Como a número um
60 Fim
Notas iniciais
15 anos depois
Pov Thomas.
Chego em casa e jogo a mochila em cima do sofá. Minha casa é de uma forma confortável, mesmo sendo um apartamento e imensa e elegante. Sinto cheiro gostoso de comida vindo da cozinha. O quê é estranho, já que minha mãe está sentada na mesa da sala jantar. Aproximo-me dela e a observo comendo bolo enquanto desenha algo.
Além da minha mãe ser dona de uma revista global e famosa, ela é escritora. Ela diz que seu sonho sempre foi ser uma grande escritora, ah e ela é. Com menos de 40 anos, já publicou mais de 7 séries de livros. Ela ama desenhar seus personagens antes de escrever entre eles. Minha mãe também já fui atriz. Ela é famosa, consequentemente eu também.
–Oi, criatura. –Diz ela sem olhar para mim. Sorrio.
–Oi, gordinha do meu coração. –Digo beijando sua bochecha.
–Não sou gorda, não acredito que seu pai e você se juntaram para colocar isso na minha cabeça. – É verdade que minha mãe não é gorda, mas gosto de irrita-la.
–O quê você está fazendo?
–Estou desenhando a Beth. –Diz sorrindo. –Querido, você acha que ela é mais bonita loira ou morena?
–Faz ela se cabelo colorido.
Minha mãe parece pensar na ideia e depois sorri.
–Ótimo ideia. Verde?
–Verde, com mechas rosa. –Digo imaginando o desenho assim. –Ela combina?
–Com certeza.
–Mas, mãe, se você está aqui, quem está na cozinha? –Digo roubando um pedaço do seu bolo. –Dorothéa não está de folga hoje?
–É seu pai. –Diz ela. Minha mãe é brasileira, as pessoas estranham eu não parecer com ela, mas o que eles não sabem é que eu sou igual a ela a outras aspectos, meu pai diz que eu tenho alma brasileira.
–Papai? Na cozinha? Sem explodir nada? –Engasgo enquanto tento parar de rir. Desde que eu era pequeno papai sempre explodia a cozinha, literalmente. Quando eu tinha 10 anos, por exemplo, mamãe ficou presa no trânsito então ele teve que fazer o jantar. O resultado foi carne queimada, uma cozinha queimada e uma caixa de pizza.
–Até agora nenhum barulho suspeito. Também estou assustada.
Solto uma risada quando ouso meu pai gritando algo de dentro da cozinha. Christopher Shane, meu pai ele é dono de um grande gravadora. Todos os artistas famosos se hoje –Park Letters, C’Fly, MissI e etc – estão em sua gravadora. Além disso, ele fez muito sucesso quando era jovem numa banda. A banda se desintegrou quando tinha 9 anos eu acho, mas eles continuam amigos. Na verdade, eles sempre estão aqui em casa. Sou grande amigo de seus filhos, até Mel, filha do Luca. Ela é igual ao pai, mas mais louca.
–Como está Steph? –Pergunta minha mãe fazendo aquela cara dela de maliciosa. Minha mãe é tão criança.
–Que droga, mãe.
–Hum, você gosta dela... –Brinca minha mãe.
Staphanie é uma colega de escola, o problema é que somos praticamente irmãos uma vez que minha mãe e melhor amiga da mãe dela. Tudo bem, nosso primeiro beijo foi um com outro e a gente já ficou mais dessa vez. E eu gosto dela, mas não posso nomear isso do jeito nojento da minha mãe.
–Não.
–Uhum, sei. Constantine?
O quê? Tine é minha melhor amiga, de onde minha mãe tira essas coisas? Reviro os olhos a tempo de ver meu pai entrando pela porta da cozinha com uma bandeja na mão.
–Queridas pessoas, eu lhes apresento a melhor comida do mundo. –Meu pai coloca a bandeja na mesa e a abre. Encaro umas pequenas bolinhas marrons.
–Tem veneno? –Minha mãe pergunta.
–Sim, claro Ollie, claro. –Meu pai beija minha mãe. Os dois são duas crianças, a pior parte é quando eles começam a dançar na sala enquanto assisto televisão. Mas eu gosto de ver que depois de tanto tempo eles ainda sente o mesmo amor jovem, meu pai ainda até chama minha mãe de Ollie, e seu nome é Olívia.
–O quê é? –Pergunto.
–Não dei nome ainda, mas comem. –Pego e jogo na boca. Tem um gosto salgado e ao mesmo tempo azedo, porém é bom. Eu poderia comer mais numa boa.
–É bom. –Digo no final.
Minha mãe pega um e come também. Seu rosto primeiro é de medo, depois terror e por fim surpresa.
–Pior que sim. Querido, você cozinhou.
–Isso! –Meu pai grita. –Mas querida, hum, eu ainda não aprendi a deixar a cozinha perfeita depois de cozinhar.
–Não vou te xingar, pois já esperava por isso. –Minha mãe revira os olhos e se levanta. –Mas você, criatura, vai me ajudar.
–Tenho também? –Pergunto.
–Não, você precisa ir tomar banho. Você está fedendo, e nem adianta mentir, sei que você não foi jogar basquete. –Meu pai começa a arrasta-la para dentro da cozinha. –Tu estava é aprontando e...
Sua voz some e eu começo a rir. Subo a escada até meu quarto. Meu quarto é bem bagunçado, mas de um jeito bom. Eu tenho vários instrumentos musicais e livros, por causa dos meus pais. Mas o quê eu gosto é de... Não sei o quê eu gosto direito e o quê eu vou fazer no futuro. Mas eu curto coisas japonesas e coisas assim. Gosto de pintar e desenhar. Quando eu era criança tinha medo de ser ao contrário dos meus pais, mais lógica do que arte. Mas não, eu gosto de artes. Meu quarto tem desenhos e cavaletes de pintura. Talvez seja isso.
Tenho alguns desenhos um pouco pornográficos, alguns depressivos e masoquista. Outros bonitos. E eu posso deixar amostra. Minha mãe acha bonito. Ela compreende. Isso que eu mais gosto na minha mãe, ela me entende. Claro que ela não é séria, ela é. Ela é muito chata e brava também. Mas ela é bem aberta para coisas que ela acha que tem que ser.
Porém tem algo que não deixo ela ver, como os desenhos de uma garota que não conheço. Eu sempre desenho ela. Seus olhos, seu rosto e seu corpo. Não faço ideia de quem seja, mesmo que ás vezes ele é familiar. Deve ser por que sempre desenho de maneiras diferente. E nunca ela completa. Acho que eu a conheço.
Sento na cadeira do computador e vejo a mensagem de Tine:
“Abu, cara, estou sozinha em casa e a luz acabou. Tipo só a luz mesmo.”
Abu é como ela me chama ás vezes. É um gíria.
“Vem aqui, meu pai fez uma comida estranha.”
“Posso?”
“Claro, mas não fala nada sobre aquilo para minha mãe.” “Ela vai perguntar como sempre.”
“Ok, Abu. Eu to correndo por que juro que ouvi passos atrás de mim”
Rio dela enquanto me afasto do monitor. Ouso minha mãe cantando com meu pai lá em baixo. Acho que vou ajuda-los até minha amiga chegar. Pois tenho orgulho de dizer que diferente de outras famílias, meus pais são pais responsáveis e legais ao mesmo tempo. Eles são compreensivos, até quando eu chorava e me jogava no chão para ter um irmão. Eles são loucos e brigam muito, mas eles são engraçados. Eles se amam, e me amam. Eles são os melhores pais do mundo. Claro que eles tem defeitos, eles são pais. Continuam chatos e irritantes. Eu brigo com eles também. Mas eu os amo, e se eu não os amasse minha mãe ia me jogar no precipício e meu pai ia ficar louco tendo que aguentar minha mãe.
Sim, eles são estranhos e loucos. Meus pais, né?
Curiosidades:
Christopher, com 94 anos, morreu antes de Ollie. Nos seus últimos dias de vida, sua melhor que cuidou dele. Olívia disse que depois de tanto tempo dele cuidando dela que era sua vez, e depois de sua morte era hora dela provar que tinha aprendido algo com ele e que ia segurar o céu um pouquinho. No tempo que ela continuou viva, não mudou seu jeito de ser. Nem com os netos ou com os bisnetos. Ela foi uma vó muito louca, literalmente. Ela havia pintado até seu cabelo de roxo uma vez. Ollie almoçava todo dia com o marido, uma vez que sempre carregava uma foto dele. Mesmo sendo uma mulher com várias doenças, eles realizou seu sonho de viver por 100 anos. Seis anos depois ela morreu, deixando um bilhete para seu filho: “Querido, seu pai foi a melhor coisa para mim. Estou indo agora atrás dele, por que, eu realmente amo aquela criatura e nem sei como aguentei ficar sem ele.”
Olívia teve sim, vários gatos depois do Frajola. Ele demorou para morrer e sua dona ficou semanas chorando. Ela o cremou e jogo suas cinzas no Japão, uma vez que o gato amava seu travesseiro em forma de sol, como o sol nascente na bandeira do Japão.
Thomas se casou com a garotas dos seus quadros. Segredo.
Anne e Justine saíram da cadeia quando Tommy ainda era criança. Nunca mais foram vistas, mas passaram bem.
Lola se casou e virou estilista.
Karen tem sua estrela no Calçada da Fama ao lado de Stephen.
Olívia chegou a ter outro filho, porém o perdeu. Ia ser uma menina, que se chamaria Lindsay. E ela puxaria o pai, outra vez.
Christopher perdoou o pai. Tanto que ele foi um vô excelente a Tommy.
A última Música da banda Opportunnity4 foi Galaxy. A música foi feita por toda banda, porém tinha uma frase do Chris para Ollie: Em toda galáxia, nenhuma estrela irá brilhar como você. Entretanto, há algo que você nunca vai conhecer. Pois eu faço um acordo com você, você nunca mais irá conhecer um lugar onde eu não estarei ao seu lado. Em seu testamento, havia uma carta para Olívia e no meio dela estava escrito: Meu último acordo ainda está de pé.
Christopher teve câncer no fim da sua vida. Ollie cuidou dele como ele sempre cuidou dela, entretanto ele lutou e venceu o câncer e não morreu por isso. Ele morreu de “formas naturais”.
Christopher e Olívia viveram felizes.
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