Como a número um
7 Capítulo 7
Notas iniciais
“As Opportunes estão reagindo de vários jeitos ao novo namoro”. Algumas, Team Chris, estão cravando guerra com a nova namorada do cantor, Olívia Alves, uma brasileira. Outras, super aprovam o namoro. Até agora, os dois só foram vistos juntos (super juntinhos) e Chris postou no seu twitter ontem a noite a seguinte frase:
“Sempre quis cantar para alguém: Você me faz ficar nas nuvens. E agora eu tenho!”
E ai? Está na cara que é para a Olívia?”.
Estou sentada na minha mesa de trabalho. Anne falou para eu entrar no site, e ver. Ela não está me pressionando, nem nada. Mas logo, começará. Sei disso do mesmo jeito que sei que 2+2=4.
Vejo Francesca se aproximando. Ela é minha colega de trabalho é legal ás vezes. Ela é loira, alta e é aquilo que os homens gostam de babar em cima. Entende? Sim, pare uma vadia. Principalmente com suas roupas.
-Então, como ele é de cama?
-O quê? -Pergunto chocada.
-Ah, não se faça de sonsa! -Não disse? Legal ÁS VEZES! -Ele transa bem?
-Eu... Não sei... Nós não fizemos... ainda...
-NÃO ME DIGA QUE NÃO FIZERAM! -Grita, e todos olham para nós. Então diminui a voz continua. -Não?
-Por que eu diria para você? -Digo com raiva. Levanto, e vou tirar cópia de uma papelada.
-Não sei... -Ela entra na minha frente e me impede de continuar. — Olha, não vo falar para ninguém. Só quero te ajudar.
-Ajudar-me com o quê?
-Você parece tímida, e sobre o que eu li sobre o Chris, ele gosta de coisas... quentes. Sabe?
-E o que isso tem haver com você? Não estou entendendo...
-Você precisa de ajudar para ser mais quente.
-Você quer me ajudar a me vestir, e me comportar? -Olho para ela resumindo. Ela concorda. -Não.
-Vai...
-Não quero me vestir como você. -Vejo que ela ficou magoada. — Desculpa, nada contra suas roupas, mas não.
-Quando precisar estarei aqui. -Ela sai, e quero morrer de vergonha.
Nem quero pensar nela falando sobre isso para os outros.
-O quê você tá fazendo aqui? -Grito praticamente.
-Vim te buscar, oras. -Ele se vira para mim, e arregala os olhos.
-O quê? -Cruzo os braços.
-Você fica sexy com roupa de secretária. -Ele cora e entra correndo dentro do carro. Sigo-o.
-Quantos anos você tem mesmo?
-Cara, você não sabe de nada mesmo. -Ele diz rindo. -21. Tenho 21 anos. E você?
-17. — Digo e ele se vira chocado.
-Você tem dezessete anos? -Ele pergunta. Rosto branco e os olhos arregalados. Fica bonitinho.
-Não. -Rio fechando os olhos. -Eu tenho vinte.
-Nossa... Por um momento pensei que era um pedófilo. -Rio ainda mais.
-Não é?
-Haha. -Ele ri, e acelera o carro.
Ficamos em silêncio por um tempo. Quase cochilo. Olho para a janela, e vejo que estamos na praia. O quê?
-Porque estamos na praia?
-Não sei, fiquei com vontade tomar sorvete.
-Mas... -Tento dizer, mas ele me atrapalha.
-Sorvete na praia. Estamos no verão, gata.
-É, mas...
-Cala a boca.
Ele para numa vaga, e sai do carro. E, surpreendente, abre a porta para mim. Ele me dá sua mão e m ajuda a sair do carro. Não estou com roupa para praia, e então olho para ele de verdade desde que encontramos na frente do prédio na hora do almoço. Roupa de praia, deveria ter sacado.
Começamos a andar na areia, e tenho que pegar os saltos na em uma das mãos. Estou de mãos dadas com Christopher. As praias daqui são lindas, mas do Brasil... Sinto falta delas...
-Vamos brincar de um jogo? Eu te pergunto algo, você responde e pergunta algo, e assim por diante. Que tal? -Diz depois de um momento.
-Okay.
-Por que veio para cá?
-É complicado... Eu sempre quis morar aqui, e apareceu a chance, e aceitei. -Dou de ombros. -Como escolheu ser cantor
-Sempre cantei, e quando m disseram que eu era bom, acreditei e fui atrás disso, com os meus amigos. Mas não me acho bom, ainda. — Ele fecha a cara, pensativo, por alguns segundos e logo volta com o sorriso. -Por que estava sem sutiã quando nos conhecemos?! -Pulo.
-Eu... Eu esta sem... Por que esqueci oras. -Digo nervosa.
-Sei... -Ele começa a rir.
-Tá... -Digo de mal humor. — Por que quis que eu fosse sua namorada?
-Por que te achei interessante. Deve ser por que você me tratou... normalmente. O que achou dos meus amigos?
-Loucos, mas legais. Os melhores são assim. -Falo devagar. -A maioria dos meus amigos são assim, eu sou.
-Você é? Nunca vi.
-Sou sim, só não te conheço muito.
-É?
-Sim...
-Fiquei triste agora. -Faz biquinho. Cace... Ele fica muito mordível assim.
-Uhum...
-O quê?
-Nada. -Digo fingindo. -Sua vez.
-Hum... É virgem?
-Que delicado. -Digo irônica. Não acredito que fez essa pergunta. -Sou só que não.
-Hum, não vai perguntar sobre mim?
-Não, sei a resposta. -Ele ri.
Paramos numa lanchonete. Ele entra e compra sorvete. Ele comprou de chocolate para mim e de morango para ele. E o fiz trocar, porquê não gosto de sorvete de chocolate. E ele ficou bravo!
Continuamos andando, de mãos dadas e conversando. Ri muito de suas palhaçadas. Até que uma hora, ele para, branco como um fantasma com um olhar triste.
-Ollie... -Ele puxa minha mão.
-Sim?
E então sua expressão muda.
-Ollie. -Diz me olhando nos olhos, e fico intimidada.
-O-o quê?
-Me beija. Agora. -Ele diz com o rosto tomado pela a raiva.
-O quê?
-Me beija. — E entendo (mais ou menos) então.
-Como? Quer selinho ou...
-Qualquer jeito! -Vejo urgência em seu olhar, e ajo. Pego a gola da sua blusa e o puxa para mim.
Toco seus lábios com os meus lentamente. Quente, estou muito quente. E sem ar. E é por isso que me afasto. Seu olhar está diferente.
-Não...
E me puxa para perto outra vez. Seus lábios tomam o meu, ele m beija com desejo. Abro a boca, e dou passagem. O ar é impossível, seu toque é quente. Sinto-me como gelo perto do fogo. Estou derretendo em seus braços.
Afastamos-nos quando o ar é realmente preciso. Mas continuamos juntos, esperando a respiração se controlar.
-Precisamos ir. -Ele diz uma vez que sua respiração esteja normal.
Ele não explica, ou algo assim. E seu olhar? Está muito estranho. Chris me leva para o carro. Ficamos em silêncio o percurso todo. E fico pensando...
ELE BEIJA SUPER BEM! SUPER SUER SUPER! E não consigo me controlar a ficar olhando para ele toda hora. E ainda não sei o porquê.
Ele me deixa no trabalho, vai embora depois de dar um sorriso simples e tchau.
Sim, estou preocupada.
Notas finais
" Estou sem ar, literalmente. Minha garganta queima, meu corpo treme. Meu ouvido está zunindo, e minha cabeça gira. Capoto no chão ao tentar levantar da cama. Sem forças, tento procurar o celular e o encontro na mesa ao lado da cama. Preciso de ajuda. Ligo para a primeira pessoa que vejo nos contatos.
-Alô? -Ouso sua voz.
-Chris... eu preciso de ajuda... eu... -Minha voz falha, o escuro me engole."
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