Como Se Fosse Real
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Assim que acordei, percebi que estava dormindo no sofá, a casa estava limpa, fiz isso na noite anterior, antes de dormir. Rachel apareceu na porta do quarto com os cabelos bagunçados, uma careta no rosto e as mãos nos olhos.
– Bom dia, beijoqueira. – eu disse sorrindo.
– O que? – Rachel estava confusa, provavelmente não se lembrava da noite anterior. – Onde está todo mundo?
– Provavelmente deitados em suas camas dormindo.
– E aquela latina idiota? – Rachel se sentou ao meu lado.
– SANTANA, foi para casa também.
– Que seja. – ela olhou em volta, se apoiou em meu ombro e se aconchegou. – Você limpou tudo?
– Sim. Sabia que você não iria acordar em bom estado.
– Obrigada Britt.
Rachel ia me beijar, mas me afastei lentamente, ela se levantou, caminhou até a porta do banheiro e se virou para mim.
– Você realmente acha que vai conquistar ela?
– “Ela” seria a Santana?
– Você entendeu.
– Espero que sim.
– Quer saber? Sei que não vou conseguir nada com você. Eu te amo demais, por isso vou lhe ajudar.
– O que? – me levantei.
– Eu vou a lhe ajudar a conquistar a latinha vadia.
– Rachel, você está se sentindo bem? – perguntei, tocando em sua testa.
– Hahaha... muito engraçada. – ela disse, sarcástica.
– Sério. Não está aprontando?
– Britt, eu te amo. Se for para lhe ver feliz com outra, eu ajudarei.
Rachel terminou a conversa entrando no banheiro, me sentei no sofá novamente e ouvi meu celular tocando, era uma mensagem.
“A proposta para ir ao parque ainda está de pé? – Santana”
Fiquei feliz, mordi meu lábio e olhei para o celular.
“Está sim. – Brittany”
Rapidamente o celular tocou novamente.
“Quer ir agora? O dia está lindo. =) – Santana”
“Claro. – Brittany”
Me levantei, me aproximei da porta do banheiro e bati.
– Rachel, estou indo. – gritei.
– Já?
– Sim, eu... preciso tomar um banho.
– Tome banho aqui.
– Mas eu preciso de uma roupa limpa. Te vejo depois.
– Está bem.
Fui rapidamente em casa, tomei um rápido banho e coloquei uma roupa limpa, uma calça jeans clara, uma regata rosa e tênis branco, prendi meus cabelos em um rabo de cavalo e passei pouca maquiagem, apenas para disfarçar minha expressão de cansada. Quando estava pronta, peguei meu celular.
“Onde nos encontramos? – Brittany”
“Eu passo na sua casa. – Santana”
“Já estou pronta. – Brittany”
“Estou indo. – Santana”
Minutos depois, ouvi uma buzina em frente a minha casa, corri até a porta, abri-a e sai. Ao entrar no carro da Santana, sorri e ela fez o mesmo.
– Pronta?
– Sim. – respondi, colocando o cinto de segurança.
Santana estava linda, usava um vestido vermelho um pouco largo e uma sapatilha preta, seus cabelos estavam soltos, o que a deixava mais linda. No caminho, Santana ligou o rádio, eu queria olhar para ela, mas não queria assustá-la, então fiquei olhando pela janela.
Chest to chest
Nose to nose
Palm to palm
We were always just that close…
Santana cantou junto com a música que tocava, olhei para ela, estava linda prestando atenção na estrada.
Wrist to wrist
Toe to toe
Lips that felt just like inside of a rose…
Santana olhou para mim rapidamente, percebeu que eu olhava para ela.
– O que foi?
– Nada.
– Pode dizer. Se eu estiver cantando mal, eu paro.
– Não. Você canta muito bem.
– Mesmo?
– Sim. Nunca lhe disseram isso?
– Sim, mas foi minha prima. Achei que ela estava mentindo.
Olhei para seus lábios carnudos cantarolando a música, ela sorriu, parou o carro e olhou para mim.
– Chegamos.
Na fila da montanha russa, Santana viu uma barraquinha que vendia algodão doce, um sorriso brotou em seu rosto, em seguida olhou para mim.
– Vou comprar um algodão doce. Você quer?
– Não, obrigada.
Ela foi rapidamente, quando voltou, era nossa vez. Nos sentamos e nos prendemos, Santana começou a comer seu algodão doce azul. Quando o carrinho começou a subir pelo looping, Santana segurou o ferro de proteção com uma mão, em seguida, assim que ele começou a descer e andar mais rápido, vi seu algodão doce voar como uma pena, ela olhou para mim, parecia ter ficado triste. Quando ficamos de cabeça par baixo, senti a mão da Santana tocar a minha e apertar o máximo que podia.
***
– Isso é injustiça. – Santana choramingava depois que saímos da montanha russa.
– Não precisa ficar assim, é só comprar outro algodão doce.
– Não quero outro, quero aquele que voou.
Dei uma pequena risada, Santana se comportava como uma menina mimada. Peguei um dinheiro em meu bolso traseiro, lhe entreguei e sorri.
– Pegue esse dinheiro, compre um saco de pipoca e pare de choramingar.
– Brittany, não precisa fazer isso. – ela disse rejeitando o dinheiro.
– Eu quero. Aceite.
Ela pegou o dinheiro, um pouco envergonhada, caminhou até a barraquinha e voltou com um saco de pipocas. Entramos na fila da roda gigante, nos sentamos e, quando estávamos no alto, a roda gigante parou. Santana ficou entediada, comia a pipoca forçadamente, sorri e peguei o saco de sua mão.
– Olhe o que eu gostava de fazer quando era criança.
Peguei uma pipoca e a joguei, acertou a cabeça de um homem, que ficou olhando em volta, procurando quem tinha o acertado. Santana e eu começamos a rir.
– Isso é genial, Britt!
Meu rosto corou, abaixei minha cabeça e sorri, ela não percebeu, apenas pegou uma pipoca e jogou na cabeça de alguém. Ao descermos, joguei o papel no lixo, nós fomos aos outros brinquedos e, no final da tarde, nos sentamos em um banco ali perto.
– Gostou? – perguntei.
– Sim, muito.
– Já fomos em todos os brinquedos?
Santana ficou pensativa.
– Agora que lembrei, ainda não fomos no carrossel.
– Quer ir agora?
– Sim.
Santana montou em um elefante e eu em um cavalo, estávamos uma ao lado da outra. Quando o carrossel parou, todos saíram, olhei para Santana, ela parecia gostar do carrossel. Saímos do brinquedo, ela abaixou a cabeça e deu um pequeno sorriso.
– Quero ir de novo. Vem comigo? – eu perguntei.
Santana apenas me respondeu com um grande sorriso. Ficamos muito tempo indo ao carrossel. Quando nos enjoamos, entramos no carro da Santana e ela me levou em casa.
***
– Obrigada pela carona. – eu disse, abrindo a porta do carro.
– Britt. – ela segurou minha mão. – Obrigada.
– Pelo que?
– Por me levar ao parque, por me dar dinheiro para comprar pipoca mesmo sabendo que eu tinha dinheiro, por jogar pipoca na cabeça daquele homem para não me ver entediada, por ficar comigo no carrossel o tempo todo, mesmo já tendo enjoado na terceira vez...
– Que isso, Sant. Eu só...
– Você é especial, Britt. Sei que faria isso com qualquer um.
Meu rosto ficou corado, ela sorriu e soltou minha mão.
– Obrigada por ter me convidado para ir à festa ontem e por ter passado o dia comigo hoje.
– Eu só estou tentando te conquistar. – desabafei, sem perceber.
– Eu sei disso. Por isso aceitei. Quero que você tente.
Santana sorriu para mim, eu sai do carro e a vi indo embora.
Notas finais
Aceito sugestões de lugares para elas irem. =p
Se tiverem críticas, fiquem à vontade, também aceito.
Fic tá crescendo...
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