Como a número um
53 Capítulo 53
Notas iniciais
É OFICIAL! Aviso branco!
Na semana passada tivemos uma grande emoção no aeroporto de Los Angeles, onde Chris e sua namorada chamaram um bom público. Junto com o boato de um pedido de casamento dentro do saguão do prédio onde o mesmo cantor mora, essa história acabou gerando polêmica. Estaria Christopher Shane noivo?

Já tivemos resposta! Na última sexta (7/01) Olívia –namorada do cantor- foi fotografada enquanto saía de uma loja no centro de LA. E o quê parece, e as fotos não mentem, ela usava sim um anel de noivado!
Então, meninas, aprovam ou não esse casamento? E parabéns aos pombinhos.
–Esse vestido me faz parece uma vaca. –Digo ajeitando o véu.
–Ele é meio bege. –Concorda Karen.
–Ainda tem muito fotógrafos lá fora? –Tento tirar essa vestido. –Chris não queria explicar ao mundo tão cedo.
–Bem, vocês vão se casar em menos de um mês. –A costureira sorri para mim, me ajudando.
–Sabe, eu o amo, mas eu queria mais tempo. Sei lá. –Vejo meu reflexo. –Porém, quanto mais rápido, melhor.
Entro no camarim e me trocou de novo. Hoje é sábado, e hoje mesmo soltaram a bomba do casamento. Mídia idiota. E o pior é que eles são rápidos. Mais rápido que a gente, uma semana depois do pedido já estamos vendo o vestido.
–Esse faz ter peitos anormais. –Ralho. –Ombros largos demais.
–Tenta esse. –A costureira Celia me joga outro vestido branco. –Tem renda e babados.
Me visto rapidamente. O branco raspando na minha pele despida. Me olho nos espelho. Vestida de branca. Consigo-me ver casando com isso. É esse. Eu vou me casar. EU VOU ME CASAR! Com esse vestido, em menos de um mês. E-eu... Vou me casar. Nunca pensei que isso aconteceria tão rápido. Ou se ia acontecer.
–É esse. –Sussurro mais para mim do que qualquer pessoa. Estou sorrindo feito uma boba quando pego meu celular e vejo que estou atrasada. –Merda! A decoradora!
Me troco o mais rápido o possível e jogo o vestido por cima do provador. Saio correndo dele. Planejar casamento é horrível. E Christopher vai me matar se eu chegar atrasada.
Saio correndo junto de Karen e pegamos um taxi para o edifício (onde graças, conseguimos alugar a cobertura). Quando saímos do carro, subimos o prédio pelo elevador. Não vou correr de saltos. Saio com pressa pela cobertura até onde Christopher está. Encontro ele todo animado, conversando com uma ruiva. Não gostei dela.
–Ah, Olívia! –Ela dá a mão para mim. –Roza Della, prazer.
O nome é pior, coitada.
–O prazer é meu. –Dou um sorriso falso.
–Nós estávamos pensando em dourado para a decoração. –Começa Christopher me abraçando. Acreditem, ele está mais animado com o casamento do quê a noiva. Que sou eu.
–Dourado e branco ficaria bom. –Concordo e tento ficar o mais perto possível do meu homem e olho para a Roza. –Mas os caules das flores tem que aparecer verdinhas.
–E que flores?
–Peônias. Coloridas. –Responde Chris lendo meus pensamentos. Sorrio
–Sim. E Christopher, seu terno vai ser branco!
–Não é meio gay?
–Ei, não! Mesmo você parecendo um pouco com todo esse drama de noiv... AH! –Christopher me pega no colo e me apera.
–Você não me chama de gay na cama. –Ele sorri.
–Verdade. Respondendo sua pergunta, branco significa felicidades infinita e fidelidade. Branco é puro e bom. Preto a gente usa quando estamos de luto. –Respiro fundo. –Não quero pensar no meu futuro marido usando preto como se a sua vida de solteiro tivesse morrido fosse mal.
–Branco?
–Com uma flor no peito, sim. –Sorrio e olho pela cobertura. Ela é toda limpa, e dá de frente para o mar. Isso me lembra de Santa Mônica.
–Vai ficar lindo aqui, já que o casamento vai acontecer no meio do inverno. E o inverso aqui é lindo. –Roza diz com um sorriso. Vamos por uma tenda e...
–Tem que ser aberto onde vamos selar nossos votos. –Digo. –Tem que ser ali.
Aponto para onde a vista ficaria linda. Até posso me imaginar casando ali.
–Aberto dos lados, só em cima, certo. –Ela bate palminhas. –Já sabem quantos convidados?
–Não pensamos nisso ainda. –Christopher se vira para mim. –Muitos?
–Poucos.
–Conseguiríamos por uns cem aqui, no máximo. A festa será no andar de baixo.
–Cem está bom. –Christopher responde por mim. –O tapete será branco como as cadeiras?
–Sim, como quiser. – A ruiva pega um bloco e risca algo. –E como está o Buffet? Preciso conversar com eles.
–Vamos provar as comidas segunda.
–Já sabe o tamanho do bolo?
–Três andares. –Respondo. Não sei o sabor ainda, mas tem que ser bom. –A festa deve ser parecido com o casamento e...
Oooooooooo
–Estou me arrependendo de aceitar me casar com você. –Me jogo na nossa cama. Nossa. NOSSA.
–Por quê? –Christopher deita por cima de mim e me beija lentamente. Passo a mão pelo o seu cabelo loiro.
–É muito cansativo. –Digo soltando um gemido de cansaço. –E o pior, é que agora todos sabem e não vão sair do nosso pé.
–Sim. Mas eu não acho que é o pior. –Ele sussurra perto da minha orelha.
–Hum?
–Agora todos sabem que eu sou seu, e você é minha. –Ele morde meu lóbulo da minha orelha.
–É, mas já sabiam.
–Agora é oficial. –Ele começa a beijar meu colo.
–Chris, eles estão em casa. Assistindo o jogo. –Digo me controlando.
–Está me recusando? –Ele para o movimento de tirar minha blusa.
–Nunca. Só não quero gemer com eles ouvindo. –Digo mordendo seus lábios.
–Eu posso expulsar eles. Quer?
Rio dele e jogo minha cabeça para trás. Grade erro. Chris começa a beijar outra vez meu pescoço. E me morder, a me chupar. Afago seu cabelo.
–Vamos ter várias oportunidades na nossa nova casa. –Sorrio. –Ainda estou decepciona por não ter me contado sobre o imóvel antes. Onde é mesmo?
–Falando nisso... –Christopher se afasta. Olho para o seu peito nu e... Controla-se! –Tenho que te contar uma coisa.
–O quê?
–Você sabe, que depois de casados, nós vamos entrar em turnê.
–Sim...
–Mas quando ela acabar não vamos voltar para LA. –Ele diz passando a mão no cabelo. Nervoso.
–Como assim? –Digo me levantando.
–Vamos nos mudar. A banda... Vai para New York. A nossa gravadora e...
–Isso quer dizer que... Por quê?
–Não sei explicar. Esse imóvel é lá. E... –Viro-me de costas e ando até a janela. –Ollie, eu sei que você sempre quis morar lá e vai ser melhor. Oportunidades... para nós 5.
–Eu sei, mas e você? Você adora isso aqui! –Olho para ele. –Você adora mar, calor... E sua mãe? Lola?
–Minha mãe, ela tem planos. –Ele se aproxima de mim. –Vai dar tudo certo, amor. Prometo.
–New York?
–New York.
–Você disse Opporttnity5.
–Sim. –Ele beija o topo da minha cabeça. –Ed, Luca, Thalles, eu e você.
–Para, assim eu choro. –Sorrio o abraçando mais forte.
–Daqui á um mês vai ser assim. Eu e você. Tudo que for meu será seu. Seremos só um.
–Será fantástico.
–Sim será.
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