Como Treinar o seu Dragão Interior
21 Treinando para a luta
Notas iniciais
Já estava passando da meia-noite. Eu não consegui dormir só de imaginar como seria a luta do Soluço com a Jaguadarte, eu sempre pensava em uma luta sangrenta em que aquele demônio sempre estaria disposta a vencer a qualquer custo. Eu não duvidava do Soluço, nem um pouco, mas sempre me preparo para as coisas pela pior hipótese. E a pedra em que tive que dormir, também não ajudou.
No meio dessa insônia, fui para o lado de fora da caverna para tomar ar fresco. Olhei para os outros dragões dormindo, nenhum deles parecia confortável, apenas acostumados, os meus amigos pareciam apenas estarem em um sono bem leve. Lá em Berk, o conforto não passa de uma cama de madeira sem colchão ou qualquer coisa para amortecer, fora as almofadas, mesmo assim, prefiro a madeira que as pedras.
– Prometo que vocês estarão em camas de verdade assim que isso acabar. – Sussurrei para mim mesma, mesmo sabendo que talvez não pudesse cumprir.
Eu teria que estar muito cansada para conseguir descansar direito, então eu decidi dar uma caminhada. No meio da noite, escutei alguns barulhos estranhos. Tá, não tão estranhos. De alguém treinando: o Soluço. Ele estava se erguendo em uma barra improvisada que fez entre duas pedras, ele fez uma mini área de treinamento completa, parece que ele não me viu e continuou os exercícios no chão, umas pausas para respirar e depois, mais treino. Ele é bem esforçado.
– Soluço! – Chamei. O garoto se virou surpreso e ficou corado. – O que está fazendo?
– Treinando para a batalha. – Disse se levantando. — Só não queria que ninguém soubesse.
– Até entendo, mas esse treinamento não adianta nada se você desmaiar de sono no meio da luta. – Brinquei sabendo que tinha razão.
– Eu sei. Apenas queria dizer que fiz o meu melhor.
Soluço se sentou no chão, depois fui sentar perto dele.
– Como assim? – Perguntei interessada em saber mais.
– Quando perdi a luta contra o meu tio, deu aquela impressão que não fiz tudo o que podia.
– Foi tudo de ultima hora, além disso, aquele invejoso trapaceou.
– Tanto faz. Tenho que treinar.
– Vai continuar com isso?
– Vou!
Soluço se levantou, eu vi que ele estava decidido. Como fui derrotada, levantei também.
– Uma hora, e eu vou te ajudar. Paga cinquenta!
– Sim, senhora! – Ele riu e fez o que mandei.
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