Como conquistar o Vice-comandante
1 Primeira Lição.
Notas iniciais
– Danna, eu preciso de sua ajuda para conquistar alguém.
– Acha que meu trabalho de Yorozuya é ficar unindo casais? Ser um Yorozuya é algo sério e exige grandes esforços mentais e físicos, procure uma casamenteira, Souichirou-kun. – o homem de cabelos brancos e bagunçados disse enquanto se encontrava deitado no sofá de sua sala lendo a jump de quinta-feira e cutucando a narina com o dedo mindinho.
– Eu sou Sougo. E eu te pago parfaits por um mês.
Na mesma hora que ouviu a proposta, Gintoki fechou sua revista a colocando por cima da mesa de centro e se sentou apropriadamente no sofá para dar sua resposta. Shinpachi e Kagura que se encontravam anteriormente em outros cômodos saíram até a sala para ouvir do que se tratava o que viria a ser o seu novo trabalho.
– Tsc, os jovens de hoje em dia não conseguem nem se declarar sozinhos, por isso eu vou te ajudar. É alguma pirralha que você viu hoje de manhã e ficou apaixonado?
– Não, é o Hijikata-san.
Após o garoto de cabelos claros dizer quem era seu alvo para a conquista, todos ficaram em silêncio e pasmos, completamente sem reação, até que Gintoki começou a cutucar o próprio ouvido.
– O-Okita-kun, acho que eu não estou ouvindo direito, me esqueci de limpar meus ouvidos hoje de manhã...pode repetir?
– Eu quero conquistar o Hijikata-san.
– É algum tipo de piada, hã? Tem câmeras aqui? É um programa de talk show? Hã? – o yorozuya dizia enquanto olhava para debaixo do sofá e da mesa e depois para as paredes ao redor.
– HAHAHA! EU SEMPRE SOUBE QUE ESSE SADISTA QUERIA SER CACHORRINHO DAQUELE COMEDOR DE MERDA – A Yato tinha ataque de risos com a situação que aos seus olhos era cômica.
– Okita-san, você realmente está falando sério? Há pouco tempo você queria matar o Hijikata-san! – Shinpachi, que era pelo menos o mais sensato daquela sala demonstrava que não conseguia entender o porque daquela contradição.
– Eu faço isso porque o que eu sinto me irrita, eu achava que se ele morresse essa sensação esquisita passaria.
Enquanto explicava o motivo de suas diversas tentativas de assassinato, o samurai de permanente se aproximou e colocou a mão na testa do garoto.
– Não parece estar com febre...De qualquer forma, Okita-kun, eu não posso te ajudar, não quero me meter em problemas com o Shinsengumi ou aquele maldito comedor de merda.
– Danna, eu pago dois meses de parfait pra você.
– Então, por onde podemos começar? – Gintoki disse se sentando ao lado do garoto lhe servindo um pouco de chá e entregando a xícara nas mãos do mesmo.
– Gin-san, será que devemos nos meter nesse problema? Declarações deveriam partir da própria pessoa.
– Shinpachi, pra quantas garotas você já se declarou? Um pequeno gafanhoto como você que não entende como é a sensação que uma jovem garota sente ao se declarar para o senpai descolado e frio da escola, não deveria se intrometer.
– Eu não sou uma garota. – Sougo disse antes de tomar um gole do chá.
– Mas Gin-san...
– Sem “mas”, aprenda isso, como yorozuyas nunca podemos dizer não para nossos camaradas em momentos difíceis, nós vamos ajudar o nosso grande amigo Souichirou-kun.
– Eu sou o Sougo.
– Bem, Okita-kun, a primeira coisa que você deve fazer é me dar todos os objetos que você usa pra torturar o Hijikata-kun. Se você realmente quer se declarar, não pode tentar matá-lo de agora em diante.
O jovem capitão deixou a xícara que segurava sob a mesa de centro e se levantou junto de seu danna lhe entregando primeiramente a bazuca, que era sua principal forma de torturar Hijikata, em seguida enfiou as mãos nos bolsos e retirou dali algumas velas, cordas, frascos de laxantes que usava para botar na maionese, um anzol, uma gagball, revistas e bonecos vodu, algemas, coleiras e biscoitos para cães, umas 10 fotos de Hijikata com caretas desenhadas, papéis com tutoriais de sadomasoquismo e por fim um chiclete mascado:
– É tudo que eu tenho.
– OEEEE, NESSE BOLSO CABE QUANTAS COISAS?
Quando terminaram de esvaziar os bolsos do sadista, todos os quatro foram para a base do Shinsengumi e se esconderam atrás de uma moita que dava de vista para uma das varandas, que era onde Hijikata se encontrava sentado e fumando enquanto lia o jornal da manhã, sim, ainda era bem cedo daquele dia.
– Okita-kun, eu peguei esse ponto do velho Gengai, vamos usar para nos comunicar com você. – O yorozuya colocou o ponto no ouvido do garoto e mostrou o pequeno comunicador que tinha em mãos para poder falar com o mesmo. – A primeira coisa que você tem que fazer é desejar um bom dia para o Oogushi-kun, muito fácil.
– Esse sadista idiota não consegue. – Kagura disse sorrindo de maneira debochada.
– Idiota é você, sua filhote de porco.
– Ei, parem de discutir aqui, nós vamos ser descobertos! — Shinpachi se desesperou.
– Hm? O que há de errado? – Hijikata disse abaixando o jornal e olhando para a moita que se sacudia demais.
– Oeeee, parem de brigar vocês dois! – Gintoki separou Okita e Kagura que já se estapeavam e em seguida empurrou o garoto para fora da moita – Vá logo, Okita-kun.
– O que está tramando tão cedo, Sougo? – Hijikata olhou com certa desconfiança para o capitão que saíra de trás da moita de repente em um pulo.
– Não estou tramando nada.
– Não importa como se olhe, você sempre tem atitudes muito suspeitas, tenho certeza que estava se escondendo pra matar o trabalho hoje. — O vice-comandante dobrou o jornal e tirou o cigarro dos lábios, soltando a fumaça logo após. — Bem, eu vou ir trabalhar diferente de você. – O moreno se levantou do chão onde estava sentado e deu as costas para Sougo, indo rumo à porta que dava de entrada para o que era seu escritório, onde assinava e analisava toda a papelada da organização.
– Ei, Souichirou-kun, diga o bom dia! – Gintoki disse através do transmissor.
– Hijikata-san, espere. – Sougo disse se aproximando dele e o segurando pelo braço.
– O que foi, Sougo?
– Tenha um b-b....b...bo...bom dia!
– O que é isso? Você está estranho hoje. – O mais velho agiu com certa indiferença e adentrou a base, logo sumindo da vista do garoto.
– Parece que ele se saiu bem. – Gintoki disse para Shinpachi e Kagura, suspirando aliviado, por um momento pareceu que Sougo não conseguiria realizar esse feito.
– Sim, Okita-san vai conseguir, tenho certeza. — Afirmou o Shimura.
Quando menos se esperava Sougo cuspiu uma boa quantidade de sangue e caiu para trás desacordado e um pequeno texto dizendo “-4500 HP” surgiu por cima do corpo estirado.
– DIZER UM BOM DIA CAUSOU TANTO DANO ASSIM? – Os Yorozuya gritaram em uníssimo som.
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