Como Não Amar Você

33 32 - As vezes tem uma luz no fim do túnel


Notas iniciais
Heeeeey Faz tempo de mais que eu sumi daqui. Mas como justifiquei na outra fic Jily, eu tive uns problemas tanto pessoais quanto na escola e tava tanta loucura que me vi perdida em dar uma continuação as minhas histórias, recentemente as coisas têm melhorado e eu espero que minha criatividade não vá embora de novo. Como eu já disse, eu demoro demais a postar, mas nunca irei abandonar a fic o.k.? Então se vocês ainda acompanham a fic, mostrem que estão ai e que não estou escrevendo tudo em vão, por que se ainda escrevo é esperando que gostem e agradando a vocês com meu senso de humor que poucos acham graça. Bem, sei que é chato sempre se desculpar, mas tentarei postar com mais frequência aproveitando essa onda de criatividade que me atingiu. Enfim, caso estejam a procura de uma nova fic Jily, estou tentando divulgar a minha, então se estiverem com um tempinho, dá um pulinho lá e me dá uma chance, prometo não decepcionar. Link: https://fanfiction.com.br/historia/584446/Acidentalmente_Apaixonados/ Boa leitura!

Lily Evans

Merda, merda, merda, mil vezes merda.

Tudo culpa do imbecil do James e da vaca oferecida, eu deveria ter esperado mais... Mas pensando melhor, se ele realmente estivesse me traindo com ela, ele não estaria afastando ela, tudo está embolado na minha cabeça e eu não sei onde diabos eu estou! Maldita seja as futuras gerações da Vance, isso se ela tiver alguma.

Escuro, e no meio da floresta que circundava a escola, tem algo melhor que isso? Bem, acho que estou no lençol freático do poço. Acendi a lanterna do celular e percebi que ele estava apenas com 15% de bateria, ótimo, mais ferro pra mim, como se já não fosse o suficiente dado as atuais circunstâncias.

Sem sinal, quase sem bateria, com frio e sem noção nenhuma de onde me encontrava, comecei a andar na esperança de que encontrasse uma saída, ou pelo menos algum sinal pra onde ir, seguir as estrelas? Fora de cogitação, meu senso de direção já não é o melhor, se eu tentar me guiar pelas estrelas eu certamente sairei em Nárnia ao invés de achar uma saída desse fim de mundo. Quem diabos constrói uma escola no meio desse matagal? O.k., eu precisava me acalmar, eu amo essa escola, estou apenas perdida, com frio, magoada e querendo botar fogo num quintal de alguém, ou até mesmo botar fogo EM ALGUÉM.

O pior de tudo, foi que eu confiei no James, eu acreditei nele, eu abri o meu coração pra aquele garoto e eu esperava que ele fosse leal em troca, eu não queria lá muita coisa, apenas uma prova de que ele era meu, foi pedir demais?

Eu estava completamente perdida, não só perdida de direção, mas perdida na vida, como tudo começou a desandar? Por culpa da Vance, claro, mas poxa, eu finalmente consegui alguém que me fizesse feliz e a vida vai e fala: Ah não, você tá feliz demais pro meu gosto, vamos botar um pouco de desastre, opa, acho que foi demais, ah, ela dá um jeito de sair dessa.

Ser pequena e estar perdida no meio de uma floresta cheia de árvores e matos altos não era bem o melhor jeito de encontrar uma saída, mas eu tinha que dar um jeito, afinal, dar uma de Tarzan de Hogsmeade não era bem o meu forte, na verdade, nunca foi bem o meu forte acampar e essas coisas, eu gostava claro, mas né.

Guardei o celular no bolso quando encontrei uma árvore mais ou menos razoável para eu conseguir subir então iniciei a escalada, uma escorregada aqui, um galho na cara ali, uma mão posicionada errada em um galho esquisito e agora a mão doendo e parecendo meio molhada, mas enfim consegui chegar em um ponto que achei alto o suficiente para encontrar alguma saída.

Peguei o celular e iluminei a palma da mão, que agora possuía um corte e sangrava, bom não parecia tão ruim ao meu ver, então passei a mão na blusa parar deixar a mão mais seca e iluminei em volta, ao olhar bem, identifiquei sombras andando não muito longe de mim, sim devido a baixa qualidade da lanterna de celular que eu possuía, aquelas formas que eu vi eram apenas sombras.

Na melhor das hipóteses, James percebera pra onde fui e estava tentando me procurar para esclarecer tudo, o que seria bom e ruim, bom por que eu precisava de ajuda pra sair daqui e ruim por que ainda estou brava e quero acertar ele com uma cadeira — desejo esquisito, eu sei, mas culpe o meu subconsciente que tem esses desejos perturbados. Na pior das hipóteses, seriam ladrões, ou alunos tentando fazer coisas indevidas, ou aqueles traficadores de órgãos tentando fugir ou tentando encontrar vítimas perdidas e indefesas, — ou nem tão indefesas assim, por que convenhamos, eu posso ter um físico fraco, mas eu sabia alguns truques para machucar e fugir — exagerada? Não, apenas alguém que morre de medo de acordar numa banheira gelada sem um fígado ou um rim. O único bom seria se levassem meu coração por que ai eu pararia de sofrer...

Tá bom, exagerei nessa piada, eu realmente estava nervosa para brincar com esse tipo de coisa nesse momento. Eu ás vezes tenho dúvidas quanto a esse meu senso de humor pesado...

Após tentar identificar qualquer ponto de referência que fosse relevante para me tirar dali, enfim vi a torre da escola, iluminada bem pouco para falar a verdade, e seguindo ela, consegui enxergar alguns pontos de luz próximos e assim identifiquei um possível caminho que me tiraria dali. Agora era hora de descer daquela árvore e seguir pelo caminho na diagonal direita, quando apontei a luz da lanterna para baixo procurando um local para apoiar o pé, comecei a me sentir um pouco tonta, o que era esquisito, afinal, eu não estava em um galho muito alto.

Senti meu estômago dar o ar da graça roncando, qual a última hora que eu comi mesmo? Ah, creio ter sido antes de vir para a escola, não me lembro de ter comido nada no intervalo, e eu fiquei tentando fazer cestas na aula que era para ter sido de E.F. então gastei bastante energia, e nesse momento nada favorável é que me lembro disso, poxa, obrigada de novo vida.

Sacudi a cabeça esperando que a tontura passasse e enfim me virei para começar a descer, tudo estava bem, até que eu pisei em falso e escorreguei, tentei me segurar num galho mas meus braços estavam sem forças devido eu estar sem energia, olhei pra cima e só consegui ver duas coisas indistintas que eu acreditava serem meus braços mas minha visão estava embaçada, no momento seguinte só me lembro dos meus braços se soltando e tudo virando uma escuridão mais negra do que a floresta.

James Potter

— PUTA MERDA EMMELINE! OLHA AS MERDAS EM QUE VOCÊ ME METE? AONDE VOCÊ ESTAVA COM A CABEÇA? — Gritei bravo com ela e querendo ir atrás da Lily, pra ela eu havia traído ela, quando na verdade eu fui para o quartinho das bolas achando que ela queria encontrar comigo, mas ao que parece, era tudo uma armação.

— James, eu... eu ainda preciso da sua ajuda pra ter o John de volta! — Ela diz toda manhosa.

— Foda-se o John Emmeline! Ele não ta nem aí pra você, tanto é que tá namorando outra garota, ta na hora de você seguir em frente e me deixar em paz, se não for para me ajudar, então não atrapalha porra! — Digo fazendo de tudo para ela ir embora.

Quando saí do quartinho, só consegui ver a garota que eu amo correndo pela quadra, ficando a cada segundo mais distante de mim, ver o olhar dela desapontado, sentir que ela enxergava a minha alma por trás daqueles olhos verdes e que ela estava magoada, eu vi quando ela respirou fundo e disse:

— Olha James, só me deixa em paz o.k.? Pensei que você havia mudado, mas continua o mesmo idiota de antes. Aproveite Emmeline, —ela disse alternando o olha entre mim e ela — você conseguiu o que tanto queria, James Potter é todo seu, mas cuidado, uma hora ele também vai se cansar de você. — Então ela se virou com os olhos cheios d’água e correu pra longe de mim.

Aquilo me despedaçou por completo, e enquanto via ela correr eu sabia que estava acabado. Simplesmente escorreguei ao lado da sala e me deixei deslizar até o chão, eu havia feito muita merda, eu não no caso, por que quem teve essa ideia escrota de fazer parecer que eu havia traído a Lilian foi a Emmeline, mas eu deveria ter chamado a Emmeline no canto e explicado tudo nos eixos para ela, talvez assim isso não tivesse acontecido.

— Jay bem, me desculpe por isso. — Emmeline disse se sentando do meu lado. — Eu peguei pesado dessa vez, mas eu amo mesmo o John e achei que contaria com a sua ajuda pra reconquistar ele. Mas vi que pisei na bola e fui bem egoísta, vi que estava com a Lilian hoje, mas mesmo assim só pensei no meu lado.

— Eu até aceito as suas desculpas Emmeline, eu sei que você quer o John de volta, mas fazer ciúmes nele não vai adiantar, você precisa mostrar pra ele que não é essa vaca malvada e piranha que você finge ser pra todo mundo, a gente já fingiu namorar lembra? Eu sei quem você é de verdade, e sei que o John quer aquela garota que demonstra que gosta, e não aquela que finge ser o que não é pra pagar de fodona pros outros. — Respondi sendo sincero, sei que o que falei foi meio agressivo mas acho que ela estava precisando desse baque.

— WOW, isso foi... bem, isso foi rude.

— Eu sei, desculpe, mas você precisa entender isso Emme, já passou da hora de você voltar a ser aquela garota legal e você sabe disso.

— Tudo bem, tudo bem, eu vou tentar me resgatar do fundo do poço, mas não garanto nada o.k.? — Ela diz tentando sorrir. — Tem algo que eu possa fazer pra ajudar quando a Lilian?

— Infelizmente não. Ela viu tudo, e acha que eu traí a confiança dela, estávamos no começo de um possível namoro e eu estraguei tudo, ela não vai me perdoar nem tão cedo. E o pior, é que eu amo demais aquela garota e posso ter estragado a única chance de fazê-la feliz, por que se tem outra coisa que ela é além de perfeita, é cabeça dura, e ela não vai me dar outra chance assim do nada.

— Bem, a gente pode organizar algo pra que ela te dê outra chance.

— E o que você sugere?

— Bom, primeiro você precisa encontrá-la e fazer o terreno, o resto você deixa comigo. Eu acho que estamos todos estressados nessa escola e estamos precisando desparecer em uma festa.

— Poxa Emme, acho que é isso que o John sente falta, dessa garota animada e disposta a ajudar os outros.

— Obrigada James e sério, me desculpe, eu não sabia que estava estragando tudo entre você e ela, agora vê se levanta essa bunda suculenta daí e vai procurar a sua garota.

— Bunda suculenta? Sério Emme? — Levanto e olho bem pra ela.

— Olhar não arranca pedaço querido. — Ela diz sorrindo e se levantando também.

— Ah, mas eu sei que tenho uma bunda FE-NO-ME-NAL. — Digo dando uma reboladinha pra levantar o astral.

— James, isso foi gay pra caramba, isso não vai ajudar a reconquistar a Lillian, agora eu sugiro que vá atrás dela, por que essa floresta não é um bom lugar a se andar no escuro.

— Ta bem, estou indo.

— Logo mais te aviso sobre a festa o.k.?

Ela diz mas eu não paro para responder, simplesmente disparo na direção da quadra, a direção que vi ela entrando, eu amo mesmo aquela ruiva, e estou a qualquer coisa pra que ela me perdoe, então peguei meu celular e ligando a lanterna entrei naquele mato sem fim a procura da minha garota.

Notas finais
Espero que gostem e lembrem-se aquele gostei já alegra o meu dia então, não seja um leitor fantasma por apenas alguns segundos e mostre que não estou falhando com vocês Até o próximo, beijos!