Como a número um
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Engraçado, nunca curti ver sobre fofoca na TV, só música mesmo. Mas hoje, estou jogada no sofá, assistindo LIVES OF FAMOUS. Estou comendo pipoca, só de pijama e com o meu gato ao meu lado. E sabe por que tudo isso?
–Babado! Chris e sua recente namorada, Olivia, foram vistos na praia de mãos dadas. E o tão esperado beijo aconteceu! -Diz Hachel Harris feliz. -Vejam o vídeo que uma fã que estava no local do beijo gravou.
Então eu apareço junto de Christopher caminhando. Seu cabelo voado por causa do vento, e os raios solares o deixando tão lindo... O quê?! Até que estou bonita. Então Chris pra, olha para mim. Não apareceu sua esquisita expressão no vídeo. Então eu me aproximo, e dou um selinho nele. E em seguida, ele me puxa. A gente se beija profundamente e o vídeo acaba.
–Os dois não parecem superapaixonados?
Parece, mas não. Não, não estou apaixonada por ele, muito menos ele por mim. Ele me tratou... horrivelmente depois do beijo. Pude ver seu sorriso estranho. Ah, por que ele foi me beijar? Por que aceitei essa palhaçada?
Desligo na cara da Rachel falando sobre a nova música de alguém. Levanto e vou para o meu quarto que está escuro. Meu quarto é legal. Tem uma estante com 500 e poucos livros. Pouco. Ao lado, tem minha mesa de escritório. Do outro lado a porta do meu closet e do banheiro. Minha cama é no centro. Minha sacada. E tem várias coisas pela parede. É...
Jogo-me na casa. São dez e pouco, mas tenho que dormir. Amanhã ainda é quinta. Fecho os olhos e os pensamentos vêm. Eu me apaixonei virtualmente duas vezes, e acabei despedaçada nas duas. Namorei três vezes depois na vida real. Um rolou tudo bem, só não deu certo sabe? A segunda eu fui traída, mas eu não gostava muito dele. A terceira vez foi a melhor. Eu estava completamente apaixonada pelo David. Foi ele que tirou minha virgindade. A gente poderia ter continuado se eu não tivesse vindo para os Estados Unidos. Já o superei, mas sinto sua falta. Sempre o encontro quando vou visitar minha família.
Mas apesar de tudo, não estou preparada para namorar. Principalmente com um famoso! Não, não faz dois anos que não vou para a cama com alguém. Acho que tem três semanas...
Fico pensando nisso te cair no sonho, e penso que era melhor ter ficado acordada...
“Estou correndo. A camisola de seda gruda no meu corpo, e o vento da praia bate no meu rosto. Está frio. No sei onde estou. Só sei que estou no alto, num penhasco, e logo embaixo está à praia. Mas continuo a correr mesmo assim. Meu coração bate com força contra o peito.
Estou assustada, e eu sei que tem algo atrás de mim. Perto mesmo. Ele vai me pegar. Posso ouvir sua respiração forte, mas não tenho coragem de olhar para trás e descobrir quem é. Mas então eu paro.
Estou na beira de um penhasco. Estou quase caindo, e então, buscando muita coragem, viro-me pra trás. Estou temendo da cabeça aos pés descalços. Então algo (alguém) bate contra o meu corpo, e caio. Estou mexendo os braços e as pernas, á toa. Freio, muito mais frio que agora pouco. Grito, grito muito até faltar ar. Grito até minha garganta arder. Grito até a água gelada me encontrar. É como se alguém enfiasse várias facas no meu corpo ao mesmo tempo.
Tento nadar, mas estou sem força. E sem ar. Estou descendo para o fundo do mar. Como uma pedra que eu sempre fui no caminho dos outros.”
Acordo com tudo. Um coração bate descontrolado, minha respiração está rápida. Ataque... Ataque epilético... Penso já que não posso falar. Estou no chão. Tremendo. “Ataque” repito. Estou sem ar, literalmente. Minha garganta queima, meu corpo está se convulsionando. Meu ouvido está zunindo, e minha cabeça gira. Uma pressão em cima da minha cabeça. Capoto no chão ao tentar levantar. Meus ossos fracos. Sem forças, tento procurar o celular e o encontro na mesa ao lado da cama. Preciso de ajuda. Ligo para a primeira pessoa que vejo nos contatos. Minha visão está embaçada, e aparecem vários buracos negros.
–Alô? -Ouso sua voz.
–Chris... eu preciso de ajuda... eu... -Minha voz falha. E o escuro me engole.
Pov Christopher
O quê...
Ouso o telefone ás 3 da manhã, e nem sei da onde tiro forças para levantar e ir até mesa pegar o um celular. Hoje a noite está um pouco gelada, mas estou só de bermuda. Pego meu celular, e não reconheço o número. Mas atendo mesmo assim.
–Alô? -Pergunto sem emoção.
–Chris... -Ouso sua voz fraca e cheia de dor, e me assusto. -Eu preciso de ajuda... eu... — E desliga.
Aconteceu algo com Olivia! Ajo por impulso, corro até meu guarda roupa e pego o meu moletom e tênis, e saio correndo do quarto. Vou para sala, onde pego as chaves e a carteira.
–Aonde vai? -Ouso a voz sonolenta de Ed.
–Ollie. -Digo e saio correndo, deixando-o com os olhos arregalados.
Quando chego ao meu carro já estou todo suado de tanto correr. Dou a partida. Não queria ter a deixado daquele jeito. Mas eu estava tão nervoso. Ela estava lá, aquela vadia estava lá na minha frente. Eu sabia que a gente ia se encontrar por causa de nossas profissões, mas não assim! E usei a Olívia. Fiz ela me beijar.
Não, era o selinho estava bem. Mas então, eu gostei. Gostei do beijo dela, e quis mais. Eu... fiquei tão confuso. E coloquei minha raiva nela. Deixei-a sozinha, e tentei m controlar, mas não deu certo. E agora ela precisa de mim, eu sei disso.
Talvez quando eu tiver mais tempo posso repensar tudo isso, desde que nos conhecemos. Mas agora não. Preciso chegar até ela. Dirijo ao máximo que posso. Só paro quando chego ao prédio dela. Entro, e só vejo o porteiro dormindo. Penso em ir de escada, mas ia demorar mais. Por isso entro correndo no elevador.
Quando chego ao se andar, corro até a porta que lembro ser a certa. Não bato, vou direto abrir a porta. Está trancada. Forço, e então desisto. Vou para trás. Terei que arrombar. Corro em direção a porta várias vezes até que ouso um estrondo e estou num apartamento escuro.
–Olívia?! -Grito, e só parece um gato preto e branco.
Ele me encara como soubesse o que está acontecendo e corre para o corredor. Sigo-o até um quarto. As janelas estão abertas e todo ambiente está gelada por causa disso. Mas nem ligo, só para o corpo que está jogado no chão.
Corro até Ollie. Seu corpo está tremendo sem controle. E sua pele morena de sempre está branca, muito banca. Oh. Seus lábios roxos, ah, os seus lábios... Ela está fria.
–Oh meu Deus, Olívia? -Coloco a mão em seu rosto. -Olívia, está me escutando?
Nada. Fico-a chamando e nada. Canso de esperar e a pego no colo. Ela pesa como nada. Corro para fora e chego ao meu carro rápido. Deixo-a no banco de trás do carro, e vou em direção ao hospital.
Chego correndo, e vou ao balcão, onde uma baixinha está mexendo no computador.
–Eu... Ela... — A moça olha pra mim, arregala os olhos.
–Ela teve uma convulsão?
–Creio que sim. -Digo sem ar de tanto correr.
A mulher vai até o telefone e digita apressadamente. Ela fala algo que não entendo de tanto nervoso. Pouco tempo depois dois homens de branco aparecem com uma maca. Eles a pegam de meus braços e a colocam na maca. Vejo o médico se aproxima dela, e aparece a examinar correndo. Ele é alto, gordo, usa óculos e tem bigode branco como o cabelo.
–O quê aconteceu?
–Eu não sei. Ela ligou para mm, e parecia muito ruim. Fui até a casa dela, e ela estava no chão tremendo. -Digo nervoso e confuso.
–Você é o que dela? -Sua voz é baixa.
–Ér... Namorado.
–E não sabia que ela tinha epilepsia? -Diz me encarando pela primeira vez. Ele se vira para os enfermeiros — Vão.
–Eu... — Não sei o que dizer. -Ela vai ficar bem?
–Depende. -Ele diz antes de me deixar só.
Estou quase morrendo de preocupação...
–Senhor, pode assinar isso aqui? -Diz a mulher empurrando uma folha e uma caneta em minha direção.
Não sei de nada, só que a Olívia deve ficar bem. Se não...
Fale com o autor