Como Se Livrar De Um Vampiro Apaixonado.
5 Feitiço de invocação.
Notas iniciais
Ah eu já ia me esquecendo...eu estou baseando como vão notar o ponto em que os Originais estabeleceram moradia em Mystic Falls e Esther (mãe dos Originais) havia dito que desejava sua familia unida novamente, que no caso pelo menos na minha fic, seu desejo de ver a familia unida é verdadeira a parti daí e tudo minha imaginação.
Agora vamos a estória...
Pov Bonnie.
Eu tremia ao esperar do lado de fora da alta casa vitoriana. O frio que eu sentia não condizia com as condições do tempo. O sol brilhava em todo o seu esplendor, mas a sensação que persistia desde há quatro dias só parecia se intensificar a cada momento.
Comecei a bater os pés e esfregar as mãos para afastar a sensação de frio que percorria meu corpo.
Alguma coisa horrível vai acontecer hoje.
Era o que meu sexto sentido dizia.
A porta da frente se abriu, me fazendo recuar um pouco assustada com essa ação súbita. Era só Elena, eu estou começando a ficar paranoica. O que seria normal, visto que minhas ultimas convivências tem sido vampiros, bruxas mortas, híbridos, e o mais agravante de tudo uma família inteira de vampiros Originais que resolveu estabelecer residência na cidade.
Elena me cumprimentou amável e entramos no carro para encontrar Caroline e sua prima no Grill.
– Tá tudo bem Elena? – eu pergunto vendo a agitação de Elena ao volante.
Elena estava preocupada com o fato de a família Original permanecer na cidade, alias todos nós estávamos. Dois Originais em particular. Klaus e Rebekah eram os mais preocupantes. Nós sabíamos que Klaus jamais prejudicaria Elena, afinal ele precisava do sangue dela para fazer seus preciosos híbridos, não que isso fizesse abrandar os nossos medos, pois se podia esperar tudo vindo de Klaus, já Rebekah... A loira psicopata ainda não esquecerá a facada que Elena deu nas costas dela e deixará bem claro que isso teria volta.
– Acha que o feitiço deu certo?
– Eu não sei Elena. Eu fiz como estava escrito. Vamos ter que esperar e ver.
Nos últimos dias eu estava tendo sonhos estranhos com minha avó falecida no qual ela me dizia que havia uma pessoa que poderia direcionar o foco de Klaus e dar sentido a sua existência e que tal pessoa era o que precisávamos para acabar com a busca desenfreada de Klaus...
Eu só queria paz e viver minha vida de forma mais normal possível sem ter um hibrido com sede de sangue e poder em cima dos ombros e posso dizer só de olhar para Elena que ela queria tanto ou mais do que eu.
– E Stefan?
– Ele continua o mesmo. – Ela diz desanimada. – Eu não o reconheço mais. Ele não é mais o Stefan que eu me apaixonei. Eu... – ela terminou com suas palavras se quebrando, segurando o choro certamente para se mostrar forte diante de mim.
Elena sofria por Stefan. Desde que Klaus o fizera desligar suas emoções, ele não era mais o mesmo.
– Vai dar tudo certo, Elena. – eu disse apertando sua mão, tentando lhe dar conforto.
Suspirei, lembrando o que me levava a fazer um feitiço de invocação.
Com o incentivo de Elena e algumas ameaças de Damon eu cheguei ao nome da pessoa que faria tal milagre.
Tatiana Petrovas.
Eu não sabia como ela faria Klaus mudar ou pelo menos deixar os outros em paz, mas que alternativa nós tínhamos? O único problema é que ela estava morta a milhares de anos o que me levou a fazer um feitiço de invocação.
Eu já havia feito feitiços de invocação antes, mas esse foi de longe o mais estranho. Quando finalizei o feitiço uma voz se fez ouvir.
Ela já está a caminho.
E foi isso. Nenhuma explicação.
Eu nem preciso dizer que isso não satisfez Damon, não é mesmo? Elena, no entanto agradeceu minha tentativa e disse que deveríamos esperar e ver o que acontece, se as bruxas do outro lado resolveram nos ajudar, não cabe a nós discutir como isso será feito.
Encontramos Caroline em frente ao Grill, impaciente devido a nossa demora. Revirei os olhos internamente, só Caroline para ficar impaciente com cinco minutos de atraso, sendo que ela era a rainha do atraso. Lembro-me de ficar esperando por ela para ir ao cinema por quase duas horas, tendo que esperar a seção seguinte.
Ah cinema... vai ser bom ter minha vida de volta e poder ficar irritada ou preocupada apenas com a demora de uma amiga, coisas normais...
Caroline começou a falar animadamente sobre a chegada de sua prima enquanto entravamos no Grill divertidas com a animação de Caroline. Não era um bom momento para sua prima chegar a Mystic Falls com tantas coisas acontecendo, no momento Mystic Falls não era o lugar mais seguro ou mais receptivo. Penso de forma sombria.
– Bella, você se lembra da Elena e da... Bella o que houve? Está tão pálida, até parece que viu fantasma. – Diz Caroline preocupada me tirando de meus pensamentos.
A menina a minha frente está bem pálida, como se fosse desfalecer a qualquer minuto. Eu corro para ajudar Caroline que abana a menina com o cardápio que se encontra em cima da mesa, enquanto eu coloco um copo de água em sua mão.
Ao tocar sua mão, eu senti algo poderoso que eu não conseguia classificar ou mesmo entender o que era. Era muito forte e estava misturado com algo sombrio, mas de alguma forma me dava esperança.
Eu olhei a menina atentamente, mas por mais que eu me esforçasse eu não conseguia compreender seu significado.
– Beba devagar. – Eu disse, sem, no entanto me prender as palavras.
Pov Bella.
Por que ele disse aquilo?
Eu me sentia confusa, eu nunca havia me sentido assim com Edward.
De alguma forma, essa simples ação de Elijah me tinha confundido mais do que nunca.
Eu balaço a cabeça de forma a clarear minhas ideias e afugentar as lembranças de seu toque.
Eu vejo a preocupação de Caroline e das duas meninas a minha frente.
– Eu estou bem agora. Acho que não estou acostumada ao calor. – eu minto sem saber por que, mas não consigo dizer a Caroline o que havia se passado, mesmo sabendo que ela iria acreditar. Eu só não consigo fazer as palavras passar pelos meus lábios.
– Tem certeza que é só isso? – Pergunta Bonnie.
– Sim, eu tenho certeza. – eu respondo, sem olhar em seus olhos, temendo que minha mentira fosse obvia.
Eu sabia que não era uma boa mentirosa. Minha mãe dizia que eu era um livro aberto e mesmo Edward que não conseguia ler minha mente conseguia ver através de minhas palavras.
Edward... Não, eu não iria pensar nele.
– Quer ir para casa Bella? Talvez ainda esteja cansada da viagem, afinal você chegou apenas ontem. – diz Caroline.
– Eu acho que é uma boa idéia.
Ao chegar à casa de Caroline eu lhe dei a desculpa de estar cansada e fui para o quarto, deixando Caroline conversando com Elena e Bonnie na sala.
Eu me apoiei contra a porta, suspirando longamente e me encaminhei para a cama. Creio que as últimas emoções drenaram um pouco de mim, pois mal me encostei ao travesseiro eu caio em sono profundo.
Acordei um pouco desorientada e sentei na cama ao ouvir uma batida na porta.
– Entre.
– Oi Bella! Você estava mesmo cansada, dormiu o dia inteiro. – Eu olho surpresa para ela, antes de virar para a janela e constatar que já é noite. E volto meu olhar a ela ao ouvir seu riso. – E então Bela adormecida, que tal sairmos um pouco e ver um pouco da cidade agora que não está tão quente?
Sair? E correr o risco de encontrar ele de novo?
– Eu pensei em ficar em casa e desfazer as malas e... Eu tenho que ligar para Charlie. – eu digo evasiva.
Covarde, minha mente grita.
– Tem certeza? Você poderia fazer isso amanhã. – ela sugeriu com seus olhos brilhando em expectativa.
– Eu...
– É por causa do se ex-namorado, não é mesmo? – ela diz suave se sentando ao meu lado. Pegando em minhas mãos. – Bella ele não merece que você fique em casa chorando por ele.
Ela acha que eu não quero sair por causa de Edward. Pensei de súbito me sentindo culpada. Eu tinha que contar para ela.
– Eu...
– Vamos fazer o seguinte. Eu fiquei de ir buscar a Bonnie lá na casa dela, porque o carro dela está quebrado e enquanto eu vou lá você se arruma para gente sair, que tal? – ela corta minhas palavras rapidamente antecipando uma negativa.
A forma que ela dizia me deixou incapaz de dizer não e eu me vi concordando e mais uma vez eu me vejo incapaz de dizer sobre meu encontro mais cedo com Elijah. Caroline havia me contado todos os seus problemas e eu não queria preocupa-la ainda mais.
Além do mais, provavelmente o que aconteceu foi apenas um engano, não é mesmo?
Minha escolha para sair é um vestidinho leve na cor azul marinho na altura dos joelhos. Eu me olho no espelho. Definitivamente não era uma roupa que eu teria escolhido no passado, mas estava feliz com minha escolha.
Tá faltando alguma coisa... eu acho melhor colocar um colar. Eu não gosto de joias ostensivas, mas sempre tive um fraco por colares, daqueles bem delicados.
Eu escuto a porta se abrir e se fechar atrás de mim.
– Eu estou quase pronta Caroline, só falta... – minhas palavras morrem ao sentir alguém me puxando para trás e minhas costas baterem contra um peito sólido, e bem definido, diga-se de passagem.
– Olá amor. – eu escuto uma voz sussurrar em meu ouvido.
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