Como Jack e Sally
2 2ª Parte
Frank mal podia conter-se de tanta felicidade, dava pequenos pulinhos pelo quarto durante a conversa. Finalmente ele veria Gerard, não que eles nunca tivessem se visto, mas por fotos e webcam não era a mesma coisa.
Internet é um meio de comunicação fascinante. Você pode conversar com pessoas de todo o país. Mas este é o problema, é justamente com as que moram mais longe as que a amizade se fortalece. Está bem, não é sempre assim, mas com Frank era sempre assim.
Gerard estava ansioso, talvez até muito mais que Frank. Afinal ele tinha uma surpresa para o amigo e o medo deste não gostar era grande. Gerard revisou todos os mínimos detalhes, um por um. Ele havia planejado a viajem a dois meses atrás e teve que adiá-la até a data atual. Nada podia dar errado, nada.
Frank teve certa dificuldade em escapar dos preparativos natalinos, mas conseguiu convencer sua mãe. Organizou-se direitinho, queria chegar no horário marcado e não atrasado como de costume.
Passou os olhos sobre o relógio da sala, eram seis e meia. Subiu a escada ás pressas, enfiando-se rapidamente no banheiro antes que seu irmão o fizesse primeiro. Mas se algo não desse errado e o fizesse perder a hora, esse com certeza não seria o Frank.
Way viu uma figura baixa e um pouco desajeitada, virando a esquina a passos apressados. Seu coração acelerou, tinha estado tão calmo e, agora a calma simplesmente havia evaporado. O garoto parou a sua frente e o olhou atentamente pelo que pareceu ser longos segundos, antes de pular sobre seu corpo, os braços envoltos do pescoço e as pernas envoltas da cintura.
– Ainda não acredito que você está aqui! – o menos quase gritou eufórico, apertando o maior em seu abraço.
– Nem eu, baixinho... – Gerard lhe deu um beijo estalado na bochecha, o colocando no em pé novamente – Então, vamos?
Frank olhou para a direção em que Gerard havia se voltado, arqueou a sobrancelha e coçou a cabeça, confuso.
– Seu primeiro dia na cidade e o primeiro lugar que quer ir comigo é o cemitério municipal?
– Algum problema nisso?
– Nenhum! – Frank deu um pulinho animado, agarrando a mão do maior.
Os dois adentraram pelo enorme portão, nenhum deles parecia estar incomodado com o escuro a sua volta. Andaram um pouco, até Gerard achar o “lugar perfeito”.
– Então, o que pretende fazer aqui?
– Trouxe o que eu te pedi? – Frank mostrou a alça da bolsa preta que ainda estava sobre seus ombros.
–Realmente não sei por que quer isso...
– Não questione, apenas vista.
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