Como a número um
19 Capítulo 19
Notas iniciais
– O quê ela fez Christopher?
–Quem?
Mando um olhar significativo para ele. Estamos deitados na minha cama assistindo clipes. Estamos abraçados (como amigos) comendo salgadinho com refrigerante.
–Ah eu não quero falar sobre isso. –Ele se afasta um pouco e faz uma cara de nojo.
–Chris, eu sou sua amiga. –Digo apertando meu rosto no seu peito.
–Tudo bem. –Ele olha para mim. –Nós namorávamos há quase 2 anos...
“Foi bem na época que eu e os garotos começamos a fazer sucesso na cidade que ela começou a ficar estranha comigo. Brigava comigo sempre, por nada, e dizia besteiras. Nunca ficava comigo. Então um dia eu a segui...”.
–E? –Pergunto quando ele faz uma pausa.
–E eu peguei ela trepando com um jogados de futebol na árvores que tínhamos dado o primeiro beijo. –Ele diz bravo, e vejo-o vermelho.
–Ah...
–E sabe o quê ela disse? Que ela não queria ficar com um garoto sem talento que acreditava que iria ser famoso.
–Por isso você ficou indeciso quando descobriu que iria virar cantor?
Ele concorda.
–Agora ela vem e fica falando loucuras. –Ele está irritado.
–Você a amava.
Ele não demonstra nada, nem concorda, mas posso ver a resposta nos seus olhos. Suspiro e pego seu rosto com as minhas mãos.
–Christopher, você tem muito talento sim, não duvide disso, ok? – Ele parece assustado com a minha aproximação exagerada. –Canta para mim.
Ele começa a cantar devagar uma parte da nossa música:
“O som dos nossos corações,
Batem juntos como música.
Eu, você e o nosso amor,
Mudando o mundo.”
Sorrio e beijo sua bochecha. Viro-me de volta para a TV e ele me abraça mais forte.
–E o quê você fez ontem?
–O quê?
–Você não foi para uma festa? –Ele pega seu celular onde mostra eu entrando numa boate, e graças, não dá para ver Stephen.
–Ah, sim, para ver que tirava você da cabeça.
Ele parece que vai falar mais, mas o telefone da sala toca. Salva pelo gongo! Falo que já volto e corro para a sala. Pego o telefone rapidamente.
–Alô?
–Srta. Alves? –Pergunto uma voz fina.
–Sim, sou eu.
–Ótimo! Aqui quem fala é Julie Rose. –Diz animada. –Sou diretora da marca Just J.
–Ah meu Deus! Eu amo suas roupas! –Digo, e amava mesmo!
–Obrigada... então eu gostaria de fazer um convite.
–Um convite?
–Sim. Nós estávamos procurando modelos para o serviço, mas vimos algo em você. Seu jeitinho brasileiro. Levando em conta da sua fama como namorada de astro, e claro, você é espetacularmente linda, queríamos te convidar para posar como nossa musa.
Espera! Estou imaginando eu desfilando nas passarelas, e as pessoas gritando o meu nome. Paparazzis, fãs e mais. Seu eu fosse um desenho animado, meus olhos estariam com estrelinhas brilhantes.
–Claro que eu aceito! –Digo feliz.
–Ótimo, esperamos você na nossa empresa hoje às 3h. Vou passar para a minha assistente, ela irá falar os detalhes.
A sua assistente passa o endereço, e o resto. Estou tão animada que a minha letra está horrível. Desligo e começo a pular para todos os lados. Christopher aparece e corro para ele. Pulo em seu colo.
–Nossa, o quê é isso?!
–Adivinha quem vai fazer a próxima campanha da Just J?! –Ele abre a boca, mas não deixo ele falar. -Sim, eu!
–Parabéns Ollie! –Ele beija a minha bochecha.
–Que horas são?
–Quase meio dia.
–Eu tenho que está lá às 3h! –Grito indo me vestir melhor. Nem percebo que o trouxe junto.
–Posso ir? Aí nós almoçamos juntos.
Viro-me assustada. O quê? Almoçar? Claro... Sorrio feito uma boba vendo como ele é lindo. Tão comestível esse seu sorriso...
Claro que eu sabia das câmeras. Assim que saímos do restaurante, já tinha um monte de fãs e paparazzi na porta. Flash! Já havia postado a matéria do:
ELES VOLTARAM?
Voltamos como amigos... Infelizmente. Christopher sabia o caminho da empresa. Ele estava animado! Fomos cantando Karma Butterfly até lá. Bem, eu fui cantando e ele foi meio que gemendo. Eu sei cantar em coreano.
Quando chegamos, eu fui maquiada e tudo mais. Meu cabelo ficou lindo. Christopher ficou sendo paparicado pelas modelos que estavam perto. Claro que eu coloquei meu pezinho no meio. Ele é meu!
No começo eu fiquei meio insegura. E eles sabiam disso. Pois as fotos saiam horríveis! Então Christopher apareceu e falou para colocarem música.
–Ollie, você lembra-se da premiação? –Ele me abraça.
–Sim.
–Você estava feliz, como uma estrela... Imagina que você está brilhando agora mesmo. Então vai brilhar. Espera, você já brilha. –Sorrio. –Vá.
Então tentamos de novo. Fiz o que Chris disse, brilhei. Fiquei me achando, e sim, eu consegui. Eu estava feliz com as câmeras apontadas para mim. Sentia-me bem em fazer poses. E eu não tirava os olhos de Chris, literalmente. Ele estava orgulhoso, acho eu.
Eu subi em cima de um bolo gigante, deitei e tudo. Disseram que amanhã mesmo estaria tudo pronto, e que eu poderia ficar com as roupas!
–Eu estava preocupada se você não conseguisse. No começo, quase morri. –Dizia Julie. Ela é alta e morena. Ela tem um jeito loucão de ser. –Mas depois você soltou, você tem um talento nato. Já pensou em fazer teatro?
–Já, mas... não sei.
–Você precisa de um Christopher, né?
Fico olhando para ela sem entender. Eu ia perguntar o quê ela quis dizer com isso, mas ela não está olhando para mim. Sinto sua respiração no meu pescoço, Chris...
–Estávamos falando de você.
–Estavam?
–Sim. Vocês dois ficam lindos juntos.
Fico envergonhada, e olho para Chris. Ele está olhando para o outro lado, vermelho. Isso me faz rir. Ficamos, é?
–Nossa, tira isso daí! – Grita Julie para sua assistente, uma loirinha baixinha de óculos que acabou de colocar uma roupa azul na caixa de vestidos de Natal, ou algo assim. –Tenho que ir, eles não sabem de nada. Saibam que eu sou TEAM CHRISTIAN!
Ela sai correndo deixando eu e Chris ás só. Rio de Ellie, a assistente, correndo de medo de Julie. Eu descobri tarde que elas são mãe e filha. Até que se parecem um pouco, só um pouco. Ellie veio até pedir autografo ao Chris, ela é mais gentil que as modelos pelo menos, que queriam outra coisa.
–Parece que o nosso ex-romance tem fãs...
–Sim. –Sorrio de lado, e puxo-o para um beijo na bochecha. –Obrigada pela força.
–Hum... –Ele está vermelho. –É isso que hum amigos fazem, né?
–Sim.
Amigos, não curti.
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