Como a número um
22 Capítulo 22
Notas iniciais
–Eu perdi? –Digo de boca aberta.
–Parece que sim. –Ele sorri maliciosamente. –Tira a roupa.
–Não, era até a roupa de baixo. Pronto. –Tiro a touca.
–Era, disse certo, ERA! Você fez aquele showzinho, além de ainda não ter pedido desculpa... Então.
Encaro seus olhos. Ele vai me perturbar até eu queira me jogar da ponte. Bem, eu só vou ficar nua na sua frente. Mas ele só vai ver algo que nunca irá ter. Claro, adoraria dar o meu corpo para ele, mas isso é algo que ele não quer... O quê eu estou falando?! Não, não, corpo meu e eu não daria nada para ele.
Levanto do chão, ainda encarando-o. Tiro a blusa pela a cabeça, e depois começo abaixar meu short. Sem tirar os olhos dele. Levo as mãos para as costas, e tiro lentamente o meu sutiã. Espero-o cair. Levo a mão a minha calcinha, e abaixo-a devagar. Não tiro os olhos dele nem quando saio de cima da calcinha e abro os braços.
Seus olhos viajam pelo o meu corpo, e ele está mordendo o lábio. Com o dedo, faz para eu dar uma voltinha. Reviro os olhos. Pervertido. Dou uma voltinha. Olho para ele, e ele está sorrindo. AH! MACACO!
–Eu estava enganado. –Ele diz de uma forma sensual, e quase morro. Por que isso? –Você tem bunda, sim.
Olho para o lado. Mereço. Sinto o meu rosto queimando, então olho para ele outra vez. Há! Vejo um travesseiro em cima da sua cueca, e começo a rir.
–Dá para ver que gostou, então. –Aponto.
Ele fica vermelho, e olha para os lados, irritado.
–Corra se não quiser que eu te use para o meu prazer.
Levanto a sobrancelhas, e rio.
–Ui. –Olho para o seu corpo. –E se for para o meu prazer também?
E em um segundo, ele está bem na minha frente.
–Está pensando na probabilidade de um dar prazer ao outro? –Sinto sua mão na minha cintura, e me puxa para mais perto ainda, e sinto sua ereção.
–Talvez. –Toco seu bíceps, e passo a mão pela sua barriga.
–Você é meio safada. –Ele sorri.
–E eu posso ser ainda mais por uma noite.
Sinto sua mão descendo pela minha bunda, e para na minha perna.
–Infelizmente, por hoje não. –Ele sorri.
–Ai, mas estou morrendo de excitação... –Digo com um biquinho. –E você é tão sexy.
–Sabia que estava mentindo.
–Que droga, encenei tão bem. –Empurro-o e pego o meu roupão.
–É, mas tenho certeza que tá excitada mesmo. –Ele começa a se vestir.
–Por você? Nunca.
–Está molhadinha sim.
–Hahaha.
–Risada falsa, amor. –Ele se aproxima, e beija minha bochecha. Ele se vestiu rápido. –Eu gostaria de ficar mais, para um stripper, mas tenho que ir mesmo.
–Hum.
–Mas não fique feliz, ainda vou querer um. Você é gostosa mesmo.
Jogo meu sapato nele e quase passa da janela.
–Ei, cuidado!
–Vai embora logo!
Ele sai correndo rindo, e acabo rindo também.
–Já podemos começar.
–Ok
–Então vamos. –Diz Annie. –Bom dia, Ollie!
–Bom dia.
–É um prazer tê-la aqui.
–Obrigada.
–Então vamos para as perguntas. –Ela aproxima-se mais com o gravador. –Como foi namorar o Chris?
–Foi incrível... Saber como ele é de verdade, por trás de tudo. E posso dizer, ele é demais de qualquer jeito. Sinto muito por não ter dado certo.
–Sente falta dele?
–Como namorado? Um pouco. Mas continuamos amigos, nos vemos todos os dias e conversamos. Ontem mesmo estávamos jogando pôquer. –Digo, e as cenas voltam. Sinto-me vermelha.
–Podemos ver a amizade, até apareceu no clipe! Como foi?
–Bem, eu ajudei o Chris a escrever a música, e a grava-la. Quando estávamos gravando, precisamos de uma voz feminina, e eu era a única no momento, então eu participei. Então no clipe, falaram que eu tinha um papel! Eu esperar como figurante pequena, então SURPRESA! –Digo rindo.
–Falando nisso, como se sente com as pessoas dizendo que se aproximou de Chris pela fama? Os haters?
–Eu... sinto-me mal. Uma mentira. Eu e Chris somos amigos acima de tudo, sempre foi. Antes da fama, ou dinheiro. Se nós namoramos, foi por causa do que sentíamos um por outro, não a fama. Eu posso dizer...
–Ainda gosta dele?
Encaro o gravador. Verdade, pelo menos uma vez.
–Sim, ainda gosto dele.
Engulo em seco. Fiz o que Chris pediu para eu não fazer. Não, eu não fiz de propósito... Eu apenas disse a verdade.
Pov Christopher.
–Não acredito que ela fez isso.
Murmuro entrando no apartamento de Ollie. Ela não tem coração. Por que ficar brincando com os meus sentimentos? Uma hora diz que não sente nada por mim, depois sente, depois não de sente nada de novo... ME DEIXA CONFUSO.
Como ontem, ela ficando nua na minha frente. Ela me olhava como tivesse me provocando. Como se quisesse que eu fosse até ela e a tomasse. Sim, fiquei excitado, admito. E sim, eu queria beija-la todinha assim que me aproximei. E eu teria feito isso, se ela não tivesse brincando. Não iria abusar dela assim... E sabe? Uma parte de mim ainda de mantém a esperança que ela queria mesmo que eu a beijasse.
Então ela vai lá na entrevista, e diz que ainda gosta de mim. Espera aí, ela nunca gostou de mim de verdade e diz isso agora? Sempre foi amizade. Mas ela falou com tanta honestidade.
Minha cabeça está fritando. Entro na cozinha, e vejo o gato metido de Olívia se lavando no canto. Vou até o armário, pego um copo e encho de agua da geladeira. Fecho a porta com tudo. Estou com raiva. Ollie exagerou.
Viro-me e ouso algo caindo no chão. Olho para trás e vejo uma caixinha de remédios aberta e espatifada. Droga. Sento-me no chão e começo a guardar... mas...
Vejo agulhas, e laminas... Lembro-me do corpo de Ollie. Linda, muito linda, mas suas pernas tinha cortes leves e claros em sua pele morena... Tem vários remédios antidepressivos, e calmantes. Veneno. Pego um saquinho com pó branco.
Não... Não pode ser... Olho para cima do armários, e atrás de caixas, vejo garrafas de bebidas e outros... Não posso acreditar.
Ouso a porta da sala se fechando.
–Chris é você? – Vejo os sapatos da Ollie pela sala. Ela jogando a bolsa no sofá, vindo para a cozinha.
Levanto-me.
–Você é viciada em drogas?
Encaro Olívia, com seus olhos arregalados, e vejo-a ficar vermelha de raiva.
–Solta isso.
–Não até você me contar. –Digo indo até ela.
–Não é da sua conta.
–Sua saúde não é da minha conta?
–Não, minha vida de merda não é da sua conta. Nem os problemas e doenças dela.
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