Como Eu Quero

45 Meu Trabalho, Nostalgia e Despedida.


Notas iniciais
Hoolie, amores peço desculpas porque as fics estão ficando enormes, se vcs quiserem eu posso diminuir.
SEJA BEM VINDA UENA, ESPERO QUE VC CONTINUE CURTINDO.

Acordei com os raios de sol no meu rosto e a claridade irritava meus olhos, minha cabeça parecia um bumbo de tanto latejar. Levantei com dificuldade e fui ao banheiro, abri a farmacinha e vi um analgésico, tomei e fui pra debaixo do chuveiro. Tomei um banho bem demorado e na saída ouvi o celular histericamente tocar.

-BOM DIAAAA. (gritos) acordando e levantando preguiçosa (risos)

-Cara, quem é o idiota que grita uma hora dessas da manhã? (falei irritada)

-Primeiro não sou idiota, sou o Jamareo, segundo são 10 da manhã e a senhorita ainda não chegou e pela voz tava dormindo.

-Jamareo meu querido perdão é que minha cabeça esta me enlouquecendo... Não sabia que já era tão tarde, droga atrasada de novo... O Ryan esta por ai? (falei apreensiva)

-Sim, iai você vem?

-Já to saindo. Tchau.

-Tchau.

Droga, atrasada o Ryan vai me matar, pensa rápido, roupa, vi um vestido branco bem soltinho de alças finas que ficava fofinho, coloquei. Sapatilha com um salto bem discreto coloquei. Maquiagem rimel, batom cor de boca. Cabelo... Rabo de cavalo (e vai na fé minha filha). Passei na cozinha (lógico), abri a geladeira e não pude deixar de pensar dos amassos que Bruno e eu tivemos.

-Não... Agora não, pensa em outra coisa, pensa na... (olhei pra dentro de refrigerador e vi uma linda maçã e um cacho de uvas) isso maça e uvas, perfeito.

Sai correndo e peguei um táxi dei o endereço e rapidamente cheguei ao estúdio. Passando pelo corredor com minha bolsa e meu inseparável notebook nos braços vi a hora no visor do celular e vi que perdia muito tempo e dinheiro com táxis.

-Preciso de um carro (falei ainda de cabeça baixa entrando na sala)

-Amém, pensei que não vinha hoje. Se tivesse um à premiação de atrasos você ganharia com louvor. (Ryan com cara feia)

-Bom dia pra você também ô coisa chata que não larga do meu pé, porque você não vai passear, eu sei que estou atrasada, to errada, mais você já esta me irritando com essas indiretas. Quer falar?Fale logo e deixe de piadas, valeu? (disse sem respirar com cara de raiva)

-Nossa Sary acordou estressada hoje... Deixa-a em paz cara que provocação. (disse o Eric)

Não tinha percebido que o Bruno estava sentado no sofá, também passei por ele com um ódio mortal do Ryan que não o vi.

-Desculpa meninos é que a ressaca, não me deixa muito alegre, bom dia.

-Bom dia Saryelle. (disse Bruno sério passando por mim)

-Oi Bruno, você vai gravar alguma coisa? É que temos umas bases pra colocar nessas três faixas e coros também? (falei apontando na tela do notebook)

-Não ia, mais agora que você mostrou vamos trabalhar né? (sorriu)

Depois de gravar, regravar, salvar, tocar, rir e todas essas coisas de estúdio, meu estomago deu sinal de vida e lembrei-me das frutas na bolsa. Enquanto os meninos cantavam na sala acústica eu dava grandes mordidas na maça.

-Parou, parou... (disse Bruno).

Estranhei e pausei a gravação

-O que foi? Você não errou continue. (franzi o senho)

-Não, é que... (começou a gargalhar)

-Qual é a graça Bruno? (abri um sorriso de lado)

-É que nunca vi uma pessoa dar uma mordida tão grande em uma maça... Outra dessas você termina de comer sem o menor problema. (os meninos riram)

Ele tinha razão, mais eu não ia falar isso pra ele, né?

-Por acaso isso é uma indireta ao tamanho da minha boca? Não é engraçado, to com fome seu chato. (ri)

-Pra mim... Quanto maior a boca mais gostoso é o beijo... Fiquei com inveja da maça. (Ryan falou olhando para o celular)

Fiquei séria instantaneamente e sem querer olhei pra Bruno, que por sua vez retrucou.

-Eu cara fica na tua, valeu?

-É já que fiz minha boa ação do dia fazendo vocês sorrirem, agora o senhor ai dentro comece a cantar viu Bruno Mars. (falei tentando ficar séria)

Ele cantou e saiu da sala.

-Ficou bom? (falou se aproximando da cadeira)

-Ficou ótimo, quer ouvir?

-Claro.

Enquanto a música rolava eu peguei a bolsa e tirei minhas uvas que estavam doces e suculentas.

-Alguém quer? (apontei pra uvas e de boca cheia)

-Não estou de dieta, quero ficar em forma. (Falou Phill)

- “Ficar em forma” é? Só se for à forma de barril, mano... Olha só o tamanho disso? (Kam apontou pra barriga do Phill)

-Bruno, quer? (olhei pra ele)

-Uvas? É... É melhor não. (falou estranhamente), não depois de ontem.

-Falou alguma coisa?

-Não nada, pensei alto. (tentei disfarçar)

*

*

O dia foi produtivo adorava trabalhar na produção estava realizada fazendo o que eu queria, tiramos varias fotos. (não apareci em nenhuma), não sou muito de fotos.

-Vem Sary, junta aqui todo mundo junto. (disse o Ari com a câmera na mão)

-Não vai você pra lá e eu fotografo vai. (empurrei-o pra perto dos meninos)

Sentei-me no sofá com o notebook nas pernas e me assustei com os movimentos do Phill.

-Vai tira isso daqui, (em relação ao computador) ô Bruno chega aqui (ele se aproximou), senta ai e eu sento aqui e você vai tirar essa foto, Sary não seja antissocial (riram)

-Não sou antissocial, só não gosto de câmeras na minha frente ô pessoa chata (rimos)

-Ari, segura e me deixa bonitão na foto. (Phill falou)

-Phill é uma câmera fotográfica, ela não faz milagre. (eu disse sorrindo)

Aproximamos-nos e senti as mãos bem saidinhas de Bruno me puxando pra mais perto dele e sua respiração no meu pescoço. (safado) Foto tirada!Fim de dia e eu estava morta de cansada. Ainda estava claro, me bateu uma saudade de casa, da praia na verdade. O estúdio estava uma loucura todos falando alto e eu calada.

-Oi? Calou-se der repente. (disse o Kenji)

-Não é nada, é que me lembrei do cheiro de maresia das praias, me acalmavam sabe? (falei calma e triste)

-Uhum, sei. Sary... Você sabe dirigir?

-Sei sim, por quê?

Kenji se levantou foi até a sua bolsa e pegou umas chaves, se aproximou e colocou as chaves na mesa.

-Ainda esta cedo, você pode ir dar uma volta pela orla, as praias daqui também são belas, SEU TRABALHO POR HOJE, ACHO QUE JÁ ESTA ENCERRADO, né Ryan? (rimos) amanhã você me devolve o carro. O que acha da ideia?

-Achei linda e fofa Kenji.

-Meu carro esta no estacionamento é um SONIC prata, esta logo na saída.

Eu não acreditei na atitude dele, Kenji sempre foi um amor comigo, mais nunca esperaria isso dele. Respirei fundo e com um sorriso, recebi de bom grado o pequeno mimo. O abracei e ele sorriu.

-Então meninos eu já estou indo, amanhã nos vemos, vou aproveitar que ainda esta claro e dar uma volta. (enquanto falava pegava minha bolsa meu noteiro, mistura de notebook +companheiro e sai).

Assim que cheguei vi o carro dele, destravei o carro e entrei, coloquei minhas coisas no banco de trás, pus o cinto e sai. Segui as placas, não demorei muito e comecei a sentir o cheiro que tanto me lembrava de minha casa, procurei um bom lugar pra estacionar, desci,tirei as sapatilhas, soltei os cabelos e fui até a areia branca e fina que estava fria caminhei um pouco mais e a água de temperatura agradável molhava meus pés delicadamente. Sorri

Bruno on

Tiramos muitas fotos como de costume, insistimos pra Sary se juntar a nós mais ela não quis, quer dizer, o Phill praticamente a obrigou a tirar uma misera foto, Ela se calou e ficou pensativa, pensei em ir falar com ela, mais depois do que aconteceu na cozinha e no que o John tinha falado sobre ela me deixaram cauteloso em relação ao meu comportamento. Vi Kenji falar com ela e depois sair. Fiquei curioso.

-Ei cara, cadê a Sary? Já foi?

-Foi sim, emprestei meu carro pra ela ir pra “casa” (fez aspas com os dedos), ela me disse que sentia falta da praia e eu cedi meu carro pra ela ir a praia. Por quê?

-Não nada, tá de boa.

Sei que eu deveria deixa lá em paz, mais eu queria vê-lá, tinha necessidade de falar com ela, sai discretamente e peguei meu carro e comecei a andar devagar pela orla, então vi o carro do Kenji parado, deduzi que ela estava por perto. Parei o carro e desci, caminhei até a praia e a vi sentada num banquinho em um lugar pouco movimentado. Aproximei-me vagarosamente, ela estava pensativa.

-Um doce por cada pensamento. (ela me olhou surpresa)

-Bruno? O que você esta fazendo aqui? Seguindo-me por acaso? (falou sorrindo)

-Talvez... Vi-te calada e depois saindo então resolvi te seguir.

-A tá, entendi.

Ela voltou a olhar o mar e a calar-se, Sary estava ficando mais distante e mais difícil de decifrar.

-Você esta bem Sary? Esta distante? Aconteceu algo?

-Oi? Não, eu estou bem é que às vezes fico assim calada, pensativa, coisa de quem passa muito tempo sozinha. (riu forçado)

-Quer que eu vá embora?

-Não, pode ficar. (falou rapidamente)

Fiquei calado ao lado dela, me surpreendi pra quem falava pelos cotovelos se mostrou introspectiva e serena, o único som que se tinha era as ondas beijando a areia, carros ao longe e o vento, o vento que balançava seus cabelos de um lado ao outro. Decide quebrar o silêncio.

-Senti falta de casa?

-Sim

-Me desculpe Sary.

-Pelo o que?

-Por... Pelos... Não sei, só queria falar, deixa pra lá. (me enrolei e não disse nada com nada)

-Esqueça, já passou, estamos vivos, não estamos?... Então. (riu)

Em nenhum momento ela olhou pra mim, então ela se pronunciou.

-Minha mãe nunca gosta quando fico assim calada, quieta, meus amigos também não. É que eu tenho necessidade de fugir de tanto barulho e ficar quieta, é a maneira que eu tenho de me refazer... Juntar cada pedaço sozinha e começar de novo... Sempre sozinha. (respirou fundo)

As palavras dela foram como indiretas diretas foram os pedaços que eu quebrei, dessa vez não aconteceu como de costume, eu me machucava e as mulheres com as quais me relacionavam não. Queria dizer que ela não estava sozinha dessa vez... Não ia adiantar minha resposta a sua sinceridade foi pegar sua mão e segurar forte, ela olhou meu gesto sorriu e pós a cabeça no meu ombro. Depois de alguns instantes ela se levantou e continuou olhando o mar. Trouxe com calma seu rosto de maneira que olhasse pra mim e lentamente a beijei, ela não fez nenhum movimento contrario, ela pós suas mãos no meu peito que batia descompassado e se deixou levar por aquele beijo puro, demorado, delicado e doce. Senti um gosto salgado no beijo. Sary chorava. Afastei-me dela e rapidamente ela abaixou a cabeça, me abraçou e pós a cabeça no meu ombro. Seu choro era baixinho e sofrido. Acho que ela não queria que eu a visse daquele jeito. O que John me disse na festa era verdade, Sary se mostrava a todos como uma fortaleza quase inabalável, mais por dentro era apenas uma boa menina atrás de um pouco de carinho. A acolhi bem perto de mim e não falamos nada por um bom tempo. Percebi que ela se movia enxugando as lagrimas e repirando fundo.

-Pronto. Parei (riu), obrigada por estar aqui.

Não falei nada, eu não me reconhecia, eu estava completamente travado.

-Esta ficando tarde, é melhor irmos embora. (disse pegando as sapatilhas)

Seu telefone tocou, acho que era mensagem, rapidamente ela pegou e leu o que tinha recebido. Não ia perguntar quem era, ficava chato. Ouvi Sary falar.

-Daniel (sorriu)

Outro cara? Não! (pensei)

-Mulher bonita e brasileira é fogo, todo mundo quer. (balancei a cabeça e ri)

-Engraçado você né? Esse aqui ganhou meu coração faz tempo. Amo o Dani. (disse sorrindo)

Os olhos dela brilhavam quando falava no tal Dani, não gostei nada desse cara.

-Você tem que conhecê-lo Bruno, Dani é louco assim como você, se dariam muito bem. Quando eu voltar pro Brasil no meio do ano eu trago ele comigo.

-É ta bom.

-Bem eu vou embora, obrigada de novo. (me abraçou)

-Eu também vou, te deixo no carro.

A acompanhei até o carro e a peguei pelo braço.

-Sary... É... Deram-me um conselho um dia desses e acho que vou segui-lo.

-Qual foi?

-De te deixar seguir a vida, não te machucar. (olhei triste e firme)

-Quem te falou isso? Bruno olha... Vamos deixar o que tivemos pra lá, temos que conviver com a ideia que só fomos passa tempo um para o outro.

-Você nos viu assim Sary?

-No começo, no Brasil não... Mas agora sim. Você me vê assim.

-Não Sary não, não, eu nunca te vi como passa tempo, não pense assim... O que eu senti... Foi... Verdadeiro. (falei desacelerando gradativamente).

-Bruno Mars, Bruno Mars... Não vamos remoer o passado, deixa pra lá, não quero sofrer nem ficar com raiva, não deu certo. Paciência. (falou entrando no carro)

-Sary. (peguei no braço dela de novo)

A trouxe pra perto e a beijei, encostei calmamente na lateral do carro e pressionei seu corpo. Só o que eu queria era senti lá perto de mim, seu corpo, seu gosto. Ela também entendeu que aquele beijo poderia ser nossa despedida, nosso ultimo beijo. Suas mãos estavam paradas no meu pescoço e seus dedos passeavam pelos meus cachos embaixo do boné. Minhas mãos estavam na sua cintura fina, delicada e perigosa ao mesmo tempo. Separamos-nos com pequenos selinhos.

-Poderia ficar assim por horas. (eu disse com os olhos fechados)

Ela se afastou sorrindo e entrou no carro, me abaixei e perguntei.

-Quer que eu te acompanhe?

-Não precisa, eu sei o caminho. (riu)

-Ta bom. (eu vou acompanhar, pensei).

Ela saiu primeiro e eu logo em seguida, acho que ela me notou e continuou dirigindo, já perto do seu apartamento meu telefone toca.

-Eu disse que não precisava que me acompanhasse Bruno. (falou com a voz sorridente)

-Foi? Eu entendi que tava liberado, sério.

-Eu sei!!! Mesmo assim obrigado. Pode ir já estou entregue.

-Só saiu daqui quando você subir e acenar pra mim de lá de cima.

-Ai meu Deus, tenho uma babá é isso?

-Chame do que quiser. Eu chamo de cuidado.

-Uhumm, comigo ou com o carro?

-Na verdade, na verdade... Com o carro o Kenji é muito ciumento. (tentei segurar o riso)

-AAA que horror, fui humilhada. (riu alto)

-Agora é sério sobe lá vai, quero ter certeza que esta entregue.

-Tá bom pai.

A vi descer do carro com suas coisas e entrar no prédio, alguns estantes a luz acendeu e ela abriu a janela, procurou pelo meu olhar e eu desci do carro, olhei sorrindo e ela acenou pra mim. Meu celular tocou de novo.

-Pronto. Estou entregue, mais alguma coisa?

-Não Sary, não. (falei triste)

-Bruno você esta bem?

-Queria estar com você... É... Já vou até amanhã produtora. (desconversei)

-Até Bruno. Beijo.

Desliguei o telefone e acho que dessa vez era ela que me vigiaria, entrei no carro e ela continuava me olhando, virei à esquina bem devagar e a vi me seguindo com os olhos. Perdi a guerra e a batalha.

CONTINUA...

Notas finais
deixem comentarios. amo qndo vcs falam comigo fico tããããooo feliz.
Kiss 4u