Como Há De Ser.
1 Notas iniciais/Capítulo 1 (Christina pt. 1)
Notas iniciais
Bom, antes de começarem a ler, queria informa-los que a história ainda está em andamento. Escrevi alguns capítulos de forma diferente e terei que corrigí-los antes de ser postados. Mas, assim que possível, os postarei o mais breve. Grata, Ka-san.
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Trancando a porta, comecei a caminhar sonolenta até a casa de uma amiga, Samantha. Havia prometido passar lá para irmos juntas à escola. Parando em sua porta, lhe mandei um SMS e apertei a campainha, logo ouvindo-a gritar, junto com o estrondo dos passos na escada: — Um segundo, Chris! Já tô indo. — Não muito tempo depois, ela saiu de casa, me recebendo com um abraço apertado.
– Que cara é essa?
– A minha de sempre? — Respondi sarcasticamente, levando um tapa por isso. — Isso doeu, sabia?
– Tô vendo que alguém aqui acordou com o pé esquerdo hoje.
– Pra falar a verdade, acordei com os dois, ma...
Acabei levando outro tapa, ri, mas doeu. Continuei a caminhar em direção à escola, estava uma manhã fria, a brisa leve e gelada batia em nossos rostos. Perdida nos pensamentos, comecei a relembrar de como havia a conhecido, à uns dois anos atrás.
(...)
A garota simplesmente pulou da cama ao ver a hora, eram 7h29, saiu recolhendo sua calça jeans que deixou espalhada pelo chão, e arrancou uma camiseta da escola do guarda-roupa. Se direcionou com pressa ao banheiro, tropeçando no tapete. Entrou no chuveiro para despertar, não muito tempo depois saindo do mesmo, vestiu-se, enxaguou os cabelos, colocou algumas coisas dentro da mochila e saiu de casa.
Ela olhava a hora no celular e corria, já estava atrasada, mais um pouco o portão iria fechar. Por mais que já estivesse correndo, apertou mais o passo e chegou quando faltava segundos para fechar o portão; as turmas já tinham ido para o seu determinado andar, cada uma para a sua determinada sala. Ela chegava na sua determinada sala ofegante, já abrindo a porta da sala e recebendo um olhar extremamente frio do professor. Havia uma garota ao seu lado, em comparação á atrasada da sala, era mais baixa, loira, e tinha os olhos azuis — que para Chris, eram os mais bonitos que ela tivera visto.
— Uhm.. Com licença professor.. Desculpe pelo atraso. — Praticamente murmurou.
– Comece a chegar no horário, Christina! –disse o professor, seco.
Ela caminhou até o fundo da sala, se sentando no lugar de costume, uma das últimas carteiras. Não deixou de reparar na loira, que se mantinha ao lado do professor, na frente de toda a sala.
– Classe, recebam a nova aluna, Samantha Bradshaw. Veio transferida de outra escola. Tratem-na bem. Sente-se, Samantha.
Disfarçadamente — e junto com toda a sala — observava a novata caminhar até o fundo da sala, por coincidência, se sentando ao lado da morena, cumprimentando-a:
– Oi – A novata lhe direcionou a palavra.
– Oi – Christina respondeu-lhe sem dar muita atenção, permanecendo com a cabeça apoiada sobre os braços.
– Meu nome é Samantha.
– Prazer, Christina. – Se virou e levantou a cabeça para observar a tal garota que lhe puxava assunto, Samantha.
Sua pele pálida foi ressaltada ao semblante de sono no rosto, os olhos verdes sonolentos. Christina fitava-a, lembrara dela de algum lugar. Aqueles cabelos loiros, numa perfeita combinação com os olhos azuis da mesma, não lhe eram estranhos, pelo contrário, bem famíliares, só não se lembrava de onde.
– Pode me chamar de Chris, se quiser.
– Lhe digo o mesmo, pode me chamar de Sam.
Logo o professor chamou a atenção das duas, ordenando-as a abrir seus cadernos e prestar atenção na aula. Christina sussurou: — Idiota. — Fazendo ambas rirem, e pegarem seus cadernos. Elas passaram o intervalo todo conversando.
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