Como Se Fosse A Primeira Vez - Ian E Peg
1 1 - Traída
Notas iniciais
Fazia algumas semanas desde que eu e Ian estávamos dividindo o quarto. Nos primeiros dias, eu me encolhia na cama, o mais distante possível dele, não por repulsa, eu apenas não estava pronta para o novo tipo de fogo que me invadia. No inicio ele não se importava, ainda estava acostumado a se esparramar pelo colchão, mais depois de duas semana percebi que ele havia começado a sentir a rejeição. Eu me sentia péssima, mas ainda não estava pronta. Ainda não.
Continuei a fazer os serviços a mim destinados. Antes da noite de chegar, eu e Ian éramos desgrudáveis. Sempre que o nosso serviço era o mesmo, passávamos de mãos dadas, mesmo que isso dificultasse e o fizesse demorar mais um pouco. Quando meus dedos não estavam entrelaçados com o dele, eu me sentia incompleta. Ele sabia disso, pois quando voltava de um serviço sem mim, sempre tinha uma expressão de tristeza, ela não durava muito, pois quando ele me via, ele se iluminava.
Melanie e eu, continuamos a cultivar a nossa amizade psicológica, agora ela era real. Sempre sentávamos em grupo. Eu e Ian, ela e Jared, e é claro Jamie, ele não podia ficar longe de nenhuma de nós duas.
–Então Peg, como está sendo sua nova realidade? Sentindo minha falta ai dentro? — Melanie falou cutucando delicadamente minha cabeça. Todos na mesa riram, assim como eu.
–É claro que sim Mel, é muito triste não ter uma pessoa extremamente violenta dentro da sua cabeça. — Mel fez biquinho mas riu, ela sabia o quanto sentia sua falta, mas estava bem melhor sem ela lá dentro. Depois do almoço, todos voltarão as suas atividades, eu continuei na cozinha, fazendo o pão. Antes de eu perceber, todos já tinham voltado para a cozinha. Eu servi a refeição a todos, depois servi a minha e me sentei com os meus de sempre. Ian me puxou para si, beijando a minha testa, ás vezes ele me fazia sentir como se eu tivesse apenas uma criança. Depois do jantar, contei algumas histórias e respondi as perguntas da Mel sobre o Planeta do Fogo. Aos poucos as pessoas foram se dispersando. Ian pegou minha mãe, me levando na direção de nosso quarto. Eu estava cansada, um pouco mais cansada hoje talvez. Eu tirei os sapatos e a camiseta, enquanto observava Ian tirar sua camisa desbotada. Ele deitou ao meu lado, com um sorriso largo no rosto.
–O que foi? -Eu falei sorrindo também. Ele pegou meu rosto entre suas mãos, me beijando delicadamente. Eu senti que o meu corpo, que parecia ser um vulcão, estava quase entrando em erupção.
–Se você quiser, não precisa dormir tão afastada hoje. Eu não me importe de dormir com você... em meus braços. -Eu percebi que ele hesitou, com medo de estar sendo rude. É claro que ele não estava, eu já havia dormido em seus braços antes, mas eu tenho certeza de que não é nesse sentido que ele está falando. Ele voltou a me beijar, enquanto eu tomava a decisão. Meu coração já o pertencia, porque meu corpo também não seguiria esse destino? Ele parou de me beijar para olhar em meus olhos.
–Eu quero o que você quiser.
–Ah, pare com isso Peg. A sua vontade é o que me importa. — Ele se afastou de mim bruscamente. Eu sabia o quanto a minha indecisão o magoava, ele não gostava quando alguém respondia por mim, mesmo que esse alguém fosse ele. Ele virou as costas para mim e fingiu que dormia. Eu estava confusa, se aquilo era o que ele queria por que então ele desistira. Porque você tem que querer também sua idiota, eu me sobressaltei, o que fez ele levantar a cabeça, só um pouco, mas logo voltou a sua atuação. Me acalmei que a voz que escutara era a minha, A voz da razão, como os humanos a chamavam. Eu suspirei e me arrastei até Ian, subindo em seus quadris, eu sentir ele tremer. Deslizei até que fiquei a alguns dedos abaixo de seus olhos. Estava com medo, de eu achar que ele queria sexo, e se não fosse isso? E se ele ficasse indignado ao saber que eu queria? Eu só saberia se tentasse, então escondi minha cabeça em seu peito nu enquanto sussurrava. Eu vira essa frase num programa de TV uma vez, era para maiores de dezoito anos, e era feito por almas, para almas, não era muito autêntico, mas talvez me poupasse palavras.
–Ian O'Shea, me faça sua. — Eu senti um impulso de rir, mas me controlei, eu estava sendo patética, e eu sabia disso. Porém senti corpo de Ian ficar tenso e depois relaxar com um silvo baixo vindo de seus lábios. Ergui a cabeça para entrar seus olhos e vi o seu mais perfeito sorriso me esperando. Senti meus olhos marejados quando encontrei seus olhos, havia amor, felicidade, e desejo. Ele me puxou contra o seu corpo, e me beijou meu pescoço. Eu senti um arrepio, porém ele não percebeu, continuo beijando meus ombros, até que senti seu hálito em minha pele, perto do meu sutiã vermelho. Era uma peça que eu havia adquirido em uma de nossas incursões. Ele mordeu a alça do mesmo, eu compreendi o que ele queria que eu fizesse, antes dele fazer. Desabotoei a peça, jogando-a para longe, ele me me deixou com delicadeza na cama, eu o observava sorrindo, aquilo era realmente muito bom para ser real. Ele apagou a luz, e eu senti que ele voltava para a cama. Eu continuo me beijando, agora meus seios, percebi que ele hesitou.
–Hmm, Peg?
–Sim? — Minha resposta foi um gemido, ele riu.
–Eu sei que você nunca fez isso, então gostaria de saber se você tem alguma observação. -Ele estava sendo um cavalheiro, como sempre. Mas o que me chamou minha atenção foi ele falar que eu nunca tinha feito isso, e ele já fizera?
–E você já fez isso Ian? -Me levantei cobrindo meus seios, eu não deveria ficar com raiva, eu não tinha esse direito, mas agora ele me pertencia. Era Meu Ian, eu tinha que saber, não tinha? Ele pigarreou, percebendo que o clima havia mudado. Procurei por meu sutiã, e praguejei quando percebi o quanto estava distante.
–É claro que sim Peg. — Ele tentou parecer despreocupado, e isso me fez gemer, não de prazer, mais de dor. Levantei da cama, tateando, á procura de uma camisa, achei a dele, e vesti sem me incomodar.
–Você poderia ter me deixado a par disso, não é mesmo? -Eu só havia sentido ciúme dele umas poucas vezes, e nunca tinha sido nada demais. -Quem foi a felizarda?
–Ninguém que você conheça, foi antes da guerra começar. -Aquilo me fez pular, antes da guerra começar, ele era muito jovem, não era? Eu fiquei em silêncio, em capaz de falar, eu estava realmente surpresa, nunca imaginei Ian com outra mulher, a não ser a Mel, que ainda era eu. -Não foi nada, foram apenas duas ou três vezes, não foi ninguém especial Peg, acredite em mim. -Ele se aproximou de mim, e eu recuei. Ele já fora de outras então, eu não era a primeira. Aquele pensamente me fez deixar alguns lágrimas cairem. Ele percebeu, como sempre.
–Eu não... não estou pronta, ainda. -Minha voz saiu embargada, eu escondi o rosto no travesseiro e chorei em silêncio. Eu bufou e deitou ao meu lado, em menos de alguns minutos, ele estava dormindo.
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