Como Não Amar Você

34 33 - Má sorte é pouco


Notas iniciais
Heey gente Confesso que fiquei desanimada em continuar essa história, não houve retorno nenhum no último capítulo, e estou convencida de que abandonaram a fic, espero estar errada. Mas enfim, estamos até com capa nova, que eu particularmente amei, não sei vocês hehe Boa leitura

Lily Evans

Eu acordei deitada na cama na casa James, ou na verdade acordei na minha cama... Mas enfim, meu braço direito estava enfaixado, assim como a mão esquerda. E eu estava com dor nas pernas, que agradável jeito de acordar não?

Olhei em volta no quarto, na cômoda do meu lado da cama havia um copo d’água e várias caixinhas de remédio. Lentamente eu parei para pensar no que havia acontecido, e me lembrei vagamente de ter caído de gritado, e de instantes seguintes alguém gritava Lily e me pegava em seus braços, e depois tudo voltou a ser um breu, eu sofria de pressão baixa, logo não podia ficar sem comer por muito tempo ou sofria sensação de desmaio e tonturas.

Olhei de novo e vi James sentado numa poltrona perto da janela virado em minha direção, mas com os olhos fechados, seu punho fechado apoiava sua cabeça e uma coberta estava em cima dele.

Tentei me levantar mas tudo em mim doía, era impossível não gemer ao tentar mudar a posição na qual eu me encontrava. Após um enorme custo tentando inutilmente não fazer barulho para não acordar James, consigo enfim me sentar e olhar para minhas pernas, eu usava um pijama de calor e ao olhar pela extensão de meus joelhos, estavam todos ralados e meu tornozelo também estava enfaixado. Se fosse Halloween eu poderia sair fantasiada de Múmia, afinal, as faixas eu já tinha.

Eu deveria ser estudada por fazer uma piada desse nível estando literalmente quebrada, talvez não literalmente, mas de certo eu havia torcido o braço e o tornozelo. Olhei pro canto da cama, havia uma muleta. Meu dia estava se tornando ainda melhor. Levantei com cuidado tentando alcançar a muleta, mas esqueci que estava com o tornozelo enfaixado e ao não conseguir colocar peso no pé esquerdo eu cai com a cara no tapete.

— Mas que merda! —Resmunguei socando o chão com a mão enfaixada para segundos depois sentir não só minhas pernas latejando, como também meus braços. — Ugh! — Resmunguei novamente tentando me virar.

—Lílian! Como foi que você foi parar ai? —James acorda assustado, provavelmente com meus resmungos. — Por Merlin! Por que você tentou se levantar sua maluca? —Ele rapidamente se levanta da poltrona e chega até mim me segurando com cuidado e me levantando. —Você deveria ter me chamado, por que não me acordou?

— Não queria te acordar. —Falo encolhendo os ombros.

— Como se não bastasse o susto que você me deu ontem, você ainda quer se machucar mais? —Ele diz exaltado.

— Hey! Sou eu quem estou toda ferrada, não você, então abaixa a bola ai por que fui eu quem me machuquei. — Falo tentando cruzar os braços para passar a pose de brava, mas acabo gemendo ao sentir mais dor.

— Você não estaria machucada se não tivesse fugido! —Ele rebate.

— Eu não teria fugido se você não tivesse me traído! — Falo mais brava.

Ele já iria dar mais uma rebatida, mas ficou estático, seu olhar ficou triste e ele apenas abaixou e sacudiu a cabeça.

— Olha Lily, o que você viu, não é o que realmente aconteceu, eu te juro que aquilo foi tudo uma... — Ele encosta em meu braço enquanto tenta se desculpar.

— Você não tem mais que me dar satisfações, eu sei o que eu vi. Está me dizendo que aquilo foi o que? Foi tudo uma farsa orquestrada pela Emmeline por que ela quer recuperar o ex? —Digo olhando bem em seus olhos, e reconhecendo em seu olhar, a dor que eu também sentia ao proferir tais palavras.

—Mas foi exatamente isso que aconteceu, se você me deixar explicar eu posso...

— O que a gente tinha acabou Potter, supere isso, assim como eu irei. —Digo fria e puxo meu braço saindo do alcance de suas mãos.

Ele apenas me encara, os olhos tristes, garanto que eu estava com a mesma expressão triste, mas como eu poderia perdoá-lo? Eu o vi beijando ela, e estávamos construindo as bases de nosso relacionamento, como posso voltar a confiar nele sendo que em menos de um dia ele já estava atracado com outra garota? Errei feio ao abrir meu coração para o Potter, errei como nunca poderia ter errado, mas de uma coisa eu tinha certeza, eu não cometeria aquele erro de novo. O.k., eu o amava, isso era fato, mas eu iria aprender a não amá-lo mais. Porém a cada segundo que se passava comigo encarando seus olhos azulados como um dia sem nuvens, eu pensava: Como não amar você seu traste?

Como esquecer tudo o que passamos? Como ignorar esse sentimento? Como acordar todo o dia lembrando de cada toque e cada beijo e cada palavra que você me disse perto do lago? Eu não fazia ideia se um dia eu conseguiria responder essas perguntas.

James Potter

Horas antes

Andei por um bom tempo naquele mato, apontando a lanterna para todo local aonde eu achava ter visto um vulto se movendo, mas eu não conseguia encontrá-la. Tudo o que eu mais queria era abraçá-la e dizer que tudo ficaria bem, pedir o seu perdão e torcer para que ela aceitasse.

Mas como eu era sortudo, era óbvio que isso não aconteceria. Eu provavelmente ganharia um tapa ou quem sabe um chute no momento em que ela me visse. Após andar por 15 minutos, parei e olhei ao meu redor, bem ao fundo, longe de onde eu me encontrava, avistei uma fraca luz vinda do topo de uma árvore, se aquilo não era um delírio, com certeza era minha Lil’s tentando achar uma saída desse breu.

Segui naquela direção, me concentrando naquele ponto fracamente iluminado, e foi então que a luz mudou de posição, como se quem a segurasse estivesse descendo da árvore, e em seguida, a luz desapareceu seguido do barulho de galhos se quebrando e um grito estridente que me deixou mais preocupado do que eu já estava.

Aquele grito pertencia ao meu Anjo, não poderia ser de outra pessoa, eu reconheceria aquele grito aonde quer que eu me encontrasse. Segui correndo em direção na qual a luz estava segundos antes e após correr bastante encontrei um celular caído no chão com a lanterna virada para cima. O peguei instantaneamente, estava quase desligando devido a pouca bateria, a tela havia rachado por conta da queda, mas aquilo eu daria um jeito de resolver depois.

Me aproximei do corpo imóvel de Lílian, ela estava com o pé e o braço num ângulo extremamente esquisito, havia sangue em suas mãos e cortes em seu rosto pálido, a tomei em meus braços e chequei se estava respirando. Graças a Merlin ela estava, mas sua respiração estava bem fraca.

Corri o máximo que pude em direção a quadra, quando enxerguei as luzes peguei meu celular e liguei para Sirius.

— Fala Jay. — Ele diz assim que atende.

— Sirius é a Lily, ela se machucou na escola e preciso levá-la ao hospital. —Digo afobado.

— Por Merlin! O que foi que aconteceu? —Digo escutando o barulho de um motor funcionando do outro lado da linha.

— Te explico quando chegar aqui.

—Estou perto da escola, chego em 2 minutos. — E então ele desliga.

Corri com Lily até a parte da frente da escola e assim que cheguei vi o carro de Sirius apontando na esquina, assim que ele parou em frente ao enorme portão, uma Lene preocupada e furiosa saltou do veículo já pronta para socorrer Lily.

—O que foi que você fez Potter? —Ela me fuzila com a fúria de mil centauros.

—Ela caiu de uma árvore. —Resumo rapidamente, se fosse para explicar tudo ali ela iria me espancar antes de levar Lil’s para um hospital.

Ela ainda continuou a me fuzilar depois de eu ter lhe respondido, era óbvio que ela não engoliu a resposta, mas deixou passar para cuidar da amiga.

Coloquei ela no banco traseiro e fiz mensão de entrar também. Mas Marlene me impediu.

— Você vai na frente. —Ela disse de cara fechada.

Seguindo suas ordens, embarquei no banco dianteiro e Sirius seguiu o rumo para o hospital. Enquanto ele dirigia, mandei mensagem para minha mãe avisando que Lily estava ferida e iríamos para o hospital.

Ao chegar lá, levei ela para dentro enquanto Lene cuidava da ficha médica. Um minuto depois o enfermeiro chegou com uma maca e coloquei Lily cuidadosamente nela.

— Qual foi a última hora que ela comeu? — O enfermeiro pergunta alternando os olhares entre eu e Sirius.

— Eu não sei, deve ter sido de manhã. — Respondo em dúvida, passando as mãos pelo cabelo em desespero.

— Lily tem predisposição a hipoglicemia, ela deve comer de 3 em 3 horas para não dar tonturas. — Lene chega dizendo seguida por outro enfermeiro segurando a ficha médica.

— Tudo bem, iremos examiná-la e assim que puderem entrar comunicamos vocês.

Nos sentamos na sala de espera, que estava parcialmente vazia.

— Bota pra fora o que você fez Potter. —Diz Lene posicionando as mãos sobre o colo lançando aquele olhar fuzilante do juízo final.

— Eu já disse que ela caiu de uma árvore. — Repito com convicção, eu não sabia até que ponto Lene sabia do que estava acontecendo entre mim e Lílian.

— Podemos fazer do jeito fácil ou do jeito difícil James. Ou você me conta o por que Lily se machucou, ou eu vou garantir que você nunca mais chegue perto dela de novo, e não duvide das minhas palavras.

Olho para Sirius pedindo socorro e ele apenas dá de ombros.

— Ta bom Lene, eu conto. — Digo enfim me rendendo. — Lily e eu começamos a ficar a alguns dias quando viajamos... — Olhei para Sirius que estava de boca aberta e Lene com aquela expressão de “eu já desconfiava” — ... e ela queria esperar um pouco antes de contar para vocês, hoje ela foi para a quadra, eu recebi uma mensagem dela dizendo para encontrá-la no armário de bolas, e parece que ela também, mas não enviada por mim, quando cheguei lá, Emmeline estava lá, e quando Lily chegou, ela pegou Emme me beijando e ficou brava, disse algumas verdades, saiu de lá correndo e em prantos, eu fui atrás dela depois de conversar com Emmeline, mas quando a encontrei ela estava no chão já machucada, só escutei o grito dela enquanto caia.

— James, você é um babaca por ter permitido que isso acontecesse. — Diz Lene quase apontando o dedo na minha cara.

— E você acha que eu não sei disso? Acha que não percebi que perdi a única garota que amei na vida? — Digo triste.

— Vai precisar de muito mais do que esse rostinho bonito para reconquistá-la. Eu deveria te quebrar por ter magoado a minha amiga, mas como sei que dessa vez foi tudo armadilha, eu vou te dar uma chance de tentar de novo, mas se você vacilar, eu sei aonde você mora e sei aonde vocês guardam a chave reserva, então guarde bem as minhas palavras James Potter, por que se magoá-la mais uma vez, eu vou cortar isso que você guarda entre as pernas e irei fazer da sua vida um inferno. — Ao dizer isso ela se levanta e vai atender seu telefone que havia começado a tocar.

— Você está fodido James. — Sirius diz dando tapinhas em meus ombros.

Trinta minutos depois minha mãe chega e ficamos todos sentados na sala de espera aguardando os enfermeiros, estávamos começando a cochilar.

— Responsáveis por Lílian Evans? — Anuncia um médico que brotou do nada.

—Aqui, sou a guardiã dela. — Diz minha mãe já se levantando.

— Ela fraturou o braço direito e o tornozelo, já enfaixamos o braço e o tornozelo está com gesso e ela terá que vir aqui amanhã para fazer o raio x, a mão esquerda estava cortada, apenas limpamos e enfaixamos pois não estava fundo, mas poderia infeccionar facilmente, ela ralou os joelhos mas nada grave, e seu rosto sofreu alguns cortes. Aparentemente ela não comeu o dia inteiro pois o estômago estava vazio e sua pressão estava extremamente baixa, algo que para uma pessoa quase hipoglicêmica deveria ser mais monitorado. Ela desmaiou e ainda está desacordada, passarei comprimidos para dor no corpo e dor de cabeça, pomada e algumas vitaminas para ela fortalecer seu sistema imunológico e ter uma cicatrização mais eficiente. — Diz o méidco alternando o olhar entre nós e sua ficha. — Ela tem alta hoje, mas precisa vir amanhã fazer alguns exames, darei a ela um atestado de uma semana para dar uma recuperada, e depois disso ela poderá retornar normalmente para a escola, daqui a 30 dias ela poderá retirar o gesso do tornozelo, mas enquanto isso recomendo o uso de muletas.

Dito isso enquanto minha mãe pegava o atestado e o nome dos remédios, eu a peguei no quarto e a levei para o carro, ela parecia um anjo dormindo, apesar de estar com o rosto cortado e toda enfaixada feito múmia. Chegamos em casa e minha mãe trocou sua roupa colocando um pijama nela, no hospital rasgaram metade de sua calça para poder engessar seu tornozelo. Sentei na poltrona observando ela enquanto dormia, não queria tirar os olhos dela, fiquei um bom tempo a observando, esperando que acordasse, mas apenas cai no sono igual ela.

Notas finais
Se existe alguma alma lendo por favor, comente, eu preciso saber se meus leitores ainda estão ai em algum lugar. Ah é, estou escrevendo outra fic Jily, Blackinnon, Dorem, caso se interessem: https://fanfiction.com.br/historia/733608/Acordo_Perfeito/ Bom até o próximo, beijinhos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.