Pov Bella.

– Você está muito tensa. – ele diz suave, massageando meus ombros de forma suave. Eu tento dar um passo a frente, mas ele faz pressão com as mãos, me mantendo no mesmo lugar e ao notar que eu não tentaria me afastar novamente ele volta a massagear meus ombros. – Você reluta com o inevitável. Vou fazê-la relaxar.

Relaxar???

Eu pisco surpresa em uma perda de palavras... O que ele estava sugerindo?

Eu sabia que deveria me afastar ou simplesmente estar indignada ou mesmo horrorizada com a situação que me encontrava, mas a curiosidade enfim levou o melhor de mim.

– O que tem em mente? – eu pergunto curiosa.

Ele desloca suas mãos de meus ombros e eu me viro para ele... Ele parecia tão calmo e sereno. Era tão surreal.

Ele coloca suas mãos em seus bolsos, sempre me fitando.

– Acredita-se que um orgasmo pode expulsar muito a ansiedade. E ser for bem feito, ele pode diminuir o stress mesmo que temporariamente.

Eu tentei não deixar a cabeça se inclinar para frente. Ele estava sugerindo o que eu acho que ele estava sugerindo? Sem perceber eu abro a boca pasma.

Um sorriso desliza de seus lábios... Um sorriso de auto-satisfação e muito divertido em minha direção.

– Você quer me dar um orgasmo? – eu me vejo perguntando. Eu só posso ter escutado errado.

– Muitos. Se assim o desejar.

Um riso nervoso borbulha no fundo de minha garganta. Ele era real? Talvez eu inda estivesse dormindo... Talvez fosse apenas fruto de minha imaginação.

Talvez eu ainda esteja em Forks em estado ‘Zumbificada’ em cima de minha cama pelo meu recente rompimento com Edward e esteja presa em algum torcido sonho.

Edward... Não eu não queria pensar nele. Eu volto meu olhar ao lindo vampiro a minha frente. Ele me olhava com um lampejo de raiva perpassando seu semblante, mas por algum motivo curioso, eu não sentia medo.

Suspirei. Isso não podia estar acontecendo. Só podia ser um sonho. É isso! Deve ser um sonho... Eu devo ter adormecido na espreguiçadeira ao ler o livro.

Bem, se era um sonho...

Eu mordo meu lábio inferior contemplando o ser a minha frente que me olhava curioso, seu sorriso ido.

Por que não?

– Mostre. – eu sussurro.

E o sorriso voltou. Ele andou até mim, eu me senti pequena diante de seu tamanho, sua presença. Ele colocou uma mão em minha cintura, e eu estremeci com a conexão sobrenatural ali presente.

Ele estendeu o braço indicando a espreguiçadeira a poucos passos. Eu me virei e caminhei até ela, quanto mais próximo eu chegava da espreguiçadeira mais eu me sentia ansiosa. Imagens sensuais deslizavam por entre minha mente... Imagens com ele entre as minhas pernas. Esta noite, amanhã, contra a parede, em cima da mesa antiga que se encontra na sala de jantar da casa de Caroline...

Ao chegar próxima da espreguiçadeira eu não sabia ao certo o que eu deveria fazer. Merda! Nem em meus sonhos, eu posso ser segura, confiante ou mesmo sexy?


Eu sinto suas mãos em minha cintura e seu hálito bater o meu ouvido me fazendo estremecer.

– Sente-se. – ele ordena.

Eu me sento e ele se ajoelha a minha frente, e eu me perguntei se ele iria manter seu terno impecável.

– Deite-se. – ele ordena novamente.

Eu fui me inclinando para trás, olhando seus olhos que me olhava com intensidade.


Logo ele paira sobre mim, porém nenhuma parte de seu corpo toca o meu... Até que sua mão acaricia minha bochecha, o mais suavemente possível e foi se inclinando em minha direção lentamente como se estivesse com medo de me assustar.

Seus lábios tocam os meus com suavidade e vai ganhando intensidade, eu sinto suas mãos apertarem meus cabelos, me puxando contra ele, em uma mensagem muda de que queria mais. Eu deixo escapar um gemido em seus lábios e é tudo que ele precisa para inserir sua língua em minha boca. Minhas mãos avançaram em seu paletó, o puxando mais perto. Meus dedos apertaram seu ombro e com uma das mãos eu deslizo pelo seu pescoço até agarrar uma porção de seus cabelos na base de sua nuca o puxando brevemente.

E foi a vez dele de gemer.

Isso pareceu apenas me incendiar, e eu aumento o ritmo do beijo, puxando ele ainda mais perto.

Os movimentos abruptos, fez com que um calor se espalhasse pela minha região inferior. Eu abro as pernas e acomodá-lo por entre elas, levantando uma perna e envolvendo-o em torno dele... Eu o queria mais perto.

Eu mesmo não percebo que estou sendo erguida e que agora ele se encontra sentado, comigo em seu colo.


Eu sinto suas mãos deslizar pelas minhas costas, me fazendo estremecer de encontro a ele. Suas mãos vagam pelo meu corpo, como se ele não pudesse ter o suficiente de mim.


Ele quebra o beijo e lambe os lábios. Eu respiro profundo e erraticamente, mesmo agora eu posso sentir meus lábios inchados. Ele afaga meus cabelos e segura meu rosto em suas mãos em concha.

– Eu nunca vou deixa-la ir. – ele diz fervorosamente. Medo se infiltra em mim, tal intensidade é suas palavras, mas logo ela é banida ao sentir sua mão descer pelo meu pescoço, quase me fazendo cair com minha cabeça para trás. Seu nome preso na ponta da minha língua.

Suas mãos acariciam meus seios pelo tecido fino do vestido, me fazendo tremer. Meu peito descendo e subindo com minha respiração e expiração pesada nas sensações que ele estava criando.

Eu sentia minha umidade entre as pernas aumentar gradativamente. Ele mal tinha me tocado, mas eu podia ver meu clímax próximo.

Eu lambi meus lábios que se encontravam secos de repente e ele me dá um beijo curto, estendendo os beijos por meu rosto e maxilar.

Uma de suas mãos se encontra firmemente em minhas costas como se assim me desse suporte, enquanto que a outra desliza pela minha coxa, indo de encontro ao meu centro pulsante.

Com movimentos hábeis e ágeis seus dedos deslizam pelo elástico de minha calcinha, deslizando a ponta de seu dedo em minhas dobras muito úmidas.

– Oh! – eu gemo, eu posso sentir seu sorriso de encontro ao meu pescoço.

– Olhe para mim. – ele diz a me ver fechar meus olhos. Eu lambo meus lábios, querendo beija-lo, mas ele restringe meus movimentos segurando meus cabelos à base de minha nuca fazendo uma leve choraminga escapar de meus lábios.

Ele continuou a esfregar seu dedo contra minha feminilidade, fitando-me com seus olhos escurecidos pelo desejo, estudando, analisando cada expressão facial que eu dava.


Eu podia sentir a grande protuberância que estava se formando em suas calças, e por instinto eu me esfrego contra ele, criando mais atrito entre nós. Ele fecha os olhos momentaneamente gemendo baixinho, antes de puxar levemente minha cabeça para trás.

– Pare!

– Por quê? – eu pergunto o mais inocente possível... Um sorriso desliza em meus lábios ao vê-lo aperta seus lábios em uma linha fina, suspirando baixinho. Eu me sentia quase eufórica por ver que era eu a fazê-lo se sentir assim.

Seus olhos novamente se abrem e cravam em meu rosto novamente, um sorriso perverso em seus lábios perfeitos.

Eu sequer tenho tempo para absorver tal sorriso quando sinto seu dedo fazer mais pressão e meus clitóris ficou mais sensível, esfregando mais rápido e inserindo seu dedo médio, esticando-me adequadamente antes de inserir o seu dedo anelar aumentando o ritmo a cada investida. Eu fecho meus olhos ao sentir meu orgasmo chegando e o abro quando ele me ordena a ‘olhar’ para ele a me ver fechando os olhos novamente.

–Mmmm... – Eu respirava arduamente. Ele me olhava com um sorriso jogado em seus lábios e então eu explodi em meu clímax, meu grito sendo sufocado pelos seus lábios.


Pequenos choques ainda sacudiam meu corpo, antes que ele quebrasse o beijo e retirasse seus dedos de meu interior e leva-los a sua boca, lambendo eles limpos.

– Você tem um gosto requintado. – ele diz simplesmente.

Eu apenas olho para ele em choque, me recuperando depressa.

– Isso foi bom. – eu digo.

– Bom. – ele repetiu, como se ele não estivesse satisfeito com o adjetivo. Como se ele não estivesse satisfeito que ‘bom’ era tudo que ele havia me feito sentir.

Eu quase ri. Quase.

Ele acariciava minhas pernas e, em seguida, começou a beijar meus pés, meus joelhos e, em seguida:

– Abra as pernas.

Eu olhei um pouco apreensiva, mas com uma leve pressão em ambos os meus joelhos, minhas pernas se encontravam abertas.

Ele começou a lamber sem preambulo, o que não foi como eu esperava. Eu molhei meus lábios com minha língua, olhando seus movimentos por entre minhas pernas, eu sentia borboletas em meu estomago e uma moleza em minhas pernas.

Ele lambia com precisão e deliberação, tomando seu tempo, como se me saboreasse. As sensações se renovavam com vigor em meu corpo e eu me vi movendo-me contra sua boca de forma despudorada. Eu devia estar totalmente mortificada com os gemidos que escapavam de minha boca, mas eu mesmo não nota-los, presa no redemoinho de sensações que sua boca me dava e em pouco tempo meu corpo era sacudido pelo mais novo orgasmo.


Seus lábios caíram novamente sobre os meus... Eu podia sentir o meu sabor em seus lábios... E então ele voltou a se abaixar beijando minha coxa... Lambendo o comprimento da parte interna da coxa e, quando se tornou repetitivo, passou pela minha mente que ele repetiria o ato, até que sinto suas presas se afundarem, rompendo minha pele...

– Ah! – eu murmurei debilmente. Eu tremia com a sensação dolorosa entorpecida pela minha euforia.

Eu olhei ele se alimentando de meu sangue com uma sensação inebriante.

Eu registro vagamente que a mordida que ele me dava não despertava ou mesmo me fazia sentir quando James havia me mordido... Não havia aquela dor insuportável que me fez desejar a morte para sair da dor excruciante... Era diferente... Era quase desejável.

Então minha perna começou a ficar dormente e eu me puxei de minha onda de êxtase.

– Elijah? – eu puxo seus cabelos para dar ênfase ao meu chamado.

Gemendo, Elijah lambe as duas pequenas perfurações na parte interna de minha coxa e morde a outra. Eu não podia acreditar no fluxo de excitação que fluía através de mim.

Eu afago sua cabeça mesmo quando a dor começa a ser persistente. Eu não podia aguentar mais e volto a repetir seu nome. Eu gemi meio excitada e meio enfraquecida.

Ele se desprendeu de minha coxa, lambendo como ele havia feito anteriormente e beijou meus lábios.

– Foi... Bom? – ele pediu usando meu adjetivo anterior.

– Foi incrível. – eu deixo escapar uma risada baixa.

– Você está bem? – ele pergunta preocupado.

– Sim. – eu disse vagamente com minha visão turva.

– Acho que bebi sangue de mais... – eu escuto ele dizer colocando seu pulso em minha boca. Eu podia sentir sangue em minha boca e tento afastar sua mão, mas ele retém seu pulso firmemente em minha boca. – Você precisa beber, vai ajuda-la se recuperar da perda de sangue... E não, você não está sendo transformada em vampira... Por agora. – ele diz e uma grande sonolência toma meu corpo e eu caio em um sono profundo.

Eu não sei ao certo quanto tempo fiquei dormindo, mas eu certamente não estava em Forks, na casa de Caroline ou mesmo no seu quintal.

Eu olhei em volta em pânico a me ver em um grande quarto finamente mobiliado. Um único pensamento em minha mente. Não tinha sido um sonho.

O que foi que eu fiz?



Notas finais
Espero que tenham gostado. Beijos e até o próximo capítulo.