Como Treinar o seu Dragão Interior 2

19 Eu só quero proteger você


Notas iniciais
Esse cap é meio Filler, mas eu gosto dele! É um cap reserva porque eu não tive tempo de escrever direito, aproveitem.

Um dia antes...

Stormy tinha ido ver o Eret, como tinha dito. A Nader chegou lá toda empolgada e nervosa. Ao verem-na, Dag e Helga decidiram deixar os dois sozinhos.

Stormy sorriu e se abaixou chegando mais perto, sem perceber que Eret estava muito surpreso, mas não de uma maneira positiva.

— Eret! Você...

O que você veio fazer aqui, criatura?!— Eret a interrompeu com um grito.

— O... Que...? – A voz da Nader falhou.

Você não entende! Você vai estragar tudo! Some daqui!— Mais gritos.

— Mas eu... Eu só queria... – Stormy estava mais chocada do que triste. Lágrimas surgiram em seus olhos sem que ela percebesse.

Não importa! Se ele me achar e souber que estamos juntos, você já era! E se algum dragão passar por aqui, você já era também! Vá embora antes que algo ruim aconteça com você!

— “Algo ruim aconteça”...? “Algo ruim aconteça”? “Algo ruim aconteça”?!— O choque e a tristeza se transformaram em uma raiva borbulhante dentro da dragão. Stormy agarrou Eret pela gola e o puxou com violência para as barras, podendo até mesmo esmagar seu crânio com tanta força. — Você faz alguma ideia do nervoso que eu andei passando esse tempo todo imaginado se você estava bem?! Quantas vezes eu pedi para mim mesma parar de chorar e sair por ai fingindo que estava tudo bem?!— Lágrimas de raiva.— O quanto doía tentar me apaixonar por outras pessoas só pra não sofrer por um homem que nunca veria outra vez?! Achar que tudo o que passamos e o que eu senti seriam apenas isso: lembranças?! Você não sabe o quanto isso dói!— Stormy o arremessou para o fundo, o impacto quase fez a gaiola virar.

Eret quase se deixou sentir mal, mas lembrou do que estava em jogo e manteve o sangue frio.

Ora, eu só estou tentando proteger você!

Me proteger?!— Stormy avançou na gaiola com sua expressão de fera, mostrando que estava prestes a perder o controle. – Olhe para mim, Eret! Eu pareço uma donzela em apuros?!

Nem todos os problemas se resolve a base da força, sabia?!

Eu não ligo! Porque aja o que houver, sempre vou estar lá para te proteger! Não importa onde você se esconda, eu sempre vou achar você!

— Pois eu também! Onde você estiver eu sempre vou te achar e te proteger, nem que isso te magoe! Como agora!

De repente, um silêncio. Ambos deixaram as lágrimas rolarem e pareciam se acalmar. Stormy parecia desesperada, mas se continha.

Eret foi até lá e segurou uma de suas mãos.

— Desculpa... Eu não devia ter gritado...

— Idiota... Eu te odeio...

— Te odeio mais... – Risos.

Mais um silêncio.

— Você não precisa fazer isso sozinho... – Começou novamente Stormy. – Agora temos pessoas para lutar... Temos essa esperança... Podemos fazer a diferença...

— Eu... Não acredito na esperança... – O tom de Eret ficou mais pesado. – Desde que eu era criança, eu não acredito mais...

— Tudo bem... Eu terei fé por nós dois...

Eret conseguiu passar a mão por entre as barras e abraçar Stormy.

— Prometo que vou fazer o possível... Pra proteger você o quanto eu puder... Não deixarei que te peguem de novo...

Stormy se separou um pouco. Os dois se olharam nos olhos e deram um beijo há muito tempo esperado. Quando se separaram, os olhos de Stormy estavam com o aspecto draconiano. Eret olhou fundo naqueles olhos e se sentiu tonto, sua visão ficou meio turva e ele quase desmaiou.

— Eret?! Você...? O que eu...?

— Estou um pouco tonto... – Falou Eret cobrindo os olhos.

— Eu... Vou ver se consigo uma água para você... – Stormy saiu.

A Nader não tinha feito de proposito, foi só um momento de paixão. Ela não queria que aquilo acontecesse daquele jeito... Foi sim, um momento bonito, contudo, não era para ser naquele instante. Stormy sempre imaginou isso depois da guerra, quando eles poderiam ter escolha de se escolherem ou não. Ela queria que Eret tivesse escolha de abandona-la caso as coisas ficassem difíceis, mesmo que doesse. Agora era tarde, os Olhos só tornam a ligação que já existe ainda mais forte, eles estavam conectados até o fim de suas vidas e ambos estariam dispostos a morrer um pelo outro.

Horas mais tarde, com Eret já melhor, foi a vez da Heather ver como ele estava.

— Eret! Levanta, sou eu! – Heather o sacudia de seu cochilo.

— Heather...? Heather! – Eret a abraçou por entre as barras. – Muito obrigado, Thor!

— Ora, pra que isso? Quem te vencia nos treinamentos de batalha mesmo? – Risos.

— Quem se importa? Você ficou durante meses com um bando de dragões e eu não tenho que ficar preocupado? E tem mais: você levou um maior tempão pra me vencer.

— Vitória é vitória. – Risos. – E não precisa se preocupar com eles, são todos tão gentis, mesmo desconfiando de mim.

— O que, eles desconfiam? – Eret se separou nervoso.

— Bem... Sim e não. Acho que é só uma suspeita. Mas mesmo que seja mentira, foram as melhores pessoas que eu já conheci... – Olhos marejados. Punhos serrados.

— Heather... – Eret se lembrou de uma coisa. – Ei! Onde estão os dois guardas?!

— Os nomes deles são Dag e Helga, consegui distrai-los. Melhor eu ir, já devem estar chegando.

— Sim. E Heather... – Eret a segurou antes que se levantasse. – Toma cuidado.

— Ok, eu vou. – Ela sorriu e foi embora.

***

— Meu Drago, trago notícias de... – Agora, no esconderijo do Drago, uma faca cravou no chão entre os pés do homem que trazia notícias para seu chefe.

— Não me interrompa nos meus momentos de lazer. – Disse Drago firo. Seu subordinado havia entrado em um dos momentos preferidos do Drago: sessões de tortura.

— Sinto muito, Meu Drago... – Se conteve ele. -... Mas é importante. Parece que a tropa cen foi capturada pelos habitantes da ilha de Berk e levado até uma ilha desconhecida.

“Desconhecida”? – Drago apertou entre os olhos, sinal de que estava sem paciência. – Você não conseguiu todas as informações e me vem com meias verdades por quê? – Um forte safanão. – Consiga todos os detalhes antes de me chamar! – Drago apontou para a saída olhando com desprezo para o homem no chão que saiu correndo. – E seja breve. – Sorriu sadicamente.

— Muito bem, meu pai! – Aplaudiu Dagur. – Você sempre mostra que manda nessa fortaleza.

— É assim que deve ser, filho. – Sorriu mais amorosamente. – E lembre-se do que eu te ensinei...

— “Melhor ser temido do que ser amado”. – Disseram juntos.

— Você me enche de orgulho, pequeno Dagur, se ao menos sua irmã aprendesse como você. – Drago falou a ultima parte com um leve desgosto.

— Fique calmo, senhor. Enquanto ela for útil, não podemos descarta-la.

O rosto de Drago fechou. Ele caminhou até o filho com a mão levantada para as costas, Dagur foi chegando para trás se protegendo até chegar na parede. E...

— Nisso você tem razão. – Drago se afastou. Dagur respirou aliviado. – Mas ainda é uma pena o meu precioso sangue ser desperdiçado... De qualquer jeito.

Notas finais
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