POV BELLA

Dias se passaram desde aquela noite e Damon e eu nos aproximamos muito, virávamos a noite nos olhando pela janela (felizmente nossas janelas davam uma de frente para a outra) e falando pelo celular, fazíamos teorias malucas sobre o motivo da briga dos nossos pais e Damon me mostrou os lugares mais loucos da cidade.
Nunca falamos sobre o beijo acidental.
— to com fome!- Damon resmungou
— Damon nos chegamos faz 10 minutos e você já reclamou que tá com fome, que ta com sono, sede, por favor se concentra!- falei. Estávamos na biblioteca fazendo a lição de história, Damon tinha um pouco de dificuldade em história e eu resolvi ajuda-lo já que ele me ajudava em matemática.
— mas...
— DAMON!- Gritei, fazendo as pessoas perto de onde estávamos sentados olharem feio pra mim.
— Desculpa!- ele sussurrou quando olhei feio pra ele
— ta bom! Vamos fazer uma pausa, também estou com fome!
Guardamos nossos livros e saímos da biblioteca, que ficava a algumas quadras da escola.
Fomos até uma sorveteria e compramos sorvetes de chocolate, fomos para a praça e nos sentamos nos balanços vazios.
— sabe, andar com uma nerd como você está acabando com minha reputação- Damon falou
— reputação?- ri debochadamente- que reputação?
— hey, eu sou muito popular!
— ah, claro muito popular!-continuei a rir e sem querer derrubei o sorvete na minha roupa o que fez Damon rir muito.
— viu só, isso é o que acontece quando se ri do deus da popularidade!- Damon falou sério e voltou a rir
— você é tão idiota!- virei as costas e sai andando, eu não estava brava de verdade, mas queria que ele pensasse que sim.
— hey, espera!-Damon me alcançou e me puxou, fazendo com que eu ficasse de frente pra ele- eu só estava brincando!
O encarei com a melhor cara de brava que eu poderia ter feito e depois comecei a rir.
— você tinha que ver sua cara!
— sua...
— linda?- chutei
Ele balançou a cabeça e começou a rir, uma senhora passou por nós e murmurou "jovens drogados" e isso fez com que rissemos mais.
Damon se sentou em um banco ainda rindo e eu não pude deixar de notar o quanto ele ficava bonito rindo.

(...)


— até mais, garota!- Damon bagunçou meu cabelo e foi pra sua casa, entrei e, casa e subi pro meu quarto e já ia tirar a blusa suja quando ouvi uma voz.
— se divertindo muito com seu amiguinho?
Me virei e me deparei com meu pai olhando pela janela do meu quarto.
— pai!- falei espantada- o que faz aqui?
— não mude de assunto, eu vi vocês conversando e Rosa me contou que ela já te trouxe pra casa outro dia!- meu pai estava vermelho e ia se aproximando de mim aos poucos, confesso que senti um pouco de medo.
— e qual o problema nisso?- desafiei- não vou negar, Damon é meu amigo!
— ele é um Salvatore!- meu pai gritou
— e dai?- gritei também- você e sua briguinha ridícula com um vizinho fez co que minha mãe me afastasse de você, isso não vai me separar do meu melhor amigo!
Ele levantou a mão e por um momento eu pensei que ele iria me bater, mas ele apenas abriu a porta do quarto.
— veremos!- meu pai falou e pegou a chave do quarto, ele saiu e fechou a porta, eu sabia que estava trancada.
Assim que ele saiu liguei pra Damon que logo atendeu.
— já sentindo minha fala?- Damon falou assim que atendeu
— Damon...- sussurrei, eu não sabia o que dizer
— o que foi?- andei até a janela, Damon me olhava do outro lado da rua, de sua janela
— apenas... me tira daqui, por favor!
— espera, me conta o que esta acontecendo!
Eu queria chorar, era isso que estava acontecendo, eu queria ir embora da cidade, ainda sonhava que minha mãe aparecesse na porta e dissesse que tudo foi um mal entendido e que me levasse de volta pra casa, mas por outro lado, se isso acontecesse eu deixaria Damon e eu não sei porque, mas só de pensar nisso dói.
— me tira daqui!- repeti- eu... preciso de você!