Como a número um
30 Capítulo 30
Notas iniciais
Eu não acordo pelo o sol desta vez. Nem por frio ou calor. Bem quase. Sinto cosquinha no meu pescoço e sorrio quando elas vão descendo. Abro os olhos quando sinto um beijo no meu mamilo direito.
–O quê está fazendo?
–Acordando My dreamer Sunshine.
–Com um beijo neste lugar, Chris? –Sorrio.
–Tem lugar melhor?
–Tem. –Beijo-o e dou um sorriso. Estou mais alegre hoje, eu poderia passar por um mar de monstros e nem iria ligar. Ou passar um dia com a minha mãe, que é a mesma coisa.
–Você está alegre.
–Você também.
–É por que tem uma deusa na minha cama, sabe. -Ele diz se aproximando mais. Percebo que está de roupão, droga. Mas já começo tirar.
–Deusa do quê?
–Ah você sabe, beleza, força, amor... –Ele dá um sorriso malicioso. –Sexo.
Devolvo o sorriso.
–E por que acordou a deusa? –Dou um peteleco em sua testa.
–Para isso.
Ele mostra uma bandeja com suco de laranja e torradas, e pãozinho e docinhos. Por favor, tem como ficar mais fofo? Ah, tem sim, sem roupa.
–Estou com fome.
–Deduzi.
–Mas não de comida.
–Também deduzi isso.
O que eu mais quero agora é ficar com ele o tempo todo, com seu corpo grudado ao meu. Seu suor na minha pele, e vice-versa. Nossas respirações juntas... Dou um sorriso malicioso e puxo-o para mim mais uma vez.
Oooooooo
Saímos do quarto abraçados depois de tomar banhos juntos e encontramos Thalles e Luca no sofá. Eles estavam nos encarando e rindo.
–Luca, você ficou sabendo?
–O quê?
–Parece que ontem os vizinhos de baixo não conseguiram dormir pelo barulho no teto e reclamaram um monte na portaria. –Thalles ri.
–Sabe que eu também não dormi ontem? –Brinca Luca. –Estava escutando gemidos demais.
–Nem eu dormi ontem. –Thalles olha para nós. –Mas foi pelos gritos mesmo.
–Vocês estão com inveja, pois pelos menos não temos que nos masturbar com pornô. –Diz Chris mostrando a língua.
–O Luca pode ser, eu não. –Diz Thalles com raiva.
–É mesmo? E qual nome dela? –Pergunto. Todos me encaram e depois Thalles.
–Ela? Quem é ela? –Ele fica vermelho.
–Hum... ficou vermelhinho! Desembucha!
–Tá... Ela se chama Luisa...
Pulo em cima dele e sorrio. Olha a afinidade! Como uma típica apaixonada, eu logo reparei em como os olhos de Thalles brilharam ao falar o nome dela.
–Como ela é? Ela é bonita?
–Hum... sim... Ela é ruiva. –Ele parece com medo. Para mim ele sempre foi: legal, irônico, gentil e frio. Não medroso
–Sério? Legal! Quero conhece-la.
–Nossa, Ollie, sexo faz bem para você.
Fico emburrada e mostro a língua para ele.
Então Rossi aparece.
–Srta. Alves, Stephen está aqui e deseja vê-la.
–Onde ele está? –Digo rápido ela aponta para a porta.
Corro até lá e vejo Stephen. Ele está horrível. Corro até ele e o abraço. Como pude acreditar que aquele monstro era Stephen? Ele é bem mais bonito, e cheiroso.
–Meu Deus, você está bem.
–Claro que estou! Graças a você e Chris.
–Perdoa-me Ollie. Por favor. –Ele implora. –Eu não sabia que ele estava lá.
–É claro que te perdoo.
–O quê ele poderia fazer... Não consigo pensar...
–Tudo bem, estou bem. Eu te perdoo.
Ele abaixa a cabeça.
–Mas Christopher não.
–Ele vai superar. Depois da noite de ontem... –Tenho um sorriso abobalhado no rosto.
–Então o vestido deu certo?
–Deu.
Eu sorrio e o abraço outra vez. Meus olhos estão úmidos e o aperto bem.
–Stephen, você é melhor amigos de todos. Sempre foi.
–Obrigada Li, você é minha melhor amiga também.
Ouvimos uma tossida e nos viramos para Christopher. Ele está com ciúmes, mas aprece mais gentil.
–Christopher, eu vim me desculpar pela noite de ontem. –Stephen diz sem jeito. –O quê meu irmão fez... das duas vezes...
–Tudo bem, não é sua culpa.
Ok, eu e Stephen ficamos surpresos. Christopher Shane dizendo que estava errada? Histórico. Tento ignorar antes que eu desmaie. E eles parecem querer conversar sem mim, mas ignoro isso também.
–E o que aconteceu com Stan? –Pergunto.
–Fiz o quê eu deveria ter feito há anos. O levei para polícia.
Ele diz orgulhoso, e sorrio. Até Christopher sorri, mas eu acho que é mais sobre Stan preso do que o quê Stephen fez. Mas este é o começo. Meus meninos estão se dando bem.
–Então tudo vai ficar bem.
Eu espero.
Oooooooooooo
–Chris?
–Sim?
Esmos deitados na cama. Eu estava lendo um livro e ele tocando violão. Minha garganta ardia. Eu tinha que falar. Eu tinha. Eu passei os dedos do pé pelo violão, tentando não encontrar seu olhar. Ele pega meu pé e começa a beija-lo. Gemo. Ele morde meu dedinho.
–Você teria motivos para querer me matar?
–O quê? –Ele parece surpreso, e... nervoso. Solta o meu pé delicadamente na cama.
Eu juntei as peças daquela carta, ou o que eu achava que era o quebra-cabeça pelo menos. Você fez um bom trabalho segunda. Eu quase morri segunda. J. Juno. Mas eu não conseguia acreditar. Chris... Ele não faria isso. Só de imaginar, eu quero sentar.
–Você não é um daqueles que pensa: Se ela não pode ser minha, não vai ser de ninguém.
–Ollie, o que você está dizendo? –Ele se aproxima de mim na cama. –Você acha que eu faria aquilo?
–Nunca.
Ele me abraça. Ele deixou o violão de lado
–Se você morresse, eu morreria junto.
Isso não ajudou.
–E Ollie, eu tenho uma novidade.
Quando ele me dá um selinho esqueço dos problemas.
–E qual é?
–Eu consegui um emprego para você.
Levanto a cabeça.
– Qual? –Digo animada.
–O trabalho de assistente do meu empresário. Parece pouco, mas acredite, você vai ganhar o dobro do que ganhava na revista.
Ele sorri.
–E se algum cliente dele abusar de mim?
–Que tipo de cliente?
–Hum... tipo você.
Dou um sorriso malicioso.
–Não parece que você sem importa.
Dou nos ombros, e rimos juntos. Suspiro. Amo sua risada. Beijo ele delicadamente.
–Obrigada... Eu te amo.
–Eu te amo mais.
Estamos nos beijando de novo, e rapidamente, me vejo por baixo dele e sei o quê vai acontecer. Eu ficaria muito mais feliz se a vida continuasse boa assim. E eu acreditava nisso.
Como eu estava enganada.
Fale com o autor