Como criar um garoto perfeito

3 Como colocar o plano em ação?


Notas iniciais
Galera este é o capitulo da criação do nosso NewChimairimon, espero que gostem.

—Você está sugerindo que hackear o sistema do meu pai e criarmos seu namorado de alta definição? EU ADOREI! — Mari se levanta empolgada. — Vou na cozinha buscar um estoque de comida, vamos virar a noite, Tomoyo-chan distraia os Digimons! Operação beijo perfeito está em ação!


Tomoyo correu para fora para buscar os Digimons e depois desceu com eles para a sala, colocou alguns clipes musicais e foram dançar e comer guloseimas, enquanto Mai e Mari se empenhavam ao máximo em decifrar códigos e mais camadas de códigos para invadir o sistema de Izumi, revezando e pensando em conjunto, até que finalmente conseguiram alcançar o objetivo.


— BINGO! — Mai pulou abraçando a amiga.— Agora é partir para o abraço!


— Conseguiram alguma coisa?— Tomoyo chega se jogando sobre a cama.


— Entramos no sistema agora .Onde estão os Digimons?— Mari se preocupa.


— Estão dormindo, pularam muito e comeram muito e até nossa babá Tentomon desmaiou!— Brinca a castanha arrancando muitos risos.


— Está preparada Mai-chan? Albert vai ser totalmente virtual, mandará torpedo, fará ligações e aparecerá em videos tudo por conta própria!— A ruiva soa empolgada.— Vai ser melhor que 3D vai ser triD+!


— Obrigada nunca alguém fez algo assim para mim!


— Nosso grupo pode ser pequeno, mas tem suas vantagens!


No entanto o sistema que as garotas invadiram era ligado ao laboratório secreto do serviço de defesa do Japão, o que fizessem no computador de Mari seria feito em tempo real automaticamente no local sigiloso.
e quando Mari digitou o ultimo código o programa respondeu ao comando "Bem vindo ao Jogos Superiores, iniciar criação de protótipos"


— Ah droga, droga, droga... Estes dados são todos baseados em Digimons, não posso acreditar nisto!— Comprovou Mari, com tristeza.


— Tanto trabalho para nada!— Resmungou Mai, tristemente.


— Eu namoraria um Angemon!— Tomoyo sussurra quase dormindo.


— É...— Mari coça o queixo tendo uma ideia.— Não precisamos desistir ainda é só fazermos um Digimon com partes humanoides de vários Digimons e escolhemos os mais bonitos! Dos que não possuem partes humanas podemos pegar apenas características de personalidade.


— Eu não sei não! Meu pai fez isto uma vez no Digimundo e não deu muito certo!— Declara a garota dos cabelos índigos, bufando desanimada.


— Mas não vamos usar Digimons malignos, não estamos no Digimundo e este não vai sair da rede, é só um personagem como de um jogo!— Analisa Tomoyo entre bocejos.


— Ela tem razão Mai-chan, não vamos criar um Digimon de verdade, vamos criar um príncipe encantado Digimon virtual usando partes divosas de vários monstros digitais!


— Então vamos criar meu namorado Digimon!


— É assim que se fala, por onde quer começar?


— Deixe-me ver... Quero... Sensitivo e ligado ao meio ambiente capaz de perceber tudo a sua volta e saber o que as pessoas querem e precisam só pelo olhar como Agnimon, mas deve ser mistico, e amante das estrelas como Lobomon, imponente, educado e nobre como um príncipe, como Susannomon...


Enquanto Mai falava Mari ia digitando e montando o namorado Digimon perfeito com dados de todos os monstros digitais citados pela amiga.


—Poético como Crusadermon, ser brilhante porém humilde como Magnamon, saber se esconder nas sombras como Renamon, mestre ninja com Shurimon,, inteligente e estrategista bom em tudo como Alphamon, mas totalmente galante como Dukemon, doce e sensível como Angemon, mas divertido e com senso de humor como Lighdramon, sempre disposto a se sacrificar por causas nobres como Leomon, mas totalmente kawaii como um Terriermon e doce como Wormmon, fofo como Culomon....

— Agora vamos precisar de um corpo perfeito, nenhum destes que usamos pode se passar por alguém da nossa idade...— Mari parou para pensar e Tomoyo apontou a imagem de um Digimon anjo desconhecido, de cabelos loiros roupas brancas e algumas marcas em sua pele alva.


— Que tal aquele alí, parece um pre adolescente e é totalmente lindo!


— Nossa eu adorei— Mai falou aumentando a imagem.— Lucemon? Nunca ouvi falar, mas se é um anjo tem que ser bom, vamos tirar essas asas, essas marcas e fechou! Este será meu Digimon namorado virtual perfeito!


As três dão gritinhos histéricos e pulinhos...


— Operação beijo perfeito concluída, base Odaiba School, comandante da operação Ichijouji Mai, para abortar a missão a frase de comando é “Operação concluída”.


O que não imaginavam é que naquele momento o rede do laboratório pessoal de Koushiro estava diretamente ligada a do laboratório de pesquisas onde o mesmo trabalhava em uma empresa que tinha como disfarce a criação de games, na verdade a era o serviço de defesa japonesa e vinha coletando dados de vários Digimons com base para estudos aprimorados, o que as meninas fizeram foi misturar estes dados dentro de um campo diretamente ligado as propriedades do Digimundo, era como se fosse um pequeno portal, o que acabou resultando em um segundo Chimairimon.


Quando os dados se organizaram e a bela criatura apareceu na tela as meninas soltaram gritinhos histéricos.


— Olá Mai-san! — Disse o recém criado Digimon namorado perfeito, erguendo a mão e tocando o lado de dentro da tela, Mai fez o mesmo, mas acabou levando um enorme choque e tanto ela quanto as garotas foram arremessadas para longe, mas não se machucaram.


No laboratório a criação tomava vida e saia da rede no mesmo momento.


— Meninas vocês estão bem? — Mari pergunta preocupada.


— Estou bem! — Tomoyo responde levantando-se um pouco tonta.


— Muito, perfeitamente bem... — Mai cantarola com um sorriso bobo imaginando o quanto seria perfeito se seu namorado fosse real.


— Sentem um cheiro estranho? — Questiona a ruivinha e se atenta.


— Não fui eu.— Tomoyo fala , levando um olhar repreensivo das amigas.


— Acho que nós fritamos os circuitos os circuitos!— Mari se desespera.


Saem correndo do quarto indo em direção a sala do laboratório, a trava de segurança estava estourada soltando faíscas e a porta se abriu revelando vários computadores ultra modernos saindo fumaça.


— Ah meu Kami! Meu pai vai ter um ataque, ele vai morrer e depois vai me matar ou na outra ordem! — Se desespera ao ver o estrago gerado. — Temos que dar um jeito nisto!


— Nós fizemos isto?— Admira-se Mai.


— A menos que façam computadores que peguem fogo, eu diria que sim!


— Izumi-san já deve estar quase chegando, não temos como arrumar tudo isso antes dele chegar!— Exclama Tomoyo ,alarmada.


— VOCÊ... —Mari e aponta, fitando Mai. — Vai distrai-lo, não deixe que ele venha para cima sobre hipótese alguma.


—Mas como vou fazer isto?


— Sei lá, fala sobre aquelas teorias de vários mundos e Digimundos e ele vai se empolgar e falar ate amanhã.


Assim que Mari termina sua frase o barulho do carro é ouvido e Mai desce as escadas correndo afim de distrair seu alvo.


— Mai-chan ainda acordada? E as garotas? — Colocando sua pasta sobre o sofá e observando os Digimons adormecidos em meio as almofadas no carpete.


— Ah, pois é... — Ainda dava para sentir o cheiro de fumaça e a garota do cabelos índigos temia que Izumi notasse. — Olha só, todos dormiram e eu estou aqui! — Apontando desajeitada para si mesma. — Mas agora o senhor também esta aqui, não é ótimo?


— Err... — Koushiro olhava para a garota, mas só conseguia ver um esquilo depois de tomar refrigerante, ela parecia ainda mais enérgica que a mãe e aquilo era assustador. — Acho que é mesmo! — Sem alternativas.


—Beleza! Então vamos para cozinha, vou fazer nosso lanche e depois vou te perguntar sobre tantas coisas que eu tenho curiosidade de saber, podemos conversar lá fora a beira da piscina porque a noite está muito quente, por Kami! — Nem estava tão quente. — Vem, vamos lá Izumi-san... — Sai empurrando o homem para a cozinha.


Mai tinha curiosidades verdadeiras em relação a necessidade deles terem treino de luta com seus parceiros, sendo que tudo estava em paz. É certo que mesmo tendo a maioria das respostas ,Izumi não podia revelar.


— Izumi-san, pode ir lavar as mãos, o lanche já está pronto.


— Sim senhora.— Respondeu divertido, se levantando indo em direção a pia.— Colocou bananas no meu misto?


— Coloquei. Não está certo?— Mai falava enchendo os copos com suco.


— Está,mas eu não sabia que você sabia…


— Sou uma garota observadora,herdei isso do meu papi!— Deu uma risadinha orgulhosa de si mesma.


— Herdou do papi.— Izumi repetiu em tom brincalhão, enquanto secava as mãos.— O cheiro já está fazendo meu estomago roncar.— Comentou erguendo a mão em direção,mas a morena desviou a bandeja.


— Nãooooooooooooooo…


— Por que não?— O ruivo perguntou confuso com uma gota se formando em sua cabeça “observadora como o pai, mas bipolar e escandalosa como a mãe”


— Bem...É porque… Err...— “Vamos Mai pense em algo para tirá-lo daqui, caso as garotas façam barulho.”— É que está muito quente e… Não vamos lanchar nessa cozinha abafada. Vamos para a beira da piscina Izumi-san?— Deu um sorrisinho sem graça. O mais velho deu de ombros pegando a bandeja das mãos dela.


“BINGO!! Não é tão difícil de dobrar o Izumi-san”Mai comemora erguendo os punhos frente ao peito e tem a falta de sorte de ser flagrada por Koushiro que faz uma cara de interrogação.


— Tá tudo bem Mai-chan?


— Err.. Então, nossa eu adoro a beira da sua piscina, ela é tão maneira...— Péssima desculpa, mas foi a melhor que ela arrumou.


Koushiro balançou a cabeça negativamente e sorriu, com a declaração estranha. Ambos seguiram para a beira da piscina e o mais velho colocou os lanches sobre a mesa.


“Droga, aqui fora está frio!” Pensava Mai , já sentindo os efeitos da brisa noturna em seus braços, ela vestia um conjunto de pijama, calça e blusa manga curta de algodão, rosa com bolinhas brancas, no peito o desenho de um ursinho fofo.”Que enrascada, não posso deixar que Izumi-san perceba que estou com frio.


Ambos sentaram-se nas cadeiras, pegaram seus lanches,o silencio pairou no ar, Mi sabia que tinha que pensar em algo, não era difícil, ela tinha milhares de curiosidades e Izumi sempre tinha as respostas, mas a preocupação não a deixava pensar direito.


Então , por um azar do destino, as meninas fizeram um enorme barulho, do lado de fora pareceu mais baixo, mesmo assim foi o suficiente para fazer o mais velho se levantar.


“ E lascou! Pensa rápido, pensa rápido, pensa rápido”Em um impulso desesperado Mai puxou Izumi de volta para a cadeira, de forma que o homem quase morreu com o susto.


— OLHA IZUMI-SAN UMA ESTRELA CADENTE!— Foi o melhor que ela conseguiu pensar.


Koushiro por sua vez, tentava se recuperar da pancada que levou em sua cabeça, esfregava os cabelos ainda meio atordoado, seu lanche acabou caindo no chão, suas costas também doíam com o impacto contra a cadeira.


— Mai-chan quer deixar sua amiga órfã?


— Esquece isso Izumi-san, tem que fazer o pedido agora, antes que a estrela suma de vez.


— Ai, ai, ai!— Ainda esfregava a cabeça.— Acho que desejo meu lanche de volta. Ah caiu todo, estava tão bom… Vou voltar lá dentro e fazer outro!— Ele reclamou de uma forma que a menina sentiu até culpa.


— Não! Eu não estou com tanta fome assim, divido com o senhor; — Falou já passando para a mesma cadeira que Izumi estava sentado, o impedindo de se levantar, a cadeira era larga e ambos de porte esguio.


— Mas você...— Mas Kousiro nem teve tempo de retrucar, questionar ou pensar, Mai enfiou o sanduíche na boca dele e o fez engasgar. Depois de alguns minutos de tosse o ruivo questionou.— É impressão minha ou você está tentando me matar?
Ela riu por alguns momentos, ele também riu se recuperando.


— Foi mal! Só queria ser boazinha,mas sou meio desastrada, eu acho!


— Ah você acha?— Ironizou.— Quer voltar pra sua cadeira, está apertado aqui.


— Eu não. A bunda é minha e eu sento onde eu quiser.— Mostrou a língua.


— A bunda é sua,mas a cadeira é minha.


— Não está sendo gentil com a visita.


— Você nem é visita, fica mais na minha casa que na sua.


— E quem liga pra minha mãe pra pedir mesmo?


— Oh!— Ergueu ambas as mãos em sinal de rendição.— Touchê mocinha! Ainda rola dividir o sanduíche?


— Vou ser complacente.— Sorriu e ofereceu o sanduíche.


Antes que ficasse sem assunto e o mais velho pudesse se lembrar do barulho que o fez se levantar, a menina dos cabelos índigos começou a fazer perguntas complexas.


— Hey,Izumi-san, queria saber o porque nós temos treino de batalha se o nosso mundo está em paz? Quero dizer, quando meus pais lutaram juntos com o senhor e o restante dos ‘12”, havia motivos, mas agora treinamos desde muito pequenos e nossos parceiros alcançam formas bem evoluídas,mas porque?


Aquela pergunta não pegou Izumi de surpresa, ele sabia que mais cedo ou mais tarde alguma das crianças viria a fazer tal pergunta,mas não poderia de forma alguma respondê-la, não era o momento, por isso pensou em algo que ludibriasse a cabecinha inteligente da garota.


Cada resposta, rendia outra pergunta, até que ele notou a garota se encolher de frio e retirou seu terno para cobri-la, uma vez que a mesma não queria mesmo ir para dentro.

E eles falaram tanto que quando se deram conta o sol já estava nascendo e a morena cruzava os dedos na esperança de que as amigas tivessem consertado algo.


(...)
— Ao droga eu tenho que ir embora cedo, meu tio vai chegar hoje! — Mai, anuncia entrando no quarto e encontrando Mari e Tomoyo jogadas na cama dormindo com as bocas abertas.


— Uhum... — Mari murmura.


— Consertaram algo? — Questiona retirando o pijama e vestindo outra roupa.


—Deu para disfarçar, mas tenho que manter meu pai longe daquela sala por enquanto!


— Sobre isto, acho que o universo deu uma forcinha— Mai sorri vitoriosa


— Do que está falando?


— Eu estava lá fora a beira da picina com seu pai eee...Chupa essa manga, Yagami-san chegou de mala e tudo dizendo que a esposa o colocou “novamente” para fora de casa e perguntou a Izumi-san se poderia passar um tempo aqui.


—Não creio! — A ruiva sentou-se a cama esfregando os olhos. — Isto é perfeito, quando Yagami-san, aparece por aqui ele não deixa meu pai nem falar no trabalho, ele até o faz curtir a piscina e sair para correr. Kami é muito bom! — Se joga na cama novamente.


— Eu estou indo. — Pega a mochila e Poromon que ainda dormia.. — Até amanhã na escola!


—Hmm! — As amigas respondem com um gruindo.


(...)
No dia seguinte na entrada da escola Mai , Tomoyo e Mari se encontraram e iriam iniciar um assunto , mas foram interrompidas por Neiver que chegou seguida de seu grupinho de bajuladoras.


— Ichijouji Mai...Surprise! Adivinha quem me adicionou ontem? — Cantarola debochada erguendo seu celular. — Mas que homem ma-ra-vi-lho-so... — Carregando de sarcasmo.


— O que? — As três perguntaram ao mesmo tempo. Correndo para olhar o celular da rival


— Quem? Como? — Mari se espanta ao ver a foto de Albert. — Quem criou essa página?


— Não fui eu! — Responde Mai.


— Ele está conectado com metade da escola! — Aponta Tomoyo.


— Não precisam fingir que estão surpresas. Vocês criaram um perfil falso de namorado! —Gargalhou. — Um perfil para lá de falso.


— Não criamos isso! — Mai soou nervosa.— Ah é? Prova o contrario! — Neiver provoca.

Neste momento elas ouvem um reboliço pelos corredores, as garotas da escola se aglomerando entre cochichos e risinhos, frases de exclamação e mesmo os garotos congelaram enquanto o garoto loiro de pele alva, cabelos ao vento, olhos azuis e um sorriso radiante, atravessava o corredor como em camera lenta diante das bocas abertas.

— Ai Kami é ele! — Exclama Mai.


— Não pode ser! — Neiver e as garotas admiram-se incredulas.