Notas iniciais
Is it too late now to say sorry? Yeah I know, I know that I've let you down, but is it too late to say that I'm sorry now? *uuh, uuuh, SORRY* :v Sim, eu deixei vocês esperando mais um mês e eu peço desculpas, muitas desculpas, meu lindos ♥ DUAS RECOMENDAÇÕES ♥ ♥ ♥ ♥ Ice Cream e MeninadoEspaguete, esse capítulo é pra vocês! *só nome de comida :v* Espero que vocês gostem! ♥

Ficar vendo a cara de furioso de Daniel era muito engraçado. Eu não conseguia levá-lo á serio, ainda era uma criança, psicologicamente, com ciúmes, como eu poderia levar aquilo á sério? Mas isso se levou até quando ele, juntando sua coragem encontrada de algum lugar, conseguiu se irritar mais com a minha expressão sociopata – e, para não dizer, linda – ele se aproximou irritado ele socou-me no lado esquerdo do rosto.

— Isso foi pela Rachel. — Ele disse, tentando se convencer de que era maior que sua covardia. Mas, quando olhei, ele ainda não passava de um insignificante apaixonado.

Eu ainda continuava com a mão no meu rosto – mais exatamente na maçã do rosto esquerda, onde o garoto tinha me socado –, mas eu continuava com o sorriso no rosto. Aquilo não tinha doído e só me dava vontade de rir de tão patético que ele era. Ele se aproximou novamente e percebi que iria me socar novamente. Provavelmente ele queria fazer igual aquelas cenas de filmes de ação, sabe? “Essa é por fulano”, e então o protagonista bate no vilão, “Essa é por outro fulano” e bate de novo e assim gera um circulo vicioso de socos na cara do vilão. Para Daniel, aquele era o momento perfeito para ser o protagonista perfeito, para no final ficar com a mocinha perfeita e ter o final feliz perfeito que toda história tem.

Só que todos nós somos os protagonistas de nossas próprias histórias.

Antes que ele pudesse encostar um dedo na minha cara, eu tirei a mão do meu rosto rapidamente e agarrei sua mão – que estava pronta para me socar novamente – e o impedi de me bater. Ele era incrivelmente fraco, como teria tantos músculos? Com certeza ele usava suplementos. Ele me olhava surpreso e, não sei por que, não teve nenhuma reação, então apenas empurrei o tronco dele com as mãos, fazendo-o cair no chão.

— Isso foi porque eu quis. — Eu o disse, vendo ele caído no chão. Dei mais um sorriso antes de chutá-lo, dizendo depois: — E isso foi para você acordar, a vida não é um sonho.

Ele desviou o olhar, com certeza com vergonha. Saí de lá, orgulhoso por minha vitória. Olhei para o relógio no meu pulso enquanto andava, eram 12h30, estava tendo aula de redação. Não precisava ir, era inútil, já que tinha notas perfeitas. Na verdade, o que eu tinha que não era perfeito?

O sinal tocou e só naquele momento tinha começado a última aula. Parei em frente ao colégio quando vi Rachel correndo desajeitada pelo corredor principal, ela carregava uma bolsa Tommy enorme nos ombros e parecia procurar alguém – convenhamos, é claro que ela estava me procurando – e, quando me viu no lado de fora do colégio sorriu para mim e veio para perto, dizendo:

— Tony, por que não estava na classe de Redação? É a única que nos encontramos hoje! — Ela parou em minha frente e sorriu, depois desviou o olhar para o chão, colocou uma mecha do cabelo para trás e completou: — Eu queria falar de uma coisa.

— Pode falar, estou aqui.

— Eu pensei sobre ontem. — Ela disse logo me olhando nos olhos. Eu não podia negar, seus olhos azuis penetrantes conseguiam hipnotizar qualquer um, até – se ela se esforçasse bastante – os meus. — Eu pensei e... — Ela repetiu, parecendo não conseguir terminar a frase.

— Deixe-me adivinhar... — Eu presumi. — A senhorita perfeita vai voltar para mim?

— Na verdade... Eu quero terminar com isso. — Ela disse confiante. — Passei muito tempo dependendo de namorados, nunca dei um tempo para mim mesma. Espero que entenda.

Não, não, não, não. Ela não poderia terminar aquilo, encontrar outra vítima na escola – com Rachel sendo amiga de praticamente todas elas. Por que ela tinha que ser tão adorada por todos? – não seria nada fácil. Ela era a vítima perfeita, eu precisava tê-la. Mas ela viu as consequências do jogo, eu teria que fazê-la voltar a acreditar em mim.

Me aproximei dela e envolvi minhas mãos em torno de seu rosto. Fingi um sorriso antes de finalmente colar nossos lábios. Ela retribuiu, é claro. Ela estava apaixonada por mim, o que fazia o “plano” ser muito mais fácil.

— T-Tony, não. — Ela interrompeu o beijo e virou o rosto. Eu continuei dando beijos pelo seu pescoço e descendo cada vez mais. — Tony! Só está fazendo isso mais difícil pra mim.

Ela me afastou e me olhou chateada. Suspirou e revirou seus olhos para cima, brincando com suas mãos.

— Tony, eu não consigo mais. E-eu não consigo imaginar um futuro bom em você. — Ela confessou sussurrando. Claro, a pobre e frágil Rachel nunca teria coragem de dizer aquilo em voz alta. Mas já fora um avanço. — Se tivéssemos crianças, quão fodidas seriam?

Confesso, eu também me surpreendi pelo palavrão falado pela garota. Mas continuei ouvindo, fingindo estar me importando com seu discurso.

— Papai é um psicopata e mamãe vive em um sonho acordado. Não me leve á mal, mas eu não quero esse tipo de vida. Eu deveria ter ouvido quando disseram que isso iria doer.

Levantei a sobrancelha e segurei o braço da garota, se aproximando ainda mais dela. Umedeci os lábios, desviei o olhar e perguntei ao ouvido da garota:

— Quem te disse isso?

— O quê? — Ela perguntou confusa, e demorou um pouco para finalmente reconhecer do que eu estava falando. Então ela respondeu: — Sabrina O. me disse para ficar longe.

Sabrina. A última vítima antes de Rachel. Sabia que poupá-la de um final pior não me favoreceria. Ok, agora eu teria que lidar com duas ao mesmo tempo. Que alegria.

Apertei as mãos de Rachel antes de bufar e sair andando. Eu sabia muito bem onde Sabrina morava, não era muito longe. Duas quadras dali, praticamente. Demorou, mas finalmente tinha chegado a sua casa. Bem, era um apartamento, mas isso conta também.

Apertei o botão da portaria e pedi para ir ao apartamento 13. Ah, número 13. Eu deveria ter notado isso, 13 sempre é um sinal de má sorte. Sabrina Oliver era má sorte em pessoa.

— Senhorita Oliver disse que não é bem-vindo em sua residência, já pode ir embora. — O porteiro afirmou depois de um tempo.

Bufei e peguei meu celular. Eu ainda tinha o seu número, poderia ligar pra ela. Ela não deveria ter dito nada, pois não vai livrar-se tão fácil assim de mim, como fora na última vez. Depois de quatro toques, ela atendeu.

— Vá se fuder, Tony. Você tinha dito que me deixaria em paz. — Ela disse ao telefone.

— Sabrina, é tão bom ouvir sua voz novamente. Tem um minuto para mim?

Quando ouvi seu choro e ela soluçando, pressenti que aquela seria uma conversa bem longa e complicada. Eu só dei mais um sorriso, olhei pela janela e vi ela lá. Acenei pra ela e ela só voltou a chorar.

— Você não sabe o quanto eu senti sua falta, vadia. — Falei.

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado! Comentários sempre serão bem-vindos! xoxo