Como Matar Chantelle Paige
20 bomba
Notas iniciais
Então, só me resta desejar boa leitura
-Tom ? — Jenny repetiu olhando fundo nos olhos de Miranda.
-Me desculpe amor... — Miranda disse venenosa — tenho que ir, tem umas certas pessoas aqui a quem nós não devemos satisfação...
-Quem ? — o kaulitz perguntou do outro lado da linha.
-Ninguém importante. — ela sorriu — vou desligar... eu te amo, MEU namorado.
Miranda fechou o celular e encarou bem firme os olhos azuis de Jenny, que naquele momento estavam meio cinza, meio verde.
-Ele. não. é. seu. namorado. — Jenny estava com raiva.
-Ah, fofinha, ele é SIM. — Miranda se gabou.
-Duvido muito que ele vá gostar de alguém como você. — Jenny sorriu — mas se bem... — ela olhou Miranda de cima a baixo, novamente ela usava uma roupa típica dela. um mini vestido prata com uma bota de cano longo preta e o cabelo solto. nos lábios um batom rosa chiclete e os olhos muito, muito pintados — se bem... — repetiu — que o Tom anda com uma certa tendência a se apaixonar por piranhas, sem classe e metidas a bonequinhas de luxo, — foi a vez de Jenny envenenar a voz — mas que infelizmente... não passam daquelas bonecas infláveis de sex shop. — Jenny riu com indiferença e Thomás e Filipe olhavam pra ela sem entender nada.
Miranda ouviu o insulto boquiaberta e fechou os olhos, como se mastigasse tudo aquilo.
BONECA INFLÁVEL ?Aquela piranha metida a besta ia pagar com a língua pelo que estava dizendo.
As pessoas ao redor tentavam disfarçar o riso e Miranda ficava cada vez mais azul de tanta raiva.
No apartamento de Jenny, nos EUA...
O pai de Jenny estava sentado apreciando o vinho tinto e um bom livro, totalmente relaxado, jogado no sofá da sala.
Ele aproveitava um dos raros momentos de lazer que tinha.
A campainha tocou, ele ficou puto. Se levantou com calma pra atender a merda da porta.
-Quem... — ele arregalou os olhos ao ver quem estava parada lá.
-Surpreso em me ver ? — a mulher disse.
E ele não respondeu.
No apartamento de Gustav, na Alemanha...
-Cara, o Tom tá puto, isso está mais claro que o fato de que as vacas dão leite. — Gustav disse.
-E queijo. — confirmou Georg.
-Mas as vacas não dão queijo. — Bill negou de forma óbvia.
-Claro que dão ! — brigou — Você acha que o queijo é feito de que ?Da lã dos carneirinhos felizes ? — ele torceu o nariz.
Bill ignorou e suspirou.
-O que podemos fazer ?
-Não sei. — disse Gustav — mas pode ser que ele esteja afim dela. quer dizer, da Jenny.
-Não. eu acho muito pouco provável. o Tom não se apaixona. ele pode achar que sim, mas o que ele diz que é amor, eu chamo de problemas sérios de carência sexual.
-É. — Gustav concordou.
-Tudo bem, então o que podemos fazer ?Ele esta abalado, não esta com paciencia pra nada, vive de mau-humor... ele tá um porre total.
-Ah, nem é.
-Cara, eu peguei ele assistindo a noviça rebelde na tv ontem...
-Po, então a situação tá complicada, mais do que a gente pensou. — disse Gustav.
-Ei! Qual o problema com a noviça ? — Georg se manifestou e Bill ficou pensando em como uma pessoa consegue ser tão pata.
-Ok. VOLTANDO. — ele começou — Temos que fazer alguma coisa.
-Porque nós não tentamos não tentar nada ? — disse Gustav — A gente já se meteu demais e não estamos ajudando. temos que ser realistas, pior que a gente só o Georg pra dar conselho amoroso.
-Ok. não vou me meter mais então. — Bill fez pirraça.
Gustav bufou e Georg se levantou atrás de um sanduíche.
De volta ao apartamento dos Rice...
-Jessica, eu não esperava... — o sr.Rice começou.
-Jack, eu quero falar com a Jenny.
-Olha, Jess, eu sinto muito, mas não vai ser possível.
-Você não pode me proibir de ver a minha filha pra sempre. — brigou.
Jessica era alta, loira e tinha a pele morena. ela tinha um rosto fino e traços bem marcados, um nariz pequeno, mas lábios grandes. A mulher usava um vestido branco com uma estampa praiana e acessórios dourados, além de uma maxibolsa. Ela tinha um jeito leve e ao mesmo tempo firme.
-Ela não está aqui. — Jack falou entredentes.
-Eu espero ela chegar. — sorriu.
-Pode esperar sentada. — ele ia fechar a porta, mas ela parou com o pé.
-Nós temos que conversar, Jack.
-Não temos mais nada o que conversar.
-Eu quero a minha filha. — ela parecia amargurada.
-E eu quero que você vá embora. AGORA. — ele forçou a porta.
-Eu não vou a lugar nenhum. — disse com a voz agressiva.
-Tudo bem então. — ele escancarou a porta e ela entrou, observando atentamente o local.
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