Como Matar O Coleguinha
2 Ami, a garota que merece ir para o inferno
Notas iniciais
“MEU DEUS, O QUE HOUVE AQUI? SAYU-CHAN?” – Gritou Miyo, que ao entrar na sala se deparou com o corpo ensanguentado de Sayumi.
“SAYU-CHAN, ACORDE!” – Desesperada, Miyo começou a chorar alto enquanto o resto dos alunos da classe 7 entrava, fazendo caras assustadas.
“Veja o que está escrito no quadro!” – Gritou um garoto chamado Kaito.
COMO MATAR O COLEGUINHA 1
Minha linda Sayu
“Quem escreveu isso?” – Perguntou Ami
“Parece uma daquelas letras de computador... Que estranho!” – Comentou Kaito.
“Como matar o coleguinha? Que dizeres mais toscos! O que a pessoa que fez isso pretendia?” – Perguntou Ami, confusa.
“Crianças... O que significa isso?” – Disse Ayumi-sensei, que adentrou a sala.
“Ayumi-sensei! Alguém assassinou nossa amiga!” – Falou Miyo, desesperada.
“Quem pode ter feito uma coisa dessas? Afastem-se! Afastem-se do corpo logo!” – Disse Ayumi-sensei
Algum tempo depois o corpo foi levado, sob olhares de pavor e alguns olhares de satisfação. Afinal, Sayumi não era a melhor pessoa do mundo.
Uma investigação sobre a misteriosa morte de Sayumi Sasaki iria começar em breve.
Mas será que haveria... Mais mortes?
A segunda morte: Ami Takei
Naquele dia as aulas foram canceladas, por motivo de luto pela morte de Sayumi. Toda classe estava em choque, muitas pessoas ficaram traumatizadas com a cena vista. Estava um caos. Mas ficaria pior, bem pior.
“Ami Takei...” – Uma voz fina e baixa dizia. Sim, era o assassino.
“Na próxima semana... É sua vez Ami-chan. Preciso planejar a próxima festa...”.
A semana passou tensa. A classe 7 tinha aulas em pleno e absoluto silêncio. Ninguém ousava falar de Sayumi. Makoto estava absolutamente traumatizado.
A investigação foi feita. Nada de impressões digitais. Era um crime perfeito. Análise da grafia escrita no quadro: nula. Não foi compatível com a grafia de ninguém da escola. Os dizeres “como matar a coleguinha”, eram os únicos que comprovavam que, talvez, o assassino fosse alguém da própria classe. Mas não era possível ter certeza. Será que o assassino voltaria a atacar?
Terça-feira. Exata uma semana após a morte de Sayumi. Aquele era o dia sagrado. O dia que alguém da classe teria seu fim.
Ami Takei. Uma garota cruel, fria e grossa. Apelidada de “Monstro”, por alguns colegas maldosos. Possui uma grande força física, pavio curto, enfim, é uma pessoa bastante violenta. Inúmeras foram as pessoas que foram parar no hospital por conta do seu nervosismo.
“Você merece ir para o inferno, Ami-chan. E eu vou te dar uma passagem só de ida pra lá.” – Dizia mais uma vez, a voz baixa e sinistra.
Naquela terça, após o término da aula, Ami recebeu um estranho bilhete, que caiu de dentro do seu armário. Dizia:
Takei-san
Preciso confessar meus sentimentos por você.
Por favor, me encontre no depósito abandonado, em Ogawa às 20h00min. Tenho uma surpresa pra você.
Ass: Alguém que te ama
E o bilhete estava escrito impresso, ou seja, com letra de imprensa, tornando impossível o reconhecimento da grafia.
“Até parece. Mais um engraçadinho pra zoar com a minha cara. Não caio mais nessa... Mas, como gosto de uma boa briga... Vou dar uma checada. Se for o assassino da Sayumi, eu vou acabar com a raça dele.”
“Bingo!” – Pensava o assassino.
Algum tempo depois, já à noite, Ami sai de sua casa com a desculpa de que ia à loja de conveniência comprar sorvete. Direcionou seus passos até o depósito abandonado de Ogawa, com uma expressão raivosa no rosto e punhos cerrados.
“Que bom, que veio Takei-san.” – Disse a voz, que guiou Ami a adentrar o depósito.
“Quem é você? O que quer comigo?” – Disse Ami, com a voz grossa.
“Ora, me declarar. Mas estou com muita vergonha de mostrar meu rosto, sabe como é. Eu te amo Takei-san.”
“Eu duvido que esteja falando a verdade! Seu esquisito! Por que sua voz é estranha assim? Eu vou acabar com você!”
“Não se eu fizer isso primeiro...” – O vulto encapuzado apareceu na escuridão, com um machado em mãos.
“Você deve ser o assassino da Sayumi! Pretende me matar também, não é?”
“Certamente é o seu fim, Ami.”
“Não se eu puder lutar!”
Ami começa a desviar das machadadas dadas pelo assassino, e tenta acertá-lo com golpes de karatê.
“Você luta? Não, você não pode ser quem eu estou pensando!”
“Vai morrer antes de contar a todos que sou eu! Hahahahahahahaha!” – A risada macabra ecoava pelo depósito.
Um simples momento de desatenção. O machado penetrou forte nas costas de Ami, a fazendo gemer de dor.
“Não! Não permitirei que me mate! Não mesmo!”
“É tarde demais Ami-chan, você merece ir para o inferno! Você sabe disso! Você sabe o que fez! Você fez o meu irmão entrar em coma! Eu nunca te perdoei e nunca vou te perdoar!”
“Então é você mesmo... Me perdoe... Eu não sabia que você era tão rancoroso assim...”.
“Adeus Ami, apodreça nas chamas do inferno!” – O som da última machadada penetrando a barriga de Ami podia ser ouvida. Várias outras seguiam. Já era absoluta a certeza que Ami... Estava morta. Luvas para o crime perfeito. O corpo ali foi deixado. Porém, rapidamente o assassino se direcionou à escola, onde entrou facilmente, de maneira suspeita.
Entrou na classe 7, pegou o giz e escreveu:
COMO MATAR O COLEGUINHA 2
Monstro, Ami
“Está feito. Ami Takei, espero que se divirta no inferno.”
O assassino então saiu, andando calmamente pela rua e dando um leve sorrisinho.
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