Como Se Fosse Real
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Apreciem... rsrs
— Hey, Britt-Britt. Como você está? – ouvi a voz da Santana, adorava quando ela me chamava assim. – Eu acho que deve estar na mesma... – senti a tristeza em sua voz, aquilo me deixou triste também. – Eu trouxe sua história preferida para ler novamente.
Eu queria abrir meus olhos, não entendia por que não conseguia.
— Bem, vou começar. – ouvi um barulho de cadeira sendo arrastada. – Era uma vez três porquinhos, cada um morava em uma casa diferente. Blá, blá, blá... O estúpido lobo mal assoprou as duas casas que caíram. Blá, blá, blá... e os três porquinhos foram morar na casa de tijolos.
Achei engraçado o jeito que ela contou a história, cortando algumas partes. Senti sua mão tocar a minha e ouvi passos.
— Santana, está contando essa história para ela novamente? – era a voz da Rachel.
— Ela gosta. Ela quer ouvir.
— Como você sabe se ela quer ouvir se... – não ouvi mais nada, as duas ficaram em silêncio. – Me desculpe.
— Você está certa. Ela não pode ouvir.
O que? Eu estava ouvindo sim. Comecei a ficar com medo, não conseguia abrir os olhos e não conseguia dizer nada. De repente ouvi um barulho ensurdecedor em meus ouvidos, que repetia a cada batida do meu coração.
— Santana, tem algo de errado com essa coisa.
— O que? Rachel, chame a enfermeira!
Ouvi passos da Rachel correndo, Santana sentou ao meu lado, podia sentir seu cheiro e o calor do seu corpo, mas o barulho não parava.
— Britt, acalme-se. Eu estou aqui e não vou sair.
Sua voz era como um pássaro cantando. Senti ela acariciar meu rosto, meu coração bateu cada vez mais rápido, o barulho parecia não parar mais. Senti um dos meus olhos abrir e uma luz branca permanecer fixa em minha vista, depois foi para o outro olho.
— Ela está bem? – Santana perguntou.
— Está sim. Acho que ela não acorda agora, talvez demore um tempo ainda. – uma mulher respondeu.
— Mas... ela pode me ouvir?
— Tenho certeza que sim.
Não ouvi mais nada, apenas senti a mão da Santana em meu rosto. Minutos depois, ouvi passos entrando no quarto.
— Como ela está? – era a voz da Rachel novamente.
— Está bem. A enfermeira disse que ela pode me ouvir.
— E você já conversou com ela? – Rachel sussurrou.
— Ainda não... Não sei exatamente o que dizer.
— Como não? Diga o que você disse nessas duas semanas.
Como assim, duas semanas? Ainda ontem estava acordada, ao lado da Santana. Fiquei com medo, queria entender aquilo, meu coração começou a acelerar novamente, o barulho ensurdecedor começou.
— Hey! Britt... se acalme. Nada mais vai acontecer. – Santana tentava me acalmar, mas eu não conseguia me acalmar. Segundos depois me senti cansada, como se alguém tivesse me sedado.
Ouvi chiados, parecia ser barulho de chuva, não ouvia nada mais, fiquei com medo de estar sozinha, meu coração bateu rapidamente e senti uma mão tocar a minha, mas não era de Santana.
— Brittany? – era a voz da Rachel. – Não se assuste. Santana foi apenas comprar algo para comer. Depois desses dias, ela não comia nada, tive que obrigá-la.
Rachel era uma boa pessoa, ainda mais quando se tratava dos amigos.
— Sabe, Santana ficou todos esses dias sentada ao seu lado, sem comer, sem dormir... ela realmente te ama e admiro muito isso. Acho que também amo Finn como ela te ama.
Eu já não entendia mais nada, Rachel me amava, como ela ama Finn agora? O que aconteceu?
— Hobbit, pare de azarar minha garota. – ouvi a voz da Santana. Não era possível! Será que voltei ao que era antes?
— Não estava azarando ela, Santana. Estava apenas conversando com ela.
Estava feliz por ouvir as duas brigando novamente.
— Agora saia de perto dela, ou quebrarei sua cara!
— Está bem.
Rachel soltou minha mão, ouvi um barulho de cadeira arrastando, Santana segurou minha mão. Eu queria apertar sua mão, fiz um grande esforço, pensei o máximo que podia.
— Britt, abre os olhos para mim? – ouvi ela dizer.
— Santana, dê um tempo a ela.
— Ela quer abrir os olhos, eu sei...
— Ela deve estar cansada.
De repente senti uma luz forte fixar em meus olhos, fiquei com medo de estar morrendo, meu coração bateu rápido novamente.
— Santana...
— O que foi Rachel?
— A Brittany...
Vi Santana parar seu rosto em minha frente, ela era tão linda, mesmo tendo a expressão de cansada.
— Oh, Brittany... você...
Tentei balbuciar algo, mas da minha boca não saia nada além de ar. Comecei e tossir, minha boca e garganta estavam secas.
— Beba um pouco de água, Britt. – Santana disse, aproximando um copo em minha frente.
Depois de beber a água, olhei em volta, vi Santana com os olhos marejados de lágrimas, em seguida Rachel sentada em uma cadeira, seus olhos também estavam cheios de lágrimas e ela tinha um sorriso gigante.
— Sant... – sussurrei.
— Britt. Descanse um pouco, depois conversamos.
— Eu...
Ela se aproximou mais de mim, sua orelha estava perto de minha boca.
— Quando... foi a... pri...
— Você precisa descansar. – Rachel disse.
— Primeira... vez..
— Primeira vez do que, Britt? – Santana perguntou, tentando entender.
— Nosso beijo... – eu respirava o máximo que podia.
Santana olhou para mim confusa, olhou para Rachel e voltou a olhar para mim.
— Você não lembra? Estávamos na minha cama dormindo, quando acordei, você sorriu para mim e me beijou.
Tentei dar um sorriso, tudo tinha voltado como antes. Santana me deu um leve beijo, lentamente levantei minha mão e acariciei seu rosto.
— Como...
— Britt, agora descanse. Durma um pouco, quando você acordar, eu vou estar aqui.
Fechei meus olhos e dormi.
***
Ao abrir os olhos, não vi ninguém, fiquei desesperada. Comecei a puxar os fios que estavam grudados no meu corpo.
— Sant... Santa... Santana! – no final eu gritei.
De repente vejo uma Santana de calça baixa, colocando sua calcinha saindo do banheiro.
— Você está bem? Eu estou aqui. – ela já colocava a calça.
Achei um pouco engraçado, mas não ri.
— Eu... estou com medo.
— Não fique. Eu não vou sair daqui tão cedo.
Ela beijou minha testa, fechei rapidamente meus olhos, mas os abri e olhei em volta.
— Onde está Rachel?
— Ela foi para casa, já está tarde, ela precisa dormir.
— E você?
— Não vou sair daqui até você sair.
Dei um pequeno sorriso, ela deitou ao meu lado, apoiando sua cabeça em meus seios.
— Sant...
— Fala, querida.
— Como eu vim parar aqui?
Santana olhou para mim, repirou fundo e deitou sua cabeça novamente.
— Você capotou com meu carro. Estava bêbada, depois de uma festa do Puck. Eu disse para você não dirigir bêbada, e você prometeu que não faria isso...
— Me desculpe.
— O importante é que você está bem.
Suspirei e acariciei seus cabelos.
— Então, fiquei duas semanas...
— Eu queria lhe contar isso direito, mas aquela idiota anã foi abrir aquela boca.
— Ela estava preocupada.
— Rachel é uma boca grande.
Dei uma pequena risada, Santana olhou para mim e estranhou.
— Sabe, enquanto eu estava em coma, eu meio que tive um sonho.
— Sonho? Me conte como foi.
Santana se aconchegou mais em mim, lhe dei um beijo na testa e forcei minha memória.
— Começou com uma Rachel vestida de líder de torcida, cercada por garotos, com um pirulito na boca e era minha namorada... – comecei.
FIM
Notas finais
Eu achei um pouco sem graça...
Deem uma olhada na outra que fiz: http://fanfiction.com.br/historia/419369/New_York_City/
E obrigada para quem acompanhou, mesmo se não comentou.
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