Notas iniciais
CAPITULO FORTE >W

–Desse jeito eu vou ficar grávida de 7.

Faz uma semana desde descobrimos que eu não estava grávida. Os rumores estão passando, mas tem gente que acredita que fiz aborto. Christopher está melhor, e eu também. Nós estamos. Na verdade, estamos muito mais que “melhor”. Prova disso é que são apenas nove da manhã, e Chris não me deixou sair da cama. Resultado: Nós dois nus ofegantes.

–Isso não seria ruim.

–Ah seria, e eu não sobreviria ao parto.

–Hum.

Christopher me puxa para seu peito outra vez, e beija a minha testa. Sorrio.

–Lembra do nosso acordo?

–O melhor da minha vida.

–Por causa de Frappuccino de morango. –Digo beijando seu peito.

–Talvez devesse ser nossa bebida.

–Verdade. Mas você poderia ser a bebida. –Digo me levantando.

–Como?

–Assim. –Dou um sorriso malicioso.

Oooooo

Um dia depois; madrugada ::::::::

Estou tendo um sonho louco essa noite. Estou montando em porcos alados. E isso é engraçado. Então ouso um ruído, mas não é nenhum porco. Acordo e viro-me para o lado. A cama está fria, e Christopher sumiu.

Levanto-me correndo e pego o roupão. Não tenho tempo de amarrar direito. Ainda está noite. Corro pelo o quarto, o piso está frio. Encontro Chris tentando colocar a calça, desesperado. Ele está chorando. Ele... não chora. Esse é o meu serviço.

Corro até ele e o abraço. Ele me aperta forte, e sei que o roupão abriu. Ele está tremendo e eu quero que ele pare. Faz eu querer chorar também. Mecho em seus cabeços.

–Christopher, meu amor, o que aconteceu? –Digo tentando manter a pode de calma, mas minha voz saiu desesperada.

–Ele voltou, Ollie. Ele v-voltou. –Chris começa a soluçar.

–Quem? Quem voltou meu amor?

–M-meu pai. Ollie... –O abraço mais forte.

Christopher sempre contou pouco do pai. Tanto que eu achava que ele estava morto. Mas agora, acho que é bem pior que isso. Começo a sussurrar “tudo bem” e secar suas lágrimas com beijos.

–Então...

–Olívia, você queria saber por que eu queria ser pai. –Concordo. –A resposta é meio longa.

Ele se joga no sofá, e sento em seu joelho. Ele me aperta mais contra o corpo, como se eu fosse sua ancora. Mas ele não está me olhando, ele está olhando para o nada. Está remexendo tantas nas lembranças que acho que ele não vai contar mais nada, quando uma voz áspera e fria como uma lâmina sai de sua boca:

–Meu pai nunca estava presente. À noite eu ouvia minha mãe chorando e gritando seu nome. Ele demorava para chegar, e sempre chegava bêbado. Naquela época eu morava numa pequena casa em Anaheim. Ele sempre brigava com a minha mãe, e comigo. –Seu rosto seu contorce em raiva- Ah Ollie... Eu não queria sentir isso, ele era meu pai... Mas eu o odiava. Ele machucava tanto minha mãe.

Christopher respira fundo e fecha os olhos como se tivesse se acalmando. Coloca a mão em seu ombro, um gesto para que continue. E assim acontece.

–Então, quando eu havia acabado de fazer 11 anos, minha mãe apareceu machucada e isso foi a gota d’agua. Eu pirei, entende? E o expulsei de casa, e de tudo. E sabe o quê ele fez? SABE? Ele disse: “Nunca quis essa família mesmo” e foi embora. Simplesmente. –Ele parece tão triste. –O mesmo tempo que eu o odiava, eu o amava. Um filho sempre vai amar o pai, mesmo o odiando. E isso doeu muito. Eu e minha mãe viemos morar aqui em Los Angeles com a minha avó... E você já sabe. Mas sabe, com tudo isso, qual é o meu sonho? Meu sonho sempre foi fazer uma família, uma melhor que a minha, para mostrar que tudo pode mudar tudo pode ser bom mesmo saindo mal. Por isso eu queria ser pai. Meu sonho.

Encaro-o chorando. Christopher é uma daquelas pessoas que escuta mais do que fala. Então isso me tocou muito mais. O abraço mais forte, e beijo-o. Saber seu sonho foi o mais chocante também. Agora eu o entendo mais ainda.

–Sinto muito, meu amor, sinto tanto. –Digo segurando seu rosto. Ele me encara como estivesse tentando me focalizar, e quando me encontra, seu rosto se ilumina, voltando para o que eu acho que é o normal. Sai daquele semblante trágico.

–Ollie, minha mãe me ligou. Ele está em casa. Ele voltou. Eu disse para ele nunca mais voltar. Tenho que acabar com isso de uma vez.

–Entendo.

Saio de seu colo e paro em sua frente e suspiro. Coloco as mãos na cintura, e me esqueço de que o roupão já está aberto. Christopher passeia seus olhos pelo o meu corpo até chegar a meus olhos.

–Eu vou com você.

–É melhor não Ollie. – Ele fecha os olhos. –Você vai ver uma parte de mim ruim.

–Chris... –Pego seu rosto, e seus olhos se abrem. –Somos um pacote fechado. Não me importo com seu lado bom ou ruim, eu sempre vou amar os dois.

Eu beijo seus lábios devagar, e ele me responde.

–Tirando que você já provou que ama meu lado ruim também, agora é minha vez. Minha vez de provar meu amor.

–Eu te amo.

–Eu te amo mais.

Oooooooo

Estamos parados na porta da casa. Christopher parece que vai morrer. Pego sua mão e aperto. Ele se vira para mim. E eu balanço a cabeça, dizendo para ele ir em frente.

Christopher abre a porta e “me arrasta” (estava com saudades disso) para a sala. Ele abre a porta, decidido. Encontramos sua mãe em pé, ainda de camisola, com cara de poucas amigas. Ela nunca faz essa cara. Ela se vira para Christopher e meio que sorri para nós dois.

Aproximamos mais e encontro um homem no sofá. Ele deve ter uns 40 anos, mas está... Conservado. Loiro, de olhos verdes... Ele é igual ao Christopher, mas com 20 anos mais velhos. Não estou brincando.

–O que você faz aqui?

–Filhão!

O pai de Christopher se aproxima e tenta o abraçar, mas Chris o empurra. Ele parece bêbado.

–Responda. Você quer dinheiro? Sua herança acabou?

–Calma, filho. –Ele então nota minha presença. –Ah você deve ser a linda namorada do meu filho.

Ele pega minha mão, e a beija. Puxo-a de volta devagar. Seu beijo foi frio.

–Não fale com ela. –Chris parece uma fera. –O QUÊ VOCÊ QUER? Não vou repetir.

–Não é dinheiro.

O homem que nem lembro o nome suspira na minha frente e abaixa a cabeça.

–Vou viajar para o Japão, daqui alguns dias e vim pedir perdão de tudo que eu lhe fiz. Eu sei que não me perdoará, mas eu queria que aceitasse esse presente. –Christopher o encara como se ele tivesse enfiado uma faca no peito. –Espero que aceite. Era de sua avó, e ela disse para passar para meu filho. É importante.

Ele entrega para Christopher a caixinha, penso que vai recusar, mas Chris aceita e guarda no bolso da calça.

–Agora posso ir.

Christopher encara o chão enquanto o homem começa a ir embora. Mas para e olha para mim.

–Você. –Engulo em seco. –Você será uma boa mulher, na verdade, você já é.

Então sai.

Ficamos todos parados no lugar, repassando o momento.

–Filho, o quê Charles deixou para você? –Sarah pergunta. Esse é o nome do coroa, que também lembra o de Chris.

Chris abre a caixa que deve ser do tamanho da minha mão. Dentro vejo um envelope e mais alguma coisa. Chris pega e o lê com cuidado. Seu rosto se contorce em curiosidade, raiva, dor, amor e felicidade. Em algum momento ele olha para mim e sorri. Ele parece bem. Como se tivesse tirado um peso das costas. E isso me deixa bem. Sorrio.

Ooooooo

Quando chegamos no nosso quarto, estou o beijando e o elogiando. Estamos abraçados vendo o sol nascer na cama. Viro-me para ele.

–O quê havia na carta?

–Desculpas, motivos e... –Ele começa tirar algo do bolso. –Isso.

Vejo um anel em sua mão. É como uma coroa, de ouro. E na base pequenos diamantes. É lindo e gracioso. Perfeito.

–Está na minha família a gerações. –Ele suspira. –Meu pai disse para eu dar para a mulher da minha vida. Para o meu tudo, e para a que fazia o mundo se tornar vazio quando estivesse longe. Minha rainha.

Ele diz na minha orelha.

–Minha amiga, minha vida, minha esposa. –Ele pega minha mão direita quando se aproxima mais de mim. –Você.

Ele a trás para os lábios e a beija. Beija cada dedo, e para no meu anelar. Ele o aperta, e eu sinto como se ele tivesse apertando meu coração. Que bate descontroladamente.

–E isso me fez lembrar que eu quero que todos saibam disso, que eu quero te ter sempre ao meu lado. Sempre. Sempre.

Não aguento mais, e o beijo. Estou tão feliz, que devo estar brilhando mais que um fogo de artificio agora. Chris aceita isso como resposta, e coloca o anel em meu dedo. Marcada para sempre. Marcada, comprometida. Mas eu sempre estive só que agora é oficial.

–Eu te amo.

–Eu te amo, também.

Notas finais
E se eu disser que a fic está acabando :::::::::::::::::::::::::::::::::::::::; será mentira! Tandam! Ainda tem muita coisa vindo gente ^^ O anel é mais ou menos assim http://data3.whicdn.com/images/98337705/large.jpg Obrigada pelos últimos comentários, MAS EU QUERO MAIS REVIEWS, RECOMENDAÇÕES E FAVORITAMENTOS PQ EU AMO VOCÊS