Como Não Conquistar O Seu Senpai
2 Lição 2: Não seja o maior baderneiro
Notas iniciais
Hoje fará exatamente seis meses que meu coração fora aberto a força por um garoto encrenqueiro, nada pontual e rude. Em matéria de não ser atraído por alguém como ele, eu fui um aluno nada exemplar.
Passaram-se dois dias depois que o professor havia me forçado a ajudar Lu Han, e talvez devem estar se perguntando o motivo de eu demorar tanto a me aproximar, pois aquele garoto era semelhante a um animal selvagem, faltava apenas rosnar ao me aproximar, então, teria que domesticá-lo e ganhar sua confiança. Por acaso eu comprei um livro de adestramento.
Dicas de Adestramento para Cães:
“1 – Se o cão nunca teve contato com algum comando ele irá demorar a assimilar, enquanto isso não acontecer, é normal não obedecer.”
Então eu havido formulado uma ideia estratégica para conseguir a atenção do menor. No dia seguinte de aula, chegando em minha atual classe pedi para mudarem-me de assento ao lado do meu desafio, e assim que ele havia chegado, claro, ele estava atrasado e repentinamente revirou os olhos assim que havia me visto e assentou-se em seu lugar de costume.
— Por que mudou de lugar? — Sussurrou raivoso.
— Por que não posso me assentar perto de meu aluno? — Sorri.
— As pessoas vão estranhar você aqui, vaza — Aconchegou a cabeça em cima de seus braços na pequena mesa de madeira envernizada. E pude ver a mecha de seu cabelo castanho claro que insistia em desfazer o contraste.
Aproximei minhas mãos de sua cabeça e arrumei seu cabelo, e senti a maciez que pensava que o mesmo não tinha, então o vi estremecer-se, o que me fez pensativo. O mais baixo virou-se para ver o que estava acontecendo.
— O penteie direito antes de vir para o colégio — Disse indiferente.
— Você não é minha mãe — Retrucou espreguiçando-se, sua voz estava diferente, um tanto tremula e tentava se recompor.
A aula havia começado e a monotonia me deixava entediado, até pelas matérias que eu já dominava, então lembrei-me de uma das lições do livro que carregava.
“2 – Adestrar seu cão em um local tranqüilo, sem distrações e barulho é bastante eficaz.“
Escrevi em um pedaço de papel sutil, já que agora eu seria seu ‘professor’, aulas particulares normalmente são em casa, no pedaço branco da folha escrevi meu endereço e o entreguei assim que o professor havia se virado.
— Para que isso? — Perguntou confuso.
— Você irá a minha casa para estudarmos — Cruzei os braços.
— Não vou — Proferiu sem nenhum cerimônia, talvez iria ser mais difícil do que eu pensei.
— Você não entendeu? Se você falhar nisso, eu que vou sofrer as conseqüências de sua falta de interesse. Domingo você irá para esse endereço, é só dizer seu nome no interfone — Ele pareceu ceder. — Irei mandar um carro te buscar se quiser.
— Deve ser ótimo ter uma vida perfeita — Falou baixo.
— Não diga coisas que não conhece, Lu Han — Por um momento eu o vi surpreender-se quando eu disse seu nome. — Não é tão incrível como todos pensam.
Nós passamos o resto das aulas em silêncio, sem muita interação a não ser o toque em seu cabelo ou o pequeno bilhete de folha de caderno. Quando finalmente o sinal do ultima aula tocou, o moreno saiu com rapidez e eu respirei fundo soltando o ar pesadamente.
Olhei pela janela e um Merdeces Benz CLS na sua cor preta estava estacionado, além do suposto baderneiro passando por ele sem ao menos se importar enquanto todos se admiravam com o carro.
Desci as escadas do prédio após organizar meus materiais e vi o motorista uniformizado a me esperar, aproximei-me.
— Não podia ser um pouco mais discreto?
— Senhor, seu pai está o esperando, é melhor se apressar — Sem pestanejar sabendo que meu parente se irritava facilmente, entrei na parte do passageiro e rapidamente partimos.
Observando as casas de Seoul, vi Lu Han parado em um ponto de ônibus próximo a ao colégio.
— Pare aqui — O motorista relutou mas eu não era uma pessoa que dizia muitas vezes a mesma coisa. Algumas pessoas que esperavam o transporte publico mostraram seu interesse. Abri o vidro elétrico e rapidamente o ele fingiu que não era com ele. — Você, entre aqui, não temos o dia todo.
— Não precisa o ônibus já esta vindo — Impaciente sai do carro e peguei sua mochila a jogando dentro do mesmo. — O que está fazendo?! — Sem escolha e resposta minha ele adentrou o veiculo e emburrou o rosto. — Por que está sendo assim?
— É meu aluno e responsabilidade minha agora — Fitei o motorista através do retrovisor e entendendo o sinal se pôs novamente a dirigir.
— Onde estamos indo? — Seus olhos observavam os prédios que se tornavam maiores e as ruas mais extravagantes.
— Para a empresa do meu pai — O rosto de Lu Han virou-se assustado.
— O que eu tenho haver com isso?
— Irei levá-lo para sua casa depois que terminar aqui, não se preocupe — Nos aproximamos de um prédio do qual uma rotatória enfeitada com uma fonte um tanto moderna o fez admirar o lugar. Paramos em frente a entrada da qual funcionários nos esperavam. — Vamos, saia — Vi suas bochechas ficarem vermelhas por receber a atenção das pessoas que trabalhavam ali. Subimos juntos alguns degraus do piso brilhante e assim que a porta fora aberta adentramos o local exageradamente espaçoso.
“4 – Se o cachorro está com medo, ele não iria agir da maneira que espera, e se esconde quando você fala com ele de forma mais firme.”
— Não precisa ficar apreensivo, é só um prédio — Ouvia seus passos logo atrás de mim, um dos seguranças apertou o botão para o elevador descer e enquanto isso um silêncio desconfortável tomou conta do ambiente entre nós e foi o mesmo com a subida até o 58º andar.
Assim que as portas se abriram, o grande corredor que levava até a sala de meu pai parecia emitir um sentimento diferente, de seriedade. Assim que foi avisado o segurança assegurou-se de nos deixar entrar, mesmo Lu Han evitando.
— Pai — Me curvei brevemente e rapidamente o mais baixo fez o mesmo. A sala do mais velho era moderna em tons escuros e sutis de preto e cinza e decorações em madeira, além de exageradamente grande, sua vista pelo grande vidro era para Seoul que se iluminava lentamente pelo fim de tarde.
— Quem está com você? — Perguntou observando o garoto atrás de mim.
— Um colega da escola — Assim que expliquei ele se ajeitou na poltrona.
— É raro ver você com um colega — Riu — Espero que ele também mude sua maneira de ver as pessoas.
— Enfim, qual o motivo do senhor me chamar?
— Um pai não pode querer um tempo com seu filho? — Colocou um pouco de Whisky em seu copo — Bem, vamos ao verdadeiro assunto então, eu arrumei uma pessoa para ajudá-lo e ensiná-lo sobre a empresa, afinal, quero que meu sucessor aprenda devidamente para não ter erros no futuro.
— Não preciso de nenhum tutor, posso fazer sozinho — Disse sério.
— Como esperado de você não é? — Gargalhou novamente — Bem, só queria avisá-lo que não irei jantar em casa, — O que não era nenhuma novidade para mim — e quero que se esforce na questão do novo colégio.
— Sim senhor, estou indo agora — Curvei-me novamente para poder sair daquele lugar.
— E Sehun — Parei não me importando o bastante para me virar — Seja um bom garoto — Continuei meu caminho — Foi um prazer conhecê-lo Lu Han.
— Igualmente — Se curvou um pouco desengonçado.
— Vamos — O moreno me fitava de soslaio por todo o caminho até o primeiro piso. — Por que me olha tanto?
— Você é diferente quanto ao seu pai, e eu não sabia que iria herdar a empresa, apesar de ser um pouco óbvio já que é filho dele.
— Ele ainda tem esperanças que eu fique com ela — Saímos do prédio em direção ao carro do qual o motorista abriu a porta para entrarmos e assim deu partida.
— E por que não quer? É uma oportunidade única! — Pareceu desacreditar na minha escolha.
— De repente ficou interessado em mim? — Sorri de lado e o mesmo parou a conversação.
— Os pais têm muitas expectativas nos filhos, mas às vezes nossas escolhas não correspondem — Observei a cidade, tudo o que eu dizia a ele, mesmo em tom entristecido era sincero.
Por um momento desacreditei em seu gesto, a palma de suas mãos se encostavam em meu rosto o virando em sua direção, suas olhos não emitiam fúria, mas eram ferozes, diferentes do que eu costumava a receber.
— Nessa vida, não se deve ficar assim por não corresponder a expectativas de outras pessoas, se não a sua própria vai se tornar infeliz, faça o que te deixe confortável e alegre consigo mesmo, o que realmente quer — Em um minuto pensei em beijá-lo ali mesmo, era instintivo e estranho para mim, suas mãos se afastaram e seu olhar fixou-se nas luzes da cidade, refletindo em seus olhos castanhos.
Depois de direcionar o motorista, entramos em uma parte da cidade um tanto pobre, com algumas vendas de frutas e casas já antigas, paramos em frente a um portão um pouco enferrujado e fitei a estrutura modesta.
— É aqui — Pegou sua mochila — Obrigado por me trazer — Com seu agradecimento nos despedimos, as luzes acesas indicavam que havia alguém presente. Eu sinceramente nunca fui levado a lugares como esse, mas sabia de sua existência, entretanto o sentimento acolhedor que aquela casa emitia era diferente, mesmo não sendo extravagante.
A imagem do garoto que olhava a cidade não saía de minha mente, e a cada vez que meus pensamentos se voltavam a ele um sentimento diferente me impedia de pensar em outras coisas, apenas nos olhos escuros que refletiam as luzes da noite.
Fale com o autor