Como conheci seu avô
9 Você nunca esteve livre, parte 1
Notas iniciais
— É mesmo?.- Sam estreitou os olhos curioso.- E porque não teve?
Castiel desviou o olhar ficando em silencio.
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— Cass?.- exigiu o loiro.
— Essa é a parte mais complicada.- mordeu o lábio inferior.- Levamos Jonh ao parque de diversões, para comemorar seu aniversario atrasado, passamos o dia inteiro lá. — tentava encontrar as palavras.- E apesar de ter se afastado do trabalho, acho que o trabalho não se afastou do Henry, alguns daqueles demonios que ele enfrentou na ultima missão o encontraram.
Normal- Illinóis Abril de 1958:
Já era noite quando Castiel saiu pra pegar alguns doces para Jonh, andava o mais rápido que podia quando sentiu que a atmosfera do lugar mudou drasticamente. As luzes do parque começaram a piscar e de uma hora para outra as pessoas a sua volta estavam caídas no chão, mortas.
— O que..- ouviu um grito ao longe.- Henry?.- deixou os doces caírem e correu em direção ao barulho.
Henry estava preso a uma parede, não conseguia se soltar uma força invisível o mantinha ali, dois demônios estavam a sua frente e um deles segurava Jonh, que chorava, pelo cabelo.
— Você vai pagar pelo que nos fez da ultima vez.- falou um deles.- Tem ideia do que nos aconteceu quando voltamos pro inferno?.- rindo malicioso.- Nem queira saber.
— Levaremos o menino conosco, vamos nos divertir um pouco com ele.- falou o outro demônio puxando uma faca.- Depois, arrancaremos a pele bem devagar, e por fim, vamos cortar a garganta dele e deixá-lo se afogar no próprio sangue.- disse sádico.
Henry se horrorizou ao ouvir tais palavras e a forma como aquelas criaturas diziam aquilo, tão excitadas, o fez se sentir doente.
— Por favor, ele é só uma criança.. Soltem-no é a mim que vocês querem.- falou tentando se soltar.
Os homens riram, viu um deles levantar a mão e sentiu como sufocava aos poucos, sua visão começou a ficar escura quando viu o demônio que segurava Jonh ser atravessado por um objeto longo e afiado. Da casca saiu um brilho alaranjado, antes de cair inerte no chão, revelando Castiel com uma faca dos anjos na mão. O outro demônio que o mantinha preso, tentou fugir ao ver o colega ser morto, mas também não conseguiu. Henry caiu no chão ainda com falta de ar.
Castiel pegou Jonh, que ainda chorava muito assutado, nos braços.
— Tudo bem querido, já passou.- falou a morena tentando acalmar o filho.- Você esta bem?.- tentando ajudar Henry a levantar.- Temos que sair daqui agora, antes que seja tarde demais.
— Já é tarde demais.- ao ouvir essa voz a jovem ficou paralisada.- Você se tornou uma bela jovem, parabéns Castiel.
Henry se levantou imediatamente e se pôs na frente da morena que ainda estava de costas para o recém chegado.
— Quem é você, outro demônio..?.- não teve tempo de reagir pois o anjo reapareceu a centímetros de distancia olhando-o com desprezo.
— Bem, não se pode esperar muito de um macaco pelado.- sorriu maldosamente pondo dois dedos na testa do humano fazendo-o cair inconsciente no chão.
— Zacarias.- disse Castiel volteando-se pra vê-lo.
— Parece que você esqueceu como se deve falar com seu superior.- falou estalando os dedos e outros anjos os cercaram.- Mas não se preocupe vou cuidar disso pessoalmente.
— Mamãe..- Jonh se encolhia cada vez mais em seus braços.
Castiel olhou em volta compreendendo a situação, tudo aquilo, todas aquelas pessoas, não passavam de uma armadilha. Aqueles demônios foram só uma isca e ao matá-los foi como um farol vermelho pra atrair os anjos.
— Vejo que entende muito bem a situação Castiel, então sabe o quanto esta encrencada.- falou Zacarias estalando novamente os dedos.
Sentiu Jonh desaparecer dos seus braços vendo-o reaparecer ao lado de Henry, também inconsciente. Tentou chegar até eles, porém foi impedida pelos anjos que apontavam as espadas em sua direção.
— Por favor não os machuque.- falou vendo o mais velho andar em círculos a sua volta.- Deixe-os ir.- pediu mesmo sabendo que isso não resultaria em nada.
— Agora sim, acho que estamos chegando a algum lugar.- sussurrando em seu ouvido. Andou até ficar de frente pra jovem.- Mas receio que você não tenha escolhas aqui. – pegando-a pelo pescoço.
Zacarias empurrou a jovem contra a parede apertando seu pescoço, erguendo-a do chão, Castiel lutava pra respirar e se livrar do anjo mas era impossível, os demais somente observavam.
— Você é uma coisinha patética, sempre foi, eu sabia que cedo ou tarde iria aprontar alguma coisa, como sempre.- falou enquanto se divertia ouvindo os engasgos da jovem.- O que achou hum?.- rindo.- Você não teria dado um único passo se não estivéssemos de acordo.- soltou a jovem deixando-a cair.- De todos os anjos no céu, sempre estivemos de olho em você mais do que qualquer outro.
— O quê?..- falou ainda sem fôlego.- Do que esta falando.. arg.- seu cabelo foi puxado fazendo-a tombar violentamente o pescoço pra trás, levou as mãos até as mãos do mais velho tentando fazer com que ele a soltasse.
— Você vai pegar sua graça de volta, apagar a memória deles sobre você e vir conosco agora!.- erguendo a jovem pelos cabelos.- Ou do contrario, vou torturá-los e matá-los na sua frente de tantas formas, cada uma mais horrível que a anterior, e depois vou revivê-los só pra fazer tudo de novo.- sorrindo.- E acredite eu tenho todo tempo do mundo pra isso.
Castiel sentia seu rosto banhado em lágrimas, sabia que Zacarias não estava mentindo e era capaz de fazer tudo aquilo e mais um pouco.
— Então Castiel, nós temos um acordo?.- falou irônico. A jovem fez que sim com a cabeça.- Desculpe, acho que não entendi o que disse.
— S..sim senhor.- falou olhando para as duas pessoas mais importantes em sua vida.
Agora:
Os irmãos agora estavam entendendo onde aquilo ia chegar, e sinceramente vendo o quanto o anjo estava visivelmente abalado, não sabiam se seria boa ideia ouvir o resto.
— Droga de anjos.- murmurou o loiro tentando quebrar o silencio pesado que ficou no local.
— Cass.- iniciou Sam pegando a mão do anjo que estava em cima da mesa.- Escute.. você não precisa continuar se não quiser.- sentindo o moreno devolver o toque.
O anjo ergueu os olhos pra fitá-los.
— Eu preciso, Sam.- falou.
— Então continue.- pediu o loiro.
Continua!
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