Notas iniciais
Só tenho desculpas a pedir pela demora. Mas perdi as contas de quantas vezes escrevi esse capítulo, e nenhum ficava como eu queria.
Finalmente, nesta noite gelada, consegui escrever exatamente o que eu queria. Ficou perfeito, como eu imaginava.
Espero mesmo que gostem!
Boa leitura.

Catherine chegou assustada ao hospital. A cada passo que dava, seu coração acelerava mais e mais. Chegando a recepção, encontrou Grissom.

_Gil! O que houve? Me pareceu muito assustado ao telefone.

_Bem...preciso que...fique calma.

_Não me mande ficar calma! Conte-me logo, o que houve?

_Sara...ela...sofreu um acidente e corre risco de vida!

_Como é?! Eu ouvi direito?

_Temo que sim, Cath.

A loira ficou paralisada, como se nada fizesse sentido. As palavras de Grissom em sua mente. “Ela sofreu um acidente... corre risco de vida”. Era inevitável não sentir-se culpada. Afinal, fora culpa de Catherine. Ela tinha magoado Sara, e muito, mesmo sem perceber.

Seu estomago estava embrulhado, sua cabeça parecia martelar. Grissom se assustou, pois a amiga estava pálida.

_Cath, você está bem?

_Eu...estou...

Ela não conseguiu nem mesmo terminar a frase. Desfaleceu, e Grissom conseguiu apenas amenizar a queda.

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A luz branca era forte, e causava dor em seus olhos. Olhou em volta, e reparou que estava em um quarto de hospital. Levantou rapidamente, mas obrigou-se a sentar novamente, pois sentiu-se tonta.

_Calma Cath. Estou aqui querida.

Catherine virou-se e viu Warrick, ali, sorrindo para ela e vindo em sua direção.

_Warrick, cadê... cadê a Sara?

_Se acalme – ele disse abraçando-a – vai ficar tudo bem. Sara já passou por uma cirurgia e agora esta na UTI. Infelizmente não podemos fazer nada. Apenas, aguardar.

_Foi tudo minha culpa!

_Do que está falando Cath? Foi um acidente!

_Mas a culpa foi minha, eu a magoei, a fiz chorar, e não consegui a impedir de pegar o carro. Foi tudo minha culpa. Tudo!

_Me desculpe Cath, mas acho que ainda não entendi.

Ela soltou-se do abraço e fitou os olhos de Warrick.

_Ela me ama! E eu a magoei, profundamente!

Silêncio. Silêncio. Silêncio.

Foi tudo o que restou na sala. Uma lágrima solitária escorreu pelo rosto de Catherine, encontrando abrigo no frio chão de mármore.

3 MESES DEPOIS...

Mais um vaso de flores posto ao lado da cama. Tulipas vermelhas dessa vez. Uma olhada rápida, um suspiro, um beijo e um adeus. Era exatamente isso que Catherine fazia todos os dias, nos últimos três meses.

Sara de manteve estável, sem nenhum sinal de melhora. Isso incomodava um pouco Catherine, mas ao menos, ela estava viva.

Trabalhar tornara-se um sacrifício, mas sempre que chegava o fim do turno, um sorriso fosco se abria no rosto da loira, pois ela sabia que iria visitar Sara.

As horas passavam lentamente, os dias se arrastavam. Catherine esperava ansiosamente pelo dia em que receberia a noticia de que Sara estava bem, e que desejava vê-la.

Mal sabia ela, que este dia nunca chegaria...

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Catherine tinha terminado um relatório, e estava levando-o para Grissom. Bateu na porta e entrou.

_Com licença Gil. Terminei o re...você esta chorando?

Ela o fitou, e seu rosto estava muito vermelho.

_Grissom?! O que houve?!

_Acabaram de me ligar...do hospital...

Catherine congelou. Seu coração acelerou de uma maneira inexplicável.

_Sim, e?

_E...

Fez-se silêncio. Ela já desconfiava o que era, mas precisava ouvir aquilo.

_Gil...

_Sara...ela...ela...ela faleceu!

Catherine sentou-se. Ficou encarando Grissom, até sentir sua visão embaçada. Grissom levantou-se a puxou para um abraço.

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Um buquê de flores. Assim como todos os dias ela fazia. Nos últimos cinco anos. Pois é, cinco anos haviam se passado, desde o dia em que ela soube da morte de sua Sara.

Parecia que haviam se passado apenas cinco minutos, pois a dor era intensa como antes. A saudade, essa estava pior que tudo. A falta que Sara fazia, era algo que não tinha explicação.

Todos os dias, Catherine visitava o tumulo de Sara, levando flores. Tentava deixar aquele ambiente mais descontraído e feliz, se é que isso era possível.

Muitas vezes ela sentava na grama e ficava ali, falando, como se estivesse conversando com Sara. Via o sol nascer, às vezes, o sol se pôr. Era bom desabafar. Depois, ela lia a lápide, e ia embora.

Aquele dia, ela passou apenas alguns minutos “conversando” com Sara. Viu o sol nascer, leu a lápide, e partiu. Andava devagar pela grama macia, parou e virou-se para ler novamente o que estava escrito.

“Sara Sidle, a melhor mulher do mundo, com muito amor sua amiga mais que amiga Catherine”.

Sorriu e seguiu seu caminho.

Esse não era o final que Catherine, ou qualquer outra pessoa queria. Mas aconteceu assim, Como o Destino quis.

FIM

Notas finais
Então, gostaram do final? Tenho certeza que alguns vão odiar rs mas tentei fazer algo diferente, e mais realista. Espero que tenha dado certo. Mais uma vez, mil desculpas pela demora.
Um grande beijo, e até a próxima o/
Pamella P.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!