas é atrevida igual a mãe! Quem você está chamando de velho caquético feio e rabugento?
— Izumi-san não ponha palavras na minha boca! Mas a verdade é que todo adulto tem essa mania irritante de dizer que na época de vocês as musicas eram melhores, a comida era mais gostosa, as roupas eram mais legais, os filmes mais inteligentes...Ah fala sério neh? Aposto que ouviam isto dos pais de vocês!
Izumi fez uma expressão engraçada:
— Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaa...Err... Você está certa eles diziam isto sim!
— Falei! — Comemora vitoriosa.
— Mas não quer dizer que não seja verdade!
— Vamos combinar assim, vou te mostrar musicas atuais da minha playlist e o senhor pode me mostrar sei lá...Os seus discos de vinil e os sons primórdios de quando os dinossauros caminhavam sobre a Terra! — Carrega a fala com provocação. — Qualquer coisa podemos até marcar uma tarde para assistir filmes em preto e branco da época do cinema mudo!
— Sua pestinha atrevida então é assim? Não provoque o que não pode vencer Mai-chan, saiba que ninguém nunca me ganhou no quesito tiradinhas maldosas!
(...)
— A será que é muito tarde para pensar em estudar só em casa? — Mai pergunta caindo de costas na cama cor-de-rosa de Mari.
— Um namorado falso! — Tomoyo que já tinha chegado bem antes de Mai, andava pelo quarto. — Como vamos escapar desta?
Mari gira na cadeira fitando as amigas.
— Bom...Eu não vou criar um perfil falso na internet, isto é assustador e cafona! — Declara a garota de cabelos índigos rolando e fitando Upamon, Poromon e Motimon brincando com Tentomon do lado de fora da sacada.
— Concordo — Declara Mari.
— Acho que vou ter que assumir e ser zoada por toda eternidade pela Neiver e seus súditos! — Levanta-se e sentas-se na cama. — Porque o Takaishi namora com ela? Pensei que ele fosse diferente! — Suspira frustrada.
— Era isso que eu estava tentando te dizer.Os garotos da escola são como celulares antigos, esquisito, demoram pra pensar...
— E travam quando você mais precisa! — Completa Tomoyo sentando-se ao lado de Mai.
— Por que não inventamos um melhor? — Mai pula animada.
— O que? — Tomoyo e Mari pergunta ao mesmo tempo.
— Um cara virtual interativo como um Digimon, mas que não sairia da rede.
— E como fazemos isto? — Mari pergunta começando a se empolgar com a ideia.
— Mari-chan seu pai cria os melhores games do mundo ele é um ótimo projetista, o software dele deve ser incrível! — Nai fala colocando a mão sobre o ombro da amiga.
— É, mais a sala dele é totalmente trancada feito um cofre de banco Vai ser difícil aqui em casa até nosso microondas tem senha!
— Nossa Izumi-san trabalha em uma empresa de gamers ou nos serviço de defesa ? Seja como for podemos dar um jeitinho... Não precisamos entrar, podemos só "navegar nos dados dele".
— Você está sugerindo hackear o sistema do meu pai e criarmos seu namorado de alta definição? EU ADOREI! — Mari se levanta empolgada. — Vou na cozinha buscar um estoque de comida, vamos virar a noite, Tomoyo-chan distraia os Digimons! Operação beijo perfeito está em ação!
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