Como Você Ganha A Garota
2 Capítulo 1 – Príncipes Encantados ou Sapos?
Notas iniciais
Capítulo 1 – Príncipes Encantados ou Sapos?
Sabe quando você era uma garotinha e acreditava em contos de fadas? Aquela fantasia de como sua vida seria – o vestidinho branco, o Príncipe Encantado que iria te carregar até o castelo... Você se deitava na cama à noite, fechava os olhos e acreditava piamente em tudo. No Papai Noel, na Fada dos Dentes, no Príncipe Encantado – eles estavam tão perto de você que dava para sentir o gostinho deles. Mas aí você cresce e um dia você abre os olhos e o conto de fadas desaparece. A maioria das pessoas acaba então se dedicando às coisas e às pessoas em que confiam. Mas o lance é que é difícil se desprender totalmente de um conto de fadas porque quase todo mundo tem um tiquinho de fé e esperança que um dia eles vão abrir os olhos e tudo aquilo vai se tornar realidade.
Clarke Griffin teve esse sonho um dia, mas isso foi há muito tempo quando ainda existia uma garotinha loira de cabelos longos e encaracolados com covinhas no rosto quando sorria; agora Clarke é uma mulher. Mulher centrada, objetiva, realista e com os pés no chão, algumas decepções a fizeram entender que homens estão mais para sapos do que para príncipes. Mas agora nesse momento a estudante de medicina estava ocupada demais tentando resolver um problemão que sua melhor amiga Raven tinha a enfiado para devagar sobre de que espécie os homens eram.

Raven segura à mão de Clarke a conduzindo por entre as pessoas que se amontoavam umas em cima das outras, as caixas de som colocadas em alguns postes de concreto embaixo no porão da faculdade estavam sendo testadas, enquanto a frente do círculo que se formava fazia um alvoroço, o lugar cheirava a mofo, suor e sangue, mas ninguém estava incomodado com isso além de Clarke, todos estavam alvoroçados a espera da luta mais esperada do mês, afinal os dois melhores lutadores de todas as faculdades dos arredores iam se enfrentar, e um deles era da faculdade de Arkadia... Bellamy Blake “Rebel Kiong”.
Bellamy Blake. Clarke não o conhecia, mas já tinha o visto e ouvido falar, afinal quem não tinha? O cara era definitivamente o rei da faculdade, lindo, herdeiro de um dos maiores patrimônios de Arkadia, o pai era o maior doador de fundos para as fraternidades, extremamente sedutor, e malditamente sexy.
Rebel King foi o apelido que os amigos deram para seu eu lutador, era como um codinome. Estudava direito, mas era famoso mesmo por ser o campeão das lutas livres ilegais da faculdade, por ser bilionário e por ter qual quer garota que quisesse, diziam as más línguas que não era só às universitárias que caiam na sua lábia, até professoras caíram na sua lista extensa de mulheres que levou para cama.
Todas as garotas o amavam, menos Clarke nesse momento que odiava cada centímetro do seu ser, era por causa dele e dessa luta épica que Raven a arrastou para cometer sua primeira infração e a mais grave de todas. Presenciar uma luta livre ilegal.
— Raven acho que preciso de ar – Clarke grita em cima de todo alvoroço
— Quê? – A morena grita olhando por cima dos ombros a amiga seguindo-a.
Clarke tenta mais uma vez se comunicar, mas o barulho não deixa Raven ouvir, a loira solta à mão dela e se enfia no meio da multidão espremendo e retorcendo seu corpo até chegar aonde o círculo terminava paciência nunca foi seu forte. Respiração melhora não graças ao odor que aquele lugar apresentava, mas pelo menos agora ela não precisava dividir o ar que expirava com dez pessoas amontoadas a sua frente.
No meio do círculo estavam dois garotos um em cima de uma cadeira com um alto falante em mãos, ele era magricela e esquisito e outro ao seu lado com um bolo de dinheiros em mãos esse era mais normal parecia asiático (chutaria também talvez coreano, japonês, chinês...).
— Pessoal... – O som ecoou pelo alto falante e saiu por todas as caixas de som – Pessoal... – O barulho foi diminuindo gradativamente até que só se ouvia barulhinhos aqui e acolá, todos prestavam atenção no garoto magricela – Os últimos minutos para apostas aqui com o meu amigo Monty é agora, então quem ainda não apostou essa é a hora, e quem já apostou, apostem de novo. – O alvoroço se tornou mais ainda agora em cima do coreano que só aumentava seu bolo de dinheiro – E vamos às apresentações dos nossos lutadores... Primeiro o melhor lutador da faculdade de Grounders, invicto em sete lutas, com uma direita poderosa Lincoln “Terra Firme” – Alvoroço se instalou na hora que o moreno, alto e tatuado entrou; Ele estava só com um short jeans surrado, mostrando toda sua musculatura invejável, o homem estava centrado e só interagiu com todos quando já estava em sua posição, levantando os dois braços para cima. As pessoas gritavam, assoviavam, ouviam-se também algumas vaias, mas o que se destacavam eram os gritos agudos e estridentes das universitárias. – Agora, o nosso segundo lutador... Ele é o seu, o meu, o nosso... O melhor lutador de lutas livres da faculdade, o que todos os lutadores temem O Rebel King... Bellamy Blake.
E ele entrou... Cabelos lisos e bagunçados alguns fios colados na testa suada, abdômen e peitoral a amostra como Lincoln ele também estava centrado e foi para seu lugar começando a se aquecer – Os gritos voltaram com força total e mais ainda da ala feminina.
— Cumprimentem-se e que comece a luta. – O Garoto Magricela se dispões ao lado do ringue, seria uma bela luta.
E a luta começou... Os dois lutadores andam em círculos com os punhos para cima protegendo o rosto com eles, os dois homens estão em sincronia parece até que ensaiaram por dias.
Lincoln está com uma postura defensiva e Bellamy começa a atacar. Clarke assiste atenta cada movimento não que ela tivesse gostando pelo contrário achava aquilo ridículo metade dos universitários que estavam ali cursavam medicina, salvariam vidas daqui alguns anos e estavam ali vendo duas pessoas se matando enquanto batiam palmas para aquela palhaçada.
— Que diabos você está fazendo aqui, Clarke? — disse Raven se esforçando para chegar até Clarke, mas sem muito sucesso.
— Estava sem ar lá no meio e não consigo ver nada lá de trás!— gritou em resposta se virando para ver a amiga se esforçando como louca para chegar ate ela.
Quando a loira se virou Lincoln tinha agarrado Bellamy com seus braços grossos e tentava jogá-lo no chão. Quando ele se inclinou para fazer esse movimento, Bellamy deu uma joelhada no rosto de Lincoln. Antes que ele pudesse se recuperar, Bellamy o atacou — repetidas vezes, os punhos cerrados socavam o rosto ensanguentado do adversário.
Antes de Bellamy acertar mais um soco no rosto de Lincoln ele defere seu soco poderoso de direita bem no nariz de Bellamy – E depois várias joelhadas em seu estômago o fazendo cair.
Outro soco é lançado com ele já caído, mas não alcança seu rosto, pois ele chuta seu adversário antes disso o fazendo quase cair no círculo de pessoas, Bellamy se levanta cambaleando e é atacado com outro soco do já recuperado Lincoln que se prepara para lhe acertar outro com sua direita poderosa ao que este se virou. Por um instante, parece que ele tinha desviado foi o que a maioria em primeiro momento pensou, mas ele fez um círculo completo e esmagou com o cotovelo o nariz do adversário.
Gotas de sangue borrifaram no rosto e se espalharam no cardigã amarelo de Clarke. Lincoln caiu no chão de cimento com um som oco, e, por um breve momento, a sala ficou totalmente em silêncio.
O garoto magricela jogou um quadrado de pano vermelho sobre o corpo caído do lutador, e a multidão explodiu. O dinheiro mudou de mãos novamente, e as expressões se dividiam entre orgulhosos e frustrados.
A Universitária é empurrada com todo aquele movimento de gente indo e vindo. Raven gritou seu nome de algum lugar lá atrás, mas ela estava hipnotizada pela trilha vermelha que ia do seu peito até a cintura, não que ela tivesse medo ou nojo afinal ela seria medica, só estava assustada por tamanho animalismo.
Clarke foi empurrada para trás com violência pelas pessoas que corriam para comemorar com o vencedor, e por um momento pensou que encontraria o chão e seria pisoteada, mas novamente foi jogada para frente como uma bolinha de ping pong seu corpo estava sem equilíbrio e bateu em algo duro e quente, mas não era o chão, definitivamente não era o chão, era musculoso e suado demais para ser aquele concreto.
A primeira coisa que os grandes olhos assustados de Clarke viram foi um pesado par de botas pretas que sustentava o corpo que a amparou os olhos dela foram se voltando para cima: jeans manchado de sangue, músculos abdominais bem definidos, um peito ensopado de suor e, finalmente, um par de cálidos olhos castanhos.
O rosto machucado e o sangue que quase secava entorno de seu nariz, tiravam suas dúvidas de quem a segurava era um dos lutadores, o vencedor... Bellamy Blake.
— Ei! Cuidado com ela! — ele franziu a testa, enxotando qualquer um que chegasse perto de Clarke.
— Obrigada, mas eu sei me defender sozinha – A loira se desprende com um pouco de dificuldade do lutador.
— Brave Princess... – Ele se detém em um sorriso enigmático a fitando sem piscar – Eu não duvido disso.
— Não duvide – A loira o encara brava.
— Desculpe por isso, Brave Princess – Ele fixa os olhos no suéter amarelo que tinha manchas vermelhas de sangue agora, depois de ter secado o rosto com uma toalha rapidamente.
O garoto magricela encosta perto dos dois, então da um tapa de leve na nuca de Bellamy.
— Vamos lá Rebel King, todo mundo tá te esperando – E sai em seguida já pulando no meio de uma rodinha que comemorava.
— Uma pena ter manchado seu suéter fica tão bem em você...
Ele some no segundo seguinte no meio das pessoas amontoadas, Clarke é puxada de novo, mas dessa vez seu pulso fica preso na mão que a puxou, era Raven.
— O que aconteceu com você? – A morena tira a amiga do meio da movuca
— Não percebeu? Tomei um banho de sangue
– Isso que dar querer ser a rainha do ringue, o que você queria lá na frente?
— Hey... Foi você que me obrigou a vir nesse pardieiro e assistir essa maldita luta...
— Isso sim, você quase entrar no ringue e tomar um banho de sangue, não!
— Raven, cale a boca e nunca mais me obrigue a vir em uma dessas coisas, se você ainda quiser ser minha amiga...
A loira sai caminhando desviando das pessoas arrastando Raven junto resmungando sobre seu cardigã amarelo novo que agora iria para o lixo, enquanto Raven apenas ria do seu estado de nervos.
***
A fim de ganhar créditos extras, o Sr. Thelonious fez toda classe participar de todas as peças teatrais. Will Jaha era Romeu. E, como o destino assim quis, Clarke era a Julieta… A maioria das meninas ficaram verde de inveja afinal ele era o sonho de consumo do ensino médio, mas ela nem aí. Um certo dia ela falou pra Sr. Thelonious que a Julieta era uma idiota. Porque ela se apaixona por aquele cara que ela sabe que não pode ter… Todo mundo acha isso tão romântico: Romeu e Julieta, amor verdadeiro… Que triste! Se Julieta foi burra o bastante para se apaixonar pelo inimigo, beber uma garrafa de veneno e ir repousar num mausoléu, então ela teve o que merecia.
Talvez Romeu e Julieta estivessem destinados a ficarem juntos, mas só um pouquinho, e então o tempo deles passou. Se eles soubessem disso antes, talvez tudo tivesse terminado bem.
A loirinha de cabelos encaracolados e boca nervosa falou para o Sr. Thelonious que quando ela crescesse, ela controlaria seu próprio destino. Não ia deixar nenhum cara a arrastar com ele. O Sr. Thelonious então disse que ela seria uma sortuda se tivesse esse tipo de paixão com alguém e que, se tivesse, eles ficariam juntos pra sempre. E até hoje, Clarke acredita que na maior parte do tempo, o amor é uma questão de escolhas. É questão de tirar os venenos e as adagas da frente e criar o seu próprio final feliz… Na maior parte do tempo é, mas, às vezes, apesar de todas suas melhores escolhas e intenções… O destino vence de qualquer forma.
Abby mãe de Clarke sempre se perguntou por que a garota sempre fora assim... Seu casamento com o pai dela foi ótimo até último suspiro de seu marido, mas Clarke sempre fora dura quando se tratava de coração, e agora mais ainda.
Os assuntos do coração ficavam em segundo plano, pois tudo o que ela tinha em mente era faculdade de medicina e ficar longe de problemas.
— Mãe... Mãe eu não consigo te escutar, mãe... – Clarke andava apressada pelos corredores da faculdade, tinha combinado de almoçar com Raven e já estava atrasada. – Droga! Caiu – resmungou ao ouvir o bip constante, tirou o aparelho do ouvido e olhou a tela, tentando mais uma vez discar o número de Abby, mas antes mesmo de terminar de discar o número foi atrapalhada por um muro que se instalou a sua frente e a loira não precisava nem confirmar quem era olhando o rosto conseguia identifica-lo pelo pesado par de botas pretas, a mesma da noite anterior.
— Não é fácil te encontrar, Brave Princess. – Ele ficou parado lá bloqueando a passagem da loira que foi obrigada a parar. Franziu o cenho como se tivesse reclamando.
— Primeiro por sua causa eu estava naquela luta ridícula, e por sua causa meu cardigã foi para o lixo... Segundo para de me chamar assim e terceiro... Porque você está me procurando? – Ela estava com quatro pedras nas mãos e ele estava sorrindo.
— Primeiro eu fico feliz em saber que foi por minha causa que você estava na luta... – Ele a imitou, mas diferente dela com um bom humor invejável.
— Não foi isso que eu quis dizer – Clarke interrompe Bellamy antes que ele continue com o showzinho de autoconfiança e nenhuma modéstia.
... Mas o rapaz finge que não ouve e continua – Segundo se você falar seu nome eu não vou precisar te chamar assim, mesmo que eu goste muito e terceiro eu queria te ver de novo.
Clarke revira os olhos – Saia da minha frente, eu estou atrasada.
— Ok. Você não vai falar seu nome não é mesmo? Eu me apresento... – O lutador estendeu a mão para a moça – Eu sou Bellamy, Bellamy Blake – Ele ficou com a mão suspensa.
A loira revirou os olhos mais uma vez – Eu sei quem você é.
— Sabe? – O sorriso de lado dele irritava Clarke
— Não se ache muito... Não é tão difícil adivinhar quem você é quando uma multidão de bêbados gritam seu nome em coro...
Clarke tenta se desviar do lutador, para seguir seu caminho, mas Bellamy faz o mesmo movimento fazendo uma barreira a impedindo novamente.
— O que você quer pra me deixar em paz?– A futura medica cai os ombros cansada daquele momento ridículo.
— Você sair comigo...
— Eu nunca vou sair com você – A resposta convicta veio no segundo seguinte antes mesmo de Bellamy terminar de falar
Clarke desvia novamente dele e dessa vez é rápida o suficiente para sair caminhando pelo corredor, mas mesmo assim não se livra de Bellamy que a acompanha caminhando lado a lado com ela.
— E porque não?
– Porque não sou o tipo de garota com quem você sai, porque você é um babaca – Ela contava nos dedos sem dar atenção ao homem – Porque desde que eu te conheci a única coisa que você fez foi acabar com o meu cardigã preferido jogando sangue de outra pessoa nele, porque não saiu com tipos como você...
Ela não terminou sua contagem de motivos para não sair com Bellamy, foi jogada na parede e presa pelos braços fortes dele que estava de cada lado de seu corpo apoiado na parede.
— E você pode dizer que tipo de cara eu sou? – A intensidade que os olhos dele a fitavam a deixou meio desnorteada, e por um segundo ele pareceu ofendido para Clarke.
– O que você está fazendo? – Ela tenta se desvencilhar dos braços fortes do lutador, mas sem sucesso.
— Me responde...
— O tipo de cara com que eu nunca sairia, o tipo de cara que não me conquista, que não me ganha... O tipo de cara com que eu ficaria quando era uma adolescente imatura e sem noção, não agora que eu sei o que eu quero da vida. – A loira o empurra e sai andando o mais apressada que pode dessa vez Bellamy não a segue, ele nunca tinha levado uma resposta daquela de uma garota, estava um pouco perplexo.
***
Octavia Blake. Linda, inteligente, esperta, rica, determinada, cativamente irônica.
Definitivamente todos esses adjetivos cabiam perfeitamente na herdeira mais nova dos Blake, mas diferente de Bellamy, Octavia odiava sua popularidade só pelo seu sobrenome e por ser a irmã do “Rei” de Arkadia.
Não gostava de ser o centro das atenções, mesmo sendo rodeada o tempo todo por pessoas que não conhecia, e pior ser conhecida por todos da faculdade. Estuda direito assim como Bellamy, os dois fizeram a vontade do pai, mesmo nenhum dos dois querendo isso realmente, Sr.Blake era realmente difícil, e era a coisa que mais unia os irmão Blake também, e nesse momento o motivo de Octavia querer matar Bellamy.
A morena caminhava de um lado para o outro do apartamento luxuoso que compartilhava com o irmão perto da faculdade, é claro que os Blake não precisariam compartilhar um dormitório de faculdade com ninguém.
— Bellamy sou eu... De novo, o papai ligou e está furioso quer falar com você no final de semana, larga a vadia com quem deve estar e vem pra casa agora... – A Blake mais nova joga o celular nervosa no sofá e solta um grito agudo de raiva do irmão.
Antes mesmo de o som ecoar por todo o cômodo a porta é aberta revelando o Blake mais velho descontraidamente entrando em casa.
– Pra quê você tem um telefone, se ele está sempre desligado? – Ela vocifera brava.
— Eu estava na faculdade em aula, diferente de você que não apareceu – O lutador retruca fazendo a garota revirar os olhos, ela sabia que Bellamy podia ser sim muito irresponsável, mas quando se tratava do curso de direito ele levava muito a sério, e levava muito jeito pra aquilo diferente dela que odiava.
– Eu não passei bem, mas esse não é o ponto... A questão é o papai ligou e ele não estava nada feliz e quer conversar com você no final de semana...
— Droga! – A palavra sai mais como um suspiro quando Bellamy se joga no sofá – Você sabe o que eu fiz dessa vez?
– Não – Octavia se joga ao lado do irmão deitando a cabeça em seu ombro – Mas com certeza ele nunca descobriu das lutas ilegais porque se isso tivesse acontecido ele já teria mandado os capangas dele te decapitarem por sujar o nome dos Blake – Ela brinca.
— Nem brinca com isso... E você fica longe disso
— De quê? Das lutas que meu irmão participa? – A morena se levanta para encarar o lutador.
– Octavia, eu estou falando sério, eu soube que você estava na luta conversando com um dos lutadores que participou antes da minha luta, eu não quero mais saber algo assim – Ele era o irmão mais protetor e ciumento do mundo, todos sabiam disso.
– Você pode trazer todas as vadias que quer pra cá, e eu não posso conversar com um cara que eu achei interessante.
– Não, não pode, especialmente com aquele tipo de cara... Esses caras que lutam que tão nesse mesmo mundo que o meu não servem pra você
— Você esta parecendo o papai agora. “Ninguém está a sua altura” – A garota finge uma voz grossa tentando imitar o pai – “Ninguém te merece” “Tem que ser um homem a altura dos Blake” – Bellamy rir da irmã.
– Eu não disse isso, só que esses caras, eu os conheço eles são iguais a mim não prestam, e eu não quero ver minha irmã com um coração partido por causa de um deles... Se isso acontecer eu vou ter que mata-lo.
– Eu te amo, sabia? Mesmo você sendo essa coisa turrona e ciumenta – A Blake mais nova abraça o irmão deitando novamente em seus braços – Bell?
— Hum...
— Quem é a da noite? – Ela se referia à garota que Bellamy traria para o apartamento essa noite – Só pra saber se eu preciso sair daqui... – Bellamy sorrir.
— Por hoje ninguém, tem essa garota e ela... – Ele fez uma pausa como se aquilo fosse difícil de pronunciar – Ela... Ela me dispensou, acredita? – Ele estava indignado e fez Octavia rir, gargalhar para ser mais exata.
— Acredito, eu... Realmente... Acredito – Ela tentava falar entre uma risada e outra – Sempre soube que um dia essa garota apareceria, e sinceramente... Eu já a adoro quero conhecê-la.
— Você vai conhecê-la eu não vou desistir tão fácil dela. E algo me diz que aquela casca dura não vai durar por muito tempo.
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