Como a número um
1 Capítulo 1
Notas iniciais
O barulho do taxi próximo me faz pular de entusiasmo. A câmera em minha mão quase cai por isso. O taxista me ajuda com as malas. Entro no carro, esperando a partida.
-Primeiro dia em Hollywood! Até o ar é diferente... Como tudo! -Digo em inglês. Para a câmera enquanto o carro da partida. O motorista me encara pelo retrovisor.
-Primeira vez? Boa sorte. -Diz com um sorriso. Aponto a câmera para ele.
-Sim, primeira vez. Estou tão feliz!
-E o que trás a mocinha até aqui? -Pergunta.
Olho pela janela, enquanto passamos pelas ruas cheias de gente tirando foto e se divertindo. Levanto a cabeça, e vejo o grande “Hollywood”. Sorrio e viro-me novamente para o taxista.
-Sonhos...
2 anos depois...
Calma... Calma... Droga! Nem saí do balcão do Starbucks e a bebida já caiu um pouco na minha mão. Olho no relógio. DROGA outra vez. Karen vai querer me matar por atrasar.
Corro para porta. Porque marcaram o ensaio bem hoje que eu tinha que ficar mais tarde no trabalho? Emprestáveis... O lado bom que ainda está claro, e bem quente. Talvez...
Meu Frapuccino,
Na minha blusa,
Por causa de um estanho de capuz.
-NÃOOOO ... -Posso sentir as lágrimas querendo sair. -Digo tentando secar minha blusa.
-Merda... -Murmura o homem ou garoto, e seu capuz cai mostrando um rosto familiar. -Desculpa...
E antes que eu possa dizer qualquer coisa, ouso os gritos de duas garotas atrás de mim.
-Ai Meu Deus! Christopher!- Seus gritos me assustam. As garotas pegam seus celulares rapidamente e miram em nós.
-Merda,merda... -O rapaz pega minha mão, o quê é muito estranho, e me puxa.
Ele começa a correr, e gritar comigo para acompanha-lo. Acontece que não sou boa para corridas com calça jeans... Mas começo a correr com ele, ou melhor, fugir. Não sei do quê. Continuo a ouvir gritos por onde passo. Ele é famoso? Não devo conhecer...
Ele para com tudo, fazendo com que eu bata em suas costas. Ele fala algum palavrão, e me puxa outra vez para dentro de um beco.
Engulo o medo que percorre meu corpo, e digo:
-Qual é o seu problema? -Digo sem querer ser mal-educada, mas é assim que parece.
-Qual é o um problema? Qual é o seu problema? -Ele ainda está de costas para mim. -Por sua culpa o meu plano foi todo para o buraco.
Ele passa a mão no cabelo e se vira. Uau é o que não digo em voz alta. Ele é... lindo. Olhos verdes, um cabelo loiro (estranho), alto e forte. Sim, agora tenho certeza, já o vi em algum lugar. Numa revista talvez...
Mas não pergunto quem ele é.
-Olha, não sei quem é você, ou o que aconteceu... Mas desculpa, tá? E você não foi o único que se ferrou.
Viro-me para sair. Ele pode ser um gato, mas por causa dele estou ainda mais atrasada. Paro na calçada, e vejo que estou ainda mais longe do lugar do encontro.
-Agora estou inda mais atrasada! -Sussurro andando pela calçada. -Tudo por causa daquele besta... -Olho para baixo. Minha regada branca toda transparente por causa da bebida, e to sem sutiã. Porra. Coloco a bolsa na frente, tentando esconder.
-Ei... quer carona? -Ouso a voz do cara atrás de mim.
-O quê?
-Carona?
-E por que eu aceitaria a carona de um estranho mal-educado? -Cruzo os braços e me viro.
-Por quê está atrasada?
-Hum... Você venceu. — Fico emburrada. -Cadê seu carro?
Ele aponta par um carro atrás dele. Uma BMW vermelha. Engasgo, e começo a andar até lá. Entro e espero ele entrar. Digo o lugar do ensaio, e olho para frente.
Ele dá partida, e ficamos em silêncio. Ainda mantenho a bolsa no peito. Vejo-o me encarando. “O QUÊ ESTOU FAZENDO?” é o quê quero gritar.
-Qual seu nome?
Encaro seus olhos claros.
-Por quê?
-É assim que começa um conversa educada, oras!
-Hum... Olívia — Digo revirando os olhos. Ele não está m olhando mais.
-Sou Chris. -Vejo ele dar um pequeno sorriso.
-Não perguntei.
Ele dá uma pequena risadinha e vira a esquina. Observo seu cabelo arrumado, e suas roupas com estilo. Será que é gay? Balanço a cabeça, deve ser...
-Você tem um sotaque legal. De onde é? -Espero uns segundos para responder.
-Não interessa. -Ele não responde, e voltamos a ficar em silêncio.
Começo a encarar a rua pela janela. Estamos chegando. Karen vai me matar mesmo, esse era um dos últimos ensaios antes da apresentação.
-Você sabe que está aparecendo mesmo com a bolsa.
-O QUÊ? -Grito de susto.
-Seus hum... Seios... -Ele fica corado.
-Por sua culpa. -Cruzo os braços, e tento não imagina-lo vendo os meus seios.
Quando vejo, estamos na frente do estúdio. Ele para o carro. Tiro cinto,e estou prestes a sair quando ele puxa minha mão. O quê foi agora?
-Aqui. -Ele me entrega seu casaco. Fico tentando entender isso por uns segundos antes de pegar o casaco.
-Como vou devolver?
-Tenho certeza que vamos nos encontrar futuramente. -Ele sorri.
-Hum... -Fecho a porta e saio. Quando estou quase entrando no prédio, ouso-o gritando.
-Nenhum obrigado?
-Obri... Não!
Grito de volta.
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